É tempo de mudar. Me sinto aos poucos renovando meu contrato comigo mesma. Me sinto estranhamente mais parecida com o meu pai do que jamais fui. Não sei dizer se é a letra de forma que antes eu não tinha ou sei lá. Dois viciados em perfumes. Dois cabeças duras. Duas pessoas que sempre pareceram tão diferentes...
Mas estou mudando.
Aprendi a correr atrás dos meus sonhos, parar de achar que eles são apenas um sonho.
Estou fazendo coisas.
Estou sendo alguém
A vida está boa.
Eu estou feliz em todos os sentidos.
Profissionalmente, amorosamente, comigo mesma.
A mais difícil das relações.
A relação comigo mesma.
Não estou mais em guerra. Parece que comecei a colher o que plantei lá em 2014. Foram dois anos germinando para brotar essa linda planta.
É incrível quando as coisas funcionam. E um passo a frente que parece complicado demais é um passo atrás para preparar o terreno novamente e talvez até mudar de rumo.
Cercada do silêncio dessa madrugada de quinta-feira eu escrevo o que nem sei se guardarei apenas para mim neste caderno.
02/05/2016.
Eu senti que 2016 seria um bom ano, talvez o meu ano, talvez o ano em que as coisas iam começar a andar. E já é junho. 2016. Eu não fiz promessas. Até hoje apenas vivi. Fiz escolhas que tinham de ser feitas e cheguei até aqui. É incrível como as coisas simplesmente acontecem. E nesses seis meses, não me arrependo de nada. E acho que eu já disse isso. Eu deveria estar dormindo. Há três horas. Mas me veio esse texto e precisei escrever.

Três. Seis. Nove. Doze. Quinze. Dezoito. Dezenove. Vinte. Vinte e um. Vinte e dois. 1997. 2000. 2003. 2006. 2009. 2012. Tchau, velho emprego. 2013. Olá, novo (já velho) emprego. 2014. Olá, fotografia. 2015. Olá, primeiro trabalho. 2016. Olá, minha (nossa) vida.

2016 está na metade e até agora já me trouxe reflexões, alegria, a vida no plural, choro, várias lágrimas, chá depois do choro, chá porque sim, café de baunilha, leite achocolatado, as melhores batatas fritas, os reis da comida congelada, a melhor conchinha, uma praça, uma tempestade, roupas trocadas, pés encharcados, gripe, o outono, um milhão de outras coisas que minha mente agitada não consegue se lembrar.

Seja mais que bem-vindo junho.

2016, gratidão.

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