Eu nem ia fazer uma retrospectiva de 2014, mas cá estou, depois de tantos textos e vídeos que vi por aí, resolvi fazer um balanço do meu ano também. Como eu já disse nesse texto, 2014 foi um ano de começos. Não vou negar, eu tinha uma listinha para 2014 e só não fiz três coisas da lista, veja só, TRÊS! Participar do desafio fotográfico 365 dias, gastar menos (lê-se: exercitar a pão-durice) e dormir mais cedo. E quando eu paro para olhar, aconteceu tanta coisa esse ano.

Amizades que eu achei que durariam para sempre desapareceram. Eu tive vida social. Descobri que Uberlândia é menor do que parece. Descobri que a Mulan existiu de verdade (ou quase). Vi um gato meu envelhecer pela primeira vez sem ser roubado ou morto. Li 33 livros. Participei de um workshop e descobri que amo fotografia mais do que parece. Cortei o cabelo muitas vezes. Pintei o cabelo muitas vezes. De roxo, depois azul, depois roxo de novo. E verde sem querer. Ganhei um sorteio pela primeira vez na minha vida, e foram dois livros maravilhosos e tristes. Fui assistir A Culpa é das Estrelas 21:30 de uma quarta-feira e quase não cheguei em casa. Descobri que prefiro vitamina de abacate, mas a de banana continua sendo ótima. Cozinhei por livre e espontânea vontade. Li em inglês pela primeira vez. Troquei a armação do óculos para uma que da para ver. Passei meu aniversário de 20 anos trabalhando, comendo pizza e assistindo Percy Jackson. Assumi os cachos. Tirei férias pela primeira vez, apesar de ter ficado em casa. Postei frequentemente no blog durante um mês inteiro. Chorei ouvindo um discurso da J.K. Rowling. Tirei várias fotos do pôr-do-sol. Dei uma chance para as saias. Cortei franjinha e não gostei porque ficou rala, depois repiquei com gilette porque aqui o nível é hard. Mas ganhei pontas duplas. Completei dois anos com o mesmo tênis. Tirei muitas selfies (do meu gato). Fiquei menos cega. Parei de me importar - mais do que já não me importava - com a opinião dos outros. Descobri que velhinhos podem ser legais, tipo aquele que elogiou discretamente meu cabelo. Segui as flores e me conectei (mais) com a natureza. Consegui me livrar da estante monstro e descobri que não tenho lugar para os meus livros. Gravei vídeos para o YouTube, mais de um! Fiquei gripada mais de uma vez. Descobri que tenho sinusite. Ri muito. Chorei muito também. Como qualquer ano, houveram alguns corações partidos. Consegui um autógrafo da autora mais fofa desse brasilzão. Conheci pessoas incríveis que talvez eu nunca mais vá ver (mas adicionei no Facebook, só pra garantir). Reencontrei pessoas. Escrevi, MUITO. Emprestei um livro em janeiro, mas ele não voltou até hoje. Foi assim que quase perdi Pollyanna. Arrumei um coturno pra chamar de meu. Descobri o que eu quero fazer da vida. Comecei o ano fazendo gordice e não parei mais. Tentei participar de um monte de projetos fotográficos, mas só um deu certo (aguarde). Resolvi fazer do Instagram um álbum de memórias e se reclamar vai ter dois. Todas as viradas de noite valeram a pena. Eu fiz uma varinha e li três mangás.

Assim como não fiz nenhuma promessa para 2014, não vou fazer para 2015. A única coisa que quero para esse ano que começa, é viver intensamente porque "às vezes, quando a gente resolve fazer as coisas ao invés de só querer fazê-las, a gente de fato faz tudo o que quer.", e é isso que eu quero - e vou fazer em 2015. 

In daylights - in sunsets
In midnights - in cups of coffee
In inches - in miles
In laughter - in strife
In - five hundred twenty-five thousand

Six hundred minutes
How do you measure
A year in the life?
How about love?


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