Falta exatamente uma semana para o ano acabar e é quase impossível não temer o futuro. Janeiro é desconhecido e 2015 é incerto. Para um ano de começos que foi 2014, é a hora de descobrir o que vai vingar ano que vem... e eu tenho medo. Não sei se medo é bem a palavra, mas é quase um receio. Uma dúvida.

Já decidi viver o presente e não ligar para o futuro, para evitar sofrer por antecipação, mas é mais forte do que eu. Esse é um tempo de reflexão. Olhando para trás, 2014 foi um bom ano. Meu último bom ano foi em 2009, veja bem, e agora que as coisas começaram e parecem estar indo bem, é quase duvidoso. Eu sou muito pessimista, é uma verdade, mas também sou realista no pessimismo. Não quero criar grandes esperanças, coloquei na cabeça que o que for será ano que vem, e não quero ficar olhando para trás também, lembrando dos começos, agora quero continuar. Não digo terminar. Isso o tempo irá trazer com ele. Mas continuar o que comecei, seja onde for.

Tento não me estressar com o futuro, mas o amanhã é o futuro de hoje assim como o hoje é o futuro de ontem. Já ouviu isso em algum lugar? Eu também, mas não me lembro onde. Mas o futuro de um dia é muito pouco apesar de mudar muito, enquanto o futuro de um ano é assustador. Ver que fiz tanta coisa esse ano é de assustar. Que comecei. Meu maior defeito é começar e não terminar, e não estou aqui cuspindo metas, mas o que eu comecei esse ano, quero terminar - continuar. Mas é assustador mesmo assim.

No final só é preciso uma coisa: coragem. Para continuar, arriscar. Arriscar. Essa sempre foi a palavra. Lá no fundo. Arriscar. Seja lá o que 2015 irá trazer para mim, só sei que vou usar da melhor maneira possível, me arriscando, mesmo com medo de voar.

2 Comentários

  1. Olá Ludimila,
    Como não existem verdades absolutas e tudo é uma questão de interpretação, ser pessimista nada mais é do que uma forma de "ler" as informações recebidas pelo mundo. A capacidade de avaliação, interpretação e interação das coisas, por ser relativa, acaba sendo passível de escolha, assim, podemos ser um pouco otimistas ou pessimistas perante um cenário apresentado a nós. Com isso, esse nosso estado emocional de ser ou não pessimista, pode variar de acordo com os estímulos externos para avaliá-lo como bom ou ruim. As nossas experiências passadas costumam contar muito. Qual aprendizado você tem de algo que lhe aconteceu? Usa esse conhecimento como fonte para as escolhas futuras? Todo cuidado é pouco para não generalizar. Quem é pessimista convicto, nada mais faz do que ser generalista na tragédia ou desgraça.

    ResponderExcluir
  2. O novo sempre dá muito medo, mas também traz uma esperança enorme.
    Eu sou otimista, amo viradas do ano e tenho uma esperança que não cabe no peito. 2015 será um ano bom, muito bom mesmo, você vai ver :)

    ResponderExcluir