Nas ruas,
Nas nuvens,
No céu da manhã...


"Eu vou criar um blog e escrever sobre a minha vida, experiências e ser feliz." 

Essa fui eu falando em 2010. Parece que foi ontem. Não sei muito bem sobre o que é esse texto, só sei que ele existe e está pedindo para ser escrito. Okay, senhor. A vida é cheia de altos e baixos, disso todo mundo sabe, mas parece que a última semana de fevereiro veio para derrubar o restante dos forninhos e tudo que tinha pra dar errado, deu. Pra todo mundo. Vi tanta gente reclamando da última semana que não acreditei.

Enquanto 2015 está passando violentamente intenso e rápido (desculpa, Thais), os 28 dias de fevereiro duraram 28 anos. Os últimos sete dias, uma eternidade. Com tanta pressão, um dia a gente enlouquece. Acho engraçado ver que apesar de ter mudado tanto nesses cinco anos, no fundo continuo com o mesmo princípio na minha vida: ser feliz. Plenamente. E felicidade é um conceito bem relativo.

O que é felicidade pra mim? Não é o dinheiro na conta todo mês ou a pessoa que mexeu e remexeu meu coração nas últimas semanas. Felicidade pra mim é acordar todo dia de manhã, abrir a janela e ouvir um passarinho cantando. Felicidade pra mim é virar a noite lendo um bom livro e perceber que amanheceu quando outro passarinho começa a cantar na janela. Felicidade pra mim é uma noite com um bom filme, pipoca, brigadeiro de panela e coca-cola. Ou um dia no cinema com os meus amigos. Ou me enfiar no meio do mato sem WI-FI só pra me desconectar dessa selva de pedra maluca. Ou "perder" horas na livraria. Ou comer pizza. Com ou sem acompanhamento de prato, ou pessoal. 

Dizem que estar sozinho é diferente de estar solitário. Ninguém gosta de se sentir solitário, mas ficar sozinho as vezes é bom, e necessário. Esse não é um texto de auto-ajuda. Eu estou sozinha com os meus pensamentos e depois de tantas divagações olhando pro teto do quarto, esse texto saiu. Apesar de até agora eu mesma não saber do que se trata. Encontrei uma passagem minha de quase três anos atrás e isso me fez sorrir. Disso que gosto em textos, não só em livros, mas textos em geral: eles, em sua maioria, contam histórias.

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