Para começo de conversa eu queria ter assistido esse filme no cinema, foi uma das únicas estreias recentes que me deixou com vontade de sair de casa e ficar com a mão suja de pipoca (tenho rituais, e não tenho problemas de ir ao cinema sozinha, na verdade, adoro). Mas por motivos de força maior, quando fui comprar o ingresso simplesmente não tinha pra filme nenhum, só pra um evento de esporte que eu não dou a mínima. Pô, Cinépolis! Sim, eu poderia ir ao Cinemark, mas fica à quase duas horas de casa, sendo que o outro eu trabalho lá do lado - enfim. Infelizmente assisti o filme ontem, na ilegalidade. Vamos a história. 

A Incrível História de Adaline com a história de Adaline Bowman, uma mulher que nasceu no final do século XX e tinha uma vida normal - até sofrer um acidente que iria mudar sua vida para sempre. Adaline torna-se imortal, assim, tem a aparência de 29 anos para sempre. E é com essa pegada fantástica que vamos acompanhar, às vezes em forma de documentário, flashes de sua vida.

A primeira coisa que me chamou a atenção nesse filme definitivamente foi a premissa. Temos uma mulher jovem para sempre. Ok, vamos ver no que isso vai dar. Eu gostei bastante do filme e não posso falar que esperava mais pelo foco ser o romance - tem isso na sinopse. Queria que a imortalidade tivesse sido mais abordada? Sim. Queria acompanhar os cento e poucos anos de Adaline? Com certeza. O final foi previsível? Foi. Mas eu gostei. Porque a personagem aprendeu a lutar com seus medos, aprendeu que fugir não é a melhor escolha sempre e que o amor sempre vence tudo. Clichês são amigos.

Uma coisa que preciso citar nesse texto é a fotografia do filme. O visual é lindo. Gente que coisa mais linda de se ver. Todas - foco no todas - as cenas me deixaram babando e invejando o Diretor de Fotografia porque o cara é foda. Foi um daqueles filmes que me deixou repetindo que euzinha queria ter feito essa fotografia maravilhosa, feito parte desse projeto, quero ser você quando crescer. Nós temos sempre um ar de antiguidade mesmo o filme se passando nos dias de hoje. É como se a atmosfera do cenário acompanhasse a atmosfera da personagem. A sensação que passa é que, mesmo tantos anos depois, é como se Adaline ainda se sentisse na época do acidente, como se sua pessoa interna também tivesse parado no tempo. É incrível. O cara é o David Lanzenberg.

Outra coisa sobre o visual, são as roupas de Adaline durante as lembranças. Tiveram senso de colocar roupas segunda a época e fica visível em que ano estamos. Durante o filme temos várias referências históricas (<3) no roteiro, vindas dos próprios personagens e seus diálogos, e Adaline que mais parece uma enciclopédia nesse sentido. E isso é legal! Como dá para perceber, eu amei esse filme!


Essa postagem faz parte do desafio de cinema 52 filmes em 52 semanas, criado pelo blog Querido Click! Ninguém pode me julgar por não seguir a ordem - ou por simplesmente não assistir um filme por semana.

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