Estamos a caminho do segundo semestre. E eu estou tentando não surtar. O negócio é que odeio esperar. Sério. Esperar notícias, principalmente uma notícia que será o divisor de águas da sua vida. É horrível. E isso me deixa ansiosa. E me deixa mais ainda porque uma notícia vai sair amanhã (lê-se hoje: eu escrevi isso ontem, dia 02, voltemos), mas a outra só no dia dez. Sinceramente eu gostaria não me preocupar -tanto- com o futuro. Mas eu não consigo. Não seria eu se eu não sofresse por antecipação. No fundo tenho a sensação de que vou conseguir, mas qual delas? Eu queria que fosse a de semana que vem só pra não ter que tomar decisões. Eu odeio tomar decisões. Parece que eu finalmente sei onde eu estou pisando e quando finalmente parece que tenho um chão firme, tudo desaba de novo. De uma forma ou de outra, eu vou seguir pelo caminho onde a vida me jogar, mas a ansiedade não ajuda. Nem um pouco. Já disse que esse ano queria não surtar e queria viver intensamente, mas 2015 por incrível que parece está parecendo uma versão dois-ponto-zero de 2014 e certos quesitos. 2014 foi um ano de começos e em 2015 vou começar mais algumas coisas. O problema é comigo e ter que abandonar caminhos para seguir outros - ou um só. 

Não tinha medo das dificuldades - o que a assustava era a obrigação de escolher um caminho.

Odeio trocar o certo pelo duvidoso e isso sempre está ligado a escolher caminhos. E se eu não conseguir? E se eu não puder? E se não estiver em minhas mãos? E se? 

Muitos preferem passar a vida inteira destruindo os caminhos que não desejam percorrer, em vez de andar pelo único que os conduziria a algum lugar. [...] Queria percorrer todos os caminhos possíveis, e ia acabar não percorrendo nenhum.

Vou tentar.

Deixe um comentário