I'm telling you why...


Pois é, acabou novembro. Já vinha dizendo que esse ano a magia andava fraca por aqui e acreditava firmemente que meu guizo tinha parado de tocar, até que na madrugada de sábado para domingo resolvi assistir ao ballet d'O Quebra-Nozes. Eu já havia assistido antes, já conheço a história há anos, mas a sensação foi de que estava assistindo pela primeira vez. Talvez por ser um apresentação diferente da que vi anteriormente. Nessa versão só senti falta da Fada Açucarada, ou não prestei atenção porque já eram 3 da manhã e eu estava morrendo de sono. Não sei se são as músicas ou a toda a história em si, mas assistir essa apresentação nessa madrugada fez com que meu guizo tocasse mais alto novamente. Eu sempre amei o Natal, não só pela comida e não por Jesus, confesso, mas simplesmente pelo clima. No Natal eu fico mais Pollyanna do que já sou e meio que todo mundo fica Pollyanna também. Talvez seja efeito das músicas de Natal, do bom velhinho, das comidas natalinas, das luzes coloridas, não sei. Mas a cidade fica linda, e com um toque de magia. E ainda bem que entrei no clima. Abaixo tenho dois vídeos de apresentações diferentes, mas não foi nenhuma delas que eu assisti, a que eu assisti foi uma versão no Mariinsky (tem no YouTube ;)).



Santa Claus is coming to town...


Mas, novembro. Esse mês se arrastou. E nesse mês eu terminei de assistir How I Met Your Mother, completei minha coleção *cof cof* de maquiagem, comprei um Kindle antes da Black Friday e depois chorei no cantinho por motivos de CEM REAIS DE DESCONTO. Mas, Kindle <3. O que mais teve esse mês foram entradas do meu diário e vão para dois meses que não consigo ler nada, socorro. Pra não falar que não li nada, li alguns contos soltos por aí. Tirei o mês para ficar ouvindo Taylor Swift, cansei dessa vida e estou hibernando até a virada do ano, quase fui no cinema assistir Jogos Vorazes: A Esperança - o final, mas a vida resolveu que não, e desisti das férias, já vi que a moça não vai me liberar, o Rio de Janeiro fica pra outra data. Aliás, esse mês eu virei a louca das pesquisas sobre viagens e como sobreviver em terras cariocas, claramente deixando as coisas para última hora. Tô querendo colocar um tema natalino no blog, mas não encontro nada de bom. Enfeitei meu quarto e ficou até agradável.

Dos links desse mês:
alguns animais são mais iguais que outros
o mundo gira, superem
por menos "pfvr pfts"
funny cat gifs
uma vida de possibilidades {vídeo}
cinco lições que eu aprendi com relação a organização de viagens
vinte truques (realmente úteis) para se dar bem em aeroportos
quem consegue ser feliz sozinho?


Só mais um mês...

Acontece que eu fui fuçar nos arquivos de 1989 e achei todas as polaroids bonitinhas do álbum e acabei editando algumas por motivos de sim, eram 01:29 da manhã, eu estava com fome e sem sono, me deixa. E estava ouvindo o 1989, e depois fui ouvir o Red, e aí fiquei pensando no meu próximo aniversário que veja só, é daqui muitos meses ainda e 2015 nem acabou. Ou seja. Mas de qualquer modo, meu próximo aniversário. Acontece que eu vou fazer 22 anos. Vinte e dois. Dois. 'cabô o vinte e um, somou mais um, e me sinto meio que igual aquele gato correndo em volta da bacia de bagunças. Oito longos meses pela frente e minha crise da vez é que meu-deus-vinte-dois-anos-que-que-tô-fazendo-com-a-minha-vida. Claramente, nada. E esse aparente nada está me assombrando porque me sinto presa a uma coisa que teoricamente está andando, mas parece que a vida simplesmente parou e mesmo que eu tente faze-la andar, ela não sai do lugar. Às vezes eu não sei se a vida simplesmente parou ou começou a andar tão rápido que eu não consigo acompanhar. E fiquei estagnada no mesmo lugar fazendo vários nadas. E por mais que eu tente andar ou mudar, tudo continua igual e... parado. 


Também preciso dizer que achei essa fonte que parece a do 1989 e fiquei brincando no Photoscape. E que confundo 1989 com 1889, o que não faz sentido. Enfim.

Não ando nem escrevendo ultimamente, na verdade, não fiz nada nesse mês de novembro, foi um mês de sentar no cantinho e simplesmente esperar que ele passe da melhor forma possível. Cheguei a conclusão de que aquela coisa de quinta-feira do ano realmente faz sentido, afinal na quinta-feira você senta e espera a sexta-feira chegar. No meu caso, esperando 2016 chegar.

Eu tinha uma meta de dormir antes das duas da manhã. Ops. Mas essa é a hora que começa a me dar sono, então tudo bem.

Curiosidade do dia: eu amo todas as músicas do Red e queria uma pessoa que gostasse de Taylor Swift e tocasse violão para cantar pra mim porque cada um tem a Taylor Swift que merece. True story. Ok, talvez menos Starlight porque nem lembro como é essa música. E quando saiu o 1989 confesso que ele não me conquistou de primeira e demorei a me acostumar com as músicas, mas aí hoje (ontem?) fui ouvir e música é coisa de momento, finalmente entrei no clima. Welcome To New York, Out Of The Woods, How You Get The Girl e Wonderland me conquistaram, apesar da terceira ter me conquistado da primeira vez. 

Esse deve ser o texto mais aleatório daqui.

Ontem aconteceu uma coisa muito estranha. Mas voltemos a sexta-feira à noite para contextualizar.

Sexta-feira à noite eu estava usando o cartão do banco até que antes de dormir arrumei minha bolsa e guardei ele na carteira, em cima da bolsa coloquei o colar que eu ia usar com um anel, a intenção era ir ao cinema depois do trabalho e até aí tudo bem. Acordei cedo no sábado, daquele jeito, enrolei pra levantar até que enfim fui me arrumar, saí no horário, mas esqueci do colar e derrubei ele no tapete do quarto, e ali ficou até eu dar falta dele já no ponto de ônibus. Vida que segue.

O dia no trabalho foi o mais normal possível, quase até saí mais cedo e talvez se eu tivesse conseguido esses dez minutos a mais, eu teria ido ao cinema, mas saí às 16:00 como todo mundo, e o filme era às 16:15, daria tempo porque 1) era só descer as escadas; 2) não tinha fila na máquina de ingressos. Mas já chego lá. Quando peguei minha bolsa no armário e fui me trocar, enfiei o cartão que usei pra almoçar em qualquer lugar, me troquei e fui. Quando estava comprando o ingresso, cadê o cartão do banco? E não, não ando com dinheiro. Achei estranho, olhei na bolsa, nos bolsos, em toda carteira, e nada. "Esqueci em casa", pensei. Nisso eu não percebi que o cartão alimentação estava no lugar errado e na minha cabeça o espaço vazio da carteira era do cartão do banco. Fui pra casa meio chateada, mas pensando que talvez não era para eu ir no cinema naquele dia. Quando cheguei em casa, procurei em todos os cantos do quarto e nada, resolvi olhar de novo na carteira, vi que o cartão alimentação estava além de cabeça para baixo, no lugar errado e, quando resolvi arrumar, oh ali o cartão do banco! Eu já não iria mais no cinema naquele dia porque não ia fazer todo o caminho de volta (não valeria a pena gastar dois passes a mais por isso, prioridades), e fiquei pensando que a vida de vez em quando nos dá sinais.

Eu poderia ter reparado no cartão alimentação lá no shopping, eu poderia ter conferido de novo antes de entrar no ônibus, eu quase comprei um Milkshake, mas a fila estava muito grande, mas não fiz nada disso, simplesmente voltei para casa. "Pequenas coisas fazem grandes coisas acontecerem", o que será que teria acontecido se eu tivesse ido ao cinema naquele sábado, às 16:15 da tarde?

Quando eu era criança o que eu mais gostava de fazer era sentar na porta da sala e observar os pássaros. Os pássaros sempre foram seres incríveis para mim. E uma vez cogitei ser um pássaro. Pássaros são livres, pássaros voam. Dentro de nós, pacientemente esperando, há um pequeno pássaro aventureiro. Esperando que finalmente possamos abrir nossas asas sem medo e encarar nossos sonhos infantis como mais que apenas sonhos. Sonhar é grande demais para uma garotinha de oito anos. O que quero dizer é que, mesmo sem querer, a infância molda quem vamos ser como adultos e minha criança interior sente falta de apenas sentar e observar os pássaros. Se posso mandar um recado para a Eu de qualquer época, se tudo estiver complicado demais menina, sente na porta da sala, na varanda ou seja lá onde você está e observe os pássaros, eles lhe mostrarão o que está faltando. Pouco a pouco vou abrindo minhas asas e aprender a voar é um exercício maravilhoso, e depois que você aprende, ah, não tem mais volta.


Passei a acreditar firmemente que a moça não vai dar minhas férias mês que vem e já desisti de tentar, mas o avisado não sai caro. Ao mesmo tempo que estou super empolgada com a viagem pro Rio de Janeiro, tô super nervosa, com medo, desesperada, querendo fugir pra bem longe do aeroporto, cogitando passar sei lá quantas horas num ônibus de viagem. Mas aí eu lembro da viagem pra Montes Claros e da minha bexiga pequena, e deixo pra lá. Espero realmente não passar o Natal desse ano comendo mini pizza, miojo e assistindo TV.

Falando em Natal, esse ano a magia anda fraca por aqui, mesmo cercada de enfeites natalinos e pisca-piscas, e eu achei que não ia entrar no clima, até que assisti A Origem dos Guardiões. Não é bem um filme natalino, mas conta com a presença do Papai-Noel como um dos personagens principais. O filme nos conta a história da luta dos guardiões da infância contra Breu, o rei dos pesadelos. Com toda uma vibe Peter Pan, os guardiões só existem se as crianças acreditarem que eles existem. O filme gira em torno principalmente de Jack Frost, o mais novo guardião escolhido pelo Homem da Lua, que precisa se unir aos outros quatro para lutar contra os pesadelos.

Eu adorei como o filme conseguiu me fazer acreditar em um Jack Frost mesmo nunca tendo entrado em contato com a neve. Apesar da minha Fada do Dente morar em cima do telhado e nunca ter me deixado presentes, meu Coelho da Páscoa ser a minha avó e eu saber que o Papai-Noel não mora no Polo Norte, a mensagem que o filme deixa é linda, e me fez lembrar que mesmo que eu não tivesse essa fantasia na minha infância, eu posso ser a fantasia de alguém. É aquele sentimento bom que vem toda vez que leio a cartinha que adotei ano passado.


Falando em Natal de novo, entrei num clima faça você mesmo, mas não tenho o dom pro artesanato, na terceira bolinha de barbante, desisti. Eu pulo tanto de um assunto pra outro que você deve estar achando que vou pro Rio pro natal, não, eu vou é pra Ituiutaba mesmo, o Rio de Janeiro é outra história. Já tem um tempo venho querendo cultivar uma plantinha, comprei um Kindle e mal vejo a hora desse ano acabar. Às vezes tenho a sensação de que estou andando em círculos.

correndo atrás dos meus objetivos.jpg

De volta ao ano de 2010, segundo ano do colegial, não fossem os estudos orientados eu teria bombado em química e física, e disposta a passar naquela prova do capiroto eu apelei pra minha última solução, cantar. Não, eu não cantei na sala de aula. O que acontece é que eu nunca fui boa em exatas e não importava o que eu fizesse para tentar absorver aquela matéria, aquilo não entrava na minha cabeça, até que um certo episódio de Hannah Montana apareceu na minha frente e eu me perguntei: por que não?


Pra quem não sabe, nesse episódio a Miley precisa passar na prova de biologia ou ela não poderá viajar. Tudo o que eu queria era passar na prova de química pra terminar o ano mesmo. Sempre fui a aluna que nunca bombou e não seria dessa vez. Eu já estava desesperada e querendo desistir daquilo tudo, já estava convencida que não ia terminar o ensino médio e ia terminar vendendo minha arte na praia #dramas, e então resolvi escrever minha própria versão d'A Dança dos Ossos. E por que eu estou compartilhando isso aqui hoje? Porque eu estava folheando um caderno velho pra ver se posso me livrar dele e encontrei a letra da Dança do Mol. (Ela não se chama Dança do Mol, na verdade, eu não dei nome aos bois, mas chamaremos de Dança do Mol até segunda ordem.). Oh, a letra:

Dança do Mol

Toda essa matéria, aprender requer esforço,
Então vamos deixar de blá-blá-blá porque eu quero passar.

M em massa molar, g/mol tá no ar
6x10²³ , vamos contar mais uma vez
Volume molar é um barato
Ele é ocupado por 1 mol, de fato
S, L e G são variáveis de estado
Não deixe a massa molecular de lado
E as CNTP, não vão te deixar deprê
Elas valem 273k (é, é, é)
Na pressão de 1 atm

(Refrão)
Pra geral dos gases
PVT duas vezes
Gases perfeitos PV = nRT
Soluto e solvente é uma solução
Quando dilui abaixa a concentração
Basta prestar atenção!

Dançando e mexendo, vamos aprendendo
Estado-padrão é a condição de 1 bar de pressão
Endo é diferente, absorve, assim a gente aprende
E tem a que libera, é a exotérmica
Solução saturada é assim,
Ela apresenta a quantidade máxima de soluto pra mim


Agora se você está se perguntando se deu certo, bom, na teoria. Eu finalmente consegui gravar todas aquelas fórmulas, mas seria uma pena se eu não soubesse onde aplica-las. Ops. No fim da história mudei de escola, fiz a prova de outro professor e terminei o ensino médio normalmente. E a Dança do Mol ficou gravada para sempre em nossos corações na minha cabeça. Ou até eu me entreter com outras coisas e esquecer que um dia ela existiu e numa segunda-feira aleatória eu me encontrar com essa parte do meu passado.

Minha eu de 16 anos era criativa nesse nível.


Hoje é sexta-feira e seria apenas mais uma sexta-feira se ela não fosse treze. E eu tenho um gato preto. Ou seja. O dia das bruxas e as sexta treze são os dias que mais me preocupam em relação à esse bichinho aí em em cima. Gatos de todas as cores já sofrem preconceito simplesmente por serem gatos, agora imagina o gato preto que segundo as crenças, dá azar? Como é que uma coisa fofinha dessa pode dar azar minha gente? Um gato que matou um passarinho nesses cinco anos de vida. A única coisa que ele faz da vida é comer, dormir e dar uns rolês.


E resolvi responder a tag Vida de Gateira pois sou o tipo de pessoa que surta por encontrar um anel de gatinho preto. Isso mesmo.

1) Quantos gatinhos você tem?
Um.
2) Qual nome dele (a)? Quais apelidos? 
Negretinho. Já é um apelido.
3) Qual a idade do seu gatinho? 
Cinco anos, isso dá 37 anos humanos.
4) Como ele (a) chegou até você? 
De uma cria na casa da minha tia.
5) Vocês tem fotos dele(a) bebê/antigas? 
Não :/
6) Como é a personalidade do seu gatinho(a)? 
Preguiçozzzzzz
7) Ele (a) gosta de brinquedinhos? Se sim, quais? 
Qualquer coisa é brinquedo pra ele, ele brincava mais quando era mais novo, mas até uma bolinha de papel ou nossas canelas são pura diversão.
8) Qual tipo de carinho que ele (a) mais gosta?
Debaixo do queixo!
9) O que ele mais gosta de comer? Qual marca de ração/molhinho você costuma dar?
Ração e Whiskas.
10) Como é a caixinha de areia do seu gatinho (a)? Você usa areia, sílica, receita alternativa?
Ele usa o quintal de casa, que é de terra.
11) Que recado você daria para as pessoas que não tem gatinhos, ou tem preconceito com gatos?
Não tenham preconceito com os gatos! E a melhor maneira de conhecer um gato, é tendo um. E cada um vai te tratar de uma forma diferente. Gatos são praticamente humanos fofinhos.


Fotos, fotos, fotos!





Para assistir: gato preto dá azar?

julgando_você.jpg

Para começo de conversa eu acho sutiã uma coisa inútil, pelo menos para mim que tenho zero peitos. Aí um sutiã que resolve abrir sozinho no meio da rua pra mim é mais inútil ainda. Normalmente esse sutiã que abre sozinho é aquele que fecha atrás, ai a situação fica um pouco mais complicada porque não dá para arrumar o dito cujo por cima da roupa. Aí você tem andar segurando os peitos (que você não tem) para evitar que o sutiã resolva subir de vez e te deixe parcialmente nua. (Preciso citar que não ligo quando estou com uma roupa grossa ou escura, mas no dia em questão eu estava com meu uniforme que é ligeiramente transparente, então). Sutiãs em sua maioria são bonitos, mas nada funcionais. É aquela história do "não julgue um livro pela capa", sabe?

Eu não sei como começou, só sei que nada se compara à magia do Talento Vermelho Grande. Não sei se foi culpa do açúcar ou da avelã. Seja em momentos de fúria, felicidade ou necessidade de açúcar no sangue: eu vou comprar um talento vermelho grande.

Eu amo dias nublados, frio, vento e chuva. 


Alguns sinais de que estou ficando oficialmente velha:
» eu passei a gostar de organização;
» passo horas pesquisando sobre decoração;
» e fico imaginando meu apartamento/casa perfeita;
» eu percebi que cozinhar nem é tão chato assim;
» e que ficar sozinha em casa? é muito legal:


» na verdade eu faço pesquisas sobre tudo, desde viagens ao preço daquele eletrodoméstico - por mais que eu não vá comprar nenhum dos dois;
» eu sei com o que quero trabalhar pelo resto da vida, mas não sei como;
» virar a noite se tornou uma coisa questionável - dormir é tão bom:


» e por fim, eu descobri o significado da palavra nostalgia.


Em 2008 perguntaram se eu era emo. Posso dizer que ouvir NX Zero não faz de ninguém emo. Toda vez que ouço a palavra emo me lembro de Forfun. Na época eu nem sabia o que era um emo e pra ser sincera ainda não entendo qual é a do emo. Quem são? O que comem? Onde vivem? Eles ainda existem? Uso Converse desde sempre e desde 2008 sou apaixonada por essa franjinha lateral repicada. Não, eu não era emo. 

Eu quero muito ler Sakura Card Captors, mas o mangá está esgotado em todos os cantos. Achei a coleção completa no Mercado Livre, talvez eu compre. 

'grazadeus hoje já é quinta-feira.

cansei de 2015.

ao mesmo tempo que os meses estão voando, os dias estão se arrastando. novembro, a quinta-feira do ano, mal chegou e eu já estou em crise. tenho férias pra pegar, uma viagem pra planejar, pode parecer que não mas estou surtando e o medo de viajar sozinha pro rio de janeiro tá gritando aqui do meu lado. quanto mais perto de dezembro vamos chegando, mais vou me lembrando que é um dos meses mais quentes do ano e minha pressão cai só de pensar. pensa só minha pressão caindo em terras cariocas.

acho que finalmente descobri o que quero fazer no meu quarto, acho que vou deixar pra março que meu salário já voltou ao normal. sim, estou contando com essas férias em dezembro. acontece que a mente vai ficando cansada e de uns tempos pra cá a única coisa que quero fazer é dormir o dia inteiro.

a ressaca literária que me atacou no natal passado voltou mais cedo esse ano, apesar que estou gostando de we are all completely beside ourselves. sim! terceiro livro em inglês do ano (apesar de que ainda não terminei harry potter and the philosopher's stone). e preciso continuar lendo o movie box, que tipo de diário de leitura acontece de três em três meses? o meu.

esse negócio que quero fazer no meu quarto é um canto para os meus livros e quero me livrar da minha mesa, simplesmente por que enjoei dela.

daqui a pouco é hora de montar a árvore de natal e toda vez que chego no shopping é algo como "já é natal! ☆*:.。. o(≧▽≦)o .。.:*☆ [...] já é natal... (◎_◎;)" já é natal e o que é que você fez? quando começarem a montar os enfeites lá no trabalho aí sim eu vou surtar de vez.

-tela azul-


Eu terminei de ler Os Três Mosqueteiros mês passado e eu mal havia terminado, ele já havia se tornado um de meus favoritos. É arrastado, Alexandre Dumas é o cara das descrições, mas eu amei essa história dos quatro cavalheiros e suas aventuras pela França e redondezas. Athos, Porthos e Aramis. No qual se estabelece que, apesar de seus nomes em os e is, os heróis da história que teremos a honra de contar aos nossos leitores nada têm de mitológicos. Ou talvez tenham. Os três mosqueteiros que na verdade são quatro enfrentam grandes inimigos durante toda sua história, mas claramente o maior de todos, é a maior. Milady de Winter. Ou qualquer um de seus outros nomes. Milady foi muito bem criada por Alexandre Dumas e tudo o que você quer é que ela perca logo a cabeça – literalmente. 

Intrigas, política, amores proibidos, é de tudo isso que se trata essa história, na qual você se vê apegado aos personagens e com medo de que algo os aconteça, mas logo você percebe que mosqueteiros não morrem facilmente. Queria poder dizer o mesmo dos outros personagens. E acho que o mais importante a se dizer, tem base histórica. Um romance de capa e espada como dizem, que foi adaptado, e me permito dizer que fielmente, para uma série de TV. Eu já sei o que acontece, mas cada minuto vale a pena. Claro, posso ter imaginado alguns personagens um tanto diferentes, como um cardeal gordo, uma Milady loira e um Porthos galante, mas nesse último lembre que Aramis era o nosso amante o tempo todo. As batalhas e tramoias fazem jus à escrita de Dumas, temos ação em todos os episódios e não se assuste com os 45 minutos de duração. Não poderia ser menor que isso. Já terminei o livro querendo reler, e agora que estou assistindo à série, quero mais ainda.

Estamos falando de um romance de época, o visual não poderia ser mais do que incrível, mas pode ser que você não consiga aproveita-lo muito bem devido às batalhas. Eu provavelmente assisti alguma adaptação, mas acho que nenhum filme de três horas daria conta dessas 788 páginas fielmente. Acontece muita coisa com os mosqueteiros e fico feliz em acompanha-los agora nessa série. E é bom e ruim saber como tudo termina. E, por favor, que eles não mudem o final de nenhum personagem. De um deles eu até ficaria feliz, mas sejamos realistas. A série está rodando, espero que a terceira temporada saia logo, e se você ainda não entendeu, eu indico os dois: seriado e livro.

Alerta de spoiler.


73 dias. Esse foi o tempo que passei assistindo How I Met Your Mother. Pode ser contado em dez semanas, ou dois meses, fato é que minha vida parou por causa desse série, mas valeu cada momento. Muita gente não gosta do final, mas acho que apesar de querer mudar algumas coisas, como já foi dito, essa série nunca foi sobre o destino, e sim sobre a jornada. Ted e Robin nasceram para ficar juntos, só não era a hora certa. Tudo pode ter sido um pretexto para que Ted conseguisse os filhos que tanto desejava, mas estava lá desde o começo. Os dois precisavam amadurecer antes de ficarem juntos.

Aprendi tanto nas últimas semanas que fica até difícil contar. Esse não é um texto de despedida, apesar de não saber o que falar. Assisti à série semanalmente, vários episódios por final de semana, e terminei antes de perceber. Mesmo sem a última temporada no Netflix. How I Met Your Mother me trouxe momentos que quero levar para a vida inteira, e assim como os personagens, acredito em sinais do universo, e o universo colocou esse seriado na minha vida na hora certa. Eu sou um pouco Ted, eu sou um pouco Robin, eu sou um pouco Lily, eu sou um pouco de cada um. Nunca uma série de TV me fez questionar tantas coisas, e eu nunca terminei nenhuma série. Até ontem.

Nós demoramos a conhecer a mãe, Ted definitivamente não serve para contar histórias e não sabe o que é ser sucinto, mas repito, valeu cada momento. Nove anos, nove temporadas, cinco personagens incríveis. Cada pequeno detalhe dessa história acaba fazendo sentido no final, e mesmo que eu queira mudar alguma coisinha, no fundo, eu não mudaria nada. Não é como se a série fosse perfeita, mas quem disse que quero a perfeição? A vida também não é perfeita e estamos aqui do mesmo jeito. Eu aprendi mais lições do que consigo contar com esse seriado, e eu sei que falta coerência nesse texto, mas ele não foi escrito de uma vez só, foi escrito durante toda uma temporada, a última. E fiquei um pouco nostálgica. Eu não queria que How I Met Your Mother tivesse chegado ao fim, queria continuar acompanhando a vida desses cinco personagens, dessas cinco pessoas, desses cinco amigos. Foi esse sentimento que a série me passou durante as nove temporadas, que Marshall, Lily, Robin, Ted e Barney eram meus amigos. Foi aquela sensação de sentar na varanda e saber como foi o seu dia. Já gostei de muitas séries, mas nunca amei nenhuma. Agora eu amo.

Quantos textos eu já escrevi depois de uma maratona, quantas vezes parei para me questionar e não consegui assistir mais nenhum episódio naquele dia, quantas noites eu quase virei com essa série. Não chorei no final, mas ficou aquele sentimento de vazio, e durante a série eu chorei, eu ri, e peguei manias. How I Met Your Mother. Com How I Met Your Mother eu aprendi que não dá para planejar a vida como um prédio, você precisa viver e ela se projetará sozinha. Que tudo bem cometer erros. Que certas coisas precisam chegar ao fim para que coisas melhores tomem seu lugar. Que é preciso dar adeus às coisas ruins. Aos momentos que se sentiu perdido. Aos momentos que houve um não, ao invés de um sim. Aos arranhados e machucados. A toda mágoa. Que tudo bem acreditar no universo e que tudo bem também não acreditar, o que não se pode é perder a esperança de que coisas boas acontecem. Que nem toda noite - ou dia - precisa ser legendário. Que é preciso se arriscar de vez em quando. Bros before hoes. Que não vale a pena se apegar ao passado, você tem que deixa-lo ir. E acho que talvez o ensinamento mais importante, que há várias pequenas coisas que fazem as grandes coisas acontecerem.