Acho que eu não deveria começar essa retrospectiva no dia 12 de dezembro, mas é o tem pra hoje. 

Só por motivos de preciso pensar.

2015. Não odiei. Na verdade, foi um bom ano e isso pode mudar nos próximos dezenove dias, mas acho meio difícil isso acontecer. Durante o ano eu fui anotando as coisas que foram acontecendo na minha vida e fiquei assustada com a quantidade de coisa bacana que consegui fazer e me aconteceu. Apesar de ter sido meio relapsa nos três primeiros meses. Apesar dos perrengues, dos choros e da desilusão, eu amei 2015 de um jeito que nunca amei nenhum outro ano. Esse ano eu finalmente fiz coisas. Eu era aquele tipo de pessoa que nunca levava nada pra frente, desistia na metade ou só ficava no campo das ideias, mas esse ano tudo mudou. Confesso que achei que dezembro seria um mês meio bosta, mas por enquanto (e que continue assim por favor nunca te pedi nada) está tudo muito bem obrigada. O negócio é que aprendi a lidar (um pouco) com a vida. E claro que continuo fazendo umas cagadas tipo dormir tarde tendo de acordar às 07:00 da manhã *cof cof*, mas isso é o de menos. Sabe aquela lista intitulada "Em 2015..."?  Foi um custo, mas eu parei de temer o futuro e o desconhecido. E, tudo bem, às vezes eu ainda me estresso, mas com certas pessoas, não dá. Eu não me cobro mais loucamente. Levo "curtir o momento" muito a sério. Sofrer por antecedência é um talento natural, mas venho parando aos poucos. Assim como terminar o que eu começo é uma coisa que venho tentando fazer, mas são passinhos de formiga. Resolvi experimentar cerveja e batizei o Uberlândia Food Truck Festival como o dia oficial da experimentação, experimentei maquiagens diferentes do que estava acostumada, experimentei ser feliz, para variar. Não suporto mais ver meu quarto desorganizado. Aprendi a desapegar. Descobri que nada de bom acontece depois das duas da manhã, mas continuo subestimando o poder de dormir antes da meia noite. Velhos hábitos nunca morrem.

Em março eu pude admirar a beleza do meu certificado de graduação no curso de fotografia depois de um ano e meio onde eu quase desisti e no mesmo mês voltei para meu antigo projeto na empresa onde eu trabalho, onde cinco meses depois uma colega de trabalho me contrataria como fotógrafa de seu casamento. Em 2015 eu aprendi que a vida não tá nem aí pros nossos planos e acontece como tem que acontecer - tudo isso poderia ser uma história completamente diferente se minha escolha lá em abril de 2014 tivesse sido outra. E eu não mudaria nada. E em abril eu abri o que seria meu primeiro "portfólio", que é só um Tumblr com um monte de fotos aleatórias - o Full of Daisies. De maio a junho voltei pro YouTube, mudei de cargo e escrevi texto pro crush, daí veio julho com meu aniversário, uma viagem longa demais da conta, crises e aprendi que quando as coisas estão predestinadas a dar errado, elas vão dar errado - e que é quase impossível mijar (desculpa gente, mas eu falo assim) de meia-calça, vestido e salto alto. E então agosto com o ensaio, o casamento, cinco anos de desabafos e lamentações, um filme de terror no cinema quando na verdade eu queria assistir Pixels, mudança do layout, uma espécia de viagem sozinha pro casamento (uma hora de pouco de viagem pra outra cidade, não deixa de ser uma viagem) (com direito à senhora puxando conversa) (e eu super tensa porque "meu deus tô viajando sozinha socorro"), Netflix entrou na minha vida e, ufa, chega de agosto.

Setembro passou tão rápido que nem vi. Só sei que saí, me diverti horrores, me perdi no meio da festa (literalmente, isso não foi modo de dizer, eu realmente me perdi lá no meio) e puxei conversa com um boy que não deu bola mas: caguei. A maquiagem entrou na minha vida. Voltei a ter diarinho. E outubro aconteceu. Mais crises. Resumindo 2015 em uma imagem:

primeiro semestre/segundo semestre

Em outubro vieram questões, o pilates aconteceu por um dia, completei minha coleção de Sailor Moon (mas não acabei de ler ainda) e arrumei um novo layout pra cá, mas só vou trocar ano que vem (é com tema de Harry Potter <3). Em novembro terminei How I Met Your Mother e apenas melhor série (a única que terminei, rs), completei minha "coleção" de maquiagem, comprei um Kindle e depois chorei por não ter esperado a promoção e entrei numa ressaca literária sem fim. E estamos em dezembro. Há doze dias. Não vou falar pro ano acabar mais rápido nem nada, apesar de já ter dito isso no Twitter, acho. 2015 foi um ano de realizações, quais eu não tinha nem imaginado e acho que não ter colocado uma meta para 2015 foi o que fez a diferença. Na verdade, eu só tinha uma meta: fazer as coisas ao invés de só querer fazê-las, e eu fiz todas as coisas que eu queria. Hoje não voltaria no tempo parar fazer nada, muito menos não fazer. Por esse ano só tenho à agradecer seja lá o que os próximos dias vão me trazer.

2 Comentários

  1. 2015 não foi o ano mais fácil da minha vida, mas ele certamente foi melhor do que 2014. E espero que 2016 siga essa tendencia e seja melhor do que 2015, hahaah! É bom quando a gente coloca no papel (ou na internet?) as coisas que a gente conquistou, dá pra se tocar que apesar dos pesares e tretas, a gente conseguiu muita coisa sim. E eu nem sabia que você trabalhava com fotografia, olha que legal =D acho que isso de fazer coisas ao invés de só querer é determinante pra nossa felicidade, ou a gente meio que fica frustrada, enfim, hahaha. Beijos.

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    1. 2015 me mostrou que as coisas acontecem do momento que a gente corre atrás, coisa óbvia porém sempre preciso daquele empurrãozinho pra abrir os olhos. Que venha 2016!

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