Ou, reveillon fora de época.
Também conhecido como "resumo do mês".

Enquanto reclamei da demora de agosto, nem vi setembro passar. E enquanto agosto foi super movimentado, fiz vários nadas em setembro. Já comecei o mês escrevendo sobre não conseguir escrever #crises, mantive a promessa das quartas fotográficas e percebi que devia ter me organizado melhor para fazer esses posts, eu escrevi muito esse mês, descobri que eu gosto de maquiagem, falei do babaca nosso de cada dia e de resto ele foi regado à Anne Frank. Esse mês eu gravei o vídeo de 50 perguntas sobre Harry Potter, mas não estou conseguindo fazer upload pelo celular. Fora da internet eu tive vida social, e aquele dia foi louco. E comecei a fazer umas aulas de História da Arte I. Setembro trouxe a primavera, e nada melhor do que aproveitar essa época do ano para renovar-se junto com a natureza, e pode se dizer que esse mês eu comecei de novo, apesar de ainda reclamar do calor. E nesse meio tempo aconteceu o milagre do 7 de setembro: choveu. Choveu enquanto eu refletia sobre a vida adulta e o que é ser adulto afinal de contas.


Setembro mal acabou e eu já estou naquela de refletir sobre a vida como um todo. "Natal está aí e o que é que você fez?", mas esse ano, sem surtar. Tenho três meses pela frente e mantenho o objetivo que coloquei para mim lá na retrospectiva de 2014: viver intensamente. Tenho feito muita coisa esse ano e por mais que as coisas não estejam caminhando como imaginei (nem manter a meta literária eu consegui), essa é a graça da vida, ela anda à próprios passos, tá nem aí pra gente e é a gente que tem que se adaptar às rasteiras que ela nos dá. Resolvi seguir o conselho de um amigo e começar a me arriscar, coisa que eu já sabia e que já cansei de ler por aí. Não pretendo fazer em três meses o que não fiz em nove, mas pelo menos, continuar fazendo. Eu até fiz muito nesses nove meses. Só quero continuar e deixar o destino me surpreender, vai que né? O não eu já tenho. Eu continuo sentindo falta do diarinho e não sei o que preciso fazer para acabar com a saudade. E por mais que eu me sinta estagnada de vez em quando, sinto como se, na verdade, minha vida estivesse dando passinhos de formiga, o que é melhor do que nada. Setembro foi o mês de lidar com as crises, mas dessa vez, sair por cima.

Eu não sei se é coisa da primavera, mas eu me sinto florescer, parece até vibe de ano novo. É como se meu ano estive recomeçando agora, antes mesmo de acabar, e pela primeira vez não sinto como se isso fosse uma coisa terrível. Há nove meses eu escrevia sobre dúvidas e medo, e hoje não sinto nada disso. Talvez dezembro me faça pagar a língua, mas eu duvido. Naquele dia eu só queria coragem para arriscar, e pisei em ovos esse ano, mas nove meses depois eu finalmente comecei a arriscar de verdade. E eu não sei se você acredita em numerologia, mas 2016 é ano do número 9, e depois de tantos noves nesse texto, já estou achando que isso é um sinal. Posso estar pulando as ondinhas antes da hora, mas quero recomeçar junto com a natureza, e pelo uma vez, viver sem ter medo do amanhã, porque o que importa é o que estou vivendo hoje. O que pode me dar uma boa história para contar amanhã. 
Você pode ser cético o quanto for, mas as previsões numerológicas para 2015 fizeram (e estão fazendo) sentido. E eu não as li antes da virada do ano. Já falei lá em cima que comecei a me arriscar, e coincidência ou não, dizem que 2016 trará "angústia e vazio existencial" (já tô me preparando pra bad), mas que esses sentimentos darão impulso para sair da zona de conforto, OU SEJA. Não adianta negar as aparências e disfarçar as evidências. Esse mês foi fraco até de links, mas tudo bem. Teve vídeo sobre habilidades especiais da Jout Jout, me inscrevi na newsletter semanal de gatos do buzzfeed, teve texto sobre primeiras vezes da Brendha, um texto da Patrícia Pirota sobre ser professora e um texto da Luh Testoni sobre estar onde você deveria estar. É válido também citar o projeto de cartas da Thay e da Yuu, uma mais linda que a outra. Também tem esse tumblr incrível e um texto da Ana Luiza sobre uma improvável amizade de banheiro.
Aí você está se perguntando há dois dias que coisa é aquilo no cabeçalho (ou não), bom, esse é apenas um dos vários nomes que já tive nesses cinco anos, e como foi reclamado em algum post antigo, enjoei de "Diga, Ludimila" simplesmente porque ele foi dado no calor do momento e da noite pro dia - literalmente, então, por que não voltar com meu nominho? Mudou a estação, teoricamente, nada mudou. Quando as coisas começam a me incomodar eu não aquieto até acabar com elas. A URL não mudou nem vai mudar, isso é só pra explicar porque raios aquilo está escrito no cabeçalho do blog e ele vai continuar sendo chamado de DL porque é mais fácil. Por título de curiosidade, essa frase foi inspirada em um trecho da música La La Land, da Demi Lovato (ouçam!). E, tudo bem, confesso que faço as coisas bem impulsionalmente, mas fazer o quê? Ninguém precisa dar nome aos bois. Esse mês também, por incrível que pareça, eu voltei a ter um diário e é incrível como escrever clareia a mente. 

Que outubro traga bons ventos e que eu (nós!) consiga lidar com as tempestades!


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