Hoje ela decidiu que não vai sair do meu rosto. Ela esta leve demais. Decidiu que vai ser feliz e deixará o vento escolher para onde ir. Mesmo que ela cubra toda minha (já) falha visão. Hoje tudo que enxergo está meio verde azulado. Tem gente que chama de turquesa. Tem gente que não está nem aí. Hoje sou meio que um galho de árvore e minhas folhas estão da cor da primavera -- destoante do resto do mundo. Ambígua. Minha teoria é que de tanto brincar de cair no meu rosto, ela se acostumou a ficar ali, quietinha, como se estivesse no lugar. E não faço questão de tirá-la.

Deixe um comentário