É a chuva que eu ouço bater na minha janela? 
Chuva forte, relâmpagos e trovões. 
Olá! Que bom que você voltou. 
Mas não vá tão cedo, senti sua falta. 

Esse frio que você traz consigo me alimenta. Essa sensação de liberdade. A ventania interior. 

Poderia ser você? 
Talvez. 
Ou talvez não. 
Poderia ser qualquer outra pessoa, mas sou eu. 
E a chuva. 
E a tempestade interna que ninguém conhece. 

É em raros dias chuvosos que me encontro ao entardecer. 
Cada gota vem ao encontro de seu fim, o sol relembra a luz e o arco-íris da o ar de sua graça. 
Mas tudo não passa de uma metáfora. 
Me deixe ser tempestade e me faça história, só assim você conseguirá me ler. 

Já é noite e nada mudou. 
Ou mudou? 
A Lua esta em dúvida. 
Ela está cheia e eu cheia de cair. 
Ela está cinza e eu cansei de colorir. 
Um tijolo foi quebrado, um coração esmagado e eu ainda estou aqui. 

O vento joga meu cabelo pra-lá-pra-cá como se quisesse brincar. Olho para minha sapatilha cheia de glitter, "queria estar de tênis". O esmalte desgastado implorando o removedor e as unhas pedindo outra cor. 

Só mais alguns minutos... 

Esse post faz parte do marcador Textos Perdidos, textos que escrevi entre 2010 e 2012 que se perderam por aí, mas que eu gosto tanto que resolvi resgatá-los.

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