Perdão pelo trocadilho.


Atrás de um gif para ilustrar esse post, achei menino Ted nos arquivos, e ele como sempre sendo minha voz interior: "Se você não está com medo, você não está se arriscando, e se você não está se arriscando, que diabos está fazendo?"

Esse ano ando voltando no resumo do mês do ano anterior, não para comparar, mas para fazer um balanço mesmo do que aconteceu naquele mês e ver se as coisas se repetem (espiral da vida? alguém?). Bom, fiquei doente igual ano passado, mas dessa vez foi a garganta e não fui parar no hospital. Até fui por vontade própria, mas cansada demais para lidar com o sistema de saúde. Na verdade fiquei com medo de ficar mais doente com tanta gente tossindo lá. Vim embora, fiquei tomando xarope, melhorei. A quem interessar meu notebook não deu pane esse ano. E estou me perguntando por que estou escrevendo esse resumo do mês no dia 21, acho que cansei de abril.

Então que eu deixei o resumo do mês de lado, a última semana foi super corrida e olha só, hoje é dia 29 e não tenho nada pronto :D

Falando do mês como um todo, muita coisa aconteceu, muita coisa esta no plano das ideias, muita coisa esta se transformando aos poucos e caminha para um lugar que parece maravilhoso. Apesar das crises existências que vem de tempos em tempos e de eu pensar mais que deveria no meu aniversário, eu estou bem e a vida esta boa. Meu ano - em questão de contar o tempo de aniversário em aniversário, esta ótimo. (Essa é a hora em que a internet cai e eu fico achando que vou perder o texto todo). Do dia 26 de julho de 2015 até hoje foi uma jornada cujo o capítulo só termina dia 25 de julho de 2016. Nos últimos nove meses eu fiz e aprendi bastante coisa, e tenho muito para viver nos próximos três, e apesar de toda aquela história de inferno astral que estará pronto para me atacar quando o Sol entrar em Câncer, sinto que esse ano esta diferente, em todos os sentidos. A sensação que eu tenho é que a cada crise eu cresço um pouquinho.

E, tudo bem, era para isso ser o resumo do mês de abril, mas acabei divagando, só que nem tudo quero compartilhar, sabe? Na verdade, só tem uma coisa anotada no meu balanço do ano: completei um mês de namoro (sim, estou "comemorando" mêsversário). Só, não tem mais nada anotado. São coisas sutis demais para escrever em palavras.

Saindo da minha vida pessoal, esse mês assisti três filmes, que foram:
03/04 - Interestelar (2014), e eu escrevi um texto só pra ele aqui no blog;
10/04 - De repente 30 (2004), sou apaixonada por esse filme e fiquei morrendo me medo de acha-lo ruim demais por causa da "regra dos 15 anos", continuo amando;
16/04 - Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004), um dos filmes favoritos da pessoa que vem sendo citada de vez em quando por aqui, assisti com ele ^^ (gostei bastante, mas preciso ver de novo)

Dos livros eu li O zen e a arte da escrita e ainda estou lendo A arte de pedir (mas já adianto que Amanda Palmer é meu espírito animal). Sim, comparado aos últimos dois anos tenho lido devagar em 2016, só que dos quatro livros que li esse ano, todos ganharam cinco estrelas, então tudo bem.

De música, não teve playlist dessa vez, mas esses dias eu desenterrei Planos Impossíveis da Manu Gavassi.


Pensando seriamente em fazer uma playlist com músicas brasileiras antigas que eu costumava ouvir...

Dos links desse mês:
nasce uma escritora
cotidiano
seu porto seguro
insight na madruga boladona {vídeo}
a pergunta que me faz travar
observando: sobre depois da tempestade
mulherzinhas
escrever também é um ato físico

Por fim eu tô querendo colocar o "assinar por e-mail" ali na barra lateral e fazer isso manualmente, uma vez por semana, só pra ter um contado mais direto com quem me lê aqui... É só uma ideia pra não deixar o FeedBurner fazer isso automaticamente, até porque eu acho três e-mails por semana coisa demais do mesmo canto (caso eu continue no pique de escrever sem parar igual esse mês). Claro que isso só vai acontecer se pelo menos uma pessoa tiver interesse, se você for essa pessoa prometo não te encher de spam - nem o saco, e ser leve (sem ser breve). E rimas ruins. Se me quiser na sua caixa de entrada é só me avisar no formulário abaixo ou clicar aqui. E responda sempre que quiser ^^

Posso morar na sua caixa de entrada?



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Ou, das primeiras fotos que tirei na minha vida.


Eu tinha 13 anos, era 2007, eu estava terminando a sétima série. Tinha uma excursão com a escola para o Hopi Hari. Até então minha mãe nunca tinha me deixado usar Chica, a câmera analógica, mas dessa vez ela deixou.


É engraçado olhar para essas fotos quase 10 anos depois e ver que mesmo não sabendo nada sobre técnica fotográfica (ou como usar uma câmera analógica) eu consegui criar composições tão... completas. Quer dizer, naquele dia eu só queria guardar aquelas memórias do jeito que eu estava acostumada, em álbuns.


Me lembro de ter fotografado o elevador por me lembrar a Torre Eiffel e depois de ir nele fiquei com as pernas bambas. Aliás não dá pra gritar na queda por causa do vácuo, por isso ninguém grita. Já nesse debaixo não fui por motivos óbvios...



A única foto que "editei", na verdade só consertei o horizonte porque estava torto (toc). E eu sei que essa debaixo não está grandes coisas mas é só pra falar que chegou a viciada em história (percebe Ivair o misticismo do cavalo).



Essa é uma das minhas fotos favoritas. E uma pena que o dia estava tão nublado. Quando a gente chegou o dia estava lindo, aí foi nublando nublando nublando... Não estou reclamando! Já disse por aqui em algum lugar que amo chuva e dias nublados, já a Chica não pode dizer o mesmo...



A foto abaixo grita "regra dos terços".



Pensando em trazer algumas fotos com a analógica pra cá, e a intenção é fazer como nos velhos tempos e não mexer no resultado final. Que tal?

Depois de séculos aproveitei o feriado da semana passada para colocar a câmera de volta no pescoço e fui andar a esmo pelo Parque do Sabiá, que continua igual. Só que dessa vez muito bem acompanhada, obrigada.



Diálogo real:
"Não posso ver estrada que faz curva, tenho que parar para fotografar, não sei porque"
"E aqui vemos uma fugitiva"
"O que? Quem?"
"A árvore"
~faz cara de dúvida~
"Estrada de cimento, árvore..."
"Ahhhhh"

E minha mãe ainda diz que sou "atenta", tsc.


Com você todo dia é primavera...


Minha lenda urbana favorita é aquela chamada Outono-Inverno.


Acho que vi um gatinho! Depois de mortos de tanto andar esbarramos com o próprio grumpy cat ^^





Por hoje é só!


Fecha os olhos, respira fundo, sente o cheiro da saudade, relembre as sensações, cai em sono profundo. Espera. Senta. Toma um café. Profundo como o castanho dos seus olhos. Fecha e abre três vezes, pisca rápido tentando não chorar, o óculos embaça como um vidro de carro, mas na verdade são seus olhos, tristes, que nunca enxergaram muito bem. A névoa espessa cobre a bela visão do brilho que esses olhos um dia tiveram, brilho de céu, olhar de céu, nas nuvens. O temporal passageiro virou tempestade, as gotas de chuva engrossaram uma a uma, alagou a alma, ou o contrário. Chorou tanto que ficou vazia e esfriou. E assim ficou. Seca como as folhas de outono.


Abre os olhos, encara a alma que saiu com o choro, recolhe os pedaços, varre as folhas secas pra longe. Pisa e escuta quebrar, estilhaçar. Crocante. Não sangra. Deixa o vento levar o que sobrou da amargura e olha bem quem está a sua frente. Repare pela primeira vez no contorno dos olhos de quem te encara de volta. Num cinza azulado - ou azul acinzentado, como quiser. Teus olhos, castanhos. Que no sol ficam da cor do mel que me derreto quando olho pra você. Faísca. Sai do sol e deixa o castanho dos olhos brilhar. 


Ultimamente pra onde eu olho tem fotos de toys (e isso é legal!), e até tentei escapar da onda mas não consegui depois comprar Finn e Jake de presente pro M. Eles são tão fotogênicos <3 



Eu me dei a Princesa Caroço mas só depois percebi que a feição dela está pacífica demais nessa edição.



Por hoje é só!

Sinceridade. É disso que Ray Bradbury falou o livro inteiro. Sinceridade consigo mesmo, sinceridade com as palavras. Guardar cada memória vivida e então quando ela quiser explodir, deixa-la vir da forma como quiser. 

Escrever sobre o cotidiano, mesmo que de forma indireta. Escrever sobre si mesmo. Daí lembrei do BEDA que teve em agosto do ano passado que fiquei me coçando para participar mas "de onde vou tirar 31 fucking textos?", daí eu percebi o quão pouco andei escrevendo nos últimos meses e quanto já escrevi só em abril. 

Bradbury fala de não ter vergonha dos velhos textos, e que tudo bem odiar 45 dos 52 que você escreveu em um ano, escrevendo um texto por semana, mas independente disso, é simplesmente continuar escrevendo e transformar quantidade em qualidade - já que o que se espera é que com tamanha prática, seus escritos melhorem com o tempo. 

Uma mistura de experiência pessoal com dicas pontuais (e um pouco de ar de auto-ajuda), saí do livro querendo escrever loucamente e colocar todos os meus sentimentos no papel, dos bons aos ruins, dos melhores aos piores dias. Escrever, olhando assim, é quase um casamento, principalmente quando se escreve sobre a vida real. Na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, a diferença é que nem a morte nos separa de nossas obras.

"E o que, você me pergunta, escrever nos ensina? Primeiro e mais importante, escrever nos faz lembrar que estamos vivos (...)."

« skoob »

Me reconhecer artista, reconhecer o que eu faço como arte, foi o primeiro grande passo para que eu saísse da inércia e assumisse de vez que eu sou fotógrafa. E viver da arte parece um conceito assustador. 

Não, fotografar não paga minhas contas, ainda, mas isso não quer dizer que nunca pagará, porque pela primeira vez eu quero lutar por essa realidade. E é muito fácil acreditar nisso na tela embaçada do notebook, na verdade o teclado embaçado, porque estou digitando sem óculos. É muito mais fácil acreditar nisso agora, no silêncio do quarto, às 01:39 da manhã quando eu deveria estar dormindo para encarar a vida real amanhã... mas aí percebo que aquela não é minha vida real, é minha vida sim, mas não a real. O que parece fácil agora é um pesadelo encarar pela manhã, porque a vida real que vou levando parece ótima, a ilusão da estabilidade, mas uma ilusão que nunca vai me fazer feliz. Corrijo, era um pesadelo. Agora o que eu mais quero é encarar minha vida real-real. O que tenho hoje é comodidade disfarçada de estabilidade até porque não estou no emprego mais estável do mundo - disse a pessoa que mudou de projeto três vezes, de cargo, duas. 

Se estou me reconhecendo como artista agora, por que esperar o ano todo para começar a investir em mim como carreira? Eu repito mil vezes que é o que amo e faria pelo resto da vida, então por que simplesmente não faço? Medo. Desde criança eu sempre fiz as mesmas coisas: escrevia e fotografava, com uma imaginação bem longe daqui. Fotografar mesmo eu só fui aos 13 anos (antes eu desenhava). Eu sempre fui das artes

"Quem trabalha com artes luta diariamente contra A Patrulha da Fraude, pois nosso trabalho em grande parte é novo e escapa a categorias prontas ou convencionais. Quando se é artista, ninguém te diz como ou bate com a varinha mágica da legitimidade. É você que bate na própria cabeça com uma varinha que você mesmo fez.. E você se sente um idiota ao fazer isso. Não existe o "caminho certo" para se tornar artista de verdade. Você pode achar que vai ganhar legitimidade se fizer um curso de artes, se for publicado, se for contratado por uma gravadora. Mas tudo isso é conversa mole e está só na sua cabeça. Você é artista quando diz que é. E é um bom artista quando faz outra pessoa sentir ou vivenciar algo profundo ou inesperado."

Você é artista quando diz que é. "Você é artista quando diz que é", foi quando li essa frase que percebi que quase tudo que fiz até hoje foi baseado na auto-sabotagem. Eu comecei porque eu quis e fui me podando mais e mais e mais. Já deixei escapar muita coisa. E ao mesmo tempo em que me mutilo de um lado do outro estou criando um site. Quando falamos de arte falamos de sentimento, e é tão difícil falar de sentimento que se torna difícil se dizer artista, porque você nunca sabe quando ou como tocará alguém. E confesso que ter apoio externo foi fundamental. Eu sempre fui impulsiva (precoce), mas de alguma maneira hoje eu penso antes de agir. Não muito, mas penso. Eu ainda tenho mil e uma dúvidas, acho que sempre vou ter, mas dar um passo de cada vez, viver um dia de cada vez, são coisas que estão sendo fundamentais para minha sanidade mental. Perdoa as crises existenciais e não desiste de mim?

"Se ama, volte"

Com quintal grande o suficiente para dois. Se não tiver casa, pode ser apartamento, mas com sacada com vista pra lua só pra ter certeza que ela vai iluminar quase todas as nossas noites. A casa não precisa ter vários quartos, dois ou três são suficientes para a família e eventuais visitas - as quais só são bem vindas se vierem de coração aberto, igual a gente. Procura-se casa para alugar, para onde possamos fugir de vez em sempre e quem sabe até se mudar pra lá. O contrato do aluguel não precisa expirar, a gente pretende ficar pra sempre.

Há muito eu não assistia um filme que me fazia pensar. De levantar da cama e ir até a janela olhar pro nada por alguns minutos, e foi o que aconteceu depois de assistir Interestelar. 

Posso não me envolver em muitas discussões sérias sobre política e etceteras, mas a questão ambiental sempre mexeu muito comigo. Não consigo lembrar qual foi a última vez que joguei lixo no chão ou se já fiz isso alguma vez (sou o tipo de pessoa que coloca o lixo na bolsa até encontrar uma lixeira), e não venho falar que sou a Senhora Meio Ambiente até porque não faço reciclagem como deveria nem nunca plantei uma árvore, mas então perceber que aquele futuro mostrado no filme é um futuro possível, me assustou. 

Poeira por toda parte, os recursos naturais cada vez mais escassos, o mundo precisando de fazendeiros aos invés de engenheiros. A comida está aos poucos acabando e pode ser o fim da humanidade para sempre. Não existe mais Planeta Terra. Seremos extintos para sempre a não que procuremos um novo lar.

Será que não vale a pena cuidar um pouquinho mais do único lar que temos hoje para que isso não venha mesmo a acontecer? O mundo vai ficando cada vez mais quente e a situação vai piorando a cada dia, e nós estamos ajudando a piorar com cada ato inconsciente (ou não) que praticamos no dia-a-dia. 

Em tempos de algorítimos (?), um milhão de marcas brigando por espaço na timeline e feeds bonitinhos, aqui estou eu tirando fotos do meu gato com a câmera do Snapchat só porque o filtro novo deixa (quase) tudo mais bonito, não que meu gato precise ficar mais bonito. Eu até tentei entrar nessa que padronizar o IG, eu acho lindo visualmente!, mas a verdade é que meu feed é um reflexo da minha vida e é tão bagunçado quanto ela.


Comecei o ano como é de se esperar, fotografando meu gato. A língua pra fora foi sorte, mas não tem como representar melhor essa criatura do que me olhando com cara de ódio mortal (risos). Pudim, e confesso que aquela colher me incomoda - mas, pudim. O colar de Pomo de Ouro que comprei na Lumus Store.


Em fevereiro meu feriado de carnaval foi resumido a panquecas com cobertura de chocolate, em algum momento tentei voltar pro #desafioprimeira e essa foto do All Star foi tirada no Snapchat, sou uma farsa.


Sendo conceitual (só que não) com esses quadros aqui de casa, juro que tentei poupa-los de fotinhas clichês de casal mas somos lindos demais pra deixar isso passar em branco (vai ter cara de maníaco do parque sim <3) e sempre terá foto de gato no meu IG, sorry not sorry.


Chegou a viciada em preto e branco. Mas às quartas usamos rosa. Estou adorando o fato de que aos poucos estou voltando pro IG e praticando, mesmo de forma simples. Tirar o peso da "responsabilidade" que é compor com uma câmera no pescoço e voltar a me divertir com isso era uma das coisas que eu mais estava sentindo falta. E principalmente parar de achar que tudo está uma bosta (vou nem falar de querer deletar algumas fotos).

Por hoje é só!

Na cidade tinha um circo com mais ou menos sessenta palhaços, e entre os sessenta tinha um que sempre andava na corda bamba. O Palhaço não gostava de altura, muito menos de correr riscos, apesar de saber que se caísse, lá embaixo lhe esperando havia uma rede de segurança. Chegou o dia da apresentação, nosso Palhaço subiu as escadas degrau por degrau, suando frio, apesar do semblante alegre. Chegou até o topo. Evitava olhar para baixo com medo da vertigem, e de cair. Abriu o guarda-chuva, respirou fundo. Colocou o primeiro pé na corda bamba que tremeu, e ele tremeu junto. Dessa vez olhou para baixo. Não tinha rede, não tinha nada. Enxergou apenas um vão. Estava alto demais para ver os espectadores? Ou o circo todo virou um buraco negro? Para onde iria se caísse dali? Para outro plano? Para outro planeta? Para uma nova realidade? O Palhaço olhou em frente encarando o outro lado da tenda e deu o primeiro passo. Abriu os braços. Deu o segundo passo. Respirou fundo. Terceiro passo. Tremeu. Quarto passo. Uma lágrima solitária escorreu por sua bochecha manchando a maquiagem. Quinto passo. Entregou-se à queda livre. Inconsciente procurou a corda, mas ela fugiu de seus dedos. Caiu direto e lento. A sensação é que o tempo tinha parado enquanto o Palhaço caía em câmera lenta. Fechou os olhos. “Devo alcançar a rede em breve”, pensou com o pouco de esperança que lhe restava. Não tinha rede. Bateu no chão de areia com força, mas mal sentiu dor. Desacordou no mesmo instante. Estava livre da corda bamba.

Depois de ler esse texto da Marina fui cavucar (que bela palavra) meu baú atrás dos livros que comecei e nunca mais terminei, e descobri que são sete, fora os que estão no Kindle (shhh). Não tenho nenhuma boa desculpa para não ter continuado a leitura desses livros, só que apenas não, não queria continua-los por N motivos, e vim compartilhar essa vergonha literária hoje.


It's kind of a funny story, Ned Vizzini
Eu comecei a ler esse livro em 2014, assisti ao filme e larguei o livro de lado, em partes por ser em inglês, em partes por preguiça. É uma boa história, que recomendo inclusive, e saiu tradução dele por esses dias (na verdade ano passado) com o nome de Uma história meio que engraçada (que desculpa, não gostei).

Treblinka, Jean François Steiner
Meu emocional não está preparado para voltar a ler sobre a Segunda Guerra Mundial.

Vivian contra o apocalipse, Katie Coyle
Eu ganhei esse livro de natal ano passado e do que li até agora (o prefácio rs), é um YA que em algum momento ganhará um toque de fantasia, só não estou no clima agora.

A Marca de Atena, Rick Riordan
Como já foi dito em algum lugar, me decepcionei com o tio Rick. Eu amo PJO, mas não consigo gostar de HDO, e me doi já ter todos os livros da série. Continua mais do mesmo, os livros são maiores do que precisavam ser e já deduzi daqui até o final e isso me desanimou completamente.

A lâmina da assassina, Sarah J. Mass
Amei Trono de Vidro, dormi nessa história que vem antes da história. O mal das continuações e das séries sem fim?

Deuses Americanos, Neil Gaiman
Parei na página 42 e esse livro está um tédio infinito, e queria ter começado Neil Gaiman por Oceano no fim do caminho.

O cavalo e seu menino, C. S. Lewis
Como já foi dito em algum lugar², eu amei o primeiro livro da série, do segundo gostei mas não amei, e no terceiro desanimei completamente, mas ainda tenho esperança de terminar de ler As Crônicas de Nárnia um dia (um dia).

¯\_(ツ)_/¯

Apesar do fatos apresentados, acabei de comprar dois livros novos que quero muito ler AGORA (e espero não perder o pique na metade), fora os não lidos que estão perdidos por aqui que juro que são poucos (fora também os livros que estou lendo a passos de tartaruga que são Orgulho e Preconceito, GOT e O Rei Arthur).

E você, o que andou lendo e não terminando por aí?


Mandar um coração pulsante sem querer quando você conhece a pessoa há duas semanas ou falar no diminutivo como se estivesse falando com o seu gato são problemas reais no aplicativo WhatsApp. E a ideia era escrever mais de uma frase sobre isso, mas? Zzzz, não.

Encaro o "publicar" do blog bem como o "enviar" da mensagem de texto, uma vez clicado em publicar, não tem volta, já foi jogado no ventilador. Claro que diferente da mensagem, da pra tirar do ar, editar, deletar pra sempre, mas eu vejo quase como arrancar aquela folha de caderno para a qual você não quer mais olhar, rabiscar é pouco, tem que arrancar e de preferência queimar também, sugiro reciclagem. E os rascunhos são como aquela última folha do caderno que ninguém usa a não ser para... rascunhos. Ou rabiscos. Letras de música, declarações de amor.

Meu sono anda infinito nas últimas semanas e olha que nem tenho dormido tarde. Minha mente está em um constante estado de nada, como quando você liga o rádio mas não está em sintonizado em nenhuma estação, fica só aquele zumbido. E, tudo bem, ter sonhado que estava dentro de um computador com uma pessoa insuportável me perturbando ajudou a ter uma noite horrível de sono. Saia dos meus sonhos, obrigada.

E é incrível como as pessoas com o tempo mostram quem elas são de verdade. Ser um babaca gratuito parece ser o maior talento de certos indivíduos e é triste ver gente que você gosta indo na mesma linha só para parecer legal e não perder a amizade. Que belo amigo, hein. Eu não gosto de brigar com as pessoas, nem de entrar em discussões de nenhum nível só por motivos de cansada demais para argumentar com quem só sabe falar gritando. Eu não sou obrigada. Fora o fato de ser tão maduro a ponto de não olhar mais na minha cara depois de levar uma bela e merecida patada. Doeu?


Negar eu poderia, mas a realidade é que se tratando do coração, eu pareço uma adolescente apaixonada. E como é bom ser adolescente de novo. Não largar o telefone esperando o WhatsApp apitar, como se estivesse esperando a pessoa entrar no MSN, repetir os Snapchats continuamente como se isso pudesse fazê-los durar mais tempo, ler mensagens antigas e ficar sorrindo sozinha, ler belas palavras durante a semana e vê-las se tornando realidade quando a gente se encontra. Ter 13 anos é mágico.

Mas é mais mágico ainda amar com o coração de adolescente, conversar sério como dois adultos e olhar pro futuro como dois velhinhos. É ter a maturidade dos vinte e poucos anos, mas com o gostinho de primeiro amor. É a sutileza da reciprocidade. É o saber que não importa qual seja a maré, tudo dá certo com um pouquinho de diálogo.

Já ouvi mil e um conselhos de como lidar com o amor e com os homens, mas não pretendo seguir nenhum. Vocês vão se enjoar, dizem. Não fica muito em cima, dizem. Não seja fácil, dizem. Seja a pessoa a terminar a conversa, dizem. Dizem tanto. O que não dizem é seja leve e deixa a vida acontecer.