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Uma adaptação não autorizada do Drácula.
Sou o tipo de pessoa que sente medo de qualquer coisa e durante Nosferatu não foi diferente. Acho que o termo certo não é medo nesse caso, foi mais um incômodo. Fiquei com aquela sensação de que a qualquer momento eu levaria um susto, apesar de não chegar à tanto. Convenhamos, o filme é de 1922, o terror é diferente, não é sangrento, não é nojento, te deixa no clima, mas não dá (tanto) medo. E pra quem já jogou o Scary Maze Game, não sente medo de mais nada. 

O que ajuda bastante para o incômodo é a trilha que toca durante o filme, dá todo um ar medonho e assustador, mesmo que nada esteja acontecendo. O vampiro, Conde Orlok, é tão bizarro que chega a ser engraçado, culpa de algumas piadinhas que vi por aí na internet, o que o deixou menos assustador ainda. Nem tudo é medo nesse filme. O gênero terror, onde entra uma atmosfera de estranheza, que é onde Nosferatu mais se encaixa. A palavra principal aqui é incômodo. O filme foi feito para lhe incomodar, não assustar.
Tudo fica mais macabro com as sombras deslizando pela tela e as coisas acontecem bem rápido, você nem percebe que o filme está rodando, mas eu tenho sérios problemas de concentração com filmes mudos, sempre estou fazendo alguma outra coisa (como por exemplo, escrevendo este post), mas consegui ficar presa à história mesmo assim. Paciência.
Algumas cenas são clássicas, como aquela parte em que ele sobe a escada de uma casa e só aparece sua sombra, mas não foi uma história realmente do meu interesse. Acho que assisti no momento errado.
Se você gosta de vampiros, dê uma chance ao Conde Orlok.

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 IMDb


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