Talvez por ser tão fora do comum, não sou nem um pouco prática.

Quando criança decidi que queria ser veterinária, mas naquela época já aprendia um pouco de francês. Depois decidi ser astrônoma, por estar sempre no mundo da lua e com a cabeça virada para o céu. Ainda amo os animais e as estrelas, mas não quero fazer nada disso. Gosto de andar com a câmera em punhos e captar cada momento e fazer dele eterno. Não quero trabalhar disso. Sou viajante em todos os níveis. Mas sou turista e não profissional de turismo. Ou aeromoça. Ainda não andei de avião. E definitivamente não nasci para trabalhar de coque.

Tentei ser normal. Até comecei a faculdade. Larguei exatamente um mês depois. Não nasci para ser psicóloga de ninguém. Já sou louca o suficiente. Vou é deixar os meus pacientes loucos. Não sou uma profissional da saúde humana nem animal. Não estudo as estrelas, apenas as observo de longe. Não quero ser astronauta apesar de ser de lua. Sou um alien, provavelmente de Marte. Ou Plutão. Plutão. Ele está mais distante. Assim como eu.

Me encontrei afinal em algum lugar ali no meio... das expressões. Amei me apresentar para 60 pessoas em 2009, mas quero estar atrás das câmeras, provavelmente assim como estou agora, escrevendo.

"Por que você não escreve um livro?"

Calma aí mãe, um dia ele sai. E quem sabe até mais de um. Ou um roteiro.

Esse post faz parte do marcador Textos Perdidos, textos que escrevi entre 2010 e 2012 que se perderam por aí, mas que eu gosto tanto que resolvi resgatá-los.

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