Primeiro. Com essa minha experiência de dois meses em quase 22 anos não acho que tenho lá cacife (pra falar a verdade, quem é que tem?) para falar alguma coisa, quero simplesmente dar minha opinião sobre as opiniões que as pessoas dão quando a gente começa a namorar, pois fato é: as pessoas falam demais. 

Sim, (mais) um texto nada imparcial sobre as pessoas se meterem na vida alheia.

Segundo. Eu já ouvi de tudo, mesmo antes de pensar em conhecer o M, e ia anotando no meu bloquinho imaginário sobre o que fazer e o que não fazer, e então ele entrou na minha vida completamente do nada, nenhum dos dois esperava se esbarrar assim, éramos dois triângulos das bermudas que por acaso se encontraram nesse grande mar que é a vida, e então descobri o que eu já sabia: o amor não é um jogo. E, plot-twist, lá no fundo eu sempre soube disso. 

E que bom que eu já sabia e tropecei em alguém que também não queria jogar.

Terceiro e direto ao ponto. Não dá pra ficar brincando de te-quero-não-quero-mais, ninguém tem saco pra isso, não dá para deixar o cara correr atrás porque "eles gostam disso" -- descobri tanta coisa que na verdade é dito popular, não dá para deixar entender o que se sente. Quando se sente, simplesmente sinta. Estamos falando de sentimentos e sentimento não é coisa de se anotar em bloquinhos imaginários. 

O melhor conselho que recebi foi o "se joga". Se joga sem pensar, porque se você pensar demais você pode pensar duas vezes e não demonstrar o que poderia ser demonstrado, perder momentos, amar menos do que poderia ter amado, essas coisas. Demonstre sempre que quiser demonstrar. E o que aprendi foi a deixar pra lá as opiniões e os achismos alheios. 

Relacionamento não tem rótulo, não vem com receita apesar das metáforas que já passaram por aqui. Se relacionar é conhecer aquela pessoa que decidiu dividir a vida contigo todo dia um pouquinho mais. (E às vezes o M solta umas dessas que eu penso que quem deveria ter um blog era ele e não eu, pra eu poder ler e tomar juízo, mas que bom que ele não tem e pode me falar pessoalmente). E também deixar que ela te conheça (Joel sou eu). No meu caso pelo menos a maior prova é conseguir me desvendar, e estamos bem e a vida nunca esteve tão boa. Os jogos nada provam. Deixe os jogos para o x-box que o resto a gente ajeita, do nosso jeito, mesmo que às vezes atrapalhado só como a gente consegue ser. 

(E deixe seus conselhos errados na caixinha de conselhos que ninguém pediu. Obrigada, de nada.)

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