Tá difícil, mas eu tento.


Acho que comecei esse resumo do mês umas cinco vezes. Outubro. Esse mês eu li um total de zero livros e assisti três filmes em um final de semana. Estou passando delineador como passava lápis de olho em 2012. Continuei assistindo HIMYM desesperadamente, do tipo, estou tão obcecada por essa série que quero terminar logo para depois me lamentar que assisti rápido demais - S07E20. Esse mês a vida resolveu parar de me dar sinais sutis e acender uma placa luminosa logo de uma vez, bem no meio da minha cara.

Parece que desde agosto 2015 resolveu levantar as asas e voar, pisquei e já entramos em novembro e como assim já estão montando a árvore de natal no shopping? Fato é, já estou cansada desse ano e cheguei no momento sala de espera da vida, onde mexi uns pauzinhos e agora tenho que esperar pra ver no que vai dar. Além de ter de tomar decisões e todo mundo sabe que não sou a pessoa mais ideal na hora de decidir as coisas. Pelo menos não estou sofrendo por antecipação. Uma coisa que eu não esperava aconteceu, e era uma coisa que eu nem lembrava até que vi que fazia algum sentido e enfim, não estou falando coisa com coisa.

Outubro resolveu trazer a chuva para regar o que plantamos em setembro e não quero estragar esse momento carregando o guarda-chuva já que toda vez que eu resolvo coloca-lo na mochila, para de chover. Completei minha coleção de Sailor Moon, estou muito brava com o Rick Riordan e simplesmente entrei em um hiatus ao se tratar de fotografia, e isso me preocupa. Tentei fazer umas fotos temáticas para o dia das bruxas, mas não rolou. Já enjoei do meu mural, preciso urgentemente de um canto para os meus livros e de um Kindle. Acredite ou não, comecei a fazer pilates.

Toda vez que vou escrever esses resumos e vejo o balanço do ano, parece que não fiz nada, mas olha só pra isso tudo, é que agosto me deixou com uma impressão de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e os outros meses simplesmente seguiram constantes, sem grandes emoções. Às vezes eu queria que a vida fosse um eterno agosto de 2015, mas sei que não é assim que a banda toca, e tudo bem. Esse mês também trabalhei em um novo layout aqui para o blog, mas pretendo mudar só lá pro ano que vem, afinal eu só estou com esse daqui desde setembro. E finalmente resolvi fazer algumas coisas que precisavam ser feitas.


De música, eu comecei a ouvir System Of A Down, eletrônico e teve post sobre o CD novo da Selena Gomez. Além de uma reflexão sobre o tempo e uma playlist com umas músicas pra lá dos anos 2000. Eu escrevi bastante esse mês quebrando a maldição do mês de outubro - eu nunca consigo escrever muito em outubro. E não é que tiveram vários links esse mês? Tem de Spirit Day (você sabe o que é isso?) à gatos. usando. chapeuzinhos.

» qual o seu legado?
» 20 lessons we learned from how I met your mother
» sobre "ter que"
» Spirit Day
» por que você não deixa sua barba crescer?
» sobre consumo, fast fashion e armário cápsula
» dois anos e um papo sobre blogs
» reflexões leoninas
» gatos usando chapeuzinhos
» vamos fazer um escândalo {vídeo}
» você tem um amigo pra caralho?

E além disso, mas não menos importante, o dollmaker da Suelen!


Sempre me surpreendo com o final do resumo do mês já que sempre começo sem saber o que dizer e termino com um textão. E o seu outubro, te trouxe doces ou travessuras?

Quer dizer, quase. 

Fato é, o único livro que eu terminei esse mês foi Os Três Mosqueteiros, o qual eu estava lendo desde fevereiro do ano passado mais ou menos. Aliás, amei esse livro e na época escrevi sobre ele aqui, e talvez eu faça outro texto sobre ou sei lá. Mas acontece que eu terminei do dia 07 e desde então não consegui terminar mais nada e deixei várias leituras em andamento nesse mês de outubro que, veja só, já acabou:

A Marca de Atena, Rick Riordan: saudades Percy Jackson e os Olimpianos. Rick Riordan mandou bem na primeira série do Percy, mas nessa segunda, não está sendo fácil. Primeiro que eu descubro as coisas antes mesmo delas acontecerem. Segundo, acho que eu deduzi o desfecho dos próximos três livros: profecia da Annabeth, Nico e Hazel, todos lutam contra o mal, fim. Isso me desanimou totalmente, principalmente porque eu já comprei o último livro. Os livros de Os Heróis do Olimpo são arrastados e nada acontece, você não fica empolgado querendo saber a continuação. Eu faço parte do time que não se importa com o que acontece e sim com o como, mas nem quero mais saber como aconteceu por motivos de não ser obrigada. Não está sendo fácil.


Deuses Americanos, Neil Gaiman: li trinta páginas e cansei. Não que eu não estivesse gostando, na verdade eu estou muito curiosa para saber o que é que está acontecendo e quem é aquele cara, mas no momento não estou no clima, ultimamente, não estou conseguindo ler no ônibus, que é onde eu mais lia, e se você me acompanha sabe que meu fins de semana andam meio cheios de Netflix, ops.

As Vinhas da Ira, John Steinbeck: quando vi esse livro disponível no Kindle Unlimited não pensei duas vezes antes de baixar, mas infelizmente foi outro livro que comecei, achei ok, mas não consegui ir adiante. Aconteceu a mesma coisa que aconteceu acima, trinta páginas e deixei pra lá. Novamente a história até me conquistou, mas quando sento para ler até uma formiguinha na janela se torna mais interessante. 

As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos, George Martin: esse daqui eu me dou um desconto porque deus que livro gigante. Eu estou lendo em eBook e é assustador passar duas mil páginas e continuar nos 2%. Já estou na página 60, o que é uma vitória e não tenho a pretensão de terminar tão cedo.


Treblinka, Jean François Steiner: estou lendo esse livro há mais tempo do que quero admitir. Eu comecei a ler na mesma época que o filme d'A Menina que Roubava Livros foi lançado, então faça as contas. Temática do meu interesse, porém não consigo ler rápido quando lembro que aquilo é não-ficção.

As Crônicas de Nárnia: O Cavalo e seu menino, C. S. Lewis: eu achei que ia amar Nárnia, e realmente amei o primeiro livro, o segundo nem tanto, mas ele é ok, mas o terceiro livro? Quero dormir em cima dele. Eu sempre visto minha capinha de criança etcetc, mas por enquanto é o livro mais chato da saga. Não, apenas não.

Harry Potter and the Philosopher's Stone, J. K. Rowling: acho que não preciso comentar, né? Depois que li O Pequeno Príncipe em inglês me empolguei e baixei pro Kindle a Pedra Filosofal, estaria ok e já teria terminado não fossem as falas do Hagrid, eu tenho que ler umas três vezes para entender do que é que ele está falando:

'Ah, go boil yer heads, both of yeh,' said Hagrig. 'Harry —yer a wizard.'
Gringotts is the safest place in the world fer anything yeh want ter keep safe —'cept maybe Hogwarts.

Deveria ter ouvido o coleguinha que disse que ler Harry Potter em inglês não é tão fácil assim, mas vou levando.


A Lâmina da Assassina, Sarah J. Mass: amei Trono de Vidro, queria ter pulado direto para A Coroa da Meia-Noite, fui ler A Lâmina da Assassina, e não poderia ter ficado mais entediada. Eu amei o primeiro livro da série, todo o mistério, a magia, tudo!, eu falei dele aqui, e simplesmente não consigo gostar desses contos que vieram antes da Celaena ser presa, como assim, você pode me perguntar, não faço a mínima ideia, eu te respondo. Talvez eu deixe esses contos pra lá e tente ler o segundo livro, mas desanimei totalmente da história e não quero estragar o que o primeiro livro me trouxe, me ajuda José.


E foi isso que eu tentei ler em outubro. Mas só de ter terminado Os Três Mosqueteiros já foi uma vitória!

Garfos emprestados para um colega de trabalho, a flexibilidade de quando você tinha 14 anos e livros que você realmente não queria na sua coleção. 

O tempo. Os momentos. Principalmente o tempo, não ainda. Os garfos vêm e vão. Você pode comprar outros. E quanto menos garfos, menos sujeira pra lavar. A flexibilidade talvez você consiga ela de volta com um pouco de alongamento, dos pulmões não posso dizer o mesmo. Os livros, você nem queria eles mesmo. Certo, você queria um deles, mas você pode substituí-lo de qualquer forma. Os momentos sempre retornam à mente de tempos em tempos, mas o tempo propriamente dito, ele ainda não volta. E talvez não devesse voltar. O tempo traz consigo ótimos momentos, momentos horríveis também, e momentos nhé, se é que você me entende, mas esses momentos permanecem, e alguns se repetem. O cabelo volta a ser grande, o sorriso volta ao rosto, as lágrimas voltam a secar, a música volta a tocar, e você volta a cantar, mas o tempo nunca vai voltar. 

Estamos cercados de garfos, dores musculares e livros, e também de tempo e momentos, por isso devemos aproveita-los ao máximo, principalmente o tempo que temos pois sabe-se lá se o teremos amanhã.

Uma palavrinha sobre o tempo, e o tempo que perdemos, e as coisas que se perdem com o tempo. Tudo se perde com o tempo e isso é reconfortante e ao mesmo tempo assustador. Por que estou falando do tempo? Não faço a mínima ideia. Aí outra coisa que o tempo levou, os acentos. Alguns deles. Mas os assentos continuam aqui e podemos usa-los a qualquer momento, seja para ver o tempo passar, ou não. Só para descansar as pernas e aproveitar... 

o tempo.



As músicas que você ouvia quando era adolescente, não voltam mais, mas não importa quantos anos você tenha hoje, você ainda sente as mesmas coisas que sentiu quando escutou elas pela primeira vez. Velhos amores não voltam, e o tempo leva todas, ou quase todas, as mágoas. Mesmo que você cante aos pulmões sobre as sete coisas que você odeia sobre ele. E a música continua fazendo sentido tantos anos depois, pois os momentos ficaram. A chance que você perdeu, o tempo levou, mas o tempo voltará com outras chances. O tempo traz novas músicas, novos passos de dança e novos momentos. Mas mesmo assim, algumas músicas nunca saem dos seus fones e você continua colocando elas no repeat mesmo depois de todos esses anos. Mesmo que de vez em quando elas soem estranhas aos seus ouvidos.

Em mais uma dessas reflexões durante o banho eu me peguei pensando nos últimos dois anos e q u a n t a coisa mudou.

Há dois anos e pouco eu estava entrando na empresa que eu trabalho atualmente, saída das fraldas com meus 18 anos e eu não poderia imaginar a pessoa que me tornaria dois anos depois, nem a que estou para me tornar daqui alguns anos - que eu espero que seja em breve. Bem breve. E associei isso a Pokémon, para ser mais exata ao Charizard que foi o primeiro que veio a minha cabeça depois do Pikachu.

-há dois anos eu era o Charmander e o Squirtle era a vida (de vez em quando isso ainda acontece)-

Há dois anos eu era Charmander com meu cabelo quase na cintura, franja na cara, algumas espinhas, emo-gótica-suave. Certos esqueletos ainda me deixavam confusa e apenas os ignorava. Outros esqueletos ainda me atacavam com vontade naquela época e eu não poderia estar pior - psicologicamente falando. Conheci um bocado de pessoas que eu não faço ideia de onde foram parar. Naquela época o que eu queria era arrumar um  emprego e entrar na faculdade. Só. Nem sabia que curso eu queria, mas queria entrar na faculdade. Fases. Quase um ano se passou meu projeto acabou e nessa eu já estava em processo de evolução, mas nem tanto. Eu estava perdendo pessoas e isso me deixou abalada porque sempre me prendo demais ao chão, e quando seu chão é alguém meu amigo, mais cedo ou mais tarde ele vai ruir. E ruiu. Fui transferida. Vi que apesar do meu chão ter ruído, ele meio que evoluiu comigo e virou uma espécie de cama elástica onde eu podia cair sem me machucar. E virei Charmeleon. 

-hoje eu sou o Charmeleon e o Ash é a vida-

Apesar de odiar o local, a situação e as circunstâncias, as pessoas eram incríveis e encarei vários esqueletos adormecidos. Passei por mudanças radicais - e ainda estou passando e mal vejo a hora de virar Charizard, mas cada coisa a seu tempo. Estou na fase Charmeleon e estou muito feliz, apesar de os próximos passos me deixarem ansiosa, mas é uma ansiedade boa. Cortei o cabelo, pintei o cabelo, soltei o cabelo e o cabelo é só um reflexo de todas as mudanças que passei internamente nesses dois anos. Nunca cresci tanto e tão rápido. É até meio assustador. É impossível lembrar de tudo agora e é quase impossível eu ter percebido todas as mudanças, principalmente as sutis, mas essas foram as mais importantes. As pessoas não mais meu chão, minha terra firme - eu sou minha própria base e não dependo de ninguém para me manter em pé. Nem preciso que me segurem. Eu estou pisando em terra firme depois de muito tempo navegando em círculos e apesar de adorar as viagens chegou a hora de ancorar. A fase Charizard me deixa empolgada e pela primeira vez não sinto (tanto) medo da mudança.

— Charizard, eu escolho você!

Esse texto começou em uma busca por mulheres que marcaram a história com a fotografia de alguma forma, mas acabei ganhando muito mais.

Margaret Bourke-White é considerada a pioneira em muitos momentos importantes da fotografia. Ela foi a primeira repórter fotográfica da revista Fortune e a primeira mulher a quem foi dada permissão para fotografar em território soviético, na década de 1930, e também foi concebido estar no front de batalha da segunda guerra mundial, onde retratou os campos de extermínio nazistas, além de fotografar os anos da grande depressão nos Estados Unidos. Formou-se em 1927 e um ano depois começou um estúdio de fotografia comercial e concentrou-se na fotografia de arquitetura e industrial. Nesse ramo um de seus clientes foi a Otis Steel Company, e acredite ou não, eles não queriam que ela fotografasse pois ela era uma mulher e será que as mulheres e suas delicadas câmeras poderiam enfrentar o intenso calor, perigo, e as condições geralmente sujas e areosas dentro da fábrica? Como é que é?

-simba me representa-

Poderia muito bem deixar esse comentário passar batido, afinal, é história, certo? Errado. Infelizmente esse tipo de situação acontece até hoje. Tudo o que eu esperava trazer hoje, como eu falei lá em cima, era um pouco de inspiração de fotógrafas mulheres na história, mas aí eu comecei a ler um pouco da vida de Margaret e isso apareceu na minha frente. Foi como dizer "ah, você é mulher, tudo bem brincar de ser fotógrafa, mas não quero você fotografando a minha fábrica porque afinal de contas seu equipamento é mais frágil que os equipamentos dos homens, e claro, você é mulher", afinal, os equipamentos mudam quando você muda de sexo, coitadinha da sua câmera, tão frágil. Estamos falando de meados de 1930 mas é curioso ver como nada mudou nos últimos 85 anos. Você, mulher, vai lá fotografar os recém-nascidos, mas fotojornalismo, ah não, isso é pros homens, afinal uma mulher não aguentaria a pressão das ruas.

Dói ver que esse ainda é uma tema recente mesmo depois de tantos anos. Ver que para alguns, fotografia não é para mulheres, ainda ter de lutar por um cantinho ao sol na área que bem entender.  E quem me dera isso acontecesse apenas na fotografia. As mulheres estão em uma luta constante que parece nunca ter fim (às vezes eu acho que só começando o mundo do zero pra dar certo, mas sejamos otimistas). Para saber mais sobre a Margaret, a página dela na Wikipédia em inglês é até bem completa, e com alguns cliques você encontra alguns trabalhos que ela fez na segunda guerra mundial.

Para ler e refletir:
Fotografia não é para mulheres

Ou, sobre as séries que estou assistindo agora #2

O meme vocês já conhecem, mas a lista mudou, então resolvi fazer de novo. Me deixa. Eu não tinha o hábito de assistir séries, não é que eu não goste, mas entre assistir um filme completo de duas horas ou episódios picados de 45 minutos, eu sempre escolhia o filme. Então essa é a lista do que eu ando (hipoteticamente) assistindo de séries.

Gilmore Girls
Estou no quinto episódio da primeira temporada, mas como o Mega Filmes HD (e os 45 minutos por episódio) me dão preguiça, acabo assistindo menos do que gostaria. Mas posso dizer que mesmo assim que é uma das minhas favoritas #netflixcolocagilmoregirlsnagrade.

Adventure Time

Assisti até o décimo episódio da primeira temporada e aí o site onde eu baixava não tinha o décimo primeiro, deixei pra lá, mas já voltei a ver porque tem no Netflix!. Esse desenho é bizarro, mas é legal.

How I Met Your Mother

Sendo bem sincera, antes de conhecer How I Met Your Mother, eu via os comerciais na Fox (era na Fox?) e achava que era uma série sobre o Barney (?) e que eu não iria gostar. E adivinha só: eu comecei a assistir em agosto e já estou no vigésimo episódio da sexta temporada! - seis temporadas de vinte e quatro episódios de vinte e dois minutos em dois meses, I request the highest of fives. Eu estou amando essa série, eu já citei ela por aqui algumas vezes, e pelo jeito, vai ser a primeira que vou conseguir terminar na minha vida (o Netflix ajuda pelo fato de ter episódios contínuos).

Faking It 

De séries atuais, é a única que estou acompanhando. Ou estava. Eu aprendi uma coisa sobre mim: eu não consigo assistir várias séries ao mesmo tempo, eu até estava em dia, mas aí durante o hiatus eu comecei How I Met Your Mother e sei que enquanto eu não assistir ao último episódio não volto a acompanhar Faking It.


Existem outras séries perdidas por aí, eu sou o triângulo das bermudas das séries, mas que eu realmente estou assistindo, e que realmente quero terminar (um dia), são essas. Talvez eu faça o super meme das séries com as abandonadas, favoritas, o que quero começar, etcetc. Por hoje é só!

Depois de seis anos e pouco, quatro CDs, WOWP, alguns filmes e um hiatus: Revival. Acho que nunca comentei aqui, mas uma das pessoas que acompanho desde a adolescência é a Selena Gomez e tentar falar o que sinto por esse ser humano, é quase impossível. Tivemos nossa crise nesse relacionamento (cof cof Stars Dance), mas já superei, inclusive, hoje, amo esse CD também. E nesse novo álbum, Selena está renascendo, e parece que meu amor, que nunca deixou de existir também está renascendo, então por que não falar um pouquinho dela? Cada álbum da carreira de Selena mostra uma fase de sua vida e me sinto crescendo com ela a cada CD que é lançado. Às vezes parece que ela foi a única que manteve a essência. Sendo bem sincera, no começo eu não apoiava a carreira musical dela, mas quem sou eu na fila do pão, não é mesmo? Ainda bem que ela foi adiante e só evoluiu a cada álbum lançado, e hoje eu trouxe uma playlist com as melhores músicas da carreira dela separadas por situações onde elas se encaixariam em nossa vida (ou uma desculpa qualquer para espalhar amor por aí), aperta o play!

Kiss & Tell

Uma música para dançar - Kiss & Tell: não posso começar a lista sem colocar a primeira música do primeiro CD. Esse música (esse CD) grita Disney Channel, mas vale a pena a aventura. Uma música para o coração partido - I Won't Apologize: eu não vou me desculpar por quem eu sou. Uma música para se declarar - I Promise You: 'cause no one else can male me feel the way that you do. A música do crush - Crush (duh!): I wasn't really in love, it was just a crush! Uma música para um antigo amor - The Way I Loved You: mesmo se eu me apaixonar de novo, não será da forma como te amei. A música "superei o coração partido" - I Don't Miss You At All: auto explicativo.


A Year Without Rain

Eu poderia simplesmente chegar aqui e falar "ouçam o álbum inteiro", mas não farei isso. Rock God - eu tenho um gosto meio peculiar, então essas músicas que lembram musicais me conquistam, minha vontade é sair dançando essa música por aí. A música para se declarar - Off The Chain: I'm not the type who get crazy for someone, odds of trippin' are like next to nothing', guarded my heart like a diamond ring, but love, your love changes everything. A música aleatória - Spotlight. A música da bad - Ghost Of You: apenas ouçam! E a música para enxotar alguém da sua vida - Sick Of You: I'm sick of the sleepless, never ending nights, I just don't care who was wrong or right, I'm sick of the rumors and the alibis [...] what you don't know ss how great it feels, to let you go.


When The Sun Goes Down

Nesse CD as coisas começaram a mudar. Com um encarte lindo e criativo, Selena se transformou em várias mulheres diferentes, refletindo isso em suas músicas. A música sobre amor - Love You Like A Love Song: Constantly, boy, you play through my mind like a symphony, there's no way to describe what you do to me [...] music to my heart that's what you are. A música para dançar - Hit The Lights. A música "Britney Spears" - Whiplash. As músicas aleatórias - We Own The NightMy Dilemma.


Stars Dance

Eu seguiria a mesma linha dos anteriores, mas a verdade é que da para dançar com todas as músicas desse CD, então. A festa de aniversário - Birthday. As Jennifer Lopez - Like A Champion e Save The Day. A Becky G - BEAT. A Madonna - Write Your Name. Minha favorita - Undercover. A música da bad - Love Will Remember.


Revival

Eu fiz esse post inteiro só pra fazer um música por música do Revival (e para convencê-lo a conhecer esse ser humano do gif acima), perdão. Os gifs fofos te convenceram? Em Revival temos literalmente o renascimento de Selena, com direito a discurso antes da música, e uma vez que você ouve a música, você já aprende a cantar. Essa música em especial tem mais voz que instrumentos e edição e deus estou amando que coisa perfeita. Já Kill Em With Kindness eu quero tocando nas festinhas pra ontem, obrigada, de nada - ela tem um Q de música eletrônica, mas nem tanto, é na medida certa. Cada música do CD novo tem uma vibe bem diferente da outra, e todas grudam. O Revival tem um estilo bem diferente dos álbuns anteriores, eu arriscaria dizer que até mais maduro. Same Old Love é um dos singles e já tem clipe, preciso nem falar que é uma das favoritas, né? Camouflage por enquanto foi a música que eu mais gostei, apesar de ser a mais triste por enquanto (sim, estou escrevendo enquanto ouço o CD!). Eu não sei quais foram as inspirações para esse álbum, mas Me & The Rhythm me lembrou muito Foster The People, o refrão em especial. Survivors segue a linha de Kill Em With Kindness, apesar das batidas serem diferentes. Eu diria que Body Heat é lado mexicano da Selena falando mais alto, já quero ela cantando com a Shakira (ou o Enrique Iglesias), Body Heat é minha nova Hips Don't Lie. O bom de ouvir um CD inteiro sem pular nenhuma música, é ver como as músicas completam uma às outras. Por exemplo Rise, que gostei mas não sei o que dizer sobre ela, e pra mim, Body Heat, Rise e Me & My Girls andam juntas. O Revival é um cardiograma, ora alto, ora baixo, mas nunca constante, e nenhuma música é descartável para o conjunto, foi como quando eu ouvi o Humbug pela primeira vez, algumas músicas podem não funcionar sozinhas, mas colocadas no contexto do álbum, são perfeitas. O que quero dizer é que se esse CD fosse uma pessoa, eu me casaria com ele. Nobody e Perfect aqueceram meu coração, Perfect em especial é para aquela pessoa que você gosta, mas sabe que nunca daria certo por motivos de esse coração já pertence à outro coração, aí você senta e chora ouvindo Perfect. Por fim, as duas últimas músicas do CD, aquelas que você tem medo de ouvir por talvez estragar a experiência do CD perfeito. Depois de toda essa bad, Selena ressurgi como um Quetzal (desculpe a piadinha, essa é uma ave mexicana etcetc, apesar desse nome de Pokémon) com Outta My Hands (Loco) e fecha o álbum ao som de Cologne, é bem uma música de final mesmo. As únicas que eu não soube o que dizer, pro bem ou pro mal, foram Hands To Myself e Sober, quais eu gostei, mas não tenho uma opinião formada ainda.


Se você chegou até aqui, parabéns. Se eu consegui te convencer a ouvir pelo menos uma música, saiba que eu te amo do fundo do meu coração. Agora, licença que vou ali colocar esse álbum no repeat. Até a próxima!

Já fazia mais de um século que os espíritos do vento mandavam essa mensagem. Todos os dias, desde cedo até à noite, eles esperavam por alguém que atendesse ao chamado. Os anjos caídos cantavam aos ouvidos humanos como um recado: saiam do nosso caminho. A cada dia o ar ficava mais quente e espesso, a névoa invadia os olhos do mundo, Helena ignorava tudo isso, era cética, só acreditava no que via. Certo dia, sozinha em casa, começou a ouvir passos, não passos, mas algo como eles vindo da sala. Nada. Olhou em volta, voltou para o quarto. Sentia-se observada. No dia seguinte e nos próximos a cena se repetiu. Certo dia ouvindo apenas os passos, em outros, vendo vultos, e em outros, ouvindo vozes. Meses se passaram conforme Helena enlouquecia com as aparições, os espíritos do vento são fortes, mas são etéreos, precisam da massa física, e Helena era a massa escolhida. Pouco a pouco ela foi definhando em loucura e começou a ser atacada também em seus sonhos.

Onde estou?
— Gardênia.
Quem é você?
— A feiticeira do ar.
O que você quer?
— Sua alma.

Helena acordou. As luzes da cidade piscavam. O poste em frente à sua casa tremia. O vento entrava por sua janela, a qual ela se lembrava de ter fechado antes de ir para cama. Olhou atentamente em volta e percebeu que não estava em casa. Ela estava em uma sala ampla e vazia, o que fazia o lugar parecer mais amplo ainda. Ela olhava em volta e tudo o que via era uma janela a sua frente e uma porta à suas costas. Andou até a janela e debruçou-se no parapeito: estava em um castelo. O vento entrava gélido pela veneziana e Helena tremia. Reparou pela primeira vez que usava um vestido longo, creme, com belos bordados até o chão. "O que está acontecendo?", ela se perguntou. Então as paredes começaram a se mover e fechar.

Dessa vez acordou suando e tremendo em sua cama, estava mais assustada do que nunca, ainda estava escuro e era inverno, mas apesar disso, sentia calor, tentou em vão voltar a dormir. No dia seguinte acordou de seu sono agitado e confuso, mas não conseguia se mexer, tentava abrir os olhos, em vão também, tentou gritar, sua boca não se abria e ela começava a sufocar, sentiu um peso em seu estômago, estava tudo escuro, o único sentido que funcionava corretamente era sua audição. Ouvia o que parecia ser sua mãe gritando e chorando ao mesmo tempo, uma lamentação, sentiu levantar-se, mas não era seu corpo físico, sentiu um arrepio na espinha: estava morta.

Observou seu corpo ensanguentado na cama branca, parecia o mar vermelho, sua mãe agarrava-se ao cadáver como se pudesse trazê-lo de volta, Helena era agora um anjo caído, seus olhos antes azuis, escureceram, sua pela branca como a neve, ficara quase transparente, seus lábios perderam a cor e seu corpo foi aos poucos definhando deixando para trás apenas seus cabelos loiros.


Normalmente eu passo o fim de semana assistindo How I Met Your Mother, mas dessa vez passei assistindo filminhos legais, então, aqui o que foi visto:

Becoming Jane (2007): Assisti Amor e Inocência sábado depois do trabalho (a intenção era ir ao cinema, mas o shopping estava cheio e eu sem paciência, então escolhi a Netflix, sou dessas) e ainda não tenho palavras suficientes para descrever esse filme. Ele conta a história de como Jane Austen se tornou a Jane Austen, baseado em fatos e com a Anne Hathaway de protagonista, além de ser um filme de época, o que sempre acaba me ganhando pelo visual lindo desses filmes. Eu ainda não li Jane Austen, mas é uma autora que está há tempos na lista do vou ler, e depois desse filme, mais ainda. O roteiro pode parecer tedioso para quem não se interessa pela autora ou por filmes nesse estilo, são quase duas horas de filme, mas é recomendado e muito bonito. Fiel nas caracterizações e com paisagens lindas, toda vez que assisto um drama histórico tenho vontade de me teletransportar para aquela época. Acompanhamos Jane lutando pelo seu lugar ao sol como mulher e escritora, fugindo de um casamento arranjado por dinheiro e lutando por amor. Sua paixão por livros e literatura é transbordada da tela e acredito eu que todo bom leitor vai se identificar. Jane deu às suas personagens o final feliz que ela não pôde ter. (Meu deus eu preciso ler essa mulher logo!).


O Espetacular Homem-Aranha (2012): Diferentemente de muita gente que detestou esse filme, eu adorei! Não sou A expert em heróis e nem posso dizer que tenho um favorito, mas eu sempre gostei do Homem-Aranha, não me pergunte o motivo. E eu era muito apegada à primeira trilogia do Aranha, por isso enrolei tanto para assistir os novos (não tão mais novos assim) filmes. Vi só o primeiro e o roteiro em si não muda muito do filme de 2002, a essência é a mesma, o temos é um reboot e não necessariamente um filme completamente novo, e me arrependo de não ter assistido nos cinemas. E bom, acho que eu devia explicar um pouco da sinopse mesmo sendo um filme bem conhecido. Basicamente, a história gira em torno de um adolescente que é picado por uma aranha radioativa e por esse motivo ganha super poderes. 

A discussão dos fãs gira em torno que quem foi o melhor Aranha, mas para mim não teve o melhor, Tobey e Andrew foram ótimos como Homem-Aranha, só que eles foram Aranhas diferentes, com personalidades diferentes e com vilões diferentes também, e não vou dizer quem foi que o Peter de 2012 enfrentou, a surpresa foi bem-vinda na hora de assistir o filme. E, ah, não assisti nenhum filme do Capitão América, mas mal vejo a hora de assistir Guerra Civil por motivos óbvios: o Homem-Aranha estará nele (e eu sei não será o Andrew, por favor, estou falando do personagem). Preciso abrir mais um parênteses aqui, e talvez você queira pular essa parte já que tem spoiler do segundo filme, e me perguntar por que é que tanta gente reclama da morte da Gwen Stacy no filme dois já que ela também morre nas HQs? Enfim. Falando nas HQs, eu estou louca para ler alguma coisa do Homem-Aranha, se você tem alguma indicação, não deixe de me contar nos comentários pelo amor de deus nunca te pedi nada.


A Fabulosa Aventura de Sharpay (2011): Como dá para perceber eu tive um fim de semana bem eclético. Não tenho muito o que dizer sobre esse filme, só que eu estava de bobeira na Netflix, pesquisei por Disney e memórias do meu tempo de Wildcat voltaram instantaneamente quando vi esse filme na grade. Nesse filme Sharpay viaja para Nova York para tentar dar seu primeiro passo rumo à Broadway, seu maior sonho desde sempre. É válido para os fãs de HSM, mas me decepcionou um pouco. Acho que eu esperava uma Sharpay mais crescida, mais madura, apesar dela ter aprendido bastante nessa "aventura". A forma menos dura de dizer isso é que já assisti HSM um zilhão de vezes e continuo assistindo, mas não assistiria A Fabulosa Aventura de Sharpay de novo.


Por hoje é só!

— Socorro!

— Ela não percebe que estamos sufocando aqui dentro? Ingrata! A levei nas mais incríveis aventuras e agora estou largado aqui embaixo, nesse poço sem esperança. Sortudos são os que foram emprestados!

— Ah, mas você viu como o Treze voltou? Com o rosto todo desconfigurado! E talvez os outros nem voltem.

— Será?

— Não duvido nada, ela não vai atrás, vai acabar comprando outros e nem vai reler.

— Duvido, ela gosta muito do Um. Fez até marcação. Coisa que não fez em mim, aposto que ela vai se desfazer de mim mais cedo ou mais tarde!

— Aí, parem de reclamar aí em baixo! Pelo menos vocês não pegam pó! De que adianta ela nos colocar num pedestal se não tira a poeira, não folheia a gente, e adivinha só, resolveu me reler NO CELULAR!

— Pelo menos você foi lido, eu fiquei na berlinda e quase fui trocada!

— Pelo menos vocês tem ar aí em cima!

— Por que é que ela não compra uma estante logo de uma vez? Éramos bem mais felizes naquela época.

— Por que ela não me lê logo de uma vez?

se meus livros falassem a conversa seria mais ou menos assim. inspirado no segundo dia desse projeto aqui, e também no olhar de julgamento e reprovação que recebo dos meu livros todos os dias. claramente preciso de uma estante, e de um psiquiatra. 


Aí um vídeo que era pra ter saído dia 01 de setembro, mas por motivos de força maior, saiu só hoje. Setembro, mês de volta às aulas em Hogwarts, dia de pegar o expresso na plataforma 9 3/4 e partir em mais uma aventura com Harry, Ron e Hermione, dia de voltar para o mundo mágico de J. K. Rowling. Eu amo Harry Potter, isso é um fato. Eu jogava Quadribol na escola e fiz um dos meus melhores amigos na época graças à série. A primeira vez que fui para Hogwarts eu tinha 10 anos e o que a JK falou é verdade: Hogwarts will always be there to welcome you home. E quem não é fã pode achar bobo ou o que for, mas Hogwarts é minha casa e eu sei que a qualquer momento posso voltar pra lá. E já que outubro é o mês das bruxas, vou liberar o vídeo hoje já que finalmente consegui subir ele para o YouTube. Está cheio de cortes porque ele estava originalmente com 21 minutos, mas eu só ia conseguir fazer upload com 15 ou menos, então não tive outra escolha. 50 perguntas sobre Harry Potter vem dessa página no Facebook e eu vi primeiro há muito tempo, passeando randomicamente pelo YouTube, quando caí nesse vídeo da Analu. Caretas aleatórias e piadinhas: espero que você goste do vídeo!


Você já está cansado de saber que minha casa é a Lufa-Lufa, mas recentemente fiz um outro teste que deu Corvinal e fiquei divida, mas sou texugo de coração. Essa informação é irrelevante, mas eu quis compartilhar mesmo assim, #sorrynotsorry. Se você não conhece quero indicar aqui o A Very Potter Musical, um musical feito de fãs para fãs e você encontra ele inteiro no YouTube. Se não está convencido, aqui uma lista do Buzzfeed sobre ele. Spoiler: tem Draco Malfoy rolando no chão. Eu não consigo colocar em palavras o que Harry Potter significa para mim, e relendo agora, em inglês, eu me sinto da mesma forma que dois anos atrás, talvez um pouco nostálgica, mesmo não entendo bem o que o Hagrid quer dizer de primeira. Enfim, eu posso ficar o dia falando sobre a série e o que ela representa para mim, mas vou parar por aqui, espero que você tenha curtido o vídeo :)

After all this time? Always.

"Você não pode projetar sua vida como um prédio. Não funciona desta forma. Você precisa viver e ela se projetará por conta própria. Ouça o que o mundo está lhe dizendo para fazer e dê o salto." - Lily Aldrin

Certo, posso estar sendo precipitada por estar no começo da quinta temporada, mas: eu amo HIMYM. Eu amo como essa série consegue ser real mesmo sendo fictícia, eu amo como consigo me identificar com os personagens e eu amo a forma como ela me faz pensar. Pensar em tudo. Pensar na vida, a vida em geral, nas escolhas, e em como lidar (ou não) com essa loucura que é a vida adulta. Eu já refleti sobre amor, carreira e os 20 e poucos anos. E começar essa série foi a melhor coisa que eu poderia ter feito por mim nos últimos meses. Eu amo a forma como ela me faz sentir. Somos todos Ted Mosby. E um pouco de todos os outros personagens. Estou levando os conselhos dessa série para a minha vida, e é como se a série fosse programada para acompanhar minha vida. E me fazer viver a vida. Se a minha vida fosse uma sitcom, ela seria cancelada na primeira temporada pois eu não tenho boas histórias para contar. Nem histórias ruins, nem histórias de nada, simplesmente porque minha rotina não poderia ser mais que uma rotina, nada de diferente acontece, nunca, nada sai dos trilhos, nenhuma reviravolta, nada. Eu não tenho experiências, eu não tenho passado, mal tenho o presente. Não tenho nada de novo para contar. Aquele dia em que derrubei a PA? Foi incrível! Mas? E aí? É isso? Não tenho nada além de momentos, e eu sei que momentos são importantes, mas eu não me sinto vivendo minha vida.

Mas aí teve aquele dia, dia 19 de setembro, eu me senti infinita, eu me senti infinita enquanto pulava Dog Days Are Over e eu me sentia infinita enquanto virara uma vodka com frutas e eu me senti infinita mesmo não sentindo minhas pernas e eu me senti infinita com aquele cara e ter chamado ele para conversar me fez sentir infinita, mesmo que eu não quisesse e mesmo que ele também não. Aquela noite foi infinita e os momentos continuam ecoando na minha mente. Naquela noite eu vivi pela primeira vez. Naquela noite eu dancei Fancy enquanto usava aquele banheiro nojento. Eu falei que meu nome era Camila. Oi? Naquela noite eu fui infinita, eu fui infinitamente feliz, eu me diverti plenamente e comi cachorro-quente por seis reais, que roubo! E eu poderia falar que eu quero voltar para aquela noite, mas não, eu não faria nada diferente, nem me perder momentaneamente dos meus amigos. Até isso foi infinito! Fiquei infinitamente assustada. Naquela noite em que voltamos para casa em um táxi onde o taxista achou que estávamos os três bêbados, e talvez estávamos mesmo. Naquela noite em que ao chegar em casa tinha mais festa pela frente, uma ressaca, dias de tosse seca e uma quase pneumonia por dormir com a janela aberta e o ventilador ligado, até isso foi infinito. E então a vida voltou aos eixos e voltou a ser... chata? Eu sei que a vida não é uma festa, mas festas assim fazem a vida ser o que ela é: uma caixinha de surpresas. Eu não esperava por metade do que vivi naquela noite, mas eu vivi, e sinto falta de viver mais vezes. Se arriscar é ótimo! E eu preciso provar dessa dose mais vezes, afinal, é isso que importa: a vida real. Podemos inventar ou recriar quantas histórias quisermos, mas o que vai sobreviver no final, é a vida. Não importa se ela foi incrível ou incrivelmente chata. Na verdade, porque as coisas tem que ser sempre magníficas? O simples também importa e sem ele não existiria o incrível. Querer que tudo sempre seja incrível é dar tiro no próprio pé porque a vida não funciona desse jeito. A vida é uma obra de ficção sem roteirista. Coisas ruins vão acontecer assim como as boas, e ambas vão chegar ao fim, mas elas vão continuar acontecendo pois não temos controle sobre elas. Assim como não temos controle sobre o vento, ou o tempo. Ou o resto. Tudo o que podemos fazer é viver esses momentos plenamente e tentar tirar o melhor de tudo isso, porque é o que importa no final. Há momentos em que eu perco as esperanças e quero desistir, mas eu não posso. O que posso é fazer uma pausa, mas continuar porque não dá para ficar parado. Isso parece papo de auto-ajuda, mas é a verdade. Os momentos ruins existem e vão continuar existindo, basta que saibamos tentar lidar com eles. E mesmo esses momentos nos dão história para contar e uma perspectiva de que as coisas podem melhorar, ou piorar, mas elas vão acontecer, pois são as consequências. Não espere que grandes coisas aconteçam para que possa gravar sua história, porque até os pequenos acontecimentos importam e merecem ser compartilhados.