Quando eu era criança o que eu mais gostava de fazer era sentar na porta da sala e observar os pássaros. Os pássaros sempre foram seres incríveis para mim. E uma vez cogitei ser um pássaro. Pássaros são livres, pássaros voam. Dentro de nós, pacientemente esperando, há um pequeno pássaro aventureiro. Esperando que finalmente possamos abrir nossas asas sem medo e encarar nossos sonhos infantis como mais que apenas sonhos. Sonhar é grande demais para uma garotinha de oito anos. O que quero dizer é que, mesmo sem querer, a infância molda quem vamos ser como adultos e minha criança interior sente falta de apenas sentar e observar os pássaros. Se posso mandar um recado para a Eu de qualquer época, se tudo estiver complicado demais menina, sente na porta da sala, na varanda ou seja lá onde você está e observe os pássaros, eles lhe mostrarão o que está faltando. Pouco a pouco vou abrindo minhas asas e aprender a voar é um exercício maravilhoso, e depois que você aprende, ah, não tem mais volta.


Passei a acreditar firmemente que a moça não vai dar minhas férias mês que vem e já desisti de tentar, mas o avisado não sai caro. Ao mesmo tempo que estou super empolgada com a viagem pro Rio de Janeiro, tô super nervosa, com medo, desesperada, querendo fugir pra bem longe do aeroporto, cogitando passar sei lá quantas horas num ônibus de viagem. Mas aí eu lembro da viagem pra Montes Claros e da minha bexiga pequena, e deixo pra lá. Espero realmente não passar o Natal desse ano comendo mini pizza, miojo e assistindo TV.

Falando em Natal, esse ano a magia anda fraca por aqui, mesmo cercada de enfeites natalinos e pisca-piscas, e eu achei que não ia entrar no clima, até que assisti A Origem dos Guardiões. Não é bem um filme natalino, mas conta com a presença do Papai-Noel como um dos personagens principais. O filme nos conta a história da luta dos guardiões da infância contra Breu, o rei dos pesadelos. Com toda uma vibe Peter Pan, os guardiões só existem se as crianças acreditarem que eles existem. O filme gira em torno principalmente de Jack Frost, o mais novo guardião escolhido pelo Homem da Lua, que precisa se unir aos outros quatro para lutar contra os pesadelos.

Eu adorei como o filme conseguiu me fazer acreditar em um Jack Frost mesmo nunca tendo entrado em contato com a neve. Apesar da minha Fada do Dente morar em cima do telhado e nunca ter me deixado presentes, meu Coelho da Páscoa ser a minha avó e eu saber que o Papai-Noel não mora no Polo Norte, a mensagem que o filme deixa é linda, e me fez lembrar que mesmo que eu não tivesse essa fantasia na minha infância, eu posso ser a fantasia de alguém. É aquele sentimento bom que vem toda vez que leio a cartinha que adotei ano passado.


Falando em Natal de novo, entrei num clima faça você mesmo, mas não tenho o dom pro artesanato, na terceira bolinha de barbante, desisti. Eu pulo tanto de um assunto pra outro que você deve estar achando que vou pro Rio pro natal, não, eu vou é pra Ituiutaba mesmo, o Rio de Janeiro é outra história. Já tem um tempo venho querendo cultivar uma plantinha, comprei um Kindle e mal vejo a hora desse ano acabar. Às vezes tenho a sensação de que estou andando em círculos.

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