Previsão do tempo: tempestade.



Desde que terminei meu curso de fotografia parece que entrei numa estrada para lugar nenhum - de novo. Não ter um propósito, um motivo, um projeto, algo a fazer parece um pesadelo. Não consigo ficar parada em um rotina de obrigações. Acordar. Trabalhar. Dormir. Minha mente precisa se ocupar de algo. Gosto de ter tudo planejado. Não saber o que vai acontecer daqui para frente é assustador. Igualzinho nessa postagem

Fico anotando mantras (e colando eles por aí) para sempre me lembrar deles, mas a cabecinha é dura e por mais que eu saiba que "the best is yet to come", eu não acredito. Vi nesse texto uma identificação tão grande que quis dar um abraço na moça. Não lido bem com pressão e quando a pressão vem de dentro? Piorou. Troque mestrado por curso e você tem o resumo da minha vida. Parece loucura porque eu tenho projetos. E eu não deveria estar assim. Tipo? Essa sensação de "e agora?" não faz sentido nenhum. Março foi um mês... estranho? Aconteceu muita coisa e parece que foi tudo em câmera lenta - e ainda está sendo. Eu li dois livros, não vi nenhum filme e virei um robô. Esse foi o meu mês. 

Com a chegada do outono aguardo bons ventos e paz de espírito já que no dia 24 tomei a melhor chuva de todas. Aquela que mesmo com o guarda-chuva você se molha, porque não basta a chuva, também tem o vento. Aquela que lava a alma e te deixa gripado. Aquela que vem e fica o resto da noite. A melhor chuva de todas é a do outono. Fria, mas nem tanto. É aquela que vira seu guarda-chuva e ri da sua cara. E você ri junto. É aquela que demorou pra cair, mas quando caiu, lavou os pecados e encheu o coração. Depois dessa chuva minha mente meio que se acalmou (um pouco). (E talvez o fato de eu ter saído de casa ouvindo - e cantando - Best Day Of My Life tenha ajudado).

(Um pequeno detalhe: esse texto foi escrito às 2 da manhã do dia 25. Alguém surtou.)

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