Ler “A Menina que Roubava Livros” sempre esteve em meus planos, mas adiantei assim que descobri o lançamento do filme. Me surpreendi.

Não chorei pelo simples fato de estar em público. Cada detalhe, a forma como a história foi contada. O fato de ser contada pela morte! O que mais gostei de fato foi a narração, a historia toda ter sido contata pela morte, mas não de uma forma horrível, as vezes até divertida, foi a melhor parte. Não foi difícil como normalmente os livros sobre a segunda guerra mundial são. 
Referente ao filme, foi completamente transformado em um filme sobre a segunda guerra. Enquanto no livro o foco foi a história de Liesel, no filme, foi a Alemanha nazista e o relacionamento inocente entre Liesel e Rudy ficou "hollywoodizado", mas no geral, foi lindo. Eu esperava mais em algumas partes, principalmente as mortes, quando Liesel vê sua família morta, e Rudy. Não achei que o Rudy ainda estaria vivo no final, e não achei que mudariam a ordem dos acontecimentos, seria até mais dramático manter o original: o beijo no Rudy morto e depois o encontro de Liesel com os pais, mas é isso que se chama adaptação. Foram 2h11 muito bem aproveitadas. E eu achei que a morte seria uma mulher.

Devo lembrar que se você está procurando um livro sobre a segunda guerra mundial, pense duas vezes e vá ler outra coisa. Que eu possa indicar, talvez "O Sobrevivente" de Aleksander Henryk Laks, ou "Treblinka" de Jean-François Steiner, são ótimas escolhas. "A Menina Que Roubava Livros", por mais que retrate a segunda guerra, é puramente ficção, não se deixe enganar. Claro que é o tipo de assunto que estudamos na escola, mas se você quer algo para se familiarizar com o assunto antes de dar a cara a tapa com livros escritos por judeus, leia "A Menina que Roubava Livros" e depois vá para os demais.



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