Bastou o tema "tempo" chegar que eu já comecei a cantarolar Manu Gavassi, claro, erroneamente. Enquanto ela diz "uma semana sem te ver, eu sabia que isso ia acontecer", eu canto "eu conto as horas pra te ver, me diz quando a gente vai se ver". Ultimamente as horas não querem mais passar e os ponteiros brincam com a minha ansiedade. Vai chegando o dia de ficar quase completamente sem você e eu me distraio com o que quer que eu encontre. (Pausa pra dizer que Planos Impossíveis está impossibilitando a minha escrita no momento porque não consigo parar de cantarolar inconscientemente que "eu poderia escrever mil canções só pra você poderia te falar meus motivos pra gostar tanto de você me diz quando a gente vai se ver").


Mas então tem esse filme, Questão de Tempo, que assisti em fevereiro antes de te conhecer, e então reparei que tenho a mesma "mania" da personagem principal, que é beijar seu ombro, mas você sabe porquê, é só até onde eu alcanço com esse meu um metro e meio de gente -- e você com seus 1,87 que me assustaram de início, mas confesso que hoje adoro essa diferença por estar perto do seu coração e poder ficar do seu tamanho sempre que quiser seja subindo um degrau da escada rolante ou ficando de pé na cama (isso a gente não precisa contar pra ninguém). Mas eu estava falando de tempo e não de altura. Resolvi citar Questão de Tempo simplesmente pelo nome, já que o sentimento do dia foi o tempo que leva até o fim de semana voltar a ser nosso, e falta que sua presença física me faz nesse intervalo -- não preciso repetir o motivo, você já sabe.


"Tempo" -- sobre esperar a semana passar. Tempo, que passa devagar (e do nada começo a cantar Madonna). Tempo. Eu conto as horas pra te ver, passo o dia olhando para o relógio mas os ponteiros já pararam de se mexer. Tempo, só para respirar, tomar fôlego e começar de novo. E é com a ajuda do tempo que cultivamos histórias e mais histórias para poder reviver depois. Não de um jeito literal como no filme, mas reviver mesmo assim, lembrando, sentindo tudo aquilo de novo. Da água da chuva chegando cada vez mais perto à sombra do poste, ao ponto de ônibus vazio, ao "avisa quando chegar", ao "eu quero que dê certo", ao "vamos assumir", ao "dorme aqui", ao "vou te buscar no ponto". E foi te vendo aquele dia naquela camiseta do Nirvana, bermuda, chinelos e barba (ah, a barba) por fazer que eu vi que esperei o tempo necessário para te conhecer. 


Das grandes loucuras às escondidas aos pequenos porém jamais menores momentos de algumas semanas depois. Alguns dias você quer reviver para sempre. Quero reviver a gente pra sempre. Na verdade, faço isso todos os dias.


Até daqui a pouco! 

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