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"Cara, você tem sérios problemas." Essa foi minha reação durante a leitura de Dias Perfeitos.

O livro conta a história de Téo, estudante de Medicina, um rapaz de poucos amigos. Sua única amiga é uma cadáver da aula de anatomia que ele chama carinhosamente de Gertrudes. Eu já tive aula de anatomia na faculdade por conta da Psicologia e fiquei me perguntando que tipo de pessoa da nome aos bois naquela aula. Bom, pessoas como o Téo.

Um dia ele conhece Clarice em um churrasco, ela é totalmente o oposto dele, estuda artes e seu sonho é ser roteirista. Ela está escrevendo um roteiro que se chama Dias Perfeitos, se liga na jogada do autor. A partir daí Téo fica completamente obcecado por Clarice, começa a seguir todos os seus passos até que ele chega ao ponto de sequestrá-la e não vou contar mais nada para não perder a graça.

Eu gostei bastante da forma como o livro foi escrito e as descrições de Raphael Montes são tão reais que eu achei que não ia sair do capítulo 25 por motivos de sangue. É um livro de várias emoções e se você tem estômago fraco, prepare-se. A faca passa aqui, o sangue sai dali.

Eu achei que o livro ia me surpreender, mas isso não aconteceu. Na verdade, só aconteceu no final, a última frase, que deixa meio em aberto o que poderia acontecer após o final, só que você para pra pensar e vê que é desnecessário e meio óbvio. Fica aberto à discussões.

Não tenho muito o que falar desse livro, foi meu segundo romance policial e valeu muito a pena apesar de não ser meu gênero favorito.



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