Se você não leu o livro e nem viu o filme, alerta de spoiler!

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Um livro super rápido de ler e quando comprei, não sabia sobre o que era e li em um dia. O mais bacana do livro é que apesar dos personagens principais serem vítimas do câncer, não é um livro sobre câncer. Eu adoro a forma como o John Green escreve, direto e reto, sem rodeios. O meu livro já deve ter rodado a cidade inteira, porque todo mundo pede ele emprestado, impressionante, mas até entendo porque eu mesma já li duas vezes. É uma história que diverte e emociona na quantidade certa. Não é um romance meloso, apesar de ser um romance. Várias citações que viraram frases de facebook merecem destaque pela beleza e simplicidade.

Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.

John Green, como sua marca, coloca metáforas em seus livros com a intenção de te fazer pensar, seus textos são um tapa na cara e um reflita. A fixação de Hazel com o final do livro de Peter Van Houten me faz acreditar que o livro é real. A Culpa é das Estrelas foi um livro que me fez rir de gargalhar e chorar igual um bebê durante a leitura e releitura. Essa é minha vida, esse é meu time. Todas as coisas ditas (e não ditas), principalmente pelo Gus, são tão fofas que é capaz de você ter diabetes durante a leitura, mas ele é um palhaço tão grande que as vezes, foco no as vezes, corta o climão e você não sabe se ri, se chora, ou se faz os dois.

Você me deu uma eternidade dentro de nossos dias numerados. 

Eu juro que não esperava pela morte do Gus e foi quando mais chorei. Na verdade comecei a chorar quando descobri que ele ainda não estava curado. O rapaz já não tinha uma perna, agora já não podia nem andar. Daí ele foi para a cadeira de rodas, depois ficou preso na cama, Gus foi de meio saudável para paciente terminal. O final, ah, o final. As últimas cinco palavras que Hazel no livro. Depois que o Gus ficou completamente tomado pelo câncer o livro virou uma bola de neve e eu busquei um balde para as lágrimas. Okay, exagero. Mas foi nesse nível. Sabe quando seus olhos estão tão embaçados que você não ver mais nada? Então.

Não dá para escolher se você vai ou não se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai ferí-lo. 

Assim como qualquer ser humano normal, fiquei ansiosa pelo filme. Que filme perfeito. O roteiro foi bem fiel ao livro, poucas cenas foram cortadas, como por exemplo a luta do Gus contra o câncer. Acho que a cena mais bonita foi a Hazel subindo as escadas da casa da Anne Frank. Eu não chorei das lágrimas escorrerem, mas fiquei muito emocionada. Meus olhos se encheram d'água e saí do cinema a cara do desespero.

Shailene Woodley e Ansel Elgort foram perfeitos para o papel de Hazel e Gus, respectivamente. Eles entraram nos personagens de uma maneira que você se encontra dentro da história e acho que até para quem não leu, fica tocado com o enredo.

No final eu esperava as cinco palavras de Hazel, mas colocaram um "O.K.", okay (rs!) eu perdoo, porque o filme todo foi redondinho. Eu assisti na quarta-feira dia 11, achei que a sala estaria vazia justamente por ser quarta-feira e adivinha? Estava lotada.  Tinha gente sentada até lá em baixo. Isso porque a estréia foi dia 05/06.

Se você leu, vá ver o filme. Se você não leu e quer ler, leia e vá ver o filme. Se você não leu e não quer ler você é louco! brincadeirinha, vá ver o filme.

Eu aceito, Augustus. Eu aceito. 

A culpa é do John Green.

2 Comentários

  1. Eu assisti no dia da estreia. Eu devo ser a pessoa mais insensível do mundo porque eu não chorei nem com o livro nem com o filme. Mas isso também não significa que eu não tenha me sentido tocada nem tenha ficado por um certo tempo digerindo a história. Aliás, acho que essa é a especialidade do John Green: criar história cheias de metáforas para a gente ficar refletindo depois de terminar a leitura.
    Eu fiquei impressionada com o quanto o filme ficou parecido com o livro. Na minha opinião, um filme nunca superou um livro e nesse caso não foi diferente. Mas, apesar disso, acho que gostei do filme tanto quanto do livro.

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  2. Ludimila Ferreira16 de junho de 2014 22:55

    Pior que depois do filme, também fiquei pensando na vida, igualzinho com o livro, mas confesso que queria ter chorado (rs!). E conheço várias pessoas que não choraram também, vai de cada um, mas meio que todo mundo se sentiu tocado de alguma forma. E sim, John Green, mestre em fazer pensar.

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