É possível sentir nostalgia de uma coisa que você não viveu?

Amor antigo, só não me pergunte porque. Paris me lembra ballet, amor e chá. E não me lembro de um amor maior do que meu amor por Paris mesmo só a conhecendo de longe. Não só Paris, mas toda a França. Mas principalmente Paris. Desde de criança eu arranho palavras soltas em francês e não me lembro de qual foi meu primeiro contato com essa língua musical, mas foi amor ao primeiro som. Uma das coisas para fazer não sei quando mas ainda nessa vida, é conhecer Paris e eu passei o fim de semana nesse continente distante. Metaforicamente, claro. Mas antes de falar do final de semana, vamos voltar no tempo, para uma velha casa em Paris coberta por uma videira.


Madeline foi uma das minhas maiores referências francesas na infância apesar de ser produzido nos Estados Unidos. Baseada na série de livros de Ludwig Bemelmans, a série conta a história da menina órfã Madeline que vive com suas companheiras e amigas em um orfanato católico de Paris. Madeline vive grandes aventuras a cada episódio com suas amigas do orfanato. Durante as histórias, todos os personagens falam algumas palavras e expressões em francês ensinando naturalmente ao público infantil um pouco desse idioma {Wikipédia}.

Partindo para o final de semana, caí de paraquedas na revolução francesa pelos olhos de Maria Antonieta com o filme que leve seu nome. Aqui temos dois jovens imaturos que não fazem ideia de como governar um país e do outro lado uma França passando fome. Mas para quem quer ver os fatos históricos, filme errado. Nesse filme vamos acompanhar a vida de Maria Antonieta antes e pouco antes da explosão da revolução, festas e affairs. Eu gostei muito de ver o lado de lá da história e óbvio, ficar babando por Versalhes. O filme te dá o que promete e te diverte mesmo com temática histórica. Eu gosto de história então sou suspeita para falar, mas acho que até quem não gosta também vai se divertir. Agora eu gostaria de pedir licença para namorar a fotografia desse filme ali no cantinho. Que coisa maravilhosa! O visual do filme é lindo, a atmosfera é uma passagem só de ida para o Palácio de Versalhes, as roupas são maravilhosas, é tudo lindo, eu estou apaixonada! Concordo com um comentário que li lá no Filmow: o filme é um grande cupcake (e isso é um elogio)!

Mas como nem tudo são flores assisti Adeus, Minha Rainha logo na sequência e foi uma decepçãozinha já que eu estava no clima e baixou minha bola totalmente. Enquanto no primeiro filme temos a visão de Maria Antonieta, já no segundo é a visão de uma de suas criadas. Gostei de como a história foi contada toda dentro de Versalhes no primeiro filme, uma Maria Antonieta jovem e que não sabia muito bem o que estava fazendo. A revolução francesa em si não chega a ser diretamente abordada, não vemos a França fora do palácio. Em Adeus, Minha Rainha o cenário já muda e vemos um pouco da revolta do povo e a situação da população. Mas deixou um pouco a desejar. Eu terminei o filme com a sensação de que estava faltando algo, como se ele tivesse ficado incompleto. Acredito que se o tivesse assistido antes, não teria continuado a maratona de filmes históricos. Eu queria que tivéssemos continuado no ponto de vista da rainha apesar de que conhecer um pouco da história do ponto de vista da criada também foi interessante. Mas faltou alguma coisa, não sei. O filme começou muito bom e foi declinando. No fundo eu queria que o tema histórico em si fosse abordado e não o amor platônico de Sidonie pela Antonieta (e eu passei o filme todo lembrando de Azul é a Cor mais Quente). Maaaaaas, eu fiquei apaixonada pela fotografia e figurinos do filme ❤ E só também. Eu não gosto da Léa Seydoux ¯\_(ツ)_/¯, foi como assistir Adèle no meio da revolução francesa, sabe? Mas no final das contas até que valeu a pena porque os dois filmes se complementam. Enquanto em Maria Antonieta a acompanhamos desde a saída da Áustria até a fuga de Versalhes, em Adeus, Minha Rainha a revolução já começou e a guilhotina já está pronta para arrancar a cabeça da rainha.

Por fim depois dessa overdose de Antonieta fiquei ouvindo música francesa e encarando meu quadro da Torre Eiffel desejando estar lá. E fui ler "Paris para iniciantes" do Paulo de Faria Pinho. A sinopse promete crônicas em Paris mas na verdade é um guia para não turistas. O autor te leva para as ruas de Paris, te dá um banho de história e várias dicas legais do que fazer, onde comer e etcetera. Recomendo lê-lo com o Google aberto, assim você pode procurar os lugares que ele está descrevendo e ver com seus próprios olhos. Além de dicas de livros, filmes e música. Já falei da comida? Tem muita comida nesse livro. E por fim terminei essa viagem ouvindo "Paris" de Yael Naim e apesar da música não ser em francês, por um momento tive certeza de que eu estava lá, pelas ruas de Paris.


Essa é a semana antes do meu aniversário e eu resolvi fazer postagens especiais, mais pessoais - lê-se memes - para vocês saberem um pouquinho mais de quem é que está aqui do outro lado, e falar de Paris não estava na lista mas aconteceu. Mas tudo bem, pois não tem nada mais pessoal para mim do que Paris. Na época da escola eu cheguei a fazer uma aula de francês, aprendi os dez primeiros números, falar meu nome e os meses. E claro, as expressões do dia-a-dia. Hoje já não me arrisco a falar mas o francês está na lista de línguas que quero muito aprender um dia. À bientôt!

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