E enfim chegamos ao final de março! Só pra mim esse mês durou, sei lá, oito anos? Março nunca é um mês, digamos, amigável comigo e choveu texto aqui nas últimas semanas. Não fiz lá grandes coisas esse mês então decidi fazer um resumão com os livros lidos e otras cositas más. Me segue:

A Garota que Perseguiu a Lua: Emily, após a morte de sua mãe a fim de conhecer melhor seu passado, se muda para Mullaby para morar com o avô. Isso é tudo que vou te contar sobre a história. Um livro leve, para se ler em algumas horas. Não dava nada por ele e o julgava pela capa, porém vale muito a pena. Leia sem saber nada e sem nenhuma expectativa que eu tenho certeza que você vai gostar. A vida real se mistura com a fantasia e quando você vê, Emily não foi a única a se mudar para Mullaby, você foi junto com ela. Minha personagem favorita com certeza foi a Julia por motivos de identificação. Quando terminei o livro simplesmente o abracei e comecei a chorar querendo voltar para a história. A gráfica do livro é linda e as borboletas na capa acabam fazendo todo o sentido quando você termina. Uma capa que antes eu odiava se tornou quase uma favorita. Queria mostrar como ele é internamente mas perderia a magia, adorei me surpreender. Desde o cuidado da editora até as entrelinhas da autora. Sei que estou sendo vaga mas o único contato que tive com a história de A Garota que Perseguiu a Lua antes de ler, foi a sinopse do Skoob, nem a contra capa eu li. E me surpreender com um livro cujo o qual eu jurei que daria no máximo três estrelas, foi mágico! Eu dei cinco estrelas.

A Profecia de Samsara: Ah, como eu amo fantasia! Asti trás em seu sangue uma maldição que passa de geração para geração: o Deus Varni. Só o toque de seu sangue já é capaz de matar milhares. Asti precisa encontrar o Templo de Samsara e entoar um mantra para destruir de vez a maldição. Não da pra parar de ler sem querer saber o que vai acontecer no próximo capítulo. Letícia narra tudo de forma a te colocar dentro da história e te faz querer ajudar Asti, porque vou dizer, dá até dó da coitada. Ela não tem culpa de nada e leva a responsabilidade de salvar o mundo nas mãos. Somos apresentados a vários personagens durante a história e é impossível não se apegar a pelo menos alguns deles. desde o mais importante ao mais coadjuvante. O final dos Varni não é nada óbvio e sinto cheiro de continuação apresar de, no fundo, não querer um segundo livro. Sabe aqueles livros que são completos sozinhos? Então. Gosto dessas suposições. E o livro é cheio de ilustrações feitas pela própria autora. Eu comentei que é nacional? Também dei cinco estrelas pra esse lindo.

O Bicho-da-seda: Strike está de volta com mais uma investigação. Dessa vez, Owen Quine, um escritor meia boca, depois de falar demais sobre a vida alheia no seu último livro, desapareceu. Como se não bastasse, algum tempo depois foi encontrado morto. Morte qual foi idêntica a de um de seus personagens do seu último livro, esse em que ele falou demais. Escrito, não publicado, porém lido por muita gente. E agora, quem matou Owen Quine? E de forma, digamos, tão poética? Bom, eu ainda não descobri porque adivinhe só? Eu consegui ter uma ressaca literária com a J.K. Rowling. Pois é. Novamente como em O Chamado do Cuco temos ação, mistério e investigação muito bem escritas por Rowling, mas dessa vez não consegui ir adiante, mesmo me coçando para saber quem é o culpado. Pretendo terminar em breve e venho contar o que achei. Com certeza o culpado é uma pessoa que ainda nem passou pela minha cabeça. Robin continua sendo a fiel escudeira de Strike e espero que ela se torne uma Watson nos próximos livros! E a vontade de ler Sherlock só aumenta... 


Faking It: depois de muito tempo sem saber o que é acompanhar uma série, senti falta de Faking It e percebi que é a única série que estou em dia, #choremos. Com duas temporadas completas, FI conta a história de Karma e Amy, que no primeiro dia de aula fingem ser um casal, todo mundo acredita e elas ficam populares, mas como nem tudo são flores, Amy se apaixona de verdade pela amiga e nós vamos acompanhar o desenrolar dessa história de amor e amizade. Essa sou eu tentando não shippar Karmy.

Brittana: eu já tinha ouvido falar do casamento de Brittana e Klaine no Twitter, mas nem tinha dado bola. Até eu ver esse vídeo. E chorar. Que coisa linda, maravilhosa, fofa e asdfghjklç;. Brittana sempre foi meu maior ship apesar de eu nem acompanhar Glee tanto assim e ver essas duas se casando me levou pras nuvens. Essa sou eu querendo voltar a assistir Glee. 



APPs: Spotify e VSCOcam where have you been all my life? Eu já estava virando órfã de música desde que comprei o iPhone por motivos de preguiça do iTunes. Aí me apresentaram o Spotify e foi só amor. Mais amor ainda pro Vsco porque eu enrolei uma vida pra baixar o coitado e só arrependimentos por ter demorado tanto. Baixe, use e ame esses aplicativos!

Música: American Authors melhor banda. Best Day of My Life melhor mantra. E I am my own man, I make my own luck. Apaixonei por Teatro Mágico, Ana e o mar. E divas do trânsito melhor playlist.




Então, esse foi o meu mês de março: muito amor, muito choro e muita coisa aleatória. Com direito a dancinha na chuva pra terminar o dia da melhor maneira possível :D O que o seu março trouxe de bom?

Eu cheguei cedo - como de costume, passei na porta de uma lojinha de cultura asiática (não me pergunte se era japonês, chinês ou coreano), fiquei olhando algumas coisinhas que me deram vontade de comprar - mas não comprei (vamos lembrar que eu tinha 15 anos e nenhum dinheiro), por fim encontrei a entrada do teatro e esperei o restante da turma. A primeira sensação foi ao entrar no teatro, já senti a atmosfera mudar, como se ali fosse meu lugar. Descemos até o palco e a energia era tão forte que me deu arrepios. Era forte, não pesada, veja bem. Nunca me senti tão leve. E então depois de todos reunidos, fomos ensaiar. Foi quando a magia aconteceu. 

Eu sentia como se só fosse eu ali em cima. Como se a ribalta (que estava apagada) brilhasse apenas em mim. Entrei em transe e comecei a flutuar. Eu estava em casa, ali, era meu lugar. Tanto que na hora da apresentação eu não estava nem um pouco nervosa. Ansiosa, sim. Isso eu sou. Mas nervosa? Nem um pouco. Depois do ensaio subimos para o vestiário e posso dizer? O teatro tem sua magia própria. Principalmente os bastidores. Minha segunda casa. A primeira claro, é o palco. Lá nós nos trocamos, colocamos nossos vestidos e sapatilhas e eu já estava dentro do personagem. 

"Droga, preciso ir ao banheiro!", comentei.
"Há, agora se segura porque não dá pra tirar esse collant.", foi a resposta.

A vontade nada mais era do que psicológica. Lembra que eu falei da ansiedade? Então, todos tomaram suas posições. A peça já estava chegando ao fim e a entrada da dança se aproximava. "É agora.", pensei. "Fica calma.", alguém disse. Eu estava calma. E então todo o erro que aconteceu na escola se passou pela minha cabeça novamente como um flash. O erro, a corrida, as lágrimas. Dali, da minha posição, eu via boa parte do teatro, mas claro, ninguém me via. "Respira fundo, guria!", e nós entramos. E deu tudo certo. A magia do teatro agindo mais uma vez ao meu redor. Eu estava no palco e agora era pra valer. Dançamos como tínhamos que dançar. Todos os passos. Um pequeno tropicão que só minha mãe viu. E deu certo. Fomos aplaudidos com sorrisos. E a noite acabou. Uma noite que vai durar para sempre.


E foi nesse dia que dei meu primeiro passo para o futuro. Um futuro que obviamente mudaria, mas se não fosse aquele passo talvez eu não tivesse me tornado quem eu sou. Ah, como eu queria, hoje, não ter destruído meu diário daquele ano. Pelo menos não essa parte do diário.

Previsão do tempo: tempestade.



Desde que terminei meu curso de fotografia parece que entrei numa estrada para lugar nenhum - de novo. Não ter um propósito, um motivo, um projeto, algo a fazer parece um pesadelo. Não consigo ficar parada em um rotina de obrigações. Acordar. Trabalhar. Dormir. Minha mente precisa se ocupar de algo. Gosto de ter tudo planejado. Não saber o que vai acontecer daqui para frente é assustador. Igualzinho nessa postagem

Fico anotando mantras (e colando eles por aí) para sempre me lembrar deles, mas a cabecinha é dura e por mais que eu saiba que "the best is yet to come", eu não acredito. Vi nesse texto uma identificação tão grande que quis dar um abraço na moça. Não lido bem com pressão e quando a pressão vem de dentro? Piorou. Troque mestrado por curso e você tem o resumo da minha vida. Parece loucura porque eu tenho projetos. E eu não deveria estar assim. Tipo? Essa sensação de "e agora?" não faz sentido nenhum. Março foi um mês... estranho? Aconteceu muita coisa e parece que foi tudo em câmera lenta - e ainda está sendo. Eu li dois livros, não vi nenhum filme e virei um robô. Esse foi o meu mês. 

Com a chegada do outono aguardo bons ventos e paz de espírito já que no dia 24 tomei a melhor chuva de todas. Aquela que mesmo com o guarda-chuva você se molha, porque não basta a chuva, também tem o vento. Aquela que lava a alma e te deixa gripado. Aquela que vem e fica o resto da noite. A melhor chuva de todas é a do outono. Fria, mas nem tanto. É aquela que vira seu guarda-chuva e ri da sua cara. E você ri junto. É aquela que demorou pra cair, mas quando caiu, lavou os pecados e encheu o coração. Depois dessa chuva minha mente meio que se acalmou (um pouco). (E talvez o fato de eu ter saído de casa ouvindo - e cantando - Best Day Of My Life tenha ajudado).

(Um pequeno detalhe: esse texto foi escrito às 2 da manhã do dia 25. Alguém surtou.)

Não sei quando nem porque comecei a escrever sobre insegurança, mas se eu fosse a Ludimila de 13, 15 ou 17 anos, eu gostaria de ter lido algo desse tipo. Eu até cheguei a ler, mas eu ainda tinha medo. Medo? Nem sei se essa é a palavra certa. 


Digamos que eu sempre fui a menina zoada pelos coleguinhas por usar óculos, ter "cabelo duro", ser gordinha - e depois magra demais. Eu encontrei nesse uniforme uma forma de me esconder do mundo e me misturar, como se fosse uma armadura. Armadura qual eu só comecei a me livrar no ano passado quando assumi os cachos e usei batom vermelho pela primeira vez. Então... eu usei batom vermelho. Foi um processo gradual e natural. Eu nem usava batom. Na verdade, até hoje não sou fã de maquiagem. Raramente você me verá cheia de pós no rosto, principalmente se eu sair de casa antes das 10. Mas eu usei batom e foi muito bom. 

Usar roupas largas, jeans e tênis para mim, é roupa de guerra. Aquela que posso usar a qualquer hora e em qualquer lugar. Mas depois de conhecer algumas pessoas maravilhosas eu comecei a me arriscar e a brincar de ser "menininha" e eu gostei. Mas a insegurança não desaparece do dia para a noite, muito menos em alguns meses. Demora, é um processo as vezes difícil, mas no final vale a pena porque você encontra sua essência e descobre quem você é de verdade.

Eu vou continuar usando tênis, jeans e camiseta, mas agora é porque eu gosto, não por ser uma armadura. E eu vou continuar alisando e enrolando o cabelo, simplesmente porque eu gosto de mudar.  E eu vou continuar usando batom vermelho, mas as vezes apenas o protetor solar. Porque eu quero. É o meu querer usar ou não usar, ter ou não ter, fazer ou não fazer que importa no final. Eu dou a última palavra porque eu tenho esse poder e quero. Porque a vida é minha e apenas minha, os outros são personagens secundários, coadjuvantes, convidados e espectadores. O primeiro passo foi aquele corte de cabelo no dia 12 de julho de 2014. Hoje, o céu é o limite.


sábado, 30 de julho de 2011Estou cansada de todos quererem mandar na minha vida. Eu tenho total direito de fazer minhas próprias escolhas e de seguir meu próprio caminho. Viver ao meu modo. Não é um crime, sou eu, apenas eu querendo ser quem sou, não quem as pessoas querem que eu seja. Sou eu querendo ser feliz, ser feliz do meu jeito, para no futuro olhar para trás e dizer: "eu fui feliz!". [...] Quero escrever uma história exclusivamente minha, onde eu comando as cartas e os outros são apenas personagens secundários. Agora, confiarei mais em mim e me amarei mais. [...] Não sou e não pretendo ser a menina que todos querem que eu seja. Talvez esse seja um lado meu que poucos conhecem. Aquela que fala tudo o que pensa, sem medo de ser julgada. Acontece que estou crescendo cada vez mais a cada dia que se passa. Eu já estou vendo o mundo de uma forma diferente. Novas ideias, novos pensamentos. Eu completei 17 anos. Daqui 10 anos eu quero ter orgulho ao olhar para trás. Dizem que ser feliz é o que realmente importa, então é essa minha escolha. [...] Não há nada mais importante agora para mim do que ser quem sou, não há nada de errado nisso. A felicidade está pedindo para entrar e decidi abrir a porta. É um novo dia, um novo momento e estou bem. Decidi sentir, tudo o que não senti antes. Decidi ser feliz, do meu jeito.

Tá aí a prova de nada acontece do nada. Eu tinha 17 anos quando escrevi o texto acima. Quase quatro anos se passaram e o grande passo foi dado ano passado. Mas dá para perceber que estou dando passinhos de formiga há anos. Ah, se vocês pudessem ler o Desabafos e Lamentações. Pode se dizer que o primeiro passo, o oficial, o que mudou minha vida totalmente, foi criar o DL em 2010, porque, sinceramente? Parar de escrever em 2012 foi a pior escolha que eu já fiz na minha vida. As mudanças devem acontecer de dentro para fora e foi isso que aconteceu comigo, e se você passa por algo parecido, saiba que eu estou com você e eu te entendo. Não tente pular etapas. 5 anos é um período curto de tempo perto de uma vida inteira.


Uma palavrinha sobre feminismo e ser você mesma:

Hoje quero apontar alguns pontos positivos e negativos da minha experiência de um ano e dois meses estudando online. Você provavelmente não sabe, mas fiz um curso de fotografia e me graduei no dia 17 de março de 2015! YEY! Mas nem tudo são flores. Varia de pessoa para pessoa, mas posso dizer que não é para qualquer um. 


Tenha responsabilidade
Não adianta querer estudar online se você não lida bem com responsabilidades. Você é o responsável por tudo. Desde ler - e entender - o conteúdo, até acordar cedo para "ir para a aula". Claro que (dependendo do curso e da vida) você tem todo o apoio do seu tutor, suporte ao aluno e etc, mas ele não vai te ligar pra saber onde você está e por qual motivo/razão/circunstância você não foi a aula.

Tenha uma rotina
Eu não tive e posso dizer: fez falta. Quando eu ia para a faculdade, eu tinha uma rotina. Acordava cedo, tomava aquele banho para acordar, tomava café, pegava a mochila, meus livros, jaleco, etc e ia esperar o ônibus. Ficava na faculdade das 07:00 aos 12:45, pegava outros ônibus, almoçava no trabalho, trabalhava, chegava em casa 22:30, tomava outro banho e ia estudar/ler/dormir/reclamar de alguma coisa no twitter. À distância você não tem nada disso e aí mora o perigo. 

Vamos criar uma situação hipotética onde você não faz nada de manhã e trabalha a tarde. Você tem que sair de casa às 14 horas para estar no trabalho às 15. Se você acordar às 10:00 pode até ser que você consiga ler uma coisinha ou outra do seu curso, mas você não vai conseguir focar porque não vai dar tempo de ler, comer, se arrumar pra sair e ter uma manhã. Como diz aquele ditado: "Deus ajuda quem cedo madruga". Não precisa acordar 05:30 da manhã se não quiser, encontre seu horário. Não posso ser exemplo já que passei a maior parte das madrugadas estudando. Eu me concentro mais a noite, #sorrynotsorry.

Tenha foco
Um mal de estudar a distância é o acesso a internet. Facebook apitando, e-mails, notificações... você para cinco minutos para ler aquela mensagem e OLHA UMA FORMIGA! Do que eu estava falando mesmo? Se as leituras que você precisa fazer não necessariamente precisam da internet, são em PDF por exemplo, desligue-a. Coloque o celular no silencioso ou seja mais radical e ligue o modo avião. 

Tenha manhãs
A menos que você trabalhe de manhã, você não tem manhãs. Eu me acostumei a acordar por volta das 08:30 apresar de dormir lá para as 03:00 e posso dizer que o dia rende bem mais. Como falei lá em cima, passei várias madrugadas estudando, então eu me permitia dormir mais se na noite anterior fiquei lendo o módulo. Mas ter manhãs é ótimo. Você não precisa ler o módulo inteiro em um dia se ele for muito grande, tire de uma a duas horas por dia para estudar e tenho certeza você vai se sair bem. E tire o pijama.

Tenha um cantinho de estudos
Mas não fique presa à ele. Ter um lugar para estudar é ótimo, mas as vezes você já está ali a tanto tempo que qualquer coisinha é motivo de distração. Principalmente se for seu quarto. "Vou só dar uma ajeitada no guarda-roupa e... olha só! O caminho para Nárnia!", baseado em uma história real. Nesse último ano não tive um cantinho de estudos, você viu que ele voltou a existir mês passado, então eu usava o notebook na cama. Pior decisão da minha vida. É sim muito confortável para ver filmes, séries e fazer minhas coisinhas do dia-a-dia, mas não para estudar. Você vai escorregando e quando vê, o notebook já foi parar na sua barriga. Vá estudar na sala, na rua, no shopping, desde que você consiga se concentrar no que está sendo passado, se joga.


Não fiz essa postagem só para falar sobre os males da educação à distância, dela também vem muita coisa boa - se você souber tirar o melhor: flexibilidade. Quando, onde e como você quiser! Qualquer horário. Em qualquer lugar. O tempo que você levaria para se aprontar e sair de casa você aproveitou para dormir um pouco mais, tomar café e tirar o pijama. Sério, vou repetir, tire o pijama. Não sei se sou só eu mas, se eu ficar de pijama, já era. O dia fica com cara de domingo e nada rende. E falando em domingos...

Tenha finais de semana
Sim! Não é porque você estuda a distância ou por conta que você precisa se tornar um studyholic (isso existe?). Você tem que aliviar a mente também. Saia com seus amigos, vá passear com seu cachorro, amar seu gato ou dar uma volta no parque, mas saia. Você fica tão impregnado ao seu computador que ele se torna uma extensão do seu corpo, fica na tomada pelo resto de seus dias e a bateria fica viciada #lamentações. Desligue seu computador e vá viver, simples assim.


Bom, é isso. Eu só quis compartilhar um pouco da minha experiência na arte de estudar online e esse é o motivo pelo qual eu pude, mas decidi não fazer faculdade à distância: eu não daria conta. Talvez nos primeiros meses, mas com certeza tudo viraria uma grande bola de neve no final, então escolhi esperar o segundo semestre e minha segunda - que nunca foi - opção de curso. A vida é feita de escolhas, não é mesmo? E você, já estudou ou estuda online? Me conta aí nos comentários sua experiência, vou adorar conhecê-la!


Existe um tipo de livro que ao terminar você quer amá-lo pra sempre. Aquele tipo de livro que ao fechar a contracapa, você o abraça e chora porque a história acabou e você está com saudade dos personagens, da paisagem. Aquele tipo de livro que você não quer guardar de volta na estante por medo da história ser esquecida. Aquele tipo de livro que você se pega pensando sobre durante as próximas semanas, meses e anos. O resto da vida, talvez. O tipo de livro que te faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. Aquele tipo de livro que faz você mergulhar na história e não querer sair mais de lá. O tipo de livro que vai ficar pra sempre na sua estante, na sua coleção e estará em constante releitura. Aquele tipo de livro você se pega cheirando as páginas para relembrar momentos e os momentos se tornam cada vez mais reais. Aquele tipo de livro que não importa o gênero, você está lá  dentro e a única certeza que você tem é que você não quer mais sair. Você ama sua vida, mas se pudesse viveria outra, dentro do livro. Aquele tipo de livro que te engole enquanto você engole ele porque isso é ler: devorar e se deixar ser devorado. Por autores, histórias, livros. Ah, como eu amo ler.

Mais uma lista sem nenhum critério, porém com muito amor envolvido.


Me senti inclinada a fazer essa postagem desde o dia que vi o assunto ser levantado lá no twitter da Anna Vitória e como ela falou que quem quisesse, podia fazer, me convidei a participar dessa blogagem. O assunto de hoje é sorriso e meu único critério de escolha foi "ser contagiante". A Anna e a Tati escolherem vários moços sorridentes, mas resolvi ir além e catar algumas moças também. Segue a lista dos sorrisos que aquecem coração:

Zac Efron (ator): o primeiro crush a gente nunca esquece. Desde HSM, até hoje, toda vez que olho esse rostinho... *suspiros*. Zac tem aquele tipo de sorriso que faz qualquer um se derreter e soltar um "ai, ai" depois de qualquer foto ou gif por esse tumblr infinito. Inclusive, once a Wildcat, always a Wildcat.

Logan Lerman (ator): eterno Percy com esse sorrisinho meio tímido que deixa o azul dos olhos parecendo uma piscina. Quando foi que começamos a falar de olhos? Posso pensar sobre isso. Mas apenas observem esse sorriso e desejem Logan em papéis sorridentes pro resto da vida.

Nick Jonas (cantor): Nick tem aquele sorriso que você raramente verá, mas quando ver, é pra se apaixonar, e se ele sorriu pra você, sinta-se importante. Preciso falar mais nada.

Luly Trigo (escritora/blogueira): tive que colocar alguém que é gente como a gente, mas não podia ficar fora da lista, porque por favor olha esse sorriso. Dá até vontade de ser feliz. Só pra constar ainda não li os livros da Luly, mas estão na lista. #nãomejulgue

Demi Lovato (cantora): pare um segundo para observar esse sorriso. Não sei falar, só sentir.

Zooey Deschanel (atriz/cantora) e o moço de 500 dias com ela: brincadeira galera. O Joseph Gordon-Levitt (ator). Desculpa, é que associo o rosto sempre ao personagem e quase nunca gravo o nome dos atores. E ainda se diz cinéfila, a Academia está vendo essa zoeira. Não achei um gif decente da Zooey nem do Joseph então segue uma foto do meu filme favorito com os dois.

Tobey Maguire (ator): ou Peter Parker, o primeiro. Não entendo muito de heróis, mas amo Homem-Aranha e o primeiro Peter Parker sempre será meu Peter Parker, não importa quantos Andrews Garfilds entrem na minha vida (e não, ainda não vi os novos já velhos filmes do Aranha, don't judge me). (Mas o sorriso do Andrew também é muito bonito).

Esse post merece a participação especial da menina sorriso de vampiro Avril Lavigne e sua música Smile, porque o que seria de uma postagem sobre sorrisos sem Smile, não é mesmo? That's why-Y-Y-Y-YYYY I smile...

Por hoje é só pessoal! E não se esqueçam de sorrir :D




Digamos que a última semana me engoliu. Uma mudança brusca no trabalho, consequentemente na minha rotina, o penúltimo módulo do meu curso, um trabalho onze que demandou tempo e cabeça fria e um desgaste mental de onde nem ânimo pra ler consegui tirar. Enfim. Entre fazer mal feito e não fazer, prefiro não fazer. Mas a semana acabou e tá na hora de voltar à programação normal. 

Eu gostei dessa pausa porque eu pude refletir sobre o blog e - principalmente - sobre o canal. Já venho pensando sobre isso tem um tempo e não andei muito feliz com os rumos do canal. Ele meio que se tornou um canal literário e essa nunca foi a intenção. Quer dizer: amo livros, mas não quero falar só deles. Eu quero que o blog e o canal andem juntos ao invés de serem dois veículos com públicos diferentes. Eu quero trazer mais conteúdo tanto pro blog, quanto pro canal e principalmente continuar escrevendo minhas besteiras porque esse é o propósito: fugir da minha realidade. E quando não consigo escrever, parece que me arrancaram uma parte.

Sobre o canal, eu não sei bem o que colocar lá. Eu amo gravar vídeos, mas não sei sobre o que gravar (e aparecer nunca foi o meu forte). Tenho que pensar melhor sobre isso. Por enquanto, hiatos. Ou talvez não. Talvez apareça um vídeo por lá semana que vem. Tudo depende. Estou refazendo todo o calendário editorial do blog de uma forma que eu não fique sobrecarregada para entregar material, mas que eu continue entregando com frequência. Falando assim parece até que o DL virou uma empresa com prazos, datas e metas. #NÃO. Nada disso.

Essa é a primeira vez que estou levando um blog "a sério" e nunca lidei bem com datas, saber que as pessoas leem o que escrevo me deixa muito animada a continuar sempre trazendo coisas novas, mas gosto de fazer as coisas bem feitas, então, se eu sumir, pode ter certeza que eu não abandonei o DL, só deve ser a vida me atropelando de novo. Acontece. Eu é que não sei lidar.



Aqui quem fala é a Ludimila de 20 anos e hoje eu vim pra conversar um pouco com você. Não sei bem por onde começar, nem quais conselhos te dar, mas eu costumava dizer que a nossa melhor época foi a nossa infância. Eu estava errada. A nossa melhor época é essa de onde eu falo, que você aos 13/14 anos, duvida que possa um dia existir.  Ainda somos bem jovens, mas só nós sabemos quanta coisa aconteceu nesses dez anos. Dez anos. Você sempre foi uma garota sonhadora, sua imaginação não tem limites, e o primeiro conselho que eu quero te dar é esse. Jamais pare de sonhar. Imaginar. Criar. Você é boa nisso, só não sabe. E sobre sonhar, planeje-se. Certos sonhos um dia tornam-se projetos, e para projetos saírem do papel, você tem que planejar. Eu sei que você hoje tem só 10 anos, quase 11, mas não se assuste com essa carta. Como disse a Professora Maluquinha daquela vez: "você vai entender quando crescer". Falando em Ziraldo, não pare de ler e continue escrevendo. Isso te faz bem. Quando você estiver com mais ou menos 12 anos, vai ler um livro que estará sempre relendo desde então. Esse livro te ensinará uma grande lição que você leva até hoje. Agora eu vou avançar um pouco no tempo, 2009. No final do ano você vai viver o que chamará por muito tempo de o melhor dia da sua vida. Você vai ficar nervosa, ansiosa, vai morrer de medo de errar de novo e não vou dizer para você se acalmar, mas acredite, vai dar tudo certo e a única que vai perceber que você tropeçou, será nossa mãe. É nesse dia que você dá seu - nosso - primeiro passo para o futuro. E a dica para esse dia é: divirta-se! Agora vamos avançar um ano, 2010. Você vai criar seu primeiro blog e vai descobrir que ama isso. Ele nada mais é do que um diário, igual o que você tinha em 2009, mas dessa vez na internet. Escreva, MUITO! Eu sei que essa fase está sendo horrível pra você, sem querer ser estraga prazeres, sinto dizer que ela vai piorar, mas você tem só 16 anos, calma cara. Não saber o que você quer fazer, não é o fim do mundo! Eu poderia agora pular para 2011 e evitar o que aconteceu naquele ano, talvez nós não tivéssemos sofrido tanto, mas talvez você não teria se tornado essa menina - mulher que sou hoje. Os anos entre seus 17 e 19 anos será sua pior fase, mas vai passar, e você sentirá orgulho de ter passado por isso. Mas não foi de todo mal, você aprendeu muita coisa nesse final da adolescência e continua aprendendo. E você descobriu muita coisa sobre si mesma, que você duvidava. Meu conselho é: jamais pare de estudar. Com o passar dos anos você vai mudar mais de profissão do que de roupa, mas - spoiler alert - você descobre o que quer fazer, então, desacelere e não se estresse. Tudo tem seu tempo e essa maré ruim finalmente vai abaixar em 2013. Assustador para uma garotinha de 10 anos? Se eu estivesse mesmo falando com você pessoalmente, você estaria fascinada, afinal, sempre adoramos esse tipo de coisa. Maluco, né? Você não estará com a vida pronta aos 20 anos, quem está? Eu poderia dizer para você deixar de tímida ou conversar mais, mas não vale a pena, essa é quem você, eu, nós somos. Acho que o melhor conselho que posso te dar é seja você mesma. Você se saiu muito bem, mesmo sem ninguém lhe dizendo isso diretamente. Tenho orgulho de você. Da adolescente que você foi. Espero que a nós do futuro leia essa carta e também sinta orgulho desse 2015 de onde falo, agora vai lá ser criança e assistir Harry Potter que você merece.

Grande abraço, sua eu, do futuro.

- o dia em que descobri que sou jovem e estou bem



Eu já quis ser tanta coisa. Um dia, do nada, tive um insight e descobri que sempre soube. Quando eu era criança eu queria ser veterinária. Descobri que tinha que enfiar a mão na vaca (sem maiores detalhes, por favor), tenho pavor de sangue e não queria ver os bichinhos morrendo nos meus braços. Pouco tempo depois, quando comecei a estudar os planetas na escola inventei de ser astrônoma. Wait, what?


Depois já no primeiro colegial resolvi que ia fazer teatro pra só mais tarde descobrir que não quero estar em foco. Comecei a psicologia só por começar e saí um mês depois. "Você não vai fazer faculdade?" O diploma é sim supervalorizado. Não é que ele não é importante, só não é importante nascer sabendo o que você quer fazer da vida. Demorei cinco anos para perceber que o que eu queria mesmo era ser feliz.



Aguardando. A fila de espera, a sua vez, o horário do ônibus, a hora de ir para casa, o juízo final. Aguardando o sim, a verdade, a conclusão. Aguardando uma internet que funcione. Aguardando respostas. Perguntas. Sorrisos. Aguardando a pessoa certa. O ombro amigo. Aguardando o amor. Aguardando a coragem de amar. Aguardando o velho, o novo, o vintage. O brega, o hippie e o cafetão. Aguardando a chamada, o chamado, a Samara. Aguardando o ENEM. A chance de entrar na faculdade. A chance de fazer uma federal. Aguardando o futuro. O vestibular. Aguardando o TCC. Aguardando o diploma. Aguardando dinheiro na conta. Aguardando os correios, o serviço de SEDEX, a encomenda. Aguardando o sono, o cansaço, os sonhos ruins. Aguardando a noite de choro, os olhos inchados e a cara pálida. Apenas aguardando.

Aviso: essa postagem é de um teor altamente nostálgico, com vários ataques fangirl e com presença de vários vídeos do youtube. Qualquer tempo perdido lendo tudo isso está à seu critério - leitor, e se você sofre do mesmo, um médico deverá ser consultado.


Olá, caro leitor, tudo bem?

Confesso que eu já queria falar desses caras por aqui e a inspiração veio desse post da Ana sobre a Taylor Swift. Pegue sua melhor máquina do tempo e junte-se a mim nessa aventura. Talvez eu só esteja escrevendo esta postagem por saudade ou porque eu bloqueei o término da banda na minha mente. Na minha cabeça eles ainda estão juntos dizendo "living the dream baby, living the dream". Talvez eu só esteja escrevendo porque a ficha não caiu até hoje e depois desse post, vai cair. "You can't break up a band of brothers.", tá, né.

Se você não conhece esses caras aí, eu te apresento: Kevin, Joe e Nick Jonas. Jonas Brothers foi uma banda, porque eles acabaram com ela em 2013, que durou oito anos. RIP sua linda. E se você não conhece tá na hora de conhecer e viver um momento nostálgico comigo porque sim. Lá em 2008 eu já tinha ouvido falar desses aí, mas eu só virei fã em 2010, no dia 01 de janeiro, acredite se quiser e eu me limitei infelizmente a listar uma música de cada CD pra você curtir esse som comigo, sem nenhum critério, só a primeira música com clipe/apresentação ao vivo que veio na minha cabeça. A lista mais injusta que já fiz na minha vida, sem mais delongas:

IT'S ABOUT TIME - YEAR 3000

JONAS BROTHERS - GOODNIGHT AND GOODBYE


A LITTLE BIT LONGER - LOVEBUG


A LITTLE BIT LONGER
"This song is for every broken heart, for every lost dream, for every high and for every low, and for every person who's ever felt alone, and tonight this song, this song is for you." 
E hoje essa música é dedicada para você, que está lendo essa postagem. 
E A Little Bit Longer teve duas músicas porque eu não consigo escolher #sorrynotsorry

LINES, VINES AND TRYING TIMES - FLY WITH ME
"We're chase stars to lose our shadow, 
Peter Pan and Wendy turned out fine, so won't you fly with me?" 
Fala de Peter Pan, Wendy, voar, pra segunda estrela à direita e então direto, até o amanhecer!

BÔNUS - BOUNCE


Então, por hoje é só pessoal. E se você quiser ouvir só uma música dessa lista, sinto muito, não consigo escolher. Agora eu vou chorar ali no cantinho ouvindo When You Look Me In The Eyes.









Jarom Brown
There's only one phrase you could say
about all this Jonas stuff.
"You never know what you've got until it's gone."
1 mês atrás

Nas ruas,
Nas nuvens,
No céu da manhã...


"Eu vou criar um blog e escrever sobre a minha vida, experiências e ser feliz." 

Essa fui eu falando em 2010. Parece que foi ontem. Não sei muito bem sobre o que é esse texto, só sei que ele existe e está pedindo para ser escrito. Okay, senhor. A vida é cheia de altos e baixos, disso todo mundo sabe, mas parece que a última semana de fevereiro veio para derrubar o restante dos forninhos e tudo que tinha pra dar errado, deu. Pra todo mundo. Vi tanta gente reclamando da última semana que não acreditei.

Enquanto 2015 está passando violentamente intenso e rápido (desculpa, Thais), os 28 dias de fevereiro duraram 28 anos. Os últimos sete dias, uma eternidade. Com tanta pressão, um dia a gente enlouquece. Acho engraçado ver que apesar de ter mudado tanto nesses cinco anos, no fundo continuo com o mesmo princípio na minha vida: ser feliz. Plenamente. E felicidade é um conceito bem relativo.

O que é felicidade pra mim? Não é o dinheiro na conta todo mês ou a pessoa que mexeu e remexeu meu coração nas últimas semanas. Felicidade pra mim é acordar todo dia de manhã, abrir a janela e ouvir um passarinho cantando. Felicidade pra mim é virar a noite lendo um bom livro e perceber que amanheceu quando outro passarinho começa a cantar na janela. Felicidade pra mim é uma noite com um bom filme, pipoca, brigadeiro de panela e coca-cola. Ou um dia no cinema com os meus amigos. Ou me enfiar no meio do mato sem WI-FI só pra me desconectar dessa selva de pedra maluca. Ou "perder" horas na livraria. Ou comer pizza. Com ou sem acompanhamento de prato, ou pessoal. 

Dizem que estar sozinho é diferente de estar solitário. Ninguém gosta de se sentir solitário, mas ficar sozinho as vezes é bom, e necessário. Esse não é um texto de auto-ajuda. Eu estou sozinha com os meus pensamentos e depois de tantas divagações olhando pro teto do quarto, esse texto saiu. Apesar de até agora eu mesma não saber do que se trata. Encontrei uma passagem minha de quase três anos atrás e isso me fez sorrir. Disso que gosto em textos, não só em livros, mas textos em geral: eles, em sua maioria, contam histórias.