Alerta de spoiler.


73 dias. Esse foi o tempo que passei assistindo How I Met Your Mother. Pode ser contado em dez semanas, ou dois meses, fato é que minha vida parou por causa desse série, mas valeu cada momento. Muita gente não gosta do final, mas acho que apesar de querer mudar algumas coisas, como já foi dito, essa série nunca foi sobre o destino, e sim sobre a jornada. Ted e Robin nasceram para ficar juntos, só não era a hora certa. Tudo pode ter sido um pretexto para que Ted conseguisse os filhos que tanto desejava, mas estava lá desde o começo. Os dois precisavam amadurecer antes de ficarem juntos.

Aprendi tanto nas últimas semanas que fica até difícil contar. Esse não é um texto de despedida, apesar de não saber o que falar. Assisti à série semanalmente, vários episódios por final de semana, e terminei antes de perceber. Mesmo sem a última temporada no Netflix. How I Met Your Mother me trouxe momentos que quero levar para a vida inteira, e assim como os personagens, acredito em sinais do universo, e o universo colocou esse seriado na minha vida na hora certa. Eu sou um pouco Ted, eu sou um pouco Robin, eu sou um pouco Lily, eu sou um pouco de cada um. Nunca uma série de TV me fez questionar tantas coisas, e eu nunca terminei nenhuma série. Até ontem.

Nós demoramos a conhecer a mãe, Ted definitivamente não serve para contar histórias e não sabe o que é ser sucinto, mas repito, valeu cada momento. Nove anos, nove temporadas, cinco personagens incríveis. Cada pequeno detalhe dessa história acaba fazendo sentido no final, e mesmo que eu queira mudar alguma coisinha, no fundo, eu não mudaria nada. Não é como se a série fosse perfeita, mas quem disse que quero a perfeição? A vida também não é perfeita e estamos aqui do mesmo jeito. Eu aprendi mais lições do que consigo contar com esse seriado, e eu sei que falta coerência nesse texto, mas ele não foi escrito de uma vez só, foi escrito durante toda uma temporada, a última. E fiquei um pouco nostálgica. Eu não queria que How I Met Your Mother tivesse chegado ao fim, queria continuar acompanhando a vida desses cinco personagens, dessas cinco pessoas, desses cinco amigos. Foi esse sentimento que a série me passou durante as nove temporadas, que Marshall, Lily, Robin, Ted e Barney eram meus amigos. Foi aquela sensação de sentar na varanda e saber como foi o seu dia. Já gostei de muitas séries, mas nunca amei nenhuma. Agora eu amo.

Quantos textos eu já escrevi depois de uma maratona, quantas vezes parei para me questionar e não consegui assistir mais nenhum episódio naquele dia, quantas noites eu quase virei com essa série. Não chorei no final, mas ficou aquele sentimento de vazio, e durante a série eu chorei, eu ri, e peguei manias. How I Met Your Mother. Com How I Met Your Mother eu aprendi que não dá para planejar a vida como um prédio, você precisa viver e ela se projetará sozinha. Que tudo bem cometer erros. Que certas coisas precisam chegar ao fim para que coisas melhores tomem seu lugar. Que é preciso dar adeus às coisas ruins. Aos momentos que se sentiu perdido. Aos momentos que houve um não, ao invés de um sim. Aos arranhados e machucados. A toda mágoa. Que tudo bem acreditar no universo e que tudo bem também não acreditar, o que não se pode é perder a esperança de que coisas boas acontecem. Que nem toda noite - ou dia - precisa ser legendário. Que é preciso se arriscar de vez em quando. Bros before hoes. Que não vale a pena se apegar ao passado, você tem que deixa-lo ir. E acho que talvez o ensinamento mais importante, que há várias pequenas coisas que fazem as grandes coisas acontecerem.

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