Eu sempre fui uma pessoa muito visual e os arquivos sempre me interessaram muito, mas eu só fui começar a clicar quando ganhei meu primeiro celular, em 2005. Foi aí que a fotografia entrou na minha vida como um hobby e eu adorava ficar enquadrando tudo que via pela frente, mesmo sem poder efetivamente congelar aquele momento. Minha brincadeira favorita era fingir que eu fotografava os pássaros. A primeira câmera com a qual tive contato foi essa analógica da Yashica, que minha mãe não me deixava usar, só fui mexer nela em 2007 quando fui pro Hopi Hari e ela me deixou levar a câmera, e mais do que ir nos brinquedos, eu amei ficar andando pra cima e pra baixo com a Chica. Depois disso eu me afastei da fotografia apesar de ainda apreciar a arte e fiquei do lado daqui só observando o que as outras pessoas faziam. 

Foi só em 2013, depois de abandonar o curso de Psicologia, que eu decidi tentar fazer da fotografia algo mais do que só um hobby, e em janeiro de 2014 eu comecei o curso, meio que sem levar aquilo tudo muito a sério, porque na minha cabeça eu precisava fazer uma faculdade para ser feliz. O curso que duraria de seis meses à um ano, durou um ano e três meses porque eu duvidei da minha própria vontade e capacidade de levar aquilo adiante, e quase desisti, por fim eu consegui terminar com direito a diploma e tudo e percebi que amava fotografia mais do que eu mesma sabia. Mas o fantasminha da faculdade continuava me assombrando apesar de eu ler muita coisa sobre não fazer faculdade, e foram bons cinco meses até eu conseguir meu primeiro trabalho e ter o estalo que eu precisava: "Ei, eu posso sim fazer disso o meu trabalho. Eu amo o que eu faço e faria para sempre. Eu vou fazer isso para sempre." 

Tem uma frase no livro que estou lendo atualmente que me define bem: "Na realidade, eu não sabia direito o que fazer da vida. Foi quando resolvi seguir o evangelho da fotografia."

Foi bem assim, do nada mesmo que eu resolvi tentar trabalhar disso, e quando consegui foi melhor do que eu poderia imaginar, eu sempre quis contar histórias, isso é verdade, por isso já pensei em fazer Letras, Jornalismo e Cinema, e muito mais do que você consegue imaginar, mas aí eu vi também posso contar histórias através das imagens, e mesmo que eu demore mais alguns anos para efetivamente fazer alguma graduação formal, tudo bem, pois por enquanto, estou muito bem, obrigada.


Um Comentário

  1. Fico feliz em saber que você tenha encontrado seu caminho na fotografia! Acho que bate até um alívio quando a gente tem aquele estalo e fica certo que encontramos aquilo que queremos fazer por resto da vida. Sou assim com a arquitetura - mesmo com o mercado atualmente instável, não vejo fazendo outra coisa. (:

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