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Um filme divertido e reflexivo.
O Sétimo Selo faz você rir em várias partes, mas te faz refletir em várias outras mais. Você fica nesse vai e vem de emoções o filme todo. Com um enredo baseado em desafiar a morte,  O Sétimo Selo questiona a existência de um deus e retrata a Morte como a única coisa realmente certa na vida. 
Você acompanha a jornada de um cavaleiro em um jogo de xadrez com a entidade, onde a Europa está sendo devastada pela Peste Negra. Metáforas de frases curtas e abstratas resumem este filme, te fazem pensar nos porquês, e vários questionamentos existem até hoje, como se deus existe, por exemplo. 
O filme demora um pouco para chamar a atenção do espectador, mas aos poucos ele te prende à história de uma maneira a qual você não consegue sair de frente da tela até descobrir o final. Um filme brilhante. 

Esta é minha mão. Posso mexê-la. O sangue pulsa nela. O sol está alto no céu e eu, Antonius Block, jogo xadrez com a morte. 
É muito complicado falar de um filme assim. Pelo menos para mim. Eu consigo assistir à um musical e chegar aqui falando o que achei das coreografias, das canções, mas em filmes como O Sétimo Selo eu posso ficar horas pensando na experiência de vê-lo, que não vou chegar a conclusão nenhuma. É ver para entender onde todas as críticas, positivas ou negativas, querem chegar. 
O Sétimo Selo é um filme para ser visto com paciência, porque além de ser sueco, ele é bem lento e em preto e branco, mas depois que você termina dá aquele ar de missão cumprida.

metadeTerminei Minha Metade Silenciosa exatamente às 02:20 de domingo para segunda-feira, do dia 15 para o 16. Eu não estava conseguindo me concentrar durante a semana, no ônibus, mas eu sabia que assim que sentasse para ler, eu leria tudo de uma vez, e que livro triste.

Cheguei a dar algumas risadas, mas esse é um livro dor no coração. Em algumas histórias, a tendência é só melhorar, mas não em Minha Metade Silenciosa: tudo de ruim pode acontecer e quando você pensa que tudo de ruim já aconteceu, tem mais coisa vindo por aí.

Stark não tem uma orelha, mas esse não é o ponto central do livro, apesar de ser o motivo que desencadeia todos os outros acontecimentos. Também acompanhamos a entrada de Stark na adolescência, e em que garotos de 13/14 anos pensam? Isso mesmo. No começo do livro eu achava legal chamá-lo de Palito, não por maldade, mas por parecer - foco no parecer - legal, divertido, e porque ele não liga, mas com o passar da história vi o quanto esse apelido é idiota, babaca e desnecessário. Ele não liga, mas não é legal.

Nada de pensar que esse é um livro leve, em nenhum momento, nem mesmo no fim. Claro, há aquela pontinha de esperança de que "agora que os problemas acabaram, a maré vai abaixar", mas o autor meio que deixa em aberto. Ele te da o copinho dá esperança e puf, o livro termina.

Apesar da violência, do abuso, das drogas e do bullying, existem alguns personagens que durante o enredo fazem as coisas melhorem, tanto para Stark, quanto para seu irmão, Bosten, como a Emily, o Paul, tia Dahlia, Sutton e os gêmeos da Califórnia. Minha Metade Silenciosa é uma turbulência de emoções. Não vou dizer mais nada, apenas que esse é um livro que deve ser lido.



Mexicanos são criativos e exagerados. 
Domingo passado fiz Arroz Mexicano e que delicia. Já sou fã de arroz, mas se assim como eu você acha o arroz branquinho sem graça, fica a dica. Como toda comida mexicana que se preze, é forte, ou seja: os acompanhamentos devem ser mais leves. Claro que falo isso por mim, você pode muito bem fazer Nachos de entrada, almoçar o arroz, acompanhar com o Guacamole e de sobremesa comer um Taco, nada te impede. Aliás, estou pensando em fazer algo desse tipo no meu aniversário, quem sabe ano que vem.
A receita é bem simples, é praticamente um arroz tradicional, só que com mais tempero. Fiz 2 copos, porque aqui somos quatro pessoas, deu e sobrou pra janta. Na receita que acompanhei, pedia abacate, mas acabou que ele não foi usado, na verdade ele era o acompanhamento, mas lá não falava o que fazer com ele (pensei no Guacamole, mas como eu já vou fazer daqui uma ou duas receitas, acalmei os ânimos), então usei depois para fazer um vitamina mesmo. Outra delícia. Sou muito fã de vitamina de banana, porque não gosto da fruta em si, mas a vitamina de abacate bateu de dez a zero.
Estou simplesmente adorando ter começado essa seção aqui no blog, indiretamente ela me obriga a ir para a cozinha uma vez por mês, coisa que eu nunca fazia, mas estou amando a experiência de cozinhar (minha mãe que está mais feliz ainda, já que uma vez por mês ela não precisa fazer nada, rs)!
Se interessou, ó a receita aqui
Continuando no México, o prato do mês que vem é o Taco!

Há muito eu tinha me esquecido o quanto é bom perder horas da vida assistindo à séries de TV. Bons tempos foram aqueles em que eu esperava em média 1 hora todos os dias enquanto eu baixava um episódio de Pretty Little Liars, até que meu player parou de funcionar e larguei de mão.

Esses dias, por essa internet infinita, encontrei no blog da Anna um meme criado pela Tati, onde o objetivo é falar sobre as séries que você anda vendo, o que me deu vontade de voltar a ver, mas faltava-me uma desculpa. Na verdade tem muita - muita mesmo - gente me indicando séries, e vejo gente falando bem de séries, e me recuso a ver Game of Thrones antes de ler os livros, me perguntei, por que não?

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Não dei nada por Faking It até virar a noite com a primeira temporada. Os episódios são curtos, não passam de 22 minutos cada É uma comédia bem MTV, pra quem já viu ou assiste Awkward, é bem familiar (apesar de Awkward ter ficado bem chatinha). Por enquanto tem só uma temporada, já completa, com 8 episódios e não sei quando e nem se sai continuação. Espero que sim...

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Eu já assistia Pretty Little Liars em 2011/2012 e parei na terceira temporada, como citei lá na introdução. Uma das coisas mais legais de assistir PLL, são as teorias dos fãs: quem é "A", quem matou Alison, se ela realmente está morta... Lembro de passar horas pensando e quebrando a cara no próximo episódio. O único motivo pelo o qual parei com PLL na época, foi o player, hoje a série já está na quinta temporada e muita gente diz que não está tão boa quanto antes, vamos ver...

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Eu assistia alguns episódios aleatórios de Gilmore Girls no SBT há muito tempo atrás, apenas criei vergonha na cara para continuar agora. Desde que descobri o desafio literário da Rory, fiquei morrendo de vontade de assistir a série, let's go do this! A série tem 7 temporadas completas.

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CSI: NY é uma série policial, preciso dizer mais? Eu via sempre dublado na Record, e adorava, só estava criando vergonha na cara e ânimo para começar do zero. A série tem 9 temporadas completas.

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Se até o YouTube tá fazendo propaganda de Orange Is The New Black, é porque deve ser das boas. Brincadeira. Mas realmente, todos estão falando dessa série e ela merece toda essa atenção, estou no quarto episódio da primeira temporada e por enquanto a Netflix lançou só duas temporadas.

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Quem não conhece Friends? Eu via sempre na hora do almoço, depois de voltar da escola ou antes de ir para o trabalho e acho que eu já assisti todos os episódios, mas não ligo, esta é uma série que vou sempre assistir, porque não há nada melhor do almoçar assistindo à uma série amorzinho.


Bom, essas são as séries que ando assistindo ultimamente, mas pretendo começar Doctor Who e Sherlock o mais breve possível e, quem sabe até dar uma chance para Hora de Aventura. Quais séries você tem visto ultimamente?

Eu te entendo, Penny...


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Um filme perfeito. 
Uma comédia que não deixa de ser emocionante. Uma sátira à Hitler e sua ditadura. A história conta basicamente o que já sabemos sobre a Alemanha Nazista, Adenoid Hynkel (Hitler) quer expandir sua pátria ariana destruindo todos os judeus. Só que Chaplin dá toda a graça ao filme. 
O que eu mais gostei, foi que apesar de ser um filme sobre a II Guerra Mundial, não é sangrento: você não vê as mortes, não vê as torturas, não vê os campos de concentração. Tudo isso é citado o tempo todo, o que gera todo o sentimentalismo em torno dos acontecimentos, mas fica tudo na sua cabeça, o filme não esfrega nada na sua cara. 
O mais interessante sobre projetos sobre a II Gerra Mundial, é que não importa quão o diretor, produtor, roteirista ou etc mude os fatos, esconda a realidade, lá no fundo você sabe que aconteceu. Pelo menos eu, entusiasta de leituras sobre aquela época, não consigo me desvincular dos fatos reais. Quando imagino um cenário Nazista, imagino o que foi descrito pelos próprios judeus que lá estavam (e isso é assunto para outro post). 
O filme tem duas horas e cinco minutos de duração, mas você nem percebe. Você ri praticamente o filme todo. Para quem gosta de comédia, ou de história, ou da II Guerra Mundial, fica a dica.

Se você não leu o livro e nem viu o filme, alerta de spoiler!

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Um livro super rápido de ler e quando comprei, não sabia sobre o que era e li em um dia. O mais bacana do livro é que apesar dos personagens principais serem vítimas do câncer, não é um livro sobre câncer. Eu adoro a forma como o John Green escreve, direto e reto, sem rodeios. O meu livro já deve ter rodado a cidade inteira, porque todo mundo pede ele emprestado, impressionante, mas até entendo porque eu mesma já li duas vezes. É uma história que diverte e emociona na quantidade certa. Não é um romance meloso, apesar de ser um romance. Várias citações que viraram frases de facebook merecem destaque pela beleza e simplicidade.

Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.

John Green, como sua marca, coloca metáforas em seus livros com a intenção de te fazer pensar, seus textos são um tapa na cara e um reflita. A fixação de Hazel com o final do livro de Peter Van Houten me faz acreditar que o livro é real. A Culpa é das Estrelas foi um livro que me fez rir de gargalhar e chorar igual um bebê durante a leitura e releitura. Essa é minha vida, esse é meu time. Todas as coisas ditas (e não ditas), principalmente pelo Gus, são tão fofas que é capaz de você ter diabetes durante a leitura, mas ele é um palhaço tão grande que as vezes, foco no as vezes, corta o climão e você não sabe se ri, se chora, ou se faz os dois.

Você me deu uma eternidade dentro de nossos dias numerados. 

Eu juro que não esperava pela morte do Gus e foi quando mais chorei. Na verdade comecei a chorar quando descobri que ele ainda não estava curado. O rapaz já não tinha uma perna, agora já não podia nem andar. Daí ele foi para a cadeira de rodas, depois ficou preso na cama, Gus foi de meio saudável para paciente terminal. O final, ah, o final. As últimas cinco palavras que Hazel no livro. Depois que o Gus ficou completamente tomado pelo câncer o livro virou uma bola de neve e eu busquei um balde para as lágrimas. Okay, exagero. Mas foi nesse nível. Sabe quando seus olhos estão tão embaçados que você não ver mais nada? Então.

Não dá para escolher se você vai ou não se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai ferí-lo. 

Assim como qualquer ser humano normal, fiquei ansiosa pelo filme. Que filme perfeito. O roteiro foi bem fiel ao livro, poucas cenas foram cortadas, como por exemplo a luta do Gus contra o câncer. Acho que a cena mais bonita foi a Hazel subindo as escadas da casa da Anne Frank. Eu não chorei das lágrimas escorrerem, mas fiquei muito emocionada. Meus olhos se encheram d'água e saí do cinema a cara do desespero.

Shailene Woodley e Ansel Elgort foram perfeitos para o papel de Hazel e Gus, respectivamente. Eles entraram nos personagens de uma maneira que você se encontra dentro da história e acho que até para quem não leu, fica tocado com o enredo.

No final eu esperava as cinco palavras de Hazel, mas colocaram um "O.K.", okay (rs!) eu perdoo, porque o filme todo foi redondinho. Eu assisti na quarta-feira dia 11, achei que a sala estaria vazia justamente por ser quarta-feira e adivinha? Estava lotada.  Tinha gente sentada até lá em baixo. Isso porque a estréia foi dia 05/06.

Se você leu, vá ver o filme. Se você não leu e quer ler, leia e vá ver o filme. Se você não leu e não quer ler você é louco! brincadeirinha, vá ver o filme.

Eu aceito, Augustus. Eu aceito. 

A culpa é do John Green.

imagemQue livro!

Lua de Larvas conseguiu me arrancar lágrimas duas vezes. Uma de tristeza, outra de felicidade. Bem que a autora poderia ter escrito um epílogo, mas isso não é uma crítica, é um desejo. Eu só queria saber o que acontece depois. Tecnicamente, não é nem possível. Assim que terminei de ler, recebi essa mensagem: "Cada amizade que fazemos ao longo de nossa caminhada, é uma linda flor que cultivamos em particular no jardim da vida. Amizade é tudo aquilo que demonstramos mesmo em silêncio, pois os melhores amigos são aqueles que até no silêncio nos fazem felizes."; o livro é exatamente isso. É sobre amizade.

Claro que temos a Terra Mãe como pano de fundo e tudo o que envolve o mistério central do livro, os porquês, o bullying, o sofrimento, a ditadura, mas a amizade de Stan e Hector é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida até hoje!

Eu gostei tanto desse livro que não tenho palavras para descrevê-lo. Uma história escrita para surpreender. Não espere um YA fofo, porque de fofo esse livro não tem nada. Tudo de ruim pode acontecer a qualquer momento. Um detalhe muito interessante, são as ilustrações. São maravilhosas e seguem a narrativa de Standish de forma quase poética. Os seres humanos são ratos sujos. 

Li o último capítulo umas cinco vezes para ter certeza que aquele era o fim. Há muito tempo eu não lia um livro e ficava com gostinho de quero mais e ao terminar tudo que veio a minha mente foi: "você não pode acabar, volta!"


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Uma adaptação não autorizada do Drácula.
Sou o tipo de pessoa que sente medo de qualquer coisa e durante Nosferatu não foi diferente. Acho que o termo certo não é medo nesse caso, foi mais um incômodo. Fiquei com aquela sensação de que a qualquer momento eu levaria um susto, apesar de não chegar à tanto. Convenhamos, o filme é de 1922, o terror é diferente, não é sangrento, não é nojento, te deixa no clima, mas não dá (tanto) medo. E pra quem já jogou o Scary Maze Game, não sente medo de mais nada. 

O que ajuda bastante para o incômodo é a trilha que toca durante o filme, dá todo um ar medonho e assustador, mesmo que nada esteja acontecendo. O vampiro, Conde Orlok, é tão bizarro que chega a ser engraçado, culpa de algumas piadinhas que vi por aí na internet, o que o deixou menos assustador ainda. Nem tudo é medo nesse filme. O gênero terror, onde entra uma atmosfera de estranheza, que é onde Nosferatu mais se encaixa. A palavra principal aqui é incômodo. O filme foi feito para lhe incomodar, não assustar.
Tudo fica mais macabro com as sombras deslizando pela tela e as coisas acontecem bem rápido, você nem percebe que o filme está rodando, mas eu tenho sérios problemas de concentração com filmes mudos, sempre estou fazendo alguma outra coisa (como por exemplo, escrevendo este post), mas consegui ficar presa à história mesmo assim. Paciência.
Algumas cenas são clássicas, como aquela parte em que ele sobe a escada de uma casa e só aparece sua sombra, mas não foi uma história realmente do meu interesse. Acho que assisti no momento errado.
Se você gosta de vampiros, dê uma chance ao Conde Orlok.

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 IMDb


imagemLula Landry cometeu suicídio ou foi assassinada? Em "O Chamado do Cuco", acompanhamos a saga de Strike, um detetive particular, durante a investigação da morte da modelo.

Uma leitura fluída, simplesmente por ser um livro da J.K. Rowling. Este foi meu primeiro romance policial e confesso que senti falta de um pouco de ação, mas acompanhar a investigação de Strike em busca de respostas para o mistério, me fizeram não desgrudar da história um momento sequer. Pode não ser meu livro favorito, mas é um livro que eu amei ler. Não fica entediante em nenhum momento. As coisas estão sempre acontecendo e sempre tem uma informação nova para você captar.

Conhecemos muito pouco dos personagens, quase que não dá para se apegar à alguém, mas a personagem principal, com certeza, é a morta. A história toda gira em torno da modelo. Convivemos muito pouco com a vida pessoal de Strike e muito menos ainda de Robin, secretária temporária do detetive, apesar que com o passar da história, alguns acontecimentos nos levam a conhecer melhor o personagem. Fiquei com vontade de ler Sherlock...

JK descreve tão bem o que está acontecendo que é impossível você não mergulhar de cabeça na história. Uma marca da escrita da autora. Você fica imerso o tempo todo e tudo aquilo parece realmente real. Eu já estava louca para saber o final! Vencida pelo sono, terminei hoje pela manhã. Durante a leitura, nunca tinha certeza em que ou quem acreditar. Cada hora eu tinha uma teoria diferente e fiquei me coçando para saber o final (até pensei em dar uma espiadinha, sou dessas), há muito tempo não ficava acordada por um livro e valeu muito a pena.

Fui completamente surpreendida com a reviravolta no final! Eu esperava por tudo, menos pelo o que realmente aconteceu. A forma como ela conseguiu juntar todas as informações que foram dadas durante a leitura, faz você acreditar em tudo o que ela está dizendo. Rowling fechou o mistério com chave de ouro!

Algumas considerações finais: quero muito saber qual será o próximo trabalho de Strike, espero que Robin também se torne uma detetive nos próximos livros e que (por favor) a JK não transforme essa relação tão bacana entre os dois, em um romance.