Todo fim de domingo me dá vontade de escrever para você, pois é quando a gente se despede, então às segundas já é fato que o texto será um desses, nostálgico. É aí onde começo a recordar a semana que passou, a sexta-feira que chegou rápido porém passou devagar, e os acontecimentos de sábado e domingo se misturam em um só. Às vezes você também me faz escrever às quartas. De vez em quando às sextas. Por via de regra você é sempre o primeiro texto de mês. Não porque eu planejei que seria assim, simplesmente aconteceu – porque depois de muito tempo escrevendo sobre o nada, encontrei um tema constante porém nunca entediante (por mais que tenha gente que possa pensar o contrário). Eu deixo eles pensarem. Eu gosto de escrever sobre – e para você. São todas as cartas de amor que eu guardei dentro de mim durante os últimos 22 anos. De quando eu nem sabia o que isso era. 

Eterna segunda-feira. Eterna porque ela demora demais para passar comparada aos outros dias da nada eterna semana que a acompanha. De um mês eterno como ele só. Mas olha só, já passou da metade do mês e somaremos dois meses daqui dois dias. E eu nem estava pensando nisso, eu simplesmente notei que hoje é dia 15 e de repente o mês que parecia eterno, começou a parecer rápido demais. Daí lembrei de "sexta foi um dia mais feliz que quinta", que eu sempre canto como "sexta foi um dia melhor que quinta", e domingo foi um dia mais feliz que segunda, mesmo sem querer julgar a segunda assim, sem piedade nenhuma, ela nem chegou ainda, tadinha. 

E eu nunca fui uma pessoa que presta atenção às notas de rodapé, sabe? E é engraçado pesquisar por ela no Google e ele me vir com definição do que é. Nem o Sr. Google entende nossas referências.

Voltando ao assunto, você sabe que dispenso qualquer conselho e só absorvo as coisas boas, e catalogo cada acerto pra poder acertar de novo e de novo e de novo. E eu meio que sei porquê te escrevo aos domingos – para que você possa começar a semana sorrindo. Eles podem rir o quanto quiserem, questionar nossos sentimentos o quanto desejarem, mas ninguém nunca será capaz de saber o que é nosso. Mesmo relendo isso um milhão de vezes. O negócio foi que eu esqueci de te dar as boas-vindas oficiais ao meu mundo que agora é um pouco seu, e que vai expandindo a cada dia. Dominamos um planeta, que agora é só nosso. 

Agora é a hora que fico com dó de te deixar no vácuo e dou uma pausa aqui para te responder. E pra pegar comida. Voltando.

Desde o começo você sabia que eu escrevia e eu te disse que provavelmente escreveria sobre a gente em algum momento, mas nunca te perguntei se você se sentia a vontade até uns dias atrás, e você disse que sim, e isso só me deixou com mais vontade ainda de escrever. E juro que não planejei um textão, mas você sabe que depois que eu começo a falar, eu não paro.

E do nada me vêm lembranças de um 12 de março somado a uma tempestade, mas deixarei os devaneios para depois. Que sua segunda seja tão feliz quanto seu sábadodomingo.

4 Comentários

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    1. Pena que não tem como comentar um coração pulsante aqui, então vai esse mesmo: ❤

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  2. Que texto fofo! Já venho lendo alguns dos seus textos românticos há um tempo, e o legal é que a gente se identifica e sempre traz um sentimento bom. Bem, parabéns pelos dois meses!

    E não podia deixar de comentar sobre o novo layout, que está maravilhoso! Essa aquarela e esse gatinho, hahaha <3

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    1. A surpresa maior foi o moço ter aparecido (e engraçado pensar que talvez ele esteja lendo esse comentário hahaha). Eu sempre precisei colocar meus sentimentos pra fora, escrever sobre a gente foi natural <3 E que bom que passa esse sentimento, eu tô tão feliz que é isso mesmo que eu quero que passe ^^
      E obrigada, eu apanhei pra conseguir aumentar o corpo do texto! hahaha

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