Esse é mais um daqueles textos escritos às pressas. Uma daquelas cartas jogadas debaixo do portão. Sem selo, sem remetente. Mas é pra você, exclusivamente. Mais um daqueles poemas sem começo nem fim. Eu escrevo esse texto para você e não me importo com os erros, são palavras vomitadas.

Sopradas ao vento, aleatoriamente.

Por você, escrevo. Por tudo. Pela lembrança. Pelas memórias. Pela chama que não quero que se apague. Escrevo a fim de não te perder. Escrevo como se segurasse sua mão, com o medo de te largar e você desaparecer.

Escrevo, gravando cada uma dessas palavras bem fundo na pele.

Escrevo sem pausa. Sem vírgulas. Sem dó da página que sangra tinta de caneta velha e pó. Escrevo mesmo que meus braços estejam cansados. Escrevo mesmo cansada de tentar te entender. Eu escrevo sobre você. Eu não deveria te dedicar tantas linhas. Ninguém recebeu tantos textos como você. Você cantava essa música, e eu cantei com você.

Para começo de conversa, eu não planejei me apaixonar. Mesmo que nesse caso, apaixonar-se seja uma palavra forte. Só que você acendeu sentimentos antes enterrados e escondidos a setenta chaves. Sentimentos que evito visitar por medo de me machucar e deixar gostar, pois nunca gostei de gostar, por nunca ser recíproco, ou pelo menos, nunca saber se é recíproco. Então eu escondia, não muito bem, confesso.

Da primeira vez que eu te vi, vi que era tarde demais.

Naquela primeira troca de olhares, naquele primeiro boa tarde, naquela primeira conversa, você já me tinha nos braços. Não que eu acredite em amor à primeira vista, mas aconteceu. E eu neguei, e de vez em quando ainda nego, e me pergunto o que foi que eu vi em você. Nem eu mesma sei. Eu sou uma romântica incorrigível e isso me faz florear, e mesmo que eu queira ser sua amiga, eu sei que nunca conseguirei, pois não sei separar todos esses sentimentos. Não que eu não goste de você como amigo, mas certas coisas não se devem imaginar com amigos. Talvez você seja o que sobreviva a esse turbilhão, mas não acredito que isso vá acontecer. Quantos já passaram por esse coração? Não quero fazer parecer que você é só mais um, nenhum deles ganhou tantos textos como você, e nenhum deles foi lido mais do que por mim, e daqui alguns meses, talvez, essas palavras não façam mais sentido e você, claro, nunca vai saber, mas vou guardar os bons momentos como sempre.

É para isso que eu escrevo.

2 Comentários

  1. Que texto visceral! Senti uma urgência durante toda a leitura, sempre me perguntando se era ou não real. Baseando em vivências pessoais ou não, você arrasou. Até fiquei sem fôlego com o ritmo! <3

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    1. Vou deixar na imaginação o que é ficção e o que é realidade, hahaha (T▽T)

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