Impressões.

De um cara legalzinho na internet à um cara super tímido na vida real. Um encontro num fim de tarde numa praça cheia de gente, num banco duro e desconfortável. Desconfiança. Sentidos aguçados. Até que ele não é tão ruim. Uma conversa sem pé nem cabeça. Olhares breves porém profundos. Sorrisos. Nervos à flor da pele. O primeiro toque. Dois jardins vizinhos que nunca se encontrariam não fosse o próprio universo que de um jeito louco conspirou e disse

Se encontrem, se esbarrem, olhem um para outro, sintam juntos, se conectem.

Uma moça de cabelos coloridos que tinha tirado suas mechas no começo do mês. Uma moça aleatória de óculos e cabelos cacheados, ainda insegura demais com tudo. Uma moça que usa sapatilha de gato, cinto vermelho e uma camisa branca cheia de margaridas, que pensando bem revela demais para um desconhecido recém conhecido há quatro dias. Uma moça que escreve mais do que deveria sobre sua própria vida. E passaria a escrever sobre ele. E sobre eles. Ela só não sabia. Tímida que só ela. Igual ele. 

Aos poucos suas bolhas se transformaram em uma só. E então elas se fundiram. 

Dois corações que se esbarraram pois tinham que se esbarrar. Dois corações que por um acaso estavam no lugar certo na hora certa.

A menina que já estava indo embora. O cara que só estava lá, estático, sem dizer nada. E antes que um deles pudesse fazer o que quer que fosse, o universo fez com que suas linhas paralelas começassem um infinito. Fez de um jeito nada matemático, dois improváveis se cruzarem. E duas horas foram suficientes para eles se entregarem.

É engraçado como às vezes você, simplesmente... encontra as coisas.

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