Pode-se dizer que a cara que meus pais fizeram quando eu arrumei meu primeiro emprego lá em 2011 foi de alívio. Não sei se é genética - ou simplesmente exemplo, mas gosto de trabalhar. Eu nem diria trabalhar, diria estar em constante movimento, e o fato de trabalhar mas ainda morar com os pais me ensinou algumas coisas e hoje eu decidi compartilhar por aqui. A primeira delas foi a controlar o meu dinheiro. Eis a foto da primeira coisa que comprei com meu suado dinheirinho:


#arrependimentos. Demi amiga, te amo sua linda, mas o Unbroken é um CD bem descartável. Saudades Don't Forget. Saudades Here We Go Again. Voltemos ao assunto. Eu tinha 17 anos e meio salário para gastar da forma que eu quisesse. E o que eu fiz para controlar o meu dinheiro? Aprendi a usar o meu banco online, o Excel e anotar as minhas contas. Ainda hoje levo alguns sustos, acontece. E de longe independência financeira é a parte mais legal de trabalhar porém continuar morando com os pais. É o poder de comprar o que eu quiser na hora em que eu quiser. 

Eu precisava de um baú para guardar meus livros, fui lá e comprei. Precisava de um tênis novo, fui lá e comprei. Quero ir ao cinema duas vezes esse mês? Posso ir tranquilamente porque é o meu dinheiro e ele está lá para que eu possa usar da maneira que eu quiser - ou simplesmente não usar. E é aí onde as pessoas pecam. Ao morar com os pais você não tem grandes necessidades, não paga aluguel, não tem contas de água, luz ou telefone para pagar, talvez você ajude em casa mas não precisa manter toda a casa e por isso entra no ciclo de receber e gastar o salário na mesma semana,e no final do mês não faz ideia de onde foi parar o seu dinheiro. De vez em quando sinto vontade de sair de casa, mas por enquanto não vale a pena. Claro que tenho que dar justificativas de onde vou e se volto, mas ser meio independente é bom e te ensina muito sem quebrar demais a sua cara. 

O tal do controle financeiro


Uma das minhas metas para esse ano é viajar e isso quase aconteceu no começo do ano, mas por motivos de força maior como você viu no resumo do mês de abril, não deu. E minhas dicas para guardar dinheiro são bem simples - e não envolvem o fato de eu ser naturalmente pão dura: metas, tempo e valor. Saiba o que você quer, quando você quer e descubra quanto você precisa. Eu vou me usar como exemplo. Eu quero viajar - essa é minha meta. Em dezembro - esse é o meu tempo. Agora eu só preciso escolher o local para que eu possa fazer um levantamento de quanto vou gastar aproximadamente do final - esse é meu valor. Depois de descobrir quanto eu preciso para efetivar essa viagem eu vou dividir esse valor pelo meu tempo - e isso é o que eu preciso juntar por mês para chegar ao valor estipulado. E foi isso que eu queria ter aprendido desde o começo. 

Anote todos os seus gastos do dia-a-dia, dos pequenos ao grandes. Faça listas de coisas que você precisa - de necessidade mesmo, e outra coisas que você quer - o supérfluo. De contas que você paga todo mês às comprinhas de final de semana. Depois de tudo anotado, jogue em uma planilha, agenda ou onde for melhor para você e veja onde você está gastando mais, e reflita sobre aquilo. Você realmente precisa comprar uma pilha de livros todo mês? E por fim, depois de conhecer os seus gastos basta transformar parte deles em investimento e deixar aquela quantia guardada na poupança. Crie metas para si mesmo, use 10% do que você recebe, adeque à sua realidade. O que me ajudou bastante no começo foi a planilha disponibilizada pela Fran no Morando Sozinha, hoje eu adaptei para a minha realidade e ela continua funcionando perfeitamente. Mas isso não te impede de você mesmo criar uma planilha no Excel!


Depois que eu passei a transformar sonhos em projetos eu percebi que a minha vida finalmente começou a andar no rumo que eu queria. E que ser organizado é legal e ajuda bastante. Quais suas dicas?

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