Você já ouviu falar em Pollyanna? Pollyanna é um livro, mas poderia muito bem ser uma garotinha de verdade. Ela tem 11 anos e está sempre contente. "Mas é fácil ser contente aos 11 anos!" Talvez não. Pollyanna já era órfã de mãe e aos 11 anos perdeu o pai, foi morar com uma tia ranzinza, onde não podia deixar o talher cair ou bater portas, nem por acidente. "Ludimila, onde você quer chegar com isso?", calma, já explico. É tudo um jogo.

"– Oh, o jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for, explicou Pollyanna com toda a seriedade."  

Poliane-se hoje. Faça de Pollyanna um verbo. Seja Pollyanna.

Desde que descobri esse tal jogo tento aplica-lo na minha vida. Claro que nem sempre da certo. Mas dos 12 anos pra cá, percebi o quanto esse livro me influenciou e ainda influencia de uma forma inexplicável. Eu perdi as contas de quantas vezes eu já reli Pollyanna. Ao encontrar um motivo, qualquer que seja, para ficar contente, você consegue transformar um dia inteiro. E você fica mais leve.

Nunca joguei tanto o jogo do contente como nos últimos dias que fiquei sem computador. Posso ter perdido os três primeiros capítulos do meu livro? Meu banco de ideias no Evernote está intacto, tenho trechos em cadernos e de qualquer forma eu já queria reescrever. Posso ter perdido os módulos do curso que eu queria refazer? Não verifiquei se ainda tenho acesso ao site e de qualquer forma a internet tá cheia de exercício fotográfico, é só procurar. Posso ter perdido todas as fotos que tirei até hoje? Minhas favoritas estão no Flickr e botânica é o que não falta por aí. Da para refazer, e ainda melhor. Perdi todos os arquivos do workshop que participei? Posso falar com o professor, explicar a situação e perguntar se ele tem o conteúdo para me repassar. E de qualquer forma, as melhores do dia estão no Flickr (Flickr eu te amo)!

E não joguei apenas com o notebook pifado, apliquei em outras áreas da vida também. Cansada do emprego? É só lembrar que é passageiro e que ele não passa de uma ponte. Depois que você passa muito tempo jogando, o Jogo do Contente se torna uma coisa natural para você. Você nem percebe que está jogando. É mágico!

Se você não conhece Pollyanna, já está na hora de conhecer. Não comecei a ler livros com Harry Potter, comecei com Pollyanna e fico muito feliz por isso, porque talvez de outra forma o jogo do contente nunca teria entrado na minha vida. Com doze anos eu ainda não sabia jogar, confesso que durante a adolescência joguei menos do que quero assumir, mas hoje eu realmente percebo a mudança que Pollyanna fez na minha vida e eu fico contente por ter lido e relido essa história em diferentes momentos da minha vida. Eu não tenho grandes memórias da minha vida antes de Pollyanna e fico contente por essa garotinha ser a introdução. 

Poliane-se hoje, eu tenho certeza que isso vai te fazer bem.

4 Comentários

  1. Eu preciso desse livro!
    O primeiro livro que li foi a marca de uma lagrima, do Pedro Bandeira (jamais vou esquecer), o primeiro livro sempre marca <3

    Achei esse que tu indicou hj, particularmente incrível. Vou procurar ler, me interessou bastante!

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    1. Leia sim! Pode parecer bobo por ser um livro infantil mas pelo menos eu tirei muito da história <3

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  2. Olá Ludimila, li Pollyana de aos 12 e confesso que nunca joguei o Jogo do Contente porque nunca o levei a sério (da acreditar??!?!) lendo seu post percebo como ele teria me fez e faz falta. Acho que é hora de reler Pollyana novamente. Ah, se puder, leia a continuação "Pollyana Moça" e se caso ainda não tenha lido, vou adiantar uma coisas: as vezes precisamos provar do nosso próprio remédio. Bjx de luz.

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    1. Já perdi as contas de quantas vezes reli Pollyanna. Toda vez que preciso dar um empurrãozinho na minha vida, eu fujo pra ele. É incrível como absorvi o jogo do contente sem perceber. Ainda não li "Pollyanna Moça", até teve uma época que procurei mas não achei o livro, mas com certeza tá na lista :D <3

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