Esse livro me deu ansiedade. E eu não entendi. Mas eu gostei, só que não... absorvi. E entrei em uma crise existencial após a leitura, onde eu quero ler outras coisas, mas quero reler ao mesmo tempo. E quero o livro físico para reler, pois li em e-book. E estou confusa. E não sei o fazer. O que sentir. Seja lá o que é que eu estou sentindo.

Eu me identifiquei com a forma de escrita da autora, pelo menos nesse livro é bem como se fosse um brainstorm, as palavras são simplesmente jogadas nas páginas, todas ao mesmo tempo e você não sabe bem o que está acontecendo, ou quem está falando, se você não prestar atenção. E mal tem pausas, então se você não se segurar acaba lendo tudo de uma vez, o que é bom e ruim. Bom porque ler esse livro com interrupções só me deixou mais confusa, então seria bom tê-lo lido de uma vez. E ruim por que você fica sem fôlego ao engolir as páginas. Eu não sei como ele é fisicamente já que li em e-book, mas pelo menos no celular as palavras pareciam agarradas uma as outras, então eu meio que enfiava vírgulas onde não tinha.

Sobre a história em si, esse livro é mais de como a Hillé se sentia, e é mais uma conversa consigo mesma do que qualquer outra coisa. Ela acabou de perder o amante e entra no que parece ser uma depressão que aos poucos a vai enlouquecendo até leva-la à morte. A narrativa te leva para o lado introspectivo e sentimental, porém nada romântico. Acho que a melhor definição para esse livro é dizer que ele é humano.

Novamente eu gostei, mas ainda não sei. Eu preciso reler e preciso que seja na edição física para que eu tente respirar dessa vez.

paixão é a grossa artéria jorrando volúpia e ilusão, é a boca que pronuncia o mundo, púrpura sobre a tua camada de emoções, escarlate sobre a tua vida, paixão é esse aberto do teu peito, e também seu deserto.

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