Resolvi tratar maio com o contrário do que a última semana me tratou.

"Vivemos assim os dias à procura da amenidade dos pequenos nadas e da harmonia do universo." (Autor desconhecido)

Comecei a escrever este resumo do mês em um momento ruim, e depois percebi que eu estava bem, mas me sentia mal sem motivo algum. Dia 24 deu merda, e eu deveria ter percebido. Com metade do mês maravilhosamente bem e uma semana horrivelmente pesada, foi fácil desabar, mas depois perceber como dar a volta por cima foi como se eu retornasse como um jato para onde tentaram me tirar e temporariamente conseguiram. Maio foi um mês de altos e baixo, mas novamente mais altos que baixos e se tenho um recado a dar: not today, Satan. Not today.

Para maio tivemos portfólio físico, uma luminária do Batman, dois meses ao lado de uma pessoa incrível (que rendeu a maioria dos textos desse mês), voltei pro Flickr, comecei aquele projeto de 365 fotos com um tema super fofo, voltei as origens e pintei minha franja de azul verde (era para ser azul), senti necessidade de sair de casa para fotografar de novo (ando bem ativa e isso é ótimo), andei bem floral e voltei a desejar uma Instax pra chamar de minha -- enquanto isso me contento com a Chica que está carregada com 12 poses mas ainda não usei nenhuma.

Dos livros
Quem adivinha? Não terminei nada. Pausei sem motivo A Arte de Pedir que estava amando e li até a metade do sexto volume de Sailor Moon. Cadê a leitora? Alguém viu? Porém do pouco que li de Amanda Palmer já tirei bastante de sua história e pretendo terminar em junho e depois emendar Romance Moderno do Aziz Ansari que comprei junto.

Dos filmes
Scott Pilgrim contra o mundo aconteceu dia 14. Uma mistura de romance, aventura e quadrinhos, ao começar a namorar Ramona Flowers, Scott precisa derrotar seus sete ex-namorados malvados. O filme é bem divertido e dinâmico, o que não te deixa entediado em nenhum momento. E enquanto de livros estou uma vergonha, de filmes esse foi o trigésimo quinto do ano.
35 - 14/05 - Scott Pilgrim contra o mundo (2010) ★★★★★

Dos links
maio(r)
teoria da azeitona: equilíbrio no relacionamento
pedaços+momentos: um pouco de solidão
o que realmente importa no amor
o que acontece quando um escritor se apaixona por você?
esteja com alguém que...
a vida faz curvinha
felix felicis
espaço que a gente cria
quando você encontra a pessoa certa
você não é um fracasso | crise dos 20 e poucos {vídeo}
Maio. Obrigada.

Desde que te conheci tenho usado a palavra "plena" um bocado de vezes. É assim que você me faz sentir. Como se tudo fosse possível. Completa. Eu estou muito muito bem. Eu já te disse isso mais de uma vez, de várias formas diferentes, mas repito, estou muito feliz. Mais feliz do que jamais tenha percebido. Aquela felicidade que transborda. E pra você já deve ser texto antigo, mas hoje é domingo. Hoje foi um domingo com cara de sábado, mas foi domingo. 

A saudade já bate no momento em que percebo que está chegando a hora de me entregar, ou de você voltar para casa. Tento ignorar o relógio no domingo, só pra ver se a hora demora mais para passar, mas contigo as coisas voam e quando chego em casa parece que tudo fica em câmera lenta. Daí volto para meu estado normal de torcer para um sábado livre de novo e que a semana passe o mais rápido que ela conseguir. 

Amanhã maio termina, esse mês que foi regado de descobertas e eu só consigo ser grata à tudo. Toda vez que fecho os olhos seu sorriso invade a minha mente, sua risada me aquece o corpo e tenha certeza que vou me esforçar para você rir mais um milhão de vezes porque te ver feliz me faz feliz e novamente, plena.

Certo dia minha mãe me disse que testava os caras com quem ela namorava por três meses antes de lhes dar um pé na bunda se eles não conseguissem conquista-la. Todo mundo usa três meses como uma média para que se possa conhecer aquela pessoa com quem talvez você construa uma vida no futuro. Mas e quando você simplesmente se esquece disso e percebe que seus três meses estão chegando mais rápido do que você consegue perceber e que na verdade já parecem três anos? E quando os envolvidos gostam um do outro logo de cara e o universo simplesmente conspira para que eles fiquem juntos quase sem esforço? "When you find someone you want to keep around you do something about it", e foi o que fizemos e continuamos fazendo todos os dias e hoje é sábado, 28 de maio, em três semanas completaremos três meses e eu não poderia estar mais certa do quando quero te manter por perto e me deixa mais feliz ainda saber que você quer o mesmo, desde o começo, desde aquele primeiro encontro, atrapalhado, naquele banco desconfortável, naquela praça que agora é nossa, naquele 27 de fevereiro.
Eu não planejei esse texto, acho que é síndrome do domingo, apesar de ser sábado. Me vem a mente conversas que tivemos, segredos que trocamos, reconhecimento de causa e percepção da realidade. Os dispostos se atraem. Claro que a vida precisou mexer uns pauzinhos, mas olhar para trás e perceber que as chances da gente se encontrar eram mínimas, faz tudo parecer maior, e talvez seja mesmo. Eu tenho muita sorte, mas muita sorte mesmo de ter me esbarrado de primeira com você. Permita-me roubar suas palavras só por hoje. Destino? Ou acaso? Já estava escrito que era para ser assim? Foram tantas coisas que me levaram a você. E tantas coisas que te trouxeram até mim. Primeiro eu agradeço ao Joey. E depois as pequenas coisas que se juntaram nessa grande história.
Sábado, 30 de janeiro, uma visita inesperada de alguns parentes. Era meu primeiro dia de férias. Tudo o que eu queria era chegar em casa, tirar o uniforme e me jogar na cama. Mas minha cama estava ocupada, eu não estava muito bem, me enfiei no quarto dos meus pais com o notebook e lá fiquei esperando em vão a casa se acalmar, minha cama desocupar, e num momento de puro ócio entrei no túnel mágico que me levaria até você, eu só não sabia. Eu era Alice caindo pelo buraco do coelho e você estava lá embaixo me esperando. Estávamos traçando linhas paralelas e não sabíamos. Eu estava te esperando esse tempo todo e esperei o tempo necessário para que além de frases no seus status eu também me transformasse em cartas de amor. Nós nos encaixamos nesse grande quebra-cabeça que é a vida. E nossas duas histórias se fundiram.
"A gente não tinha nenhuma possibilidade de se esbarrar por aí, se... se... 0000000000.1% de acontecer, no máximo o que ia sair seria um olhar (...), quando me perguntam como te conheci, ressalto, foi o acaso. O universo conspirou muito a nosso favor, bem, vai lá, merecem ser felizes."

Merecemos. 
E muito.

Olá! Vez ou outra eu me pego brincando em aplicativos de fotos e por esses dias eu lembrei de como fazer dupla exposição no PicsArt, o que rendeu umas fotos bem legais (e outras bem bizarras)!


Eu pessoalmente gosto de fazer essas combinações com fotos de plantas ou nuvens e acho bem mais legal em preto e branco. A primeira foi um teste na verdade pra ver se eu lembrava como fazia (melhor cosplay de O Iluminado), simplesmente peguei duas fotos aleatórias no rolo da câmera :P Ficou uma caquinha, né? Por isso nem tudo a gente mostra, hahaha.


Quero aproveitar o gancho pra falar de um aplicativo que descobri recentemente, chamado Pomelo. Não tem nada de muito uau nele, mas os efeitos são daqueles mais tipo filme, sabe? Achei legal para usar às vezes e matar (um pouco) da minha vontade de brincar com a lomografia.


Chegou a viciada em tirar fotos dos pés com um monte de florzinhas:


Meu modelo favorito (que se nega a ser modelo)


E luzes entrando aleatoriamente nas imagens


Por hoje é só!

Sei lá quantas cartas já escrevi para você, mas é que 25 parece uma idade importante, sabe? Onde a gente sabe mais ou menos o que é que está acontecendo, então por isso te escrevo. Eu faço 22 anos em dois meses, e cada passo mais perto dos 25 eu tenho flashs de outras cartas que te escrevi, mas o problema é que não faço ideia do que elas dizem. Nem sei se elas vão chegar. Talvez eu tenha realizado muito, talvez eu não tenha realizado nada. Não lembro nem quantos anos eu tinha quando te escrevi pela primeira vez. Mas de uma coisa eu tenho certeza: eu mudei.

Mas você me conhece, essa sou eu em 99% do tempo:

OU SEJA.

Mesmo que eu tenha mudado muito - muito mesmo - de uns tempos pra cá, eu continuo perdida e sem saber direito o que estou fazendo com a minha vida. Mentiria se dissesse que me sinto assim o tempo todo, até porque não é verdade, mas de vez em quando (uma vez por mês) (de quinze em quinze dias) (uma vez a cada eternidade) (depende muito) ainda tenho esse sentimento de que nada esta acontecendo e eu simplesmente parei e me acomodei no mesmo lugar. Então por que te escrevo? Para saber se você está bem. Cê tá bem? Bem mesmo? Como você se sente hoje? Só volte aqui daqui três anos e me (se) responda. Eu estou bem, bem de verdade.

Quando escrevi para nossa eu do futuro de 31 anos, eu esperava muita coisa dela, mas sinceramente? Não espero mais nada. Só espero que o que é que esteja acontecendo, nós estejamos felizes. Hoje não te escrevo para pedir conselhos, te escrevo para perguntar onde é que você chegou -- onde é que chegamos, nesses 25 anos. E eu sei que não deveria estar pensando nisso, mas não consigo evitar.

Os meses que antecedem o meu (nosso) aniversário me deixam com a mesma sensação dos meses que antecedem a virada do ano: está acabando e o que é que você fez? Está acabando para recomeçar. O ciclo se fecha, eu me fecho, e em agosto começo tudo de novo. Julho é um mês de transição pra mim. Não só julho, mas uns meses antes também. Tudo isso começa em setembro para terminar em janeiro, e depois recomeçar em abril e terminar em agosto. Meus dois anos novos. Julho e dezembro. Que acontecem tão perto um do outro que tenho a sensação que estou em constante renovação, mas confesso que esse sentimento de mudança constante é meio cansativo às vezes.

Enfim, ainda estamos em maio, talvez eu volte antes de julho para falar com você, mas por hoje só te desejo um maravilhoso aniversário e menos crises pra gente.

Inspirada em coleção quase infinita de status musicais de certa pessoa, juntei algumas músicas que dizem mais do que é possível dizer e que traduzem muito bem certos sentimentos. É só dar o play:





Claramente, uma enxurrada de Tópaz que é basicamente a nossa trilha sonora oficial. Tudo começou com Sem Garantia e Com Defeito e as referências foram só aumentando (e não param de aumentar). "Eu te acelum disperilo siuoso e digo mais, tem trema lá no "a". Sim, só dá pra conjugar quando você está aqui, então vem, que eu preciso muito te falar". Aliás, se você não conhece Tópaz, recomendo ^^

Por hoje é só!

Você já não acorda muito bem, você já sai de casa sem saco, chega no trabalho mais sem saco ainda, o dia todo parece conspirar contra você. Seus pensamentos voam longe, você se irrita por pouco, quase nada te anima. Sua vontade é largar tudo e voltar para casa e se enfiar debaixo de um cobertor para se proteger do resto do mundo. Você está mal. Mas tem que parecer bem. Não aguenta mais olhar para as mesmas pessoas, ouvir as mesmas vozes e a única pessoa capaz de te trazer paz instantânea não pode estar do seu lado pessoalmente. A presença virtual dela supre um pouco da sua necessidade, ouvir sua voz nos fones de ouvido lhe acalma, mas você é obrigado a parar e encarar a realidade. E no momento você está sozinho. E no meio te tanto barulho ao redor você só deseja o silêncio de quem te compreende em apenas um olhar. O frio vai tomando conta do seu corpo e você vai se lembrando de quão quente é o abraço que te acolhe durante a noite. Cada pontada de dor te lembra a forma como ele te cuida com carinho e preocupação genuínas. Nesses dias onde tudo parece dar e estar errado, fora de lugar, de cabeça para baixo, a energia de alguém distante te abraça e lhe acalma a alma turbulenta. Segunda-feira. Só mais uma hora e meia.

Hoje ela decidiu que não vai sair do meu rosto. Ela esta leve demais. Decidiu que vai ser feliz e deixará o vento escolher para onde ir. Mesmo que ela cubra toda minha (já) falha visão. Hoje tudo que enxergo está meio verde azulado. Tem gente que chama de turquesa. Tem gente que não está nem aí. Hoje sou meio que um galho de árvore e minhas folhas estão da cor da primavera -- destoante do resto do mundo. Ambígua. Minha teoria é que de tanto brincar de cair no meu rosto, ela se acostumou a ficar ali, quietinha, como se estivesse no lugar. E não faço questão de tirá-la.

Primeiro. Com essa minha experiência de dois meses em quase 22 anos não acho que tenho lá cacife (pra falar a verdade, quem é que tem?) para falar alguma coisa, quero simplesmente dar minha opinião sobre as opiniões que as pessoas dão quando a gente começa a namorar, pois fato é: as pessoas falam demais. 

Sim, (mais) um texto nada imparcial sobre as pessoas se meterem na vida alheia.

Segundo. Eu já ouvi de tudo, mesmo antes de pensar em conhecer o M, e ia anotando no meu bloquinho imaginário sobre o que fazer e o que não fazer, e então ele entrou na minha vida completamente do nada, nenhum dos dois esperava se esbarrar assim, éramos dois triângulos das bermudas que por acaso se encontraram nesse grande mar que é a vida, e então descobri o que eu já sabia: o amor não é um jogo. E, plot-twist, lá no fundo eu sempre soube disso. 

E que bom que eu já sabia e tropecei em alguém que também não queria jogar.

Terceiro e direto ao ponto. Não dá pra ficar brincando de te-quero-não-quero-mais, ninguém tem saco pra isso, não dá para deixar o cara correr atrás porque "eles gostam disso" -- descobri tanta coisa que na verdade é dito popular, não dá para deixar entender o que se sente. Quando se sente, simplesmente sinta. Estamos falando de sentimentos e sentimento não é coisa de se anotar em bloquinhos imaginários. 

O melhor conselho que recebi foi o "se joga". Se joga sem pensar, porque se você pensar demais você pode pensar duas vezes e não demonstrar o que poderia ser demonstrado, perder momentos, amar menos do que poderia ter amado, essas coisas. Demonstre sempre que quiser demonstrar. E o que aprendi foi a deixar pra lá as opiniões e os achismos alheios. 

Relacionamento não tem rótulo, não vem com receita apesar das metáforas que já passaram por aqui. Se relacionar é conhecer aquela pessoa que decidiu dividir a vida contigo todo dia um pouquinho mais. (E às vezes o M solta umas dessas que eu penso que quem deveria ter um blog era ele e não eu, pra eu poder ler e tomar juízo, mas que bom que ele não tem e pode me falar pessoalmente). E também deixar que ela te conheça (Joel sou eu). No meu caso pelo menos a maior prova é conseguir me desvendar, e estamos bem e a vida nunca esteve tão boa. Os jogos nada provam. Deixe os jogos para o x-box que o resto a gente ajeita, do nosso jeito, mesmo que às vezes atrapalhado só como a gente consegue ser. 

(E deixe seus conselhos errados na caixinha de conselhos que ninguém pediu. Obrigada, de nada.)

We're dancing round the kitchen in the refrigerator light...

tumblr
Éramos dois ingredientes de receitas diferentes vivendo em geladeiras opostas a quilômetros de distância um do outro. Nosso tempo de preparo foi de duas horas. Hoje rendemos infinitas porções.

Você me faz esquecer as crises, os problemas, todas as dores como só o melhor chocolate quente conseguiria. Você se tornou meu café com leite para os dias frios e enquanto o cappuccino de chocolate me aquece o corpo, seu abraço me aquece a alma. Nenhum Nescafé ou 3 Corações chega perto da receita que é feita de você. Hoje na cozinha brincamos de cozinheiro, conversamos sobre tudo e às vezes fazemos nada. Ficamos admirando quem temos a nossa frente sem ao menos precisar dizer o que se passa por nossa mente. Apenas um breve toque é capaz de demostrar toda a energia que existe entre a gente. E ela tem todas as cores do arco-íris.

E então na sala ao lado onde você joga vídeo game eu tiro um cochilo e sonho com a gente -- e acordo assustada porque "como assim eu dormi?". E então eu te olho e você sorri.

De caneca em caneca você se transforma em lar. De gole em gole vamos nos descobrindo. Cada gota de suor é um mistério desvendado que só me deixa cada dia mais fascinada por você. Você se fez um estoque infinito de sachês de café. E eu me entreguei de corpo e alma à essa receita. Ouvi com calma o que os ingredientes tinham a me falar e conversei com eles. Mesmo que de início, de forma bem atrapalhada. Absorvi cada detalhe, não afim de transformar em texto, mas para guardar com carinho -- transformar em texto foi só uma consequência. Aprendi que cozinhar é ter paciência de entender as panelas e o fogão, não importa quantas bocas ele tenha. E não julgar se aquela batata estiver destoante demais das outras, isso pode ser uma qualidade. E que o que realmente importa na cozinha é transbordar -- igual aquele meu bolo de caneca que ficou mais no microondas que na caneca. Tem que ser assim. É tão simples quanto fazer batata frita. E quando perguntam como é que aconteceu, faço que nem você e respondo que foi o acaso que juntou todos os ingredientes e transformou essa mistura em uma história de amor. Até por que sem amor não tem cozinha, tipo comida de vó. 


Bastou o tema "tempo" chegar que eu já comecei a cantarolar Manu Gavassi, claro, erroneamente. Enquanto ela diz "uma semana sem te ver, eu sabia que isso ia acontecer", eu canto "eu conto as horas pra te ver, me diz quando a gente vai se ver". Ultimamente as horas não querem mais passar e os ponteiros brincam com a minha ansiedade. Vai chegando o dia de ficar quase completamente sem você e eu me distraio com o que quer que eu encontre. (Pausa pra dizer que Planos Impossíveis está impossibilitando a minha escrita no momento porque não consigo parar de cantarolar inconscientemente que "eu poderia escrever mil canções só pra você poderia te falar meus motivos pra gostar tanto de você me diz quando a gente vai se ver").


Mas então tem esse filme, Questão de Tempo, que assisti em fevereiro antes de te conhecer, e então reparei que tenho a mesma "mania" da personagem principal, que é beijar seu ombro, mas você sabe porquê, é só até onde eu alcanço com esse meu um metro e meio de gente -- e você com seus 1,87 que me assustaram de início, mas confesso que hoje adoro essa diferença por estar perto do seu coração e poder ficar do seu tamanho sempre que quiser seja subindo um degrau da escada rolante ou ficando de pé na cama (isso a gente não precisa contar pra ninguém). Mas eu estava falando de tempo e não de altura. Resolvi citar Questão de Tempo simplesmente pelo nome, já que o sentimento do dia foi o tempo que leva até o fim de semana voltar a ser nosso, e falta que sua presença física me faz nesse intervalo -- não preciso repetir o motivo, você já sabe.


"Tempo" -- sobre esperar a semana passar. Tempo, que passa devagar (e do nada começo a cantar Madonna). Tempo. Eu conto as horas pra te ver, passo o dia olhando para o relógio mas os ponteiros já pararam de se mexer. Tempo, só para respirar, tomar fôlego e começar de novo. E é com a ajuda do tempo que cultivamos histórias e mais histórias para poder reviver depois. Não de um jeito literal como no filme, mas reviver mesmo assim, lembrando, sentindo tudo aquilo de novo. Da água da chuva chegando cada vez mais perto à sombra do poste, ao ponto de ônibus vazio, ao "avisa quando chegar", ao "eu quero que dê certo", ao "vamos assumir", ao "dorme aqui", ao "vou te buscar no ponto". E foi te vendo aquele dia naquela camiseta do Nirvana, bermuda, chinelos e barba (ah, a barba) por fazer que eu vi que esperei o tempo necessário para te conhecer. 


Das grandes loucuras às escondidas aos pequenos porém jamais menores momentos de algumas semanas depois. Alguns dias você quer reviver para sempre. Quero reviver a gente pra sempre. Na verdade, faço isso todos os dias.


Até daqui a pouco! 

Sou uma pessoa janelinha. Gosto de andar sempre na janela de qualquer coisa que for. E a janela é um lugar engraçado de sentar. Vez ou outra me perco nos pensamentos olhando lá pra fora e quando vejo já estou encarando alguém do lado de lá -- juro que é sem querer. Da janela é como se eu enxergasse o mundo -- todos eles. Meus mundos, o mundo a minha volta e brevemente o mundo das outras pessoas. Cada uma vivendo cada uma de suas coisas, de seus jeitos peculiares. Da janela vejo gente indo e voltando da escola. Vejo semblantes tristes, tímidos, alegres, plenos, distantes. Todos porém desconhecidos. Nunca mais verei nenhum deles. E da janela encaro outras janelas e vitrines, cheias de mistérios. Algumas cheias de solidão. Algumas fechadas a cadeados. Outras envoltas em grades. Outras cobertas por árvores. E outras escancaradas ao mundo. Do lado de fora da janela vejo gente de todas as formas, mas só vejo suas bordas e nunca serei capaz de me aprofundar em nenhum deles.

Todo fim de domingo me dá vontade de escrever para você, pois é quando a gente se despede, então às segundas já é fato que o texto será um desses, nostálgico. É aí onde começo a recordar a semana que passou, a sexta-feira que chegou rápido porém passou devagar, e os acontecimentos de sábado e domingo se misturam em um só. Às vezes você também me faz escrever às quartas. De vez em quando às sextas. Por via de regra você é sempre o primeiro texto de mês. Não porque eu planejei que seria assim, simplesmente aconteceu – porque depois de muito tempo escrevendo sobre o nada, encontrei um tema constante porém nunca entediante (por mais que tenha gente que possa pensar o contrário). Eu deixo eles pensarem. Eu gosto de escrever sobre – e para você. São todas as cartas de amor que eu guardei dentro de mim durante os últimos 22 anos. De quando eu nem sabia o que isso era. 

Eterna segunda-feira. Eterna porque ela demora demais para passar comparada aos outros dias da nada eterna semana que a acompanha. De um mês eterno como ele só. Mas olha só, já passou da metade do mês e somaremos dois meses daqui dois dias. E eu nem estava pensando nisso, eu simplesmente notei que hoje é dia 15 e de repente o mês que parecia eterno, começou a parecer rápido demais. Daí lembrei de "sexta foi um dia mais feliz que quinta", que eu sempre canto como "sexta foi um dia melhor que quinta", e domingo foi um dia mais feliz que segunda, mesmo sem querer julgar a segunda assim, sem piedade nenhuma, ela nem chegou ainda, tadinha. 

E eu nunca fui uma pessoa que presta atenção às notas de rodapé, sabe? E é engraçado pesquisar por ela no Google e ele me vir com definição do que é. Nem o Sr. Google entende nossas referências.

Voltando ao assunto, você sabe que dispenso qualquer conselho e só absorvo as coisas boas, e catalogo cada acerto pra poder acertar de novo e de novo e de novo. E eu meio que sei porquê te escrevo aos domingos – para que você possa começar a semana sorrindo. Eles podem rir o quanto quiserem, questionar nossos sentimentos o quanto desejarem, mas ninguém nunca será capaz de saber o que é nosso. Mesmo relendo isso um milhão de vezes. O negócio foi que eu esqueci de te dar as boas-vindas oficiais ao meu mundo que agora é um pouco seu, e que vai expandindo a cada dia. Dominamos um planeta, que agora é só nosso. 

Agora é a hora que fico com dó de te deixar no vácuo e dou uma pausa aqui para te responder. E pra pegar comida. Voltando.

Desde o começo você sabia que eu escrevia e eu te disse que provavelmente escreveria sobre a gente em algum momento, mas nunca te perguntei se você se sentia a vontade até uns dias atrás, e você disse que sim, e isso só me deixou com mais vontade ainda de escrever. E juro que não planejei um textão, mas você sabe que depois que eu começo a falar, eu não paro.

E do nada me vêm lembranças de um 12 de março somado a uma tempestade, mas deixarei os devaneios para depois. Que sua segunda seja tão feliz quanto seu sábadodomingo.

Mil Pétalas é um projeto fotográfico criado pelo blog Mil Pétalas. Sem tempo, sem regras. Basta tirar 1000 fotos de 1000 flores diferentes quando e bem entender e como eu amo flores e me meter em desafios: oi :) -- faz exatamente um ano que eu disse que ia participar do projetinho lindo #milpetalas e temos um total de 16 fotos até agora. Faltam só 984. #fénopaiqueoprojetosai


{9} seguindo a mesma linha do primeiro post, vou numerar as florzinhas :) Essas primeiras fotos são as sem pós edição porque do nada entrei num clima Tumblr-osbscuro-misterioso-Lana-Del-Rey


{10} agora um poeminha para fazer jus ao projeto


{11} 
onze horas no quintal
na notícia marcava onze horas no jornal
onze vezes o relógio tocou 
onze vezes
e o ponteiro parou
o porteiro parou
tudo ficou parado
estático
no tempo
onze horas
foi o tempo que você me amou


{12} 
doze foram as vezes em que sorri para você
doze foi o tempo que levei para escrever
doze foram as dores que me levaram a você
doze doze doze
doce doce doce
dou-lhe se você me disser que não vai doer


{13} treze era o número de corvos que a visitou naquela noite


{14} quatorze foi o número de voltas que ela deu antes de se jogar do abismo


{15} e foi quando o relógio marcou quinze que ela acordou e percebeu que tudo nada passou de um sonho


{16} espero voltar aqui com mais oito pétalas antes do dia 13 de maio de 2017. Espero também de um jeito bem mais leve.
__________________________________________________________________________
Desafio fotográfico #milpetalas

Como participar?

✿ Fotografe flores e pétalas até atingir 1.000 fotografias
✿ Poste fotografias no seu blog usando a tag ‪#‎milpetalas‬
✿ Vale fotos de flores e pétalas na natureza, em arranjos, em objetos, em ilustrações, etc.
✿ Publique sempre foto + texto: pode ser uma breve legenda ou um texto contando sobre onde ou como você encontrou cada uma delas


Impressões.

De um cara legalzinho na internet à um cara super tímido na vida real. Um encontro num fim de tarde numa praça cheia de gente, num banco duro e desconfortável. Desconfiança. Sentidos aguçados. Até que ele não é tão ruim. Uma conversa sem pé nem cabeça. Olhares breves porém profundos. Sorrisos. Nervos à flor da pele. O primeiro toque. Dois jardins vizinhos que nunca se encontrariam não fosse o próprio universo que de um jeito louco conspirou e disse

Se encontrem, se esbarrem, olhem um para outro, sintam juntos, se conectem.

Uma moça de cabelos coloridos que tinha tirado suas mechas no começo do mês. Uma moça aleatória de óculos e cabelos cacheados, ainda insegura demais com tudo. Uma moça que usa sapatilha de gato, cinto vermelho e uma camisa branca cheia de margaridas, que pensando bem revela demais para um desconhecido recém conhecido há quatro dias. Uma moça que escreve mais do que deveria sobre sua própria vida. E passaria a escrever sobre ele. E sobre eles. Ela só não sabia. Tímida que só ela. Igual ele. 

Aos poucos suas bolhas se transformaram em uma só. E então elas se fundiram. 

Dois corações que se esbarraram pois tinham que se esbarrar. Dois corações que por um acaso estavam no lugar certo na hora certa.

A menina que já estava indo embora. O cara que só estava lá, estático, sem dizer nada. E antes que um deles pudesse fazer o que quer que fosse, o universo fez com que suas linhas paralelas começassem um infinito. Fez de um jeito nada matemático, dois improváveis se cruzarem. E duas horas foram suficientes para eles se entregarem.

É engraçado como às vezes você, simplesmente... encontra as coisas.

Limpe esses óculos para enxergar melhor. Jogue água e sabão nos olhos e você é livre para lacrimejar com a ardência. Você está suspenso em um mundo imaginário. Se enfie debaixo do chuveiro e deixe a água lavar todas as suas dores. Gota por gota, beba do veneno. Vá embora sem olhar para trás. Tem um novo mundo te esperando. Depois que a tempestade passar, a vida te fará arco-íris. Feche o guarda-chuva só por hoje e se deixe ensopar. Calce seu melhor sapato desbotado, desabotoe suas inseguranças. Deixe o vento brincar com teus cabelos. Capture os melhores ângulos na sua mente. São coisas que ninguém precisa saber. Faça piadas que ninguém vai entender. Arranque as lavandas e plante margaridas no lugar. Queime as velhas rosas e cultive seu novo jardim. Mergulhe nesse oceano feito de mel e ambrósia.

Deixa eu dizer que te amo, deixa eu entrar em você, deixa eu explorar todos os seus mundos, deixa eu te conhecer. Deixa eu me perder nos seus olhos, deixa eu ser seu sorriso, deixa eu te arrepiar. Deixa eu me encontrar nos seus abraços, deixa eu derrubar meus muros, deixa eu ser livre com você. Deixa eu entrar sem bater. Deixa eu ser galáxia junto com você. Deixa eu te contar que antes mesmo de te conhecer eu já sentia que você estava chegando. Deixa eu dizer que tudo aconteceu como tinha que acontecer. Deixa eu falar que tive medo. Por mim, por você, por nós dois. Medo de machucar nós dois. Mas deixa eu falar que sempre tive esse medo, mas você me fez encara-lo e supera-lo do seu jeito. Deixa eu te contar todos os meus segredos. Sussurrar cada um deles noite adentro. E deixa eu acordar leve na manhã seguinte por ter tirado eles do meu ombro. Deixa eu dizer que te pintei em vários outros rostos procurando por você. Deixa eu desfazer as malas e eu te deixo desfazer as suas. Deixa eu juntar nossas coisas num cômodo só. Deixa nossos mundos se fundirem. Deixa suas coisas aqui com o pretexto de voltar depois, e deixa eu perder algumas coisas com você. Deixa eu te escrever essas cartas, deixa soltar minhas amarras, deixa eu ser de você.

Passo a semana pensando em sexta-feira quando é a certeza que vou te ver. Encaro o mesmo elevador todos os dias, acompanhada das mesmas pessoas, pensando apenas em você e em quando poderei te ver de novo. Você é o personagem principal de todos os meus pensamentos, da manhã até a noite. São seus olhos que os meus procuram nos momentos de sanidade, e é nos seus olhos que eu encontro alento e compaixão. Com paixão eu beijo teus lábios sempre como se fosse a última vez, mesmo sabendo que você sempre volta, mesmo sabendo que não importa quantas vezes eu parta, eu sempre volto, mesmo sabendo que um dia nenhum dos dois terá que partir. E então eu procuro suas mãos debaixo da coberta gelada, pois elas me esquentam. E seguro firme mesmo sabendo que você não vai a lugar algum. Seu cheiro vai me consumindo aos poucos, eu começo a acompanhar sua respiração e me deixo cair no sono nos seus braços, lugar de onde nunca queria ter saído. Visto cada uma das camisas que você deixou para trás sentindo o tecido tocar minha pele como você toca. Meu desejo é dormir com elas, mas amassaria o pano, e correria o risco do seu cheiro ir embora. Mas compensa virar você por uma ou duas noites, sentindo suas camisetas me abraçarem como você me abraça. E de bônus ter você ali, me abraçando de verdade. E mais uma vez eu acordo antes de você e fico te desenhando enquanto ainda dorme profundamente, respirando calmamente, e como um passe de mágica você abre os olhos e sorri, como se estivesse me esperando acordar o tempo todo. Mas não é nada disso que me faz querer um lugar só nosso, e sim o cotidiano da vida, os detalhes, cada um deles, cada dia mais visíveis aos meus olhos e invisíveis ao resto da humanidade.