Pra começar a conversa, curiosamente há um ano eu dizia que março nunca foi um mês amigável comigo. Em 2014 eu o chamei de conturbado, louco e desnecessário. Em 2013 eu estava em uma bad sem tamanho. Não vou nem voltar no tempo mais. Normalmente março é o mês onde eu começo a questionar a vida o universo e tudo mais, é o mês que demora uma eternidade pra passar e é quando eu começo a andar em círculos porque meu deus o que tô fazendo com a minha vida???!?!??!!!?! Mas eu não fiz isso esse ano. Na verdade eu continuo achando março longo sim por algum motivo inexplicável, mas esse mês eu simplesmente sentei de frente pra uma árvore no quinto dia de Outono e agradeci. Agradeci pelas conquistas que tive até hoje, agradeci pelos bons ventos que essa época traz, agradeci pelas velhas folhas caindo para que novas germinem, agradeci pela pessoa que estava do meu lado naquele dia e que me deixou curtir esse momento comigo e com a estação. Eu já disse em algum momento que abstrai janeiro e que meu ano começou em fevereiro, mas sejamos sinceros, janeiro tava lá sim, não dá pra negar. Nesses três meses eu até fiz muita coisa, só não foi o tipo de coisa que você consegue apontar e gritar "olha lá" (a coisa), daí veio esse março que normalmente me deixa na mal, mas só posso dizer uma coisa: parece que o jogo virou não é mesmo? Agradecida também aos amigos por me darem luz e colocarem juízo na minha cabeça porque vou te contar que faço umas merdas e faria uma bem grande com essa impulsividade toda. E só porque comentei, no mesmo dia que comecei esse texto rolou uma crise existencial. Enfim, março.

Esse mês eu não terminei de ler nada, só fiquei em um limbo entre Orgulho e Preconceito e Guerra dos Tronos, e de filmes assisti só um que foi Meia-Noite em Paris (2011) que conta a história de um escritor que viaja no tempo e encontra seus ídolos na antiga Paris. É um bom filme, gostei bastante e dei quatro estrelas (seriam três filmes se os players de 500 dias com ela e Brilho eterno de uma mente sem lembranças tivessem funcionado). E em março certa pessoa entrou de vez na minha vida (e se você estiver lendo isso, eu já disse e repito, não repara a bagunça ♡). E eu fiz esse mês muito mais do que posso dizer, mas se quer uma dica, na dúvida dê uma chance, a vida pode te surpreender. De música eu voltei a ouvir bandas nacionais (obrigada, M!) e Tópaz entrou na minha vida.

Dos links, confesso que fui bem repetitiva:
te conheço pouco, mas  te quero muito
constelações
e tudo mudou
17 again
independência
fases de casal
você não é obrigada a nada
quero muito mais dessa coisa gostosa que se chama amor
nada vai mudar o passado, mas encontrei um outro presente
desculpa (por existir e por me desculpar tanto)
I am. I am. I am.
dorme comigo?
simples assim

Até a próxima!

É uma verdade universalmente conhecida que sou mulher. É outra verdade universalmente conhecida que morro de cólica todo fim de mês. O inferno que chegou segunda e que eu espero que vá embora amanhã me deixa com uma vontade imensa de deitar e morrer (e acordar uma semana depois). Uma semana que era para ser só mais uma semana se torna improdutiva e irritante, eu mudo de humor de cinco em cinco minutos e fico mais sensível que *insira seu exemplo de coisa extremamente sensível aqui*, com direito a chororo por uns dias. Acho que nesses quatro dias eu devo ter chorado em três por absolutamente nada. Eu me arrasto todos os dias pela vida para o trabalho e sigo me arrastando e desejando um banquinho pra sentar no ônibus, sorte minha sentei todos os dias essa semana, você acredita em milagres? Tô começando a acreditar. Cansada demais para existir, meu corpo tá aqui, mas minha alma tá se contorcendo na cama. Viro um vampiro por não aguentar claridade, mas nem sou o tipo que brilha no sol, sou do tipo que derrete mesmo. Corpo quente, porém sentindo calafrios, suando sendo que nem está calor. Fraqueza, sono frequente. Tudo isso em quatro dias. E todo mundo já deve estar de saco cheio de eu reclamar tanto da cólica.

Sim, isso foi só um desabafo.


Desde que assumi os cachos já ouvi de um milhão de pessoas diferentes formas de usa-lo, como ele ficaria lindo assim e assado, e como ele é incrível quando está todo definido. Mas acontece que essa definição linda e intocada só acontece no dia da lavagem e eu não tenho saco pra gastar meia hora do meu dia arrumando o cabelo, e não é nem saudável lavar ele todo dia. 

Quando eu comecei a usar o cabelo cacheado eu morria de medo que ele ficasse fora de lugar, mas foi aí que percebi que meu cabelo não tem lugar. Ele tem vida própria e fica do jeito que ele quer, quando ele quer. E até em dias de lavagem ele consegue ficar com frizz de vez em quando, e vai ter frizz sim. Meu cabelo é o típico cabelo cacheado dos comerciais, forma cacho fácil, definição é regra, mas tem uma coisa que os comerciais não contam: até aquele cacho perfeito se desmancha em uma noite bem ou mal dormida, fazendo ou não milagre pra evitar amassar, seja coque abacaxi, fronha de seda ou o que mais eles inventem para não desfazer os cachos durante à noite. E pra quem tem o cabelo no ombro e não consegue prender sem desmanchar a maioria dos cachinhos? Obviamente nem me dou ao trabalho.

Depois de muito tempo paranoica com a forma do meu cabelo, hoje eu dou risada da situação em que ele acorda ao lado do namorado que da risada junto tentando consertar a bagunça que ele mesmo ajudou a fazer. Hoje eu posso aparecer com o cabelo completamente definido e "no lugar", mas pode ter certeza que amanhã ele estará completamente diferente e tudo bem. Sou tão camaleão quanto meu cabelo.

E vai ter frizz sim.

Sobre dicas disfarçadas de críticas:


Olá, pessoa! Desde janeiro eu venho usando um produto clareador de manchas de acne, e ele vem funcionando maravilhosamente bem, e desde que eu percebi os primeiros resultados fiquei meio obcecada com cuidados com a pele e resolvi compartilhar o que tem de bom por aqui.


Seguindo a ordem de uso, eu começo sempre lavando o rosto e tirando a maquiagem quando eu chego em casa (e vamos fingir que eu nunca dormi de maquiagem, shhh). Eu uso o demaquilante bifásico da Make B. nos olhos e no restante do rosto o sabonete demaquilante da Quem disse, Berenice?


O próximo passo depende. Aqui eu posso seguir com o kit da Clinique e dar foco para a loção clareadora que acabou com as minhas manchas <3


Ou fazer uma esfoliação mais pesada com o kit da Mary Kay.


Ou fazer peeling com a máscara da Anna Pegova, é daquelas que você deixa secar na pele e puxa pra sair como se fosse uma cola.


E depois de usar essa máscara eu gosto de limpar novamente o rosto com o mousse de limpeza da Clinique.


Para a área dos olhos eu estou usando esse creme hidratante que ganhei de brinde na Sephora. Seria loucura dizer que meus cílios parecem mais macios? 


E quando resolvem nascer espinhas o melhor gel secante que já usei foi esse da Clinique, foi coisa de no dia seguinte ela já ter desaparecido quase completamente.


Antes de começar a cuidar assim da pele eu só tinha esse kit da Avon, mas o esfoliante fazia meu rosto arder e o gel secante não faz milagre.


Para não tirar todo o crédito dele, a espinha não some, mas ela realmente seca, mas ainda prefiro a Clinique.


Por fim uma comparação das texturas dos esfoliantes da Avon e da Mary Kay. Como da para ver o da Avon é bem mais grosso e parecem pedrinhas, o da Mary Kay já é mais areia por assim dizer.


Eu sei que parece coisa demais, mas só de sentir a pele lisa e sem marcas de espinhas passadas já fico feliz em me olhar no espelho. Nunca tive problema de sair sem maquiagem, mesmo com as manchas, mas não tê-las é melhor ainda. E utilizar um produto que começou a fazer efeito em uma semana te deixa mais feliz ainda por saber que o investimento valeu muito a pena.


ps.: eu preciso citar aqui também que eu uso protetor solar, só que esqueci de fotografá-lo e ps².: de vez em quando eu uso esse tônico que foi um dos primeiros produtos para pele que eu comprei, mas no geral ele não tem nenhuma função especial, minha loção clareadora também funciona como tônico, então deixo com a minha mãe.

Por hoje é só!

Foi-se o tempo em que eu conseguia tirar uma foto por dia e postar no Instagram religiosamente. Parece que quando eu fico muito tempo sem praticar, eu perco o ritmo e parece que perdi o ritmo de final do ano passado pra cá. Ultimamente ando com vontade de fotografar comida e de voltar ao Parque do Sabiá, toda vez que vou lá faço alguma coisa diferente. Acho que essa falta de inspiração vem do não tentar coisas novas, não sair do lugar comum. Eu tenho vontade de tentar um monte de coisas, mas acabo sempre na minha zona de conforto.


Chica é a câmera analógica da família. Falando assim parece uma coisa grande, mas é só a câmera que já está aqui desde antes de eu nascer, que eu me lembre. A última vez que brinquei com ela tirei um monte de fotos aleatórias, a maioria do meu gato, e fiz até um mural no quarto.

Sair da minha zona de conforto, também conhecida como meu quarto. Já fotografei muitos livros. E também preciso cair na real que lidar com (muita) gente não é a minha praia. Ensaios com uma ou duas pessoas, ótimo. Super eventos? Nem tanto. E ir pra rua também quer dizer literalmente a rua, não só o Parque do Sabiá.

E estudar mais. Fazer especializações em algumas áreas. Estudar minha própria câmera. Eu sinto falta de estudar at all.

E não, esse texto não tem conclusão e nem resposta pra pergunta do título.

Eu faço parte da grande maioria que segundo estudos odeia a segunda-feira. Por motivos óbvios, de volta a realidade, etc etc, eu sempre deixo a segunda-feira simplesmente passar como se ela não estive ali mas ela está, daí hoje, inconscientemente, eu fiz uma coisa diferente. Bem besta, mas diferente. Eu tomei um café da manhã de verdade, com direito a pão na chapa e tudo.

Entenda.

Eu não sou uma pessoa cafés da manhã, o que eu faço é simplesmente acordar e tomar uma caneca de leite variando entre leite com café e de vez em nunca um cappuccino de chocolate quando resolve fazer frio ou eu lembro de comprar o cappuccino. Não tem fotinha do super café pois só tomei consciência dele agora, desculpa.

Mas e esse insight? Acontece que li hoje a cartinha newsletter de ontem da Anna Vitória (que sempre consegue me fazer refletir sobre a vida o universo e tudo mais) e fiquei pensando em pequenas coisas da vida, aproveitar o dia, curtir pequenos momentos, sair da rotina, coisa e tal. Daí lembrei que tomei café da manhã. E quero tomar café da manhã mais vezes e fazer coisinhas que eu não costumo fazer mais vezes.

Em agosto do ano passado tive primeiras vezes e 2016 mal começou (ok que já estamos no meio de março), mas já tive um monte de primeiras vezes nesses dois meses e meio. 

A vida tem dessas. 

Pra hoje, não reclamar que é segunda-feira.
Pra vida, viver coisas novas (quase) todos os dias, mas que mesmo sem sair da rotina, eu consiga perceber as coisas boas que tem pra mim.


Chegou a hora de escrever pra você. 


Eu enrolei mais do que quero admitir, mas fato é que não escrevo por poder te dizer tudo o que eu quero pessoalmente. Seria só mais um texto. Mas escrevo hoje pra dizer que fiquei feliz em te conhecer e se pudesse te conheceria mais um milhão de vezes. Escrevo hoje por não poder guardar só pra mim esse sentimento, afinal as coisas boas foram feitas para serem compartilhadas. Escrevo hoje pensando em ontem e só de pensar em ontem já volto a ficar sem fôlego. Vivemos dez dias que soam mais como dez semanas, meses, ou anos.

Me pede pra ficar de novo e insisti pra que eu não possa negar. Me segura firme como você sempre faz. Dessa vez não me deixa partir. Me olha nos olhos, mas não tão de perto, você sabe que não consigo focar, e sorri, e deixa seu sorriso falar.


Sempre me achei boba por escrever, mas hoje escrevo pra você porque eu sei que você vai ler.

Sabe aquele carinho de dedo? Sabe quando você segura a minha mão? Me provoca pra me fazer sorrir? Faz cara de cachorrinho? Fala que meu gato é do mal? Me pediu pra ir pro lado negro da força? Sabe quando você conta suas histórias? Sabe quando você fala de crianças e seus olhos brilham de encantamento? Quando você fica bravo com o São Paulo ou irritado jogando FIFA? Quando você fica sem graça por eu estar prestando atenção em você? Sabe quando você virou minha pulseira, elogiou meu perfume e fez "cosquinha" no meu joelho? Sabe aquele dia? E aquele outro também? São por todos esses detalhes que eu gosto de você. Que eu gosto de estar com você. E por que eu quero estar com você. Você se diz o todo errado, mas são nos erros que você acerta, e de algum modo, você me acertou. No bom sentido.


Eu ilustrei esse texto com imagens de (500) dias com ela de propósito. É um dos seus filmes favoritos, mesmo que não seja uma história de amor e sim uma história sobre ele. E eu gosto da Zooey Deschanel. Na minha opinião, é os dois. Querendo ou não esse texto está cheio de referências que só a gente vai entender, e isso é ótimo, pois por enquanto essa história é só nossa e de mais ninguém.

Eu te äcelum disperilo siuoso.