Até eu arrumar um nome melhor para resumo do mês, o título fica resumo do mês, e  acho que já gastei toda minha criatividade nos anteriores. Enfim. Esse mês foi... uma bagunça! O mês de julho sempre é um dos melhores meses do ano pra mim. Não sei se é a vibe de aniversário, o inverno ou a energia positiva, mas julho sempre foi sinônimo de amor <3 mas esse ano eu tive mais dor de cabeça do que qualquer outra coisa. Eu gostei de boa parte do mês, mas também deletaria sem medo a outra parte. E chegamos ao resumo do mês.

#desafioprimeira: esse mês o desafio ficou mais pra lá do que pra cá. Eu postei a maior parte dos dias, mas a maioria bem atrasada ou marcando fotos antigas, fuem. Espero conseguir voltar em agosto *dedos cruzados*.


Book photo challenge: outro projeto fotográfico que começou muito bem, mas ficou travado na metade, na verdade nem isso. Quero me programar com tempo para fotografar os livros antecipadamente, editar e depois só postar na data certa. Eu postei as fotos lá no meu Tumblr pessoal.

No cinema:

Cidades de Papel: eu fui no cinema \o/ Pra quem não sabe, Cidade de Papel é a adaptação do livro de mesmo nome do autor John Green, eu já cheguei a citá-lo aqui no blog e aqui também. Eu amo esse livro, depois da A Culpa é das Estrelas, esse é o meu livro favorito do John Green, então eu esperava um boa adaptação assim como foi com A Culpa é das Estrelas, maaaaas: criei expectativas demais. Primeiro de tudo, eu até hoje não consegui absorver a ideia de Cara Delevingne como Margo, desde que ela foi escolhida isso não entrou na minha cabeça. O filme começa muito bom, mas ali do meio para o final começa a desandar e a cena que eu mais esperava que fosse igual do livro simplesmente foi trocada. Veja bem, não estou dizendo que eu queria uma cópia do livro na tela, estamos falando de adaptações, mas a última cena com a Margo no livro é perfeita, quando Q a encontra completamente diferente, com o cabelo curto e meio suja e eles enterram o caderno dela. No filme ela nem cortou o cabelo! Mas fora esses detalhes, foi um bom filme, quem não leu o livro com certeza se divertiu da mesma forma, porque posso dizer, a sala ria em uníssono. E preciso abrir um parenteses aqui e falar: Ben melhor personagem. Mas no final o mais importante ficou, a essência da história que o John quis passar no texto: não seja uma pessoa de papel.

Livros:
Vacaciones: nesse livro vamos acompanhar as entradas do blog de Ana Paula Barbi entre os anos de 2004 à 2007 e depois 2013, entre seus 20 e 30 anos, todas as burradas, todos os seus aprendizados, ela se descobrindo e descobrindo o mundo. E não sei se você acredita em destino mas essa história ter parado nas minhas mãos no meu aniversário de 21 anos durante uma viagem é coincidência demais pra um raio só. Eu gostei tando do livro que ele mereceu uma postagem só para ele aqui, e chorei um pouco por só ter a opção e-book. Vale a leitura. Em uma frase: "Vinte e um. Foda. Porque né, depois dos vinte fodeu. Vinte e dois, vinte e três, vinte e quatro, dor na lombar, trinta, glaucoma, quarenta, enfisema, varizes, cinquenta, problema de gota, setenta, câncer, oitenta, e pronto. Você morre na fila do SUS." ☆☆☆☆☆

As Valentinas: é um conto que se passa antes dos acontecimentos do livro "Meus 15 anos", da Luiza Trigo. Esse conto se passa no dia dos namorados, mas Bia e suas amigas estão solteiras, e Bia odeia essa data alegando que é uma data capitalista e que não tem razão nenhuma para ela existir. O conto é bem curtinho, eu li em mais ou menos uma hora e fiquei com muita vontade de ler "Meus 15 anos" agora já que a festa é citada em toda a história. As amigas de Bia não sabem e Bia não pode contar uma vírgula de como será a festa. É como um festa surpresa, só que ao contrário. A Luly mandou bem em deixar o leitor curioso. Em uma frase: "Acho que os melhores amigos são todos assim. Eles sabem como tirar a gente do sério, mas também nos alegram como ninguém." ☆☆☆☆☆

Quinze Tons de Constrangimento: seguindo o mesmo estilo de "Vacaciones", aqui, Polly com seu bom humor vai nos contar quinze situações pelas quais ela passou em sua vida... sexual. Isso mesmo. E, spoiler: um dos caras apareceu em "Vacaciones". São causos curtos, é como se você estivesse conversando com uma amiga e ela estivesse te contando suas histórias. É bem leve, e diferente de "Vacaciones" que ficou mais para uma dramédia e é maior, "Quinze Tons de Constrangimento" é curto, mas vale a pena. Eu também consegui ler em uma hora. É o livro perfeito pra quando você quer uma coisa mais leve, só para descontrair mesmo. Em uma frase: "Se realmente aprendêssemos com nossos erros eu seria um gênio." ☆☆☆☆☆

Os melhores curtas de julho:
Dos trinta e um curtas de julho, eu só assisti cinco. Shame on me! Um deles foi "Love is all you need?" e teve um texto só para ele aqui e o outro que vale a pena citar é "O Poeta Dinamarquês", que conta com os acasos da vida na hora de unir dois corações. Cinco estrelas e coração para os dois. ☆☆☆☆☆♡


Além disso, como eu já falei lá em cima, esse mês foi meu aniversário e além do texto nosso de cada ano, eu fiz alguns memes, o "Na cozinha" voltou, teve maratona Maria Antonieta e um pouco de Paris, um documentário sobre Uberlândia e eu troquei o layout do blog - de novo. Eu gostei dele escuro assim. E digamos que eu troque ele de acordo com meu humor então é possível que daqui alguns meses ele volte a ser clarinho ou sei lá. Mas pode ter certeza que até dezembro ele já está de cara nova. Acontece.

LINKS, LINKS, LINKS
Esse mês tem link pra caramba porque eu lembrei de salvar enquanto lia:




Ufa! Acho que por hoje e por julho é só, te vejo no mês que vem! ( ˘ ³˘)♥

Eu não poderia ter lido "Vacaciones" em melhor momento. Primeiro porque eu li enquanto fazia 21 anos e segundo porque eu li na estrada. Timing perfeito. Eu achei que não gostaria do livro, mas superou minhas expectativas e ele cumpre o que promete, li em e-book e quero muito uma edição física pra chamar de minha. Plot twist: só tem em e-book. (╥_╥)

Em "Vacaciones" vamos acompanhar as entradas do blog de Ana Paula Barbi entre os anos de 2004 à 2007 e depois 2013, entre seus 20 e 30 anos, todas as burradas, todos os seus aprendizados, ela se descobrindo e descobrindo o mundo. Acho que o que mais rolou durante a leitura foi a vontade de ser a Ana Paula ou pelo menos ser parecida um pouco com ela. O que é bizarro porque essa é uma história real. 

"Se você não vê nada diferente, se você não se arrisca, se você não quebra a cara, nada muda mesmo." 

E por mais diferente que você seja da autora, em algum momento você vai se identificar com ela e seus pensamentos. Não sei se você acredita em destino mas essa história ter parado nas minhas mãos no meu aniversário de 21 anos durante uma viagem é coincidência demais pra um raio só. Ok que eu já tinha começado a lê-lo antes mas eu só peguei o ritmo mesmo alguns dias antes e resolvi que ia terminar já que é um tipo de leitura rápida, diferente do outro livro que estou lendo. Destino, minha gente, foi ele fazendo graça com a minha cara de novo. 

"Vinte e um. Foda. Porque né, depois dos vinte fodeu. Vinte e dois, vinte e três, vinte e quatro, dor na lombar, trinta, glaucoma, quarenta, enfisema, varizes, cinquenta, problema de gota, setenta, câncer, oitenta, e pronto. Você morre na fila do SUS." 

Por fim, esse livro fala por si só. E eu quero ele falando na minha estante. (Se você não conseguiu pegar a mensagem: isso foi uma indicação porque eu adorei o livro, eu diria "amei", mas não tenho certeza, mas tenho certeza suficiente para comprar a edição física dele por mais que ela seja inexistente, ou seja: leia esse livro).

"Vinte e um. Foda. Porque né, depois dos vinte fodeu. Vinte e dois, vinte e três, vinte e quatro, dor na lombar, trinta, glaucoma, quarenta, enfisema, varizes, cinquenta, problema de gota, setenta, câncer, oitenta, e pronto. Você morre na fila do SUS." – Vacaciones, Ana Paula Barbi
Depois de amanhã é meu aniversário. Vinte e um. E eu não sinto nada. Não me sinto nem super animada, nem super surtada, nem super nada. Eu vou passar meu aniversário na estrada, voltando de Montes Claros. Acho que posso riscar “viajar com a família” da minha lista de 101 coisas para fazer em 1001 dias já que dez horas é muito tempo por mais que seja só um dia. Vinte e um. Não me sinto nem nova demais, muito menos velha demais. Velha, mas nem tanto. Vinte um. Quando você estiver lendo esse texto eu provavelmente estarei fazendo a matrícula na faculdade e eu espero que dê tudo certo. Espero pelo menos acordar porque estou há dois dias sem saber o que é dormir direito (trecho inserido dia 26, eu não esperava ficar tão cansada nessa viagem). Eu estou escrevendo no dia 24, mas ele só vai ao ar dia 27, talvez com uma observação. Mais um ano. Vinte e um. E pensar que cinco desses vinte e um anos eu passei escrevendo. E pensar que demorei cinco anos para decidir o que fazer da minha vida e meio que ainda não sei direito, mas tudo bem. E eu queria fazer aquela lista de 21 coisas que aprendi com 21 anos, mas eu não consigo pensar em 21 coisas. Mas posso citar algumas coisas que merecem ser compartilhadas. Nesses vinte e um anos eu aprendi que quando a gente resolve fazer as coisas ao invés de só querer fazê-las, a gente de fato faz tudo o que quer. Aprendi que o melhor está por vir. Que ser organizado é legal. Astrologia é legal. Se irritar não vale a pena. E que não saber o que você quer fazer da vida aos 21 anos não é o fim do mundo. E eu poderia fazer uma lista de 22 coisas para fazer antes dos 22, mas nah! – não é como se eu quisesse correr atrás das coisas. Correr cansa e eu prefiro dar passos curtos e concretos atrás dos meus sonhos e projetos. Vinte e um. Em um ano eu nem sei listar tudo o que fiz. Que venham mais dois, mais cinco, mais sete. Vinte e um. Vinte e um. Vinte e um. Eu vou ficar repetindo esses números durante uma semana. Vinte e um. Mas igual eu falei ano passado: são apenas números.





Aí eu decidi fazer esse meme que vi no draminha, o blog da Raquel, não sei o nome do meme mas dá pra pegar o espírito da coisa quando você começa a ler, vamos lá:

dez anos atrás
estava com 11 anos, em 2005, na quinta-série. gostava de ficar na biblioteca da escola e escrevia de vez em nunca. tinha diários, ah, os diários. saudades.

cinco anos atrás
estava com 16 anos, no segundo ano do colégio, sem saber o que fazer da vida, criando meu primeiro blog, escrevendo pra caramba, saudades.

dois anos atrás
estava com 19 anos, trabalhando onde trabalho hoje, me meti na psicologia e larguei um mês depois ainda sem saber o que fazer da vida, escrevendo pouco e sofrendo muito, 2013 foi horrível mas foi quando o tempo começou a desanuviar depois de dois anos sofridos.

um ano atrás
estava com 20 anos, no mesmo trabalho, ainda sem saber muito bem o que fazer da vida apesar de ter uma ideia, estava fazendo o curso de fotografia, lendo e escrevendo pra caramba, esse ano foi massa. isso não quer dizer que eu sinta saudade.

ontem 
foi meu aniversário. e eu estava em um ônibus voltando para Uberlândia.

hoje
tenho a intenção de fazer a matrícula na faculdade, mas é provável que eu adie para terça-feira. mentira, preciso fazer hoje sem falta porque têm coisas para serem feitas sem falta que dependem dessa matrícula e da grade horária. vou criar vergonha na cara e ir lá fazer a matrícula. jornalismo, eu escolho você! (não fossem as referências, não seria eu) (ba dum tss)

nesse fim de semana eu vou
fazer vários nadas. e trabalhar. talvez eu assista algum filme depois do trabalho. meu fim de semana é uma incógnita. como dá para perceber, sempre fui uma pessoa confusa.


Por fim ainda estou pensando em maneiras de não deixar meu aniversário passar em branco. Já que o próximo fim de semana já é dia primeiro, todo mundo já recebeu e tem dinheiro, pode rolar festinha. Por que não? Ou boliche. Ou cinema. Ou whatever. Talvez eu acabe indo no cinema sozinha, faz tempo que não faço um programa do tipo. Para fechar o post fiquem com essa playlist de músicas de aniversário porque eu sou clichê nesse nível:

Birthday - Selena Gomez


22 - Taylor Swift


Last Friday Night (T.G.I.F.) - Katy Perry

TiK ToK - Ke$ha

Demi Lovato 17th Birthday Party


Até mais, e obrigada pelos peixes! ∩(︶▽︶)∩

Falei que essa semana eu postaria coisas mais pessoais então por que não postar coisas que eu odeio? Normalmente eu evito compartilhar energia negativa, mas aqui se faz a exceção: todo mundo odeia alguma coisa. Então essas são algumas das coisas que eu odeio, e não espere nada muito profundo. Eu vi esse meme no Bonjour Circus e é só. Vamos a lista:


Que atrapalhem a minha hora do banho: Eu não tenho uma hora específica para tomar banho, quando chega o momento eu simplesmente paro tudo que estou fazendo e vou tomar banho. E meu banho não é um simples banho, é um banho divisor de águas onde eu coloco um ponto final em toda atividade externa que estava fazendo. Um banho vem sempre depois de lavar uma louça, arrumar o quarto ou simplesmente fazer vários nadas. Principalmente no domingo. Eu raramente saio de casa aos domingos então é o dia do banho mais tarde, o que na minha média é a partir da meia noite, depois que todo mundo já foi dormir, nesse inverno ele subiu para as dez da noite porque ficar doente está fora de questão, já que às dez está fio mas nem tanto. Ou seja: faço tudo mais cedo e penduro a plaquinha de "fechado" depois do banho. Nada de louça, nada de arrumar o quarto, nada de nada, só quero ficar na minha cama de pijama navegando na internet ou lendo ou fazendo qualquer outra coisa. E assim chegamos ao segundo tópico: pajamas on, obligation off. Existe uma linha tênue entre tomar banho e vestir o pijama; acordar e ficar de pijama o dia todo. A segunda é muito legal, mas a primeira eu fiz porque está tarde mas nem tanto e daqui a pouco vou dormir. A hora do banho é a hora mais sagrada do dia, depois talvez de a hora de comer e a hora de dormir, talvez não nessa ordem. E, sério, não atrapalhem minha hora do banho.

Gente que lava a calçada com mangueira: a vassoura está aí para isso amiga, pare de gastar água. E pior: gente que lava a calçada com mangueira em dia de chuva! Pra quê lavar a calçada se choveu? É só aproveitar a água da chuva e varrer, gênio.

Que me acordem: sério, não me acorde. Me acordar é pedir pra que eu fique de mal humor pelo menos pelo resto da manhã. Não. Me. Acorde.


Bebês: calados: ok; quando começam a chorar no meio do shopping: not ok.

Crianças: elas são agitadas. E não deveriam ir ao shopping, ou lojas. Ou ficar perto de mim.

Shoppings: falando em shoppings, no mundo perfeito os cinemas não ficariam dentro do shopping, nem o meu emprego.


Gente inconveniente: aqui entram pessoas intrometidas, babacas, gente folgada e qualquer um que se meta a cagar regra. Se eu não te contei, não é da sua conta. Não sou obrigada a te beijar e muito menos continuar te beijando. Vai ter cabelo cacheado azul e se reclamar vai ter arco-íris também. E você não precisa ocupar três bancos no ônibus.

Uva passa: e frutas secas em geral, mas principalmente uva passa. Não coloque uva passa em todos os pratos natalinos, obrigada.

Passar mal: nem preciso dizer nada.


Vizinhos: no mundo perfeito eu moraria no meio do nada.


Eu sinceramente adoraria de saber quais são as coisas que você odeia, me conta aqui nos comentários!


Não fosse a indecisão, a vontade de dançar na chuva, as epifanias e os colapsos, não seria eu. Não fossem as cicatrizes, Pollyanna e a dúvida do que escrever aqui, definitivamente não seria eu. Não fosse o cabelo colorido, o riso frouxo e o meio milhão de livros ainda não lidos, não seria eu. Não fosse o diário que rasguei, os textos que já queimei e as palavras não ditas, não seria eu. Não fosse a (falta de) organização, do quarto, do cabelo, da vida, não seria eu. Não fosse o amor, não seria eu. 

Não fosse o Harry, o Ron e a Hermione, não fosse Paris, não fosse a vontade de ser tudo e a luz lá no final do túnel, não seria eu. Não fosse a chuva, o vento e neblina, não seria eu. Não fosse o dia de Natal, não seria eu. Não fosse a solidão, não seria eu. Não fosse a música, não seria eu.Não fosse a mania de transformar tudo em rima, não fosse a fotografia, não seria eu. Não fosse o Converse, não seria eu. 

Não fossem todas a histórias que já escrevi, não fosse a vida toda ao contrário, não seria eu. Não fosse a distância, não seria eu. Não fossem aquelas tardes depois da escola, Hannah Montana e a pizza com Coca-Cola, não seria eu. Não fosse eu cantando sozinha na rua às seis e meia da manhã, não seria eu. Não fosse eu, não seria eu. Não fossem todos os aniversários e os filmes da sessão da tarde, não fossem Peter Pan e Wendy, não seria eu. Não fosse aquele dia em que me declarei, não seria eu.

Não fossem todos gatos que já tive, as amizades que cultivei, o cabelo curto, a saudade, os oito anos na mesma escola, a parede cheia de memórias e a arte de deixar tudo para última hora, não seria eu. Não fosse a vontade de conhecer o mundo, não fosse "P. Sherman 42, Wallaby Way, Sydney", não fossem as aulas de português e literatura, o gosto por aprender e a necessidade de estar em constante movimento e mutação, não seria eu. 

Não fosse tudo isso, não seria eu.

"Não seria eu" é um meme criado pela Analu baseado na música "Capitão Gancho" da Clarisse Falcão.

É possível sentir nostalgia de uma coisa que você não viveu?

Amor antigo, só não me pergunte porque. Paris me lembra ballet, amor e chá. E não me lembro de um amor maior do que meu amor por Paris mesmo só a conhecendo de longe. Não só Paris, mas toda a França. Mas principalmente Paris. Desde de criança eu arranho palavras soltas em francês e não me lembro de qual foi meu primeiro contato com essa língua musical, mas foi amor ao primeiro som. Uma das coisas para fazer não sei quando mas ainda nessa vida, é conhecer Paris e eu passei o fim de semana nesse continente distante. Metaforicamente, claro. Mas antes de falar do final de semana, vamos voltar no tempo, para uma velha casa em Paris coberta por uma videira.


Madeline foi uma das minhas maiores referências francesas na infância apesar de ser produzido nos Estados Unidos. Baseada na série de livros de Ludwig Bemelmans, a série conta a história da menina órfã Madeline que vive com suas companheiras e amigas em um orfanato católico de Paris. Madeline vive grandes aventuras a cada episódio com suas amigas do orfanato. Durante as histórias, todos os personagens falam algumas palavras e expressões em francês ensinando naturalmente ao público infantil um pouco desse idioma {Wikipédia}.

Partindo para o final de semana, caí de paraquedas na revolução francesa pelos olhos de Maria Antonieta com o filme que leve seu nome. Aqui temos dois jovens imaturos que não fazem ideia de como governar um país e do outro lado uma França passando fome. Mas para quem quer ver os fatos históricos, filme errado. Nesse filme vamos acompanhar a vida de Maria Antonieta antes e pouco antes da explosão da revolução, festas e affairs. Eu gostei muito de ver o lado de lá da história e óbvio, ficar babando por Versalhes. O filme te dá o que promete e te diverte mesmo com temática histórica. Eu gosto de história então sou suspeita para falar, mas acho que até quem não gosta também vai se divertir. Agora eu gostaria de pedir licença para namorar a fotografia desse filme ali no cantinho. Que coisa maravilhosa! O visual do filme é lindo, a atmosfera é uma passagem só de ida para o Palácio de Versalhes, as roupas são maravilhosas, é tudo lindo, eu estou apaixonada! Concordo com um comentário que li lá no Filmow: o filme é um grande cupcake (e isso é um elogio)!

Mas como nem tudo são flores assisti Adeus, Minha Rainha logo na sequência e foi uma decepçãozinha já que eu estava no clima e baixou minha bola totalmente. Enquanto no primeiro filme temos a visão de Maria Antonieta, já no segundo é a visão de uma de suas criadas. Gostei de como a história foi contada toda dentro de Versalhes no primeiro filme, uma Maria Antonieta jovem e que não sabia muito bem o que estava fazendo. A revolução francesa em si não chega a ser diretamente abordada, não vemos a França fora do palácio. Em Adeus, Minha Rainha o cenário já muda e vemos um pouco da revolta do povo e a situação da população. Mas deixou um pouco a desejar. Eu terminei o filme com a sensação de que estava faltando algo, como se ele tivesse ficado incompleto. Acredito que se o tivesse assistido antes, não teria continuado a maratona de filmes históricos. Eu queria que tivéssemos continuado no ponto de vista da rainha apesar de que conhecer um pouco da história do ponto de vista da criada também foi interessante. Mas faltou alguma coisa, não sei. O filme começou muito bom e foi declinando. No fundo eu queria que o tema histórico em si fosse abordado e não o amor platônico de Sidonie pela Antonieta (e eu passei o filme todo lembrando de Azul é a Cor mais Quente). Maaaaaas, eu fiquei apaixonada pela fotografia e figurinos do filme ❤ E só também. Eu não gosto da Léa Seydoux ¯\_(ツ)_/¯, foi como assistir Adèle no meio da revolução francesa, sabe? Mas no final das contas até que valeu a pena porque os dois filmes se complementam. Enquanto em Maria Antonieta a acompanhamos desde a saída da Áustria até a fuga de Versalhes, em Adeus, Minha Rainha a revolução já começou e a guilhotina já está pronta para arrancar a cabeça da rainha.

Por fim depois dessa overdose de Antonieta fiquei ouvindo música francesa e encarando meu quadro da Torre Eiffel desejando estar lá. E fui ler "Paris para iniciantes" do Paulo de Faria Pinho. A sinopse promete crônicas em Paris mas na verdade é um guia para não turistas. O autor te leva para as ruas de Paris, te dá um banho de história e várias dicas legais do que fazer, onde comer e etcetera. Recomendo lê-lo com o Google aberto, assim você pode procurar os lugares que ele está descrevendo e ver com seus próprios olhos. Além de dicas de livros, filmes e música. Já falei da comida? Tem muita comida nesse livro. E por fim terminei essa viagem ouvindo "Paris" de Yael Naim e apesar da música não ser em francês, por um momento tive certeza de que eu estava lá, pelas ruas de Paris.


Essa é a semana antes do meu aniversário e eu resolvi fazer postagens especiais, mais pessoais - lê-se memes - para vocês saberem um pouquinho mais de quem é que está aqui do outro lado, e falar de Paris não estava na lista mas aconteceu. Mas tudo bem, pois não tem nada mais pessoal para mim do que Paris. Na época da escola eu cheguei a fazer uma aula de francês, aprendi os dez primeiros números, falar meu nome e os meses. E claro, as expressões do dia-a-dia. Hoje já não me arrisco a falar mas o francês está na lista de línguas que quero muito aprender um dia. À bientôt!

Hoje eu decidi trazer alguns livros que eu julguei pela capa e comprei assim mesmo, sabendo ou não a sinopse. E claro, fazer indicações! É feio? É. É errado? Talvez. Mas me diz, quem nunca julgou um livro pela capa?


A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista: Além da capa o que mais me chamou atenção nesse livro foi o título, que convenhamos, é genial. De cara quando eu vi esse livro nos relacionados numa dessa voltas pela Saraiva virtual eu já quis coloca-lo no carrinho, assim mesmo, sem nenhum critério. Porém meu lado racional me deu um cutucão e fui procurar uma resenha, abri a primeira que apareceu, voltei pro site e comprei. Esse foi um livro que pra ser bem sincera eu não esperava nada devido aos critérios de compra (risos) e justamente por não esperar nada dele, me surpreendi. A história e a narrativa são leves, eu li em um dia e adorei. Eu diria que é o livro perfeito para ler em uma viagem e é justamente disso que ele fala. Hayden precisa viajar para Londres onde vai acontecer o casamento de seu pai mas por causa de 4 minutos, ela perde o voo. Nós vamos acompanhar a espera dela no aeroporto por outro voo, seu relacionamento com Oliver, o garoto que vai se sentar com ela e em paralelo o que está acontecendo em Londres, e os preparativos para o casamento. Como da para perceber com o nome, vai rolar sim romance mas nada muito esfregado na nossa cara, as coisas acontecem devagar, como é na vida real. O livro é tão curtinho que eu acho que se eu falar mais, estraga, então vou parar por aqui.


A Garota que Perseguiu a Lua: Eu já falei dele aqui, mas em sinopse rápida, depois da morte da mãe, Emily vai morar com o avô na cidadezinha em que sua mãe cresceu e ali ela vai descobrir coisas e pessoas do passado que vão fazer com que ela entenda melhor o presente. Julguei pela capa porque eu achei ela feia (sim!) mas depois que eu li ela se tornou uma das minhas capas favoritas. Esse foi um daqueles livros que estavam perdidos na lista de "quero ler" do meu Skoob e peguei assim, aleatoriamente sem esperar grandes coisas. Me surpreendi. A história mistura realidade com uma fantasia bem sutil e mexe com seu emocional de uma forma inexplicável. Ainda estou cogitando o favorito.


Lonely Hearts Club: O livro que me inspirou a criar esse post. Os anteriores eu julguei pela capa mas eu sabia a sinopse, já de Lonely Hearts Club eu só sabia o título e o subtítulo - porque fui olhar se o livro era em inglês. Não li sinopse, não li orelha, não li nada, entrei as cegas nessa história e confesso que no começo não gostei tanto assim - eu estava em mais uma das minhas ressacas literárias e nada que eu pegava para ler me agradava. O livro pode facilmente ser confundido com um filme de ensino médio dos EUA, daqueles que passam na sessão da tarde. E não é que no final eu gostei? Tem um texto só para ele aqui!


Por hoje é só!


Para o tema documentário do desafio de cinema, por que não um sobre a minha própria cidade? O documentário traz relatos sobre a cidade por volta dos anos de 1940. Não se têm registros exatos mas segundo esse site, é de 1941. Eles reproduziram uma reportagem feita pelo Correio de Uberlândia, vale a leitura.

Eu achei muito interessante conhecer um pouco da Uberlândia daquela época e ver a selva de pedra na qual ela se tornou em apenas 74 anos. Por volta dos 12 minutos no filme vemos uma suástica nazista em uma mesa no Rotary Club e existem especulações que este foi gravado pouco antes do Brasil declarar guerra contra a Alemanha, na Segunda Guerra Mundial.

Curiosidades sobre a cidade naquela época:
- Em 1941, Uberlândia possuía uma população estimada em pouco mais de 20 mil habitantes
- Na virada da década, a frota de veículos era de 172 carros, 160 caminhões, 333 bicicletas e 363 carroças
- A cidade tinha 13 avenidas, 81 ruas, 12 praças e 9 travessas, distribuídas em 8 bairros
- Havia 4 cinemas, 7 hotéis, 20 pensões, 3 restaurantes e 8 postos de gasolina
- Tinha 6.483 edificações, sendo 3.166 residências e 3.317 prédios comerciais
- O prefeito na época era nomeado pelo presidente Getúlio Vargas. Naquele ano, Vasco Gifoni estava em sua terceira gestão consecutiva


Gosto muito de história e mergulhar na história da minha cidade foi maravilhoso. E acho que a partir daqui tentarei seguir a ordem do desafio. Acho.

Páginas sugeridas:
Antonio Pereira da Silva - Histórias de Uberlândia
História de Uberlândia
Fotos antigas de Uberlândia

Essa postagem faz parte do desafio de cinema 52 filmes em 52 semanas, criado pelo blog Querido Click! Ninguém pode me julgar por não seguir a ordem - ou por simplesmente não assistir um filme por semana.


Sábado à noite, hora da janta, minha mãe me aparece com um pastel de jiló - sim, você leu certo: pastel de jiló. Não tenho nada contra o jiló, na verdade até gosto bastante dele, principalmente cru, mas aí ela resolveu enfiar o jiló no pastel - outra coisa que gosto muito. E deu no que deu. Sempre achei que pastel independente do sabor é uma coisa maravilhosa, tipo pizza, não dá para uma pizza ser ruim, mas eu estava errada. Mesmo amando jiló e pastel, colocar os dois juntos foi um erro - não fosse o gosto do jiló, o pastel seria perfeito. Mas fica a receita para quem quiser se a aventurar nesse mundo dos pastéis exóticos, pega o bloquinho:

Ingredientes:
Massa pronta para pastel 
Jiló
Carne de sol
Queijo
Apresuntado
Azeitona
Milho

Modo de preparo:
Pegue todos os ingredientes - exceto a massa do pastel, Mr. Obvious - e bata no multiprocessador, ou rale, resumindo: faça uma salada; coloque essa salada na massa pronta para pastel e feche a trouxinha à seu gosto. Frite e já pode comer.


Se tentar, me conta aqui nos comentários ;)

Pode haver spoilers.

"Eu, Penny Lane Bloom, juro solenemente nunca mais namorar enquanto viver.", e é com essa declaração que começamos esse amor em forma livro. Após passar por uma decepção amorosa, a adolescente Penny decide nunca mais namorar na sua vida - ou pelo menos até terminar o colégio. E então ela funda o Lonely Hearts Club. Se depois de ver a capa do livro, ler o título, saber o nome da personagem principal e ler essa introdução você não pegou a referência: The Beatles. Eu também não me toquei, só fui perceber depois que já tinha começado a ler. Eu comprei pela a capa e não sabia uma vírgula da história, e foi uma das melhores leituras até agora. Acho que se eu tivesse pesquisado um pouco antes de comprar, teria desdenhado o livro e deixado pra lá - ainda bem que não fiz isso. 

Começamos o livro sendo introduzidos ao motivo pelo qual Penny decide criar o clube. Somos também apresentados à seus pais, beatlemaníacos, e descobrimos que não só Penny Lane tem seu nome inspirado nas músicas da banda. Ao decorrer dos capítulos conhecemos outros personagens ao redor de Penny e cada um deles trás algo para a história, a autora trabalhou sutilmente cada um deles apesar do livro ser narrado em primeira pessoa. Conhecemos as dores de cada um e o amadurecimento de Penny. Mais do que relacionamentos adolescentes, o livro trata de amizades e como ter os amigos ao seu lado é mais importante do que qualquer outra coisa.


O livro é dividido por partes e cada parte tem o nome de uma música do Beatles. A edição é linda! Cheia de detalhes que combinam totalmente com o clima da história. A declaração de Penny no começo do livro vai aos poucos ficando para trás depois que ela coloca um ponto final (com estilo) em seu relacionamento anterior. Pode parecer óbvio o fato de ela terminar o livro ao lado de alguém mas não tem como não torcer pelos dois. Se você for ler o livro, depois dessa frase você já matou quem será o par amoroso de Penny no final. E apesar de achar essas frases promocionais bem forçadas - "leitura imperdível para qualquer pessoa que já esteve apaixonada... ou que jurou nunca mais passar por isso". Você vai se identificar. Quantas vezes eu já repeti essa mesma frase! Penny tenta negar seu amor e bloquear todos os seus sentimentos pelo medo de se machucar de novo. Quem nunca?


Não só nos títulos estão as referências, os Beatles estão presentes no livro todo. Da contra capa às falas dos personagens ao nome do clube. E no nome da personagem principal, claro. Penny Lane. Passei o livro todo dizendo que eu era a Penny. Penny é tudo que eu fui quando tinha sua idade e de vez em quando ainda sou. E digo que esse livro não poderia ter parado em minhas mãos em melhor momento - eu não o teria aproveitado da mesma forma se tivesse lido na adolescência. Tirando os Beatles eu me vi em cada frase e drama e pelos olhos de Penny. Claro que não passei pelas mesmas coisas que ela, quem me dera ter um Ryan na minha vida, mas eu a entendo e teria agido da mesma forma. Eu agi da mesma forma. Eu passei por isso. E esse livro não poderia ser mais uma biografia do que ele já é.

Here comes the sun, and I say it's all right... E tudo bem dar uma chance ao coração as vezes pois mesmo machucado, ele volta a bater. Não importa quão frio está o inverno e quão gelado está o seu coração, ele vai voltar a derreter e bater. E gente, Beatles é muito bom.


E se houvesse a inversão dos papéis na sociedade? E se ser homossexual fosse via de regra e as pessoas te achassem anormal por ser heterossexual? Nesse curta-metragem somos apresentados ao mundo às avessas e mostra de forma incrível tudo pelo o qual uma pessoa homossexual passa e sofre em sua vida. Ashley nasceu na "família tradicional", mas se vê fora do sistema quando aos cinco anos se descobre heterossexual. 

"Eu tinha cinco anos quando soube que eu não era como minha família. Mas foi no casamento do meu tio que eu tive a primeira sensação  ruim de que eu não ia crescer e ser igual a eles."

Você, preconceituoso que acha que o mundo gira em torno do seu umbigo e fica declamando Levíticos aos setes ventos: apenas pare, pare um segundo e olhe à sua volta, vê todas essas pessoas diferentes de você? Elas não são menos que você por terem uma orientação sexual diferente da sua. Já dizia Pocahontas: "You think the only people who are people are the people who look and think like you.", mas se ninguém te contou a verdade até agora, deixa que eu conto - você está errado! Elas não são menos que você em nenhum sentido. Ninguém é menor do que ninguém, mas todos estão acima de você porque você não pode parar um segundo para respeitar e viver em sociedade. Se a sua orientação fosse julgada e apontada como procriadora nojenta você se sentiria feliz? Pense em quantas pessoas você já machucou com as suas palavras e em quantos homossexuais já morreram pelas mãos de skin-heads, ou pense naqueles que tiraram suas próprias vidas devido a SEUS julgamentos. Está feliz agora por destilar o ódio? Isso é algum tipo de hobby para você? Suas palavras podem matar.



Em tempos de liberação do casamento homo-afetivo em todos os estados americanos, gente falando que vai se mudar para o Canadá sendo que lá isso aconteceu antes (!) e muita bandeira colorida no Facebook esse curta não podia ter parado na minha frente em melhor momento. Chega de tanto ódio no coração!


Se eu ganhasse um real toda vez que alguém falasse que eu sou calma demais, gastaria todo o dinheiro em chocolate. A verdade é que de vez em quando me estresso sim mas tento ser Pollyanna e raramente as pessoas me veem irritada com alguma coisa. Só as próximas de mim sabem como fico quando estou com os nervos à flor da pele (minha vontade é de dar um soco na cara da pessoa, mas no final das contas acabo chorando). Então hoje eu trouxe uma playlist com algumas músicas para acalmar os nervos e o coração, vem comigo!

In The Sun:

Don't Look Back:

Sweet Darlin':

Sentimental Heart:
Bônus - Wouldn't It Be Nice:

Eu sou apaixonada pelas músicas da She & Him e elas sempre me deixam mais alegre apesar das minhas favoritas envolverem assuntos do coração e amores não correspondidos - vamos abstrair esse detalhe. Não sei em qual gênero musical eles se enquadram, mas apenas ouça uma dessas músicas. Minha vontade é de sair pulando e dançando por aí, principalmente ao som da segunda.