A_Comissão_Chapeleira
A Comissão Chapeleira simplesmente pegou meu coração, arrancou, amassou e pisoteou lenta e violentamente.

Este é o segundo livro d'A Arma Escarlate e se o primeiro já foi meio turbulento, o segundo foi um terremoto de emoções. Tenso do começo ao fim. Ainda se recuperando dos traumas do primeiro livro, Hugo começa o segundo ano na Korkovado e dessa vez não é ele quem vai trazer o caos, é a Comissão Chapeleira.

Acontece muita coisa nesse livro e você nem percebe as 655 páginas passarem. Você quer saber o final. A frustração de não poder interferir na história se instala logo de cara quando as coisas horríveis começam a acontecer. Certos personagens farão você querer entrar na história só pra dar uns tabefes na cara do ser.

A evolução de Hugo do primeiro para o segundo livro já é bem visível. Você percebe que o garoto amadureceu. Principalmente no final. Os Pixies continuam sendo, bem, os Pixies. No primeiro livro eu até peguei uma antipatia do Índio, mas passou nesse segundo. Capí é nosso grande mestre do magos - perdão pela piadinha, mas não tem como não aprender com o rapaz.

Somos levemente aprofundados à história de Hugo e de seus ancestrais, e se prepare para mais folclore brasileiro! Grande Renata! Eu sei que esse texto ficou bem vago, mas é tentando mesmo não dar spoiler pra quem não leu. Vale muito a pena se aventurar nesse mundo bruxo, brasileiro, criado pela incrível - e fofa - Renata Ventura! Adicionando um ps aqui, na resenha do primeiro livro eu esqueci de falar que têm cinco escolas de magia no Brasil: Korkovado no Rio de Janeiro com seus corcundas, Brasília, Salvador, Amazônia e Rio Grande do Sul. E um ps2 que nesse segundo livro somos apresentados à Cidade Média, a escola de Salvador e aos seus caramurus. Sim, todos têm apelidos, eu sou uma corcunda :D

"Ingenuidade não é baboseira, Índio. Ingenuidade é sabedoria disfarçada de tolice. Todo sonhador é chamado de ingênuo até o dia em que sua ideia muda o mundo. Aí, ele é homenageado. Mas até lá, o sonhador sofre. É a ingenuidade que permite que uma pessoa acredite na possibilidade de mudança; de transformação para melhor. Aqueles que não acreditam, dificilmente mudarão alguma coisa. O pessimismo nunca impulsionou a humanidade para frente. [...] O mundo precisa de mais ingenuidade. Está carente dela. São todos muito espertos, muito cínicos, muito céticos. As pessoas não acreditam em mais nada... São cada vez mais pragmáticas, e em seu racionalismo frio, se esquecem de sonhar." - Ítalo Twice, vulgo Capí


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