Nunca foi tão difícil escrever um resumo do mês.

sobre agosto:

Acho que agosto estava destinado a ser um mês ruim considerando que já no seu primeiro dia a vida me obrigou a assistir um filme de terror no cinema. Não dá nem pra acreditar que agosto acabou, pois amigos, esse mês durou no mínimo cinco anos, com as semanas passando rápido e os dias, bem devagar. Bem. Devagar. Bem..................................... devagar.......................... Assim, sabe. Dormi. Da vida, esse mês, fiz meu primeiro ensaio, fiz cinco anos de diarinho - ou seja, cinco anos que uso o Blogger para desabafar sobre a vida, o universo e tudo mais, resolvi trazer mais do mundo da fotografia pra cá, mudei o layout (de novo, esfregue na minha cara), percebi de vez que tenho que me mover pra sair desse sedentarismo, viajei sozinha pela primeira vez e fiz meu primeiro freela. De livros, terminei O Aprendiz de Assassino, li um livro inteiro em inglês e li quatro livros completos. Somamos seis livros terminados em agosto. De filmes, fui no cinema assistir Pixels, mas acabei assistindo Sobrenatural, resolvi testar a magia da Netflix e gente que coisa incrível, usem e amem, lá assisti Jogos Vorazes: A Esperança - parte 1 e Clube dos Cinco. De séries, Faking It volta hoje e em uma semana assisti toda a primeira temporada de How I Met Your Mother (será que termino antes do meu primeiro mês grátis? Dúvidas). De música, passei a maior parte do mês ouvindo Little Mix.

Clube dos Cinco (1985)
Eu não entendi toda a comoção em cima desse filme e me sinto mal por não ter gostado tanto assim (?). Não foi um filme horrível, houve sim identificação com os personagens, mas me senti mais um híbrido do que fielmente representada naqueles adolescentes. Eles têm bons diálogos e pensamento forte, mas só, o filme no conjunto não me cativou e terminou assim como começou: vazio. São adolescentes sendo adolescentes na detenção. Quero rever e vou esperar uns dez anos para fazer isso, vai que meu pensamento muda. Não dei estrelas por não saber lidar (mas não quer dizer que odiei).

verdades.

Jogos Vorazes: A Esperança - parte 1 (2014)
EU PRECISO DA CONTINUAÇÃO. Me arrependo de não ter ido no cinema assistir esse filme. Pegou toda a essência do livro e dissecou ali naquele roteiro, todo o pensamento político e a Katniss não sabendo lidar com tudo aquilo e gente me ajuda eu preciso de novembro na minha vida para ver aquela coisa preta dominando a cidade. É TRETA, É TRETA. E dessa vez vou assistir no cinema.


How I Met Your Mother
Essa série me faz pensar na vida, em como lidar com a vida e as vezes me faz querer fugir dela. E me faz ver que tudo bem ter problemas, cometer erros, ter medos, e as vezes não saber lidar com essa coisa louca que é a vida adulta.


The Little Prince, de Antoine de Saint-Exupéry
O livro que li todo em inglês. Não foi nada difícil, apesar de tropeçar em algumas palavras, e eu não achei tudo isso que todo mundo fala. É bonitinho, têm grandes pensamentos, mas não me cativou. Foi só mais um bom livro.

You can only truly see with the heart. What is important is invisible to the eye.

Lugar de Mulher, de Ana Paula Barbi, Clara Averbuck e Mari Messias
Depois de ler Vacaciones (<3) e Quinze Tons de Constrangimento, resolvi mergulhar em Lugar de Mulher também para fechar a maratona Ana Paula Barbi. O livro é uma extensão do blog e trata do que elas tratam por lá: feminismo, sexualidade e o mundo da mulher como um todo. Vale a pena a leitura (e a visita).

(...) mas que melhorada dá a vida quando você passa a se importar menos.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Marçal Aquino
Só não teve resenha porque não sei ainda o que escrever sobre esse livro. Um homem, fotógrafo, um relato, amor platônico e poesia. Foi um livro que amei ler apesar de ser triste e melancólico. Eu não saberia escrever sobre ele.

O segredo, dizia Chang, o china da loja, não é descobrir o que as pessoas escondem, e sim entender o que elas mostram.

O Aprendiz de Assassino, Para cima e não para norte e A Obscena Senhora D tiveram suas próprias resenhas, basta clicar nos títulos. E talvez o mês não tenha sido lá muito bom por eu não saber lidar com primeiras vezes. Por aqui os posts foram resumidos à memes e resenhas. E eu quase cogitei participar do BEDA que teve, mas me contive, e graças ao dito cujo conheci muitos blogs legais.

MOVIE BOX [#2]: IN CLOSE-UP
Que vergonha, demorei três meses para voltar ao diário de leitura. A partir de agora pretendo fazer uma coisa mais diária de verdade com pelo menos um comentário por mês. "A portait! What could be more simple and more profound?" Nesse capítulo nós falamos de retratos e acompanhamos biografias curtas de atores, atrizes e diretores. E talvez eu tenha desistido de vez do YouTube? São questões. O inglês continua relativamente fácil, só teve essa palavra que eu nunca tinha ouvido na minha vida, pesquisei, e segui com a vida.

A tal palavra:
flibbertigibbet [FLIB-ER-TEE-JIB-IT]
noun 1. a chattering or flighty, light-headed person; 2. Archaic, a gossip

It is part of the photographer's art to learn not just how to control the lights and master all the technical aspects involved, but also to understand in just a few minutes who the person in front of him really is, what character traits could be drawn out, and quietly to persuade him or her to begin to interact with the camera - a game of invention and complicity.

LINKS


Ufa! Seu agosto foi um desgosto ou você soube lidar?

Não, não estou falando de profissões. 

Esse é aquele tipo de ideia que me aparece literalmente do nada e resolvi escrever para ver no que vai dar, e para você entender com que tipo de mente está lidando do lado daqui. Não sei se pode ser considerado um meme, mas vamos fingir que sim. Sempre vejo todo mundo falando o que queria ser quando crescesse, descobri que tem um meme assim, aqui, mas nunca vi ninguém falando o que já foi - ou é - magicamente (?) falando. Vai saber. Então, essas são as cinco coisas que eu já quis ser - fui, e de vez em quando ainda sou:

Uma sereia

Eu sempre quis ser uma sereia. Influência tanto de A Pequena Sereia, quanto H2O Meninas Sereias, Aquamarine e do mito das sereias em si. Eu acredito em sereias e em tudo que desconheço. Toda vez que eu assistia H2O, eu me imaginava encontrando uma gruta mágica e me transformando na lua cheia. Momentos.

Uma fada

Para ser mais exata, eu queria fazer parte do Clube das Winx. Quando eu assistia, eu não queria ser uma delas, eu queria ser mais uma delas, e na minha cabeça eu era mesmo. Não sei qual seria meu poder, mas só de ter asas e poder voar, caras, isso era muito legal, e SEI QUE VOCÊ, VAI QUERER SER, UMA DE NÓS... WINX, QUANDO DAMOS NOSSAS MÃOS.

Uma princesa

Eu cresci sozinha, fui filha única até os 11 anos, então quando não estava brincando com meus primos, eu criava minhas próprias histórias, e em muitas delas eu era um princesa e meu quarto era meu próprio reino. Eu não era qualquer princesa, eu era A princesa, do meu próprio reino. Meu quarto que é numa casa normal, se transformava em torre e graças as grades na janela, deixava a coisa bem mais real. Spoiler: eu tive meu próprio unicórnio nessa época.

ps.: eu sei que Maria Antonieta foi uma rainha, mas você entendeu a referência.

Um pássaro

Sim, eu já quis ser um pássaro. Talvez por sempre querer voar. Eles são livres, sabem cantar e parecem sempre felizes. Eu provavelmente seria um passarinho, para condizer com meu tamanho. Corvo meramente ilustrativo.

Uma super-heroína

Talvez uma mistura de Lince Negra, com Jean Grey e Noturno: eu conseguiria atravessar paredes, voar e me teletransportar (!!!). Eu poderia dizer que sempre quis ser um Power Ranger, mas eu prefiro os mutantes aos super robôs. E só agora eu descobri que a Ellen Page fez a Lince Negra no filme do ano passado, #atualizada.


Eu espero que esse post tenha feito algum sentido, mas se não fez, tudo bem também. A imaginação, amigos, ela é incrível. Até a próxima!

Eu sempre fui uma pessoa muito visual e os arquivos sempre me interessaram muito, mas eu só fui começar a clicar quando ganhei meu primeiro celular, em 2005. Foi aí que a fotografia entrou na minha vida como um hobby e eu adorava ficar enquadrando tudo que via pela frente, mesmo sem poder efetivamente congelar aquele momento. Minha brincadeira favorita era fingir que eu fotografava os pássaros. A primeira câmera com a qual tive contato foi essa analógica da Yashica, que minha mãe não me deixava usar, só fui mexer nela em 2007 quando fui pro Hopi Hari e ela me deixou levar a câmera, e mais do que ir nos brinquedos, eu amei ficar andando pra cima e pra baixo com a Chica. Depois disso eu me afastei da fotografia apesar de ainda apreciar a arte e fiquei do lado daqui só observando o que as outras pessoas faziam. 

Foi só em 2013, depois de abandonar o curso de Psicologia, que eu decidi tentar fazer da fotografia algo mais do que só um hobby, e em janeiro de 2014 eu comecei o curso, meio que sem levar aquilo tudo muito a sério, porque na minha cabeça eu precisava fazer uma faculdade para ser feliz. O curso que duraria de seis meses à um ano, durou um ano e três meses porque eu duvidei da minha própria vontade e capacidade de levar aquilo adiante, e quase desisti, por fim eu consegui terminar com direito a diploma e tudo e percebi que amava fotografia mais do que eu mesma sabia. Mas o fantasminha da faculdade continuava me assombrando apesar de eu ler muita coisa sobre não fazer faculdade, e foram bons cinco meses até eu conseguir meu primeiro trabalho e ter o estalo que eu precisava: "Ei, eu posso sim fazer disso o meu trabalho. Eu amo o que eu faço e faria para sempre. Eu vou fazer isso para sempre." 

Tem uma frase no livro que estou lendo atualmente que me define bem: "Na realidade, eu não sabia direito o que fazer da vida. Foi quando resolvi seguir o evangelho da fotografia."

Foi bem assim, do nada mesmo que eu resolvi tentar trabalhar disso, e quando consegui foi melhor do que eu poderia imaginar, eu sempre quis contar histórias, isso é verdade, por isso já pensei em fazer Letras, Jornalismo e Cinema, e muito mais do que você consegue imaginar, mas aí eu vi também posso contar histórias através das imagens, e mesmo que eu demore mais alguns anos para efetivamente fazer alguma graduação formal, tudo bem, pois por enquanto, estou muito bem, obrigada.


Um livro sobre... livros? Leitores? Palavras? A tinta usada na hora de escrever? Um livro sobre ler, talvez. Para cima e não para norte nos conta a história do Homem Plano, que aparentemente vive dentro de um livro, ou de todos os livros do mundo. Ou de todos os papéis escritos do mundo. Uma história com várias interpretações e totalmente interativa, é como se o Homem Plano falasse com o leitor corrente. Ele nos conta sua história na íntegra e eu me senti sugada pelo livro. Cada leitor tirará uma conclusão do livro apesar da história ser uma só e ser contada de uma forma só. E se você for tocado, nunca mais lerá nada da mesma forma. Antes, você era apenas o observador, agora você se sente observado. Foi assim que eu me senti lendo Para cima e não para norte.

Ou seja, no vosso dia a dia quando me olham aí de cima, como normalmente fazem, veem um triângulo, mas se o vosso olhar pudesse ler ao mesmo nível da folha de papel, poderiam constatar que, nessas condições, o triângulo de baixo é visto como um segmento de reta, e eu não sou mais do que uma linha, eu nem diria bem um linha, diria que sou um pouco mais pequeno que uma linha, por isso têm de imaginar que esse segmento de reta que imaginam ver é mais curto, tão curto, tão curto, que, de facto, ao vosso olhar, eu fico reduzido a um ponto, e, sozinho, não me pareço muito com nada, mas se imaginarem muitos de nós sozinhos...

Eu amei cada pedacinho e detalhe desse livro e a edição condiz muito com a história, que te faz interagir com o Homem Plano. Não fosse o intervalo entre as páginas 173 e 199, ele teria levado as cinco estrelas, e talvez o favorito. Esse livro é vivo, e se você não prestar atenção, acaba sendo levado por ele.

-esse livro é vivo, e se você não prestar atenção, acaba sendo comido por ele (juro que tentei não pensar em HP)-

Olá, pessoa! Não sei se você percebeu, mas essa semana os posts ficaram meio fora de ordem. Eu tinha até programado alguns textos, mas todos estão pela metade ainda, e ter viajado no final de semana acabou consumindo meu tempo e as ideias. Daí eu trouxe um meme pois memes são amigos, e esse em especial é um meme literário, mais amigo ainda. 



Dia 01 – Que livro você está lendo? Sobre o que é? Onde você está? Você está gostando?
Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios, de Marçal Aquino. A história de um fotógrafo, sobre amor, decepções e a vida. Em forma de relato. Aproximadamente página 60. Sim.

Dia 02 – Qual foi o último livro que leu e qual é o próximo livro que lerá? Fale um pouco sobre eles.
O último livro que li foi Para cima e não para o norte, até agora não entendi muito bem sobre o que exatamente é a história, por isso não fiz resenha. Mas superficialmente é sobre um Homem Plano que vive no mundo dos livros... literalmente. O próximo livro que pretendo ler, se eu não mudar de ideia, será Contos do esconderijo, alguns contos da Anne Frank que não sei dizer se estão ou não no diário (e depois começar a ler o Diário em si).

Dia 03 – Como você escolhe seus livros? Por autor? Por assunto? Pela sinopse? Por uma indicação? Fale sobre isso.
Pelo assunto. Leio/vejo/recebo uma indicação e se eu me interessar pelo assunto vou atrás. Agora por exemplo estou com vontade de ler sobre história do Japão já que estava conversando sobre isso mais cedo, e assim vai. Depois leio a sinopse - ou não. Depois vejo quem escreveu. Mas se foi um autor que eu já conheço e gosto, J. K. Rowling por exemplo, vou pelo autor independente do assunto do livro.

Dia 04 – Você costuma lê certo livro só porque ele está em voga? Você é do tipo que lê o que todo mundo está lendo só para estar na “moda” ou segue o seu próprio estilo de leitura?
Não necessariamente. Depende muito da história do livro em si, se for do meu interesse, vou ler, mas não acompanho lançamentos e não sei o que está na moda.

Dia 05 – Você costuma ler graphic novels e/ou gibis?  Gosta? Não gosta? Tem algum que seja o favorito? Fale sobre isso.
Eu comecei a ler com gibis da Turma da Mônica e tenho vontade de voltar a ler HQs, ultimamente de heróis, mas por enquanto estou lendo apenas mangás. Não tenho nenhum gibi favorito para indicar mas se fosse para indicar um mangá seria Sasameki Koto, shoujo ai que é só amor <3

Dia 06 – Um livro que todos deveriam ler pelo menos uma vez.
¯\_(ツ)_/¯

Dia 07 – Você já pensou em escrever um livro? Se sim, sobre o que seria? Fale um pouco sobre o assunto.
Sim, seria uma fantasia, mas não tenho esse dom. Eu nunca consegui terminar nenhuma história. (Pretendo terminar um dia mas não tenho a mínima vontade de ser publicada, pelo menos não em ficção).

Dia 08 – Cite um livro que você gostaria que nunca acabasse. Por que?
A Luneta Âmbar por motivos de: terminei de ler às cinco horas da manhã no meio da semana e só conseguia chorar com aquele final. Foi cruel Philip Pullman, cruel. 

Dia 09 – O que você acha dessa “moda” de livros que acabam virando séries? É a favor? É contra? Não fede nem cheira? Diga o por quê.
Wait, um livro que vira uma série de doze ou séries de TV? Pra primeira opção: odeio. Nunca aconteceu, mas achar que a história fecha ali e depois o autor vem com mais doze livros é horrível. Sobre séries de TV, nada contra, inclusive gosto. (Só não assisti GOT ainda pois quero ler os livros antes.)

Dia 10 – Spoilers te assustam? Fica triste quando lê algum sem aviso prévio ou não faz diferença saber detalhes essenciais da história?
Spoilers não me assustam e na minha opinião alguns são essenciais. Eu ia desistir de O Filho de Netuno não fosse um spoiler que li sem querer. Fico mais interessada no como do que no fato em si. (Apenas abrindo um parenteses aqui, isso é só com os livros, odeio quando me contam o que vai acontecer no filme. ODEIO.)

Dia 11 – O que faz um grande escritor? O que faz um grande livro? Quais são as qualidades essenciais em ambos, na sua opinião, para que eles estejam entre os melhores?
Saber contar histórias? Ter uma história bem contada? SABER CONTAR HISTÓRIAS. Não importa que história seja, sendo bem contada, é o que importa.

Dia 12 – Você prefere livros narrados em primeira ou em terceira pessoa? Na sua opinião, o tipo de narrador pode influenciar a história do livro? Fale sobre o assunto.
Sem preferências. E sim, pode. Quando a história é narrada em primeira pessoa ficamos preso naquele personagem e só sabemos o que ele sabe, somos guiados por ele, certas histórias precisam de mais espaço para acontecer.

Dia 13 – Cite um trecho de um livro que você gosta.
"Se você não vê nada diferente, se você não se arrisca, se você não quebra a cara, nada muda mesmo." – Vacaciones

Dia 14 – Você costuma frequentar bibliotecas? A biblioteca municipal? A da faculdade? Quantos livros costuma pegar? Fale um pouco sobre o assunto.
Não :/ Eu frequentei a biblioteca municipal lá na minha casa dos 10 anos de idade, depois nunca mais. Mas na escola meu lugar favorito era a biblioteca (junto com a cantina), e eu pegava por volta de três livros que eu me lembre. Hoje em dia eu só compro livros, não vou mais a biblioteca.

eu, ao entrar em uma livraria

Dia 15 – Se você pudesse escolher um único livro para ganhar/comprar até o final do ano, qual seria?
Ah, não consigo escolher. Qualquer um da minha lista de desejados do Skoob ;)

Dia 16 - O que te faz largar a leitura de um livro no meio do caminho? Que defeitos imperdoáveis um livro tem que ter para você abandoná-lo?
Não me apegar a história ou aos personagens. Não sou de abandonar livro, inclusive faz um ano que estou lendo Os Três Mosqueteiros. A história é cansativa? Sim, mas me apeguei. ¯\_(ツ)_/¯

Dia 17 – Na sua opinião, qual é o propósito da literatura? Entreter? Educar? Ampliar horizontes? Fale um pouco sobre isso.
Tudo isso e mais um pouco. Ler abre a mente e te leva a lugares antes inimagináveis, você viaja sem sair do lugar e consegue sentir várias coisas ao mesmo tempo. Ler é um exercício incrível.

Dia 18 – Você costumar ler e-books? Ou prefere o bom e velho livro em papel? Por que?
Eu não lia e-books até baixar o APP do Kindle. Gostei da experiência, mas ainda prefiro o bom e velho livro físico para sentir, cheirar e chorar abraçada no final. Os e-books são bons por motivos de livros de 800 páginas acabam com a coluna de quem lê na rua, mas os livros físicos não serão substituídos, isso é lenda.

Dia 19 – O que você acha da elitização da literatura? Você acha que realmente só é intelectualizado aquele que lê os clássicos da literatura? Que ler 1000 livros “de banca” não equivalem a 10 clássicos? O que você acha das pessoas que criticam a literatura “para a massa”, os blockbusters literários? É mesmo possível julgar o nível de intelecto de uma pessoa pelo que ela lê? Você tem algum preconceito literário?
Vamos por partes, têm perguntas demais nessa pergunta. Todo tipo de literatura é válida. E os clássicos vêm com o tempo. A pessoa pode ler quantos livros de banca ela quiser, mas na minha opinião, ela mesma vai buscar os clássicos com o tempo. Acontece o amadurecimento literário, se posso chamar assim.

Dia 20 – Cite 3 livros especiais na sua vida. Fale sobre eles.
– Pollyanna, de Eleanor H. Porter. Eu reli esse livro apenas milhares de vezes. Foi meu primeiro livro-livro, sem ilustrações, sem balões, história completa. E eu aprendi o Jogo do Contente que trago comigo até hoje, quase dez anos depois. Ele conta a história de Pollyanna, já órfã de mãe, agora de pai, que aos 11 anos se vê obrigada a morar com a tia, sua única parente viva, e Pollyanna será a responsável por levar vida ao casarão de Miss Polly e a cidade de Beldingsville.
Harry Potter, de J. K. Rowling. Vou me limitar a dizer: saudades quarta série. Saudades 2004. Tem um texto sobre meu amor por HP aqui.
– A trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman. Amor, amor, muita dor e mais amor por esses livros.


Dia 21 - Cite 3 personagens literários favoritos. Fale sobre eles.
Luna Lovegood, de Harry Potter. Eu era meio Luna. Eu ainda sou meio Luna. A Luna é incrível, caras.
Pollyanna, de Pollyanna. "– Oh, o jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for, explicou Pollyanna com toda a seriedade."
Snape, de Harry Potter. Ok, talvez não favorito, mas eu passei seis livros odiando o coitado para acontecer o que aconteceu no final. Eu tenho um carinho pelo Snape, ele é um dos personagens mais humanos que já tive o prazer de ler. Ele foi incrível. E turn to page 394.


Dia 22 – Cite 3 escritores que você gosta. Fale sobre eles.
J. K. Rowling, Philip Pullman e John Green. Certo, já estou ficando repetitiva. Eu só li FDU do Pullman, mas pra mim ele já é incrível, quero ler mais dele em breve. Tio Verde porque ele me fez gostar de YA e estou em abstinência já, acho que vou pegar Will & Will para ler (ou quem sabe reler ACEDE de novo pela milésima vez). Vou nem me dar ao trabalho de falar da Rowling.

Dia 23 - Com que frequência você lê fora de sua zona de conforto? Você costuma abrir os horizontes para novos escritores, gêneros, países quando o assunto é leitura ou você lê sempre o mesmo dos mesmos?
Eu leio de tudo um pouco naturalmente. Minha zona de conforto é a fantasia e dos 21 livros que li até agora esse ano, mais ou menos metade não estram nesse gênero. Depende do meu humor. E estou buscando ler outros países, mas confesso que de onde vem o livro a última coisa com a qual me preocupo.

Dia 24 – Cite um livro que você achou que não iria gostar e acabou adorando. Fale sobre ele.
Eu normalmente não leio livro achando que não vou gostar. Mas um livro que li sem expectativas foi Lonely Hearts Club e acabei amando o livro, eu não sabia uma virgula da história e me surpreendi. Tem resenha dele aqui.

Dia 25 – Cite um livro que você achou que iria gostar e acabou não gostando. Fale sobre ele.
A Noite dos Mortos-Vivos. Eu não achei que fosse amar, mas pelo gostar um pouquinho, acabou de do meio pro final eu quis jogar o livro fora e odiei o final com todas as minhas forças. Quem me segue no twitter viu minha revolta. Emprestei o livro pra nunca mais olhar pra ele na minha estante. 


Dia 26 – Fale de alguns hábitos literários seus.
Prefiro ler em movimento constante. Em casa só consigo ler com barulho de chuva ou de madrugada. Eu preciso comer ou beber alguma coisa quando leio em casa. Uso post-its da cor da capa do livro, ou de uma cor aproximada, ou coloco rosas e azuis. (Tenho vídeos sobre isso se você quiser ver: Como eu leio + gostos literários pessoais e a tag Hábitos de Leitura.)

Dia 27 – Cite um livro que você gostaria de ler mas que por algum motivo nunca leu. Por quê?
Orgulho e Preconceito. Todo mundo fala bem, minha amiga ama, é um clássico... e eu ainda não li porque fico adiando e nunca compro o livro. Simples.

Dia 28 - 5 livros que estão na tua pilha de “vou ler”.
O Diário de Anne Frank, de Anne Frank
Apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger
Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley
O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien

Não necessariamente nessa ordem.

Dia 29 - Qual foi o último livro que você comprou? Fale sobre ele.
O Diário de Anne Frank, ahuhahe. Sério que eu preciso falar sobre esse livro? Eu gosto de história e essa parte da história em si sempre me interessou muito, então leio tudo que é possível sobre.

Dia 30 - Qual o livro que você leu esse ano que menos gostou? Fale sobre ele.
A Noite dos Mortos-Vivos que já citei lá em cima. Não me faça repetir o gif. Pois ele merece.

Dia 31 - Qual o livro que você leu esse ano que mais gostou? Fale sobre ele.
Difícil, então vamos fingir que esse é o top 5 do melhores do ano (por ordem de leitura, não me faça escolher) - todos linkados para suas respectivas resenhas:
Os Goonies, de James Kahn
O Hobbit, de J. R. R. Tolkien
O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde
A Garota que perseguiu a Lua, de Sarah Addison Allen
Vacaciones, de Ana Paula Barbi

Por hoje é só, quem quiser fazer, sinta-se indicado ^-^

Inverno pesado. A neve caía lá fora. Eu ouvia sirenes ao longe. Eu estava deitado já havia algumas horas, mas não conseguia pregar os olhos. Eu olhava fixamente para o teto escuro de meu quarto e vez ou outra me sentia observado por ela. Senti o chão tremer e ouvi o ranger da porta lá em baixo. Fechei os olhos. Passos. Um, dois, três. Música. Abri os olhos. Levantei da cama e senti meus pés congelarem em contato com o chão. Por que mesmo não calcei as meias antes de me deitar? Fui até a porta com o chão de madeira cantando sob meus pés. Coloquei as mãos na maçaneta da porta e parei. Mais passos. Um, dois, três. A música parou. Enfiei as mãos no bolso do moletom e me dirigi à janela. Flocos grossos de neve caíam lá fora. As luzes piscavam. Ouvia o som da cidade desejando estar em outro lugar. Mais passos. Um, dois, três, quatro. Um rosto me encarava na escuridão. Abri os lábios atordoado. A música recomeçou. O vento batia em seus cabelos. Ela me observava de longe. Esfreguei os olhos. O rosto havia sumido. Corri para a porta. Com uma mão na maçaneta e outra no peito parei. Os olhos me observavam mais uma vez. Passos. Um, dois, três, quatro. Virei-me. Ela estava lá e olhava fixamente para mim com seus olhos castanhos e profundos e sua pela pálida como gelo. Meu corpo jazia morto e ensanguentado nos lençóis brancos da cama. E mais uma vez acordei suando.

Ou, alguém disse crônicas?
Ou, nova programação?
Ou, por que você muda tanto de layout?

status:

Não gosto de chamar meus textos de crônicas, por que sei lá. Eles não têm lá muita cara de crônica. E convenhamos que eles estão mais para parágrafo do que texto. E de um tempo pra cá venho gostando de compartilha-los por aqui, coisa que eu morria de vergonha simplesmente por não acha-los grandes coisas, por serem na sua maioria super curtos e por serem muito pessoais. Você já deve estar cansado de ouvir sobre meu antigo blog e a maioria desses textos iria parar lá, mas eu sinto falta deles por aqui, já que é a mesma essência. O blog-diário-mimimi. E eu sinto uma falta tremenda do mimimi (já disse que lá é "desabafos e lamentações"? ah, os 15 anos).

Acho que isso daqui não passa de uma explicação do por que tantos textos soltos ultimamente, mas enfim. Já temos uma lista infinita de mimimis por aqui, por que não mais? E além dos mimimis (eu adoro falar mimimis, perdão), eu quero começar a falar sobre fotografia também. Não só postar o que eu já posto, mas falar sobre. Pra mim, uma das melhores formas de aprender, é compartilhando conhecimento, então eu quero dar algumas dicas sobre fotografia, refazer meus trabalhos e compartilhar tudo aqui. Vai ter foto pra caramba. E claro, continuar com o que eu já faço. De nova essa programação só tem o nome, podemos chamar de "o retorno do calendário editorial", lá de dezembro.

Batizamos a quarta-feira como o dia oficial da fotografia. Toda quarta-feira, a menos que eu mude de ideia ou caia um meteoro na Terra, será o dia oficial da fotografia. E minha intenção não é trazer nada técnico pra cá, ok? A verdade é que eu preciso começar a praticar de verdade e se você me acompanha no Flickr ou no Tumblr (segue lá!), vê que eu posto bem esporadicamente. E a fotografia é uma coisa que sempre esteve bem presente na minha vida junto com a escrita, mas eu não pratico tanto quanto eu gostaria - ou deveria. E agora que eu fiz meu primeiro ensaio, eu meio que vi que não dá para ficar estagnado. Disso eu já sabia, mas ver na prática é uma coisa bem diferente. E o que isso implica? Layout novo (≧∇≦)/

Pode jogar na minha cara que eu acabei de mudar o layout, eu deixo, mas dessa vez é por uma boa causa, juro. Para a última pergunta eu só tenho uma resposta eu gosto de mudar de tempos em tempos e como nem sempre consigo refletir isso fisicamente, acaba sobrando para o blog. Maaas, dessa vez eu pretendo segurar a onda até onde der porque eu amei esse layout, e o mais importante, eu consigo colocar fotos grandes agora! Era isso que eu estava procurando o tempo todo, então vou aquietar.

pinky promise. maybe 'pinky promise' will be our 'okay'

Esse bloguinho foi criado para compartilhar experiências e eu espero que você goste dessa "nova" fase! (⌒_⌒;)

Esse livro me deu ansiedade. E eu não entendi. Mas eu gostei, só que não... absorvi. E entrei em uma crise existencial após a leitura, onde eu quero ler outras coisas, mas quero reler ao mesmo tempo. E quero o livro físico para reler, pois li em e-book. E estou confusa. E não sei o fazer. O que sentir. Seja lá o que é que eu estou sentindo.

Eu me identifiquei com a forma de escrita da autora, pelo menos nesse livro é bem como se fosse um brainstorm, as palavras são simplesmente jogadas nas páginas, todas ao mesmo tempo e você não sabe bem o que está acontecendo, ou quem está falando, se você não prestar atenção. E mal tem pausas, então se você não se segurar acaba lendo tudo de uma vez, o que é bom e ruim. Bom porque ler esse livro com interrupções só me deixou mais confusa, então seria bom tê-lo lido de uma vez. E ruim por que você fica sem fôlego ao engolir as páginas. Eu não sei como ele é fisicamente já que li em e-book, mas pelo menos no celular as palavras pareciam agarradas uma as outras, então eu meio que enfiava vírgulas onde não tinha.

Sobre a história em si, esse livro é mais de como a Hillé se sentia, e é mais uma conversa consigo mesma do que qualquer outra coisa. Ela acabou de perder o amante e entra no que parece ser uma depressão que aos poucos a vai enlouquecendo até leva-la à morte. A narrativa te leva para o lado introspectivo e sentimental, porém nada romântico. Acho que a melhor definição para esse livro é dizer que ele é humano.

Novamente eu gostei, mas ainda não sei. Eu preciso reler e preciso que seja na edição física para que eu tente respirar dessa vez.

paixão é a grossa artéria jorrando volúpia e ilusão, é a boca que pronuncia o mundo, púrpura sobre a tua camada de emoções, escarlate sobre a tua vida, paixão é esse aberto do teu peito, e também seu deserto.

Um, dois, três, quatro. Não me aguento quando você morde os lábios. Quatro dias, quatro horas, meia noite e vinte quatro. Você do meu lado. Mãos que esquentam as minhas frias. Meio dia. Meia-calça quinze, moletom e poás. Vestido de renda, jaqueta de couro e um tal de Tomás. Meia noite e vinte nove, um sonho aos trinta e nove. Meia noite e meia. Que meia? Meia vontade de estar com você. Meia vontade de estar sozinha. Pra que namorar, só quero companhia. Pneumonia. Meia noite e trinta e um e dois e três e quatro. Desilusão ao quadrado. Não sei se acredito no destino ou esqueço tudo isso e te substituo mais uma vez como todos os anteriores. Meia noite e trinta e três. Vou tentar mais uma vez.

Ou, do dia em que eu percebi que definitivamente preciso praticar exercícios.
Ou, do dia em que eu quase morri jogando Just Dance.

na arte da dança, carlton banks me representa

Tá certo, sobre quase morrer, exagerei. Mas conseguir dançar Toxic por apenas 1:40 foi humilhante. Mesmo que eu estivesse sozinha no quarto de frente para um vídeo no YouTube. Eu não sei respirar. Isso é um fato. Eu não consigo andar daqui no ponto de ônibus, subir várias escadas, correr ou jogar Just Dance sem quase colocar os pulmões para fora. E eu tenho só 21 anos. A que ponto chegamos. Há seis anos eu passava horas pulando por aí e hoje não consigo dar uma de Bey na cozinha sem ficar ofegante. E agora a vontade de ser uma diva do pop me leva ao que eu já estava adiando há tempos: praticar exercícios. 

Era uma vez uma carta de hoje para uma eu do futuro com 31 anos que diz o seguinte: "Esse é seu aniversário de 31 anos e eu espero que você esteja comemorando. E aqui estão algumas coisas que eu espero de você ai, aos 30 e poucos. Exercício: você passou mais tempo falando que ia fazer ballet do que efetivamente fazendo. Foram meses até você comprar a sapatilha e eu espero que ela tenha saído do armário pelo menos uma vez. (Eu ainda não comprei, mas está na lista de prioridades). E nem precisa ser ballet, pode ser qualquer tipo de exercício desde que você faça para não terminar uma velhinha encurvada e cheia das dores. E se você não estiver praticando nada, espero que você esteja ao menos se alongando. E vai aprender a respirar." 

imagem meramente ilustrativa

Claro, esse é só o começo da carta. Quantas vezes você viu a palavra "ballet" aí em cima? Esse é um daqueles sonhos antigos de criança que, mesmo que não dê certo, eu ficarei feliz por ter tentado e vou guardar minha sapatilha com muito carinho. Eu sempre amei ballet. Assistir ballet, brincar de ser bailarina, ficar rodopiando por aí, e claro que depois de adulta eu fiquei meio assim, mas são apenas números. E confesso que desde que coloquei na cabeça que queria fazer ballet, pesquisei várias coisas, lojas aqui na cidade onde consigo comprar minha primeira sapatilha e escolas, e encontrei tudo isso, mas por N motivos, adiei, como sempre. Eu sempre tive uma vontade de movimento, mas não me dou bem com esportes e só de pensar em academia me dá uns tremores. Foi aí que resolvi fazer alguma dança. Isso foi em junho do ano passado. Como eu sei? Porque eu escrevi sobre isso. 

"Resolvi fazer aula de dança porque precisava me exercitar, mas odeio academia e caminhar na praça está fora de questão. Ballet dá um calorzinho no peito, Jazz é uma incógnita e Sapateado me lembra Gene Kelly. Lá no fundo, eu realmente quero fazer Ballet. Gosto de agitar, o Jazz seria ótimo, ou o Sapateado, mas no Ballet parece que me sinto melhor. Se eu quiser agitar, jogo Just Dance (rs)."

Amigos, agora observemos como a vida dá voltas e sempre volta pro mesmo lugar: era sexta-feira, 27 de junho, em um 2014, e eu decidi fazer aula de dança pra sair desse sedentarismo que se instalou sei lá como. Era sábado, 08 de agosto, em um 2015, e eu não consegui dançar Toxic no Just Dance, quando me lembrei disso tudo e resolvi de vez levantar da cadeira - ou cama, como queiram. Agora vai.

Me embriaguei em leite tentando esquecer você.
Aquele leite quente, que escorre e mela a alma.

Por que?
Você?
Eu?
Nós?
Por que?

Com o tempo meu coração aprendeu a ser solitário e é nessa solidão onde me encontro comigo, com você, com nós. E todos os nós que eu dei ao longo dos dias que passei com você. E o nó n'alma. Esse, meu amigo, é o mais difícil de tecer. O nó que enforca a realidade. Eu sou nó, você é nó, somos todos nós cheios de cheiros e nós.

O Aprendiz de Assassino vai contar a história de Fitz, o filho bastardo do Príncipe Herdeiro, que aos seis anos de idade é largado por seu avô materno aos cuidados do castelo. Ele não chega a conhecer o pai, Cavalaria, e fica aos cuidados de Bronco, o responsável pelos animais, até que um dia o rei Sagaz, seu avô, percebendo que o garoto pode ser uma ameaça para a coroa no futuro, decide trazê-lo para seu lado e torná-lo um homem do rei. Com isso Fitz é introduzido às boas maneiras, luta, e tudo mais que os de bom nascimento têm direito dentro da torre, mas além disso, ele também é transformado no assassino do rei, aprendendo a matar das mais diversas formas.

Começamos o livro com um Fitz ainda criança e vamos acompanhar seu crescimento durante a história que é narrada em primeira pessoa por ele mesmo, porém em forma de lembrança. Dá-se a entender que ele já é bem mais velho quando está contando essa história. Grande parte se passa em Torre do Cervo e na Cidade de Torre do Cervo, e no momento estamos passando por um mal momento onde salteadores estão atacando as regiões, sequestrando e Forjando habitantes. Torre do Cervo é a cidade principal dos Seis Ducados e é onde mora a realeza. Durante a história acompanhamos três faces do Fitz: o bastardo, o Novato e o assassino. Eventualmente ele desce para a cidade e lá faz alguns amigos que não sabem absolutamente nada sobre sua vida, que é onde eu acho que ele mais consegue ser ele mesmo, por mais que ele não possa contar detalhes de sua vida na Torre. E sua vida de assassino é conhecida aparentemente apenas pelo rei, seus dois filhos e seu professor, Breu, que para mim é um dos personagens mais legais do livro.

Durante a narrativa todos os personagens têm alguma razão e nenhum de seus diálogos é vazio. E todos são muito bem criados, você se importa com todos eles. Muita gente pode não gostar e achar cansativo, mas o livro é muito descritivo, uma coisa que eu gostei, pois as descrições me jogavam para dentro da história. A autora descreve de lugares à pessoas de forma que você consegue imaginá-los perfeitamente. E uma das coisas que eu mais gostei foi a forma como ela conseguiu narrar tão bem coisas tão triviais como o tempo.

Assisti ao nascer do sol através das árvores e tirei cochilos irregulares a manhã toda. A tarde me trouxe uma espécie de paz desgastada. Eu me distraí sondando ao redor a vida selvagem do monte. Ratos e pássaros eram pouco mais do que brilhantes faíscas de fome na minha mente, e os coelhos pouco mais do que isso, mas havia uma raposa no cio à procura de companheiro e, mais longe, um cervo batia a pele aveludada nos seus cornos com tanto propósito quanto um ferreiro na bigorna.

A magia nesse livro não foi explicada nem muito abordada a ponto de ser apresentada ao leitor formalmente, mas foi suficiente e espero que ela seja explorada no próximo. Aqui temos duas formas de magia: a Manha e o Talento. Bem parecidas entre si, a Manha é o poder de se comunicar mentalmente com os animais e o Talento é o poder de se comunicar, e não só comunicar, mas também influenciar, mentalmente as pessoas. A Manha não é bem vista, visto que para eles é como se você se transformasse em um animal ao ficar muito tempo em conexão com o mesmo, e o Talento é ensinado apenas a realeza, como se passasse de geração para geração. Fitz nasceu com o dom da Manha, mas Bronco o proíbe de usa-la, e mais para frente o Rei pede que Fitz seja introduzido no Talento.

Um ponto interessante a ser comentado, todos os personagens do livro têm nomes que direcionam a sua personalidade ou qualidade mais forte, ou simplesmente resume quem é aquela pessoa. Temos o rei Sagaz, seus filhos Cavalaria, Veracidade e Majestoso, a esposa de Cavalaria, Paciência, o professor de Fitz que o ensina a matar, Breu. Se você parar para analisar, consegue perceber porque tal personagem tem tal nome. Por exemplo Fitz, o bastardo, que segundo a nota do tradutor foi o único que manteve o original por não ter correspondente em português, nesse caso, valeu a pena traduzir os nomes próprios.

Cada capítulo começa com uma lenda daquele mundo e nos mostra um pouco de sua história, como se fosse um lugar real, vivo, com todos os seus mitos e tradições. Eu gostei bastante desse livro e estou doida para ler a continuação. 

ps.: o livro tem mapa.

Você provavelmente não sabe e não se importa, mas em agosto o DL1 completa cinco anos. Cinco anos que abandonei e voltei e abandonei de novo e eu queria muito saber a data exata da criação do DL, mas no Blogger só diz "agosto de 2010", então a data oficial será dia 01 por que sim. Eu lembro se um dia falar dia 13, mas provavelmente deletei esse post também. Minha única promessa de aniversário é a única que fiz quando voltei: não deletar mais nada. Tenho muita vontade de tirá-lo do privado, mas é sempre sei lá. Ele tem tanta história, tanto mimimi, tanto de mim. No fundo eu sei que um dia vou chutar o balde e liberar tudo que já desabafei por lá, mas por enquanto continuamos só nós. A sós. Como sempre foi. Então eu resolvi fazer o meme do de onde eu blogo para comemorar e para você aí que está lendo saber como é aqui do outro lado. (E por que eu realmente não sei o que postar hoje). Eu vi a tag no a life less ordinary.


Eu poderia dizer que escrevo direto da minha mesa, mas essa seria uma meia verdade. Eu já escrevi de lá sim, mas na falta de uma cadeira confortável voltei direto pra cama onde passo grande parte do tempo com o notebook no colo e nos dias de maior preguiça, na barriga. Esses livros estão aí em cima porque não tenho onde guardar, e não repare os papéis em cima deles, é pra evitar que caia pó nos coitados, aconteceu e eu dei uma choradinha. Meta para os próximos meses: comprar uma cadeira e uma estante - de preferência ao mesmo tempo. Por hoje é só e espero que você tenha gostado de conhecer um pouco do meu cantinho (^_^;)


De onde eu blogo? Daqui, oh!