Mais um mês se passou, agosto está batendo na porta - bem-vindo ao resumo do mês.

Trinta dias se passaram, no meio deles, quatorze regados a saudade. Em julho nosso quarto mês chegou com uma ligação de 60 segundos no meio do ônibus lotado, comecei minha pulseira de memórias e lembranças e não me arrependo nem um pouco - cada um tem suas prioridades, retoquei o cabelo que estava quase loiro e ficou levemente azulado, o projeto onde trabalho acabou e não sei o que será de mim de segunda-feira em diante, meu fone de ouvido morreu, quero um mouse, finalmente montei a mesa que comprei no mês passado e reformulei o quarto inteiro - um lado para os negócios, um lado para o amor, eu fiz 22 anos.

Fechei mais um ciclo. 2016 tem sido um ano maravilhoso. Meu ano. As coisas estão acontecendo, estão se movendo, o curso que eu iria fazer não aconteceu infelizmente, mas tem tantas outras coisas. Entrei de forma calma nesse novo ano, dando um passo de cada vez. Eu estou bem, me sinto bem, me sinto de certa forma realizada. Posso não saber o dia de amanhã, mas não ligo, simplesmente vivo. Ao mesmo tempo em que a maré parece baixa, ela vem precisa a areia. As ondas quebram quando têm de quebrar. E assim a vida vai e eu vou com a vida, um dia de cada vez.

After Earth (2013), Dead Rising: Watchtower (2015) e Contágio (2011) são bons filmes, finalmente assisti A Quinta Onda (2016) e fiquei com vontade de ler os livros, chorei sem parar nos últimos dezesseis minutos de Como eu era antes de você (2016), me esbarrei com Coração de tinta (2008) na TV e assisti de novo Qual seu número? (2011), e eu só conseguia pensar no Capitão América.

Links do mês:
❤ empada
❤ 1, 2, 3
Por julho, é isso, que venha agosto com mais aventuras, mais leveza, muita calmaria (se é que isso faz sentido falando em aventuras) e muito mas muito menos saudade - só se for saudade boa, daquelas fáceis de matar! 

Descobri o ASMR totalmente por acaso deve fazer uns bons dois anos, graças a GentleWhispering, e pelo menos uma vez por dia ouço pelo menos um vídeo, principalmente nos dias mais difíceis. Quando não me dão sono, me dão paz e acabam com qualquer dor de cabeça. Se pudesse cairia no sono com qualquer um desses áudios, mas infelizmente preciso me manter acordada para desligar a internet. Nunca mais me esqueci do dia em que estava morrendo de cólica, mas uma cólica terrível como não sentia há anos, nada do remédio fazer efeito, não aguentava mais sentir aquela dor, pedi o celular do M emprestado pois o meu estava sem bateria e abri esse vídeo - em 10 minutos eu apaguei, dormi como um bebê. 

5 vozes que são calmantes naturais:

Gentle Whispering (Inglês/Russo)


Soft Spoken Fox (Português/Inglês)

Sweet Carol (Português)

Monique Antoneto (Português)

Springbok (Inglês)


Bons sonhos :)

Às vezes eu preciso sumir. Preciso de silêncio. Preciso de um canto para pensar, refletir, analisar: onde estou, quem sou, qual o próximo passo. Ou só de silêncio para terminar o dia que em geral já foi estressante e barulhento demais. Eu só queria um tempo para mim, para um banho quente e calmo, ouvindo apenas o som da água saindo do chuveiro. Queria poder assistir um vídeo de ASMR sem meu notebook fazer cosplay de máquina de lavar e ficar gritando quarto adentro. Queria silêncio total.

Nesse momento só tem uma pessoa com quem eu seria capaz de compartilhar a paz e o caos da mente ao mesmo tempo - e essa pessoa não pode estar aqui pessoalmente, então escrevo.

Sonho com um canto para chamar de nosso, mesmo no meio dessas minhas aflições. Você faz com que elas pareçam menores e meio que são. Consigo lidar melhor com todas as crises quando estamos juntos. Consigo ficar leve mesmo com todo o peso do mundo me impulsionando para baixo, e contigo, mesmo nesses momentos, subo alto como um balão. Você me dá tudo o que preciso e nesse momento preciso de você.

E que meu notebook não morra.

Take a sip of the high life, chase it down until you fall 365 nights
Why just one if we can have them all?
É bem capaz que daqui um ano me arrependa desse título, mas estou com sono para pensar em coisa melhor #sorrynotsorry. 22 anos e continuo falando #sorrynotsorry. Com #. "Nãoversário" pois esse foi o ano menos empolgado em relação ao mesmo, e apesar das referências, nem cheguei a ouvir 22 com as pernas para cima na madrugada do dia 26 de julho. Alguma coisa aconteceu entre o dia primeiro e até então.

I don't know about you but I'm feeling 22.

Sendo bem sincera acho que tenho esse post em mente desde o lançamento da icônica 22 da Taylor Swift, pois eu sou clichê nesse nível e não nego - masporémentretantotodavia, dia 26 passou e nada mudou, não dei nem um alô por aqui, o que vindo de mim, uma viciada em aniversários e datas, é de se estranhar. Mas cá estou dois dias atrasada para dizer que entrei nos 22.
22. 

Ainda não fechei o ciclo dos 21 totalmente, me sinto com assuntos pendentes e não vou aquietar até resolver cada um deles. Termino o ano sabendo que o fim está próximo e já começo o novo sem saber o que será de mim e do meu futuro na empresa - mais uma vez. Normalmente eu dou sorte apesar de brincar que tenho o pé frio no que diz respeito ao grupo da gola azul celeste, eu mudei de projeto quase que exatamente uma vez por ano nesses três anos. Cresci bastante lá dentro como pessoa e profissional (mais como pessoa) e deixo o futuro nas mãos do Universo, vou fazer o que sei de melhor: piada sobre a situação. 

Saio dos 21 anos com quatro meses de namoro, uma vontade cada vez maior de envolver a fotografia na minha vida pra valer e o cabelo azulado. Dando adeus aos poucos às minhas velhas inseguranças. Entro nos 22 em crise como de praxe, mas mais forte. E tentando lidar melhor com as ditas cujas. E querendo usar vestidos. 
Das coisas que aprendi nesses 22 anos...

Não vale a pena correr pelo ônibus estacionado, ele vai sair assim que você pensar na possibilidade de pega-lo. Não adianta correr por nada, para nada, para ninguém. Eu via aquela gente andando sem pressa e me perguntava como conseguiam. Hoje eu sou uma deles. Eu simplesmente parei de correr e comecei a dar passos curtos e precisos. Ainda não aprendi a parar de falar sobre meus planos para as pessoas erradas. Hoje tem uma voz na minha mente me mandando calar a boca de tempos em tempos e só compartilhar as coisas depois de 99% prontas. Tanto por olho gordo quanto por frases negativas que as pessoas insistem em dizer.

Reconheço em mim uma nova pessoa. Enxergo novos caminhos. Ao fechar de portas, pulo as janelas. Se as janelas têm grades eu cavo uma passagem. Aprendi que para tudo tem um jeito e o momento de acontecer. E que uma hora a gente descobre o que a gente a gente quer, depois é só manter o foco e não desistir na primeira encruzilhada.

Até a próxima!

Hoje a saudade bateu. Bateu não, espancou. Sétimo dia. Todos os dias é como se você estivesse de serviço, quase 100% incomunicável. Veio sexta-feira e um sábado que me desacostumei, um domingo entediado. Se fosse um dia normal estaríamos assistindo o jogo do dia. Hoje o jogo é do seu time. Estaria quase na hora de voltar para casa. Mas já estou em casa, desde ontem. Todos os dias torço por um dia calmo mas que passe rápido para você, para que esses 30 dias passem voando. Acredite, estou até riscando o calendário. 

Tentei me distrair de todas as formas, mas chega um hora que a gente simplesmente para de negar o sentimento, é o perfume, suas camisas, sua blusa de frio, a camiseta que você me deu pra usar de pijama. O coelho que me deu na Páscoa, o ursinho que me deu quando eu estava morrendo de cólica na sua casa. Tudo me leva a você. Se está bem. Ouço todos os áudios com carinho esperando o dia em que poderei te ouvir ao vivo outra vez. 

Sete já foram. 

Vai passar rápido. 
Está passando. 

Não repito isso só pra ti, digo para eu mesma também, para que eu tenha algo em que acreditar, a que me agarrar. São apenas 30 dias, mas parecem ser uma eternidade. Como você disse. Oito dias. Vamos contar só o final de semana. Falta apenas seis!

Te aguardo de braços e coração aberto para te receber com todo o colo e cafuné do mundo.

Sinta mesmo que de longe o abraço que lhe envio.

Nem sei quando será capaz de ler estas palavras, provavelmente, só quando voltar para casa, mas estarei aqui, te esperando.

Se cuida.

É um fato que essa última semana foi bem bosta, pelo menos comparada ao restante do mês. E hoje o Sol entrou oficialmente em Leão, ou seja, teoricamente eu estava no meu inferno astral, porém tirando essa última semana, não tenho nada a reclamar. Na verdade até ando gostando bastante da minha vida (menos a parte de dormir tarde de vez em quando, tipo agora). Isso, essa, é só uma entrada aleatória para dizer que: vem Sol! Chegou a hora de brilhar mais que o normal!

Sim, eu gosto de astrologia.

Hoje é dia 22 de julho e só esse mês meu notebook deu tela azul duas vezes, foi um dos mêsversários mais emocionantes até agora, terça-feira completo invernos, ao mesmo tempo que quero escrever, não quero. Julho está muito, mas muito longo. Achei que ia escrever bastante por ser julho, mas acabei entrando de vez no casulo.

Ando comendo mais empadas do que deveria no trabalho.

Estou com muitas ideias e muitas vontades, mas todas elas estão no papel ainda, mas não quero que nenhuma delas amarelem com o tempo. Não sei. Passei a andar com um caderninho para todo canto, aquilo de querer escrever loucamente, mas nunca tenho tempo - quer dizer, tempo tenho, mas não tenho espaço para escrever já que a vontade só resolve vir quando estou preenchendo uma planilha ou tratando um caso. Minha mente está entediada. Cansada. Preciso recarregar e de preferência no meio do mato.

"Quando aprendemos a dar valor ao que já temos, tudo fica mais fácil. (...). Quando aprendemos a sermos gratos pelo que temos, começamos desenvolver um outro olhar sobre nossas vidas. Tem muitas pessoas por aí com uma vida melhor que a minha? Sim! Mas também tem muitos com uma vida não tão boa. A situação que tenho hoje é o que tenho, e apesar de parecer um tanto conformista, creio que é apenas uma forma de darmos valor ao caminho que já trilhamos e às nossas conquistas."
- Vivendo o momento presente, Camile Carvalho

Nunca me senti tão bem, tão plena em relação a tudo, ao mesmo tempo. Não é sorte. Feliz no amor, feliz no trabalho, feliz com as minhas coisinhas pessoais. Feliz por ter encontrado os clipes de papel coloridos que eu tanto queria - e dessa vez nem estava procurando. Feliz, simplesmente. Parei de ter medo da vibe boa, "bom demais pra ser verdade", e todos aqueles pensamentos pessimistas que costumavam acompanhar bons ventos, simplesmente virei as velas a favor e estou navegando, um dia de cada vez, e saber que não estou sozinha ajuda num passo de cada vez.

O dia já começa ruim quando você dormiu mal, amanhece irritado, sua bolsa arrebenta porque não aguenta sua alma de professora que quer carregar a vida ali dentro, você tem certeza que o caldo do feijão vai vazar de novo, e você nem lembra se tem feijão dessa vez, você lavou o cabelo na noite anterior sabendo que ele ia acordar amassado e estranho no dia seguinte. E ele acordou mesmo. As roupas não caem bem, você tem que voltar a usar sua mochila, suas unhas estão descascadas, está tudo uma bagunça e você já está de saco cheio daquele dia e não são nem 9 horas da manhã. Agora é esperar pelo melhor porque a fumaça abaixou e o sol abriu para espantar a neblina. Você se lembra que hoje não é só mais um dia. É terça-feira, é dia 19. Ninguém precisa saber mas você sabe o que te faz sorrir nesse dia tão nublado. 

Todos os dias me sento no mesmo banco esperando o mesmo ônibus. Ele vem, nem sempre no mesmo horário. Ao meu redor vejo apenas flores e encaro o sol das 9:00 da manhã. A rua como sempre está calma, vez ou outra passa por aqui um carro ou uma moto, fazendo barulho ou sujeira demais. Para onde olho vejo árvores fazendo sombra e uma pequena variedade de animais. Racionais e irracionais. Dentro do transporte me sento no banco de sempre segurando firme para não cair, daqui vão mais vinte minutos até eu encarar mais uma multidão e ser obrigada a encarar por mais um dia a vida real, que mais parece uma piada mal contada ultimamente. Mas por enquanto olho pela janela ao mesmo tempo que escrevo: destruíram as flores laranjas para construir mais uma coisa qualquer. Ainda é cedo, as pessoas estão começando a acordar, mas o sol já está quente e do alto do céu está a brilhar. Repito o mesmo caminho de ida e volta todos os dias, mas todo dia é diferente, vejo gente que não via a tempos e gente que nunca vi, e gente que nunca mais vou ver. Trabalho minha respiração para que me lembre de respirar daqui algumas horas. Simplesmente me deixo existir enquanto sou obrigada a ficar por lá. O problema não é o lugar, são as pessoas, com o passar do tempo elas mudam e se tornam pessoas que você não quer manter por perto pois elas são pesadas demais para o seu espírito. E é por isso que simplesmente existo, não vale a pena gastar nossa paz com quem só quer te colocar para baixo. E então alguém cheirando a cigarro entra no seu núcleo e seu pensamento se confunde, o cheiro faz seu nariz coçar e você já não sabe mais do que estava falando. Por outro lado nem tudo é de todo ruim, a fim de fugir da realidade sua mente viaja para longe e você se imagina nos braços de sempre, protegida do mundo. E você volta a olhar pela janela e vê as folhas coloridas caindo e formando o mais lindo tapete. Amarelas, rosas, roxas. De vez em quando a vida é boa. E hoje é quarta-feira, sexta já está aí, e às 18:30 posso gritar liberdade pelos próximos dois dias.  Faço planos e os desfaço na mesma hora, não comento mais nada com ninguém, guardo para mim (e para nós) todas as ideias, não por medo de não dar certo, mas só por que sim. Ninguém precisa saber, não quem plenamente não se importa. Me pego cantarolando as mesmas musicas, encarando minha proteção de tela, enquanto sou obrigada a atravessar multidões. O coletivo de transporte público é a falta de educação - mas não quero ser um deles. Espero paciente o próximo chegar, não estou com pressa e muito menos me importo com sentar, já saí dessa. O que quero é chegar onde preciso chegar. Em paz. Com o passar do tempo passei a dar muito valor a "paz". Paz de espírito, paz no geral. Estar em paz. E desde então parece que minha vida e meu jeito de viver mudaram totalmente. Por hoje, o de sempre. Por amanhã, a espera pela sexta-feira. Por sexta-feira, todo o amor do mundo. 

Acharia justo inventar uma palavra só pra gente, mas não tenho tanta criatividade assim, então me permito usar frases prontas que dizem mais do que parece, e que se transformaram em nossas. Isso me faz lembrar nossa linha do tempo, a de antes delas se misturarem em uma só, e me faz lembrar também o que você disse sobre músicas e como elas se tornam duas músicas diferentes: a de antes de algo acontecer em nossa vida e a que ela se torna depois que alguém cruza nosso caminho. Tipo essa música em questão que foi um dos seus exemplos. 
Você veio sem garantia e com defeito, e eu fui do mesmo jeito, já sabendo que eu nunca mais ia te devolver. Joguei a nota fiscal fora no mesmo dia. "Nós não deveríamos esperar por alguém que não apenas tolera nossas peculiaridades mas na verdade meio que gosta delas?" - em tradução livre, somos todos esquisitos, todos nós somos cheios de manias e vamos descobrindo um pouquinho do outro a cada dia, e a cada dia me apaixono mais e mais por suas esquisitices e por você pois sem elas você não seria você, e sem você não teria um nós. E eu gosto da gente. 

Não sou boa com datas e as duas músicas se fundem na minha mente, com uma semana de diferença, é como se elas fossem uma só, elas se completam, e com o passar do tempo nosso repertório só aumenta. E digo mais (tem trema lá no A). Só dá para conjugar quando você está aqui pois o verbo é dito na primeira pessoa do plural.

Seus olhos são profundamente castanhos, suas sobrancelhas parecem que já nasceram prontas de tão perfeitas que são, desenho cada linha do seu rosto em minha mente, e também pessoalmente, te guardando como em uma fotografia. Mas toda vez é diferente, descubro alguma coisa nova, algo que ainda não tinha notado. Uma a uma vou contando todas as suas pintas e brincando de ligar os pontos. Seus lábios são finos e se abrem no sorriso mais lindo que eu já vi, e se encaixam perfeitamente nos meus. E quando você sorri, é um sorriso bem aberto, é um sorriso que contagia, e quando me olha e sorri só de lado, as velhas borboletas vêm me visitar e trazem junto novas amigas. Das sobrancelhas aos seus olhos, pelo seu nariz até a boca, ao contorno do seu queixo, subindo até as orelhas, te desenho devagar, desde o primeiro dia, desde que se entregou ao sono no meu colo pela primeira vez. Sem me esquecer, claro, do seu cabelo que cheira a shampoo e a você. É o seu cheiro. E é quando você vai se aproximando aos poucos que eu vou prendendo a respiração sabendo o que esta por vir, com seu rosto cada vez mais perto do meu vou perdendo o foco e me entregando às sensações, fecho os olhos por ora e começo a te desenhar com as mãos e então essa história se torna só nossa, como sempre foi, e guardamos no silêncio o que não é preciso dizer, vez ou outra claro a gente diz em voz alta, mas a gente já sabe, e naquele momento, um abraço mais apertado, um beijo no ombro ou na testa, ou o encaixe perfeito de nossos corpos falam mais que mil palavras. O resto eu guardo para quarta.

Oi, amor. Não, ainda não me acostumei a te chamar assim - e nunca te chamei assim pessoalmente. Você sabe o que digo quando quero te chamar, mas hoje "amor" soa perfeito no contexto e no meio desse texto espero te fazer sorrir de novo como algumas horas atrás. 

Hoje esfriou e se pudesse me transformaria em casaco para poder te abraçar. Hoje é quarta-feira e apesar de desejar ser sexta, tento não me afobar. Hoje, amor, acordei pensando em você. Acordo assim todos os dias, a diferença é que hoje deu vontade de escrever. Te escrever. 

Esse é o primeiro volume da nossa saga que em breve finaliza seu terceiro capítulo e cada nova página é uma nova descoberta, uma nova aventura, um novo "nós", cheios de manias e amores. O prefácio me dá nostalgia, vivo o agora sem fazer planos para amanhã, porém de forma inconsciente mentalizo sempre aonde planejamos chegar e lá deixo meu foco, só que da forma como você me ensinou, devagar. 

E devagar vou deixando o dia passar, desejando que você esteja bem, desejando que logo chegue a hora de você descansar. E mesmo levando tudo nessa vagareza, desejo que para você o dia passe rápido e logo chegue amanhã para que possa voltar ao próprio ninho e sonhar despreocupado. Essa é uma daquelas semanas onde minha única vontade é que ela passe voando para que possa chegar o dia em que poderei novamente te dar paz e eu mesma procurar seus braços para me esconder do mundo, nem que seja por algumas horas. 


Antes de você eu duvidava da existência do amor. Já tinha dado meu veredito de que ninguém nunca teria vontade de conhecer esse coração gelado, trancado e confuso. Antes de você eu fingia ser Robin Scherbatsky quando na verdade era puramente Lily Aldrin e encontrei em você meu Marshmallow. Jamais havia pensado em casamento ou filhos, muito menos um cachorro, mas aí você apareceu e aquela que eu era antes de você, renasceu, aos poucos minha primavera floresceu e todos os dias você ia (e vai) regando com carinho aquela menina que se esbarrou contigo lá em fevereiro. Antes de você "19" era só um número, março era só um mês e 2016 era só mais um ano. Hoje e para sempre eles são nossos.


Texto inspirado nesse projetinho do blog Namorada Criativa, no livro lindo (e que me deixou na bad) da Jojo Moyes - "Como eu era antes de você" e claro, no Sr. M, também conhecido como namorado.

Nossos domingos são cronometrados como um jogo de futebol e toda vez que o narrador grita "fim de jogo" eu sei que é hora de eu me trocar e dizer "até logo". Eu sempre tento fazer com que esse momento dure mais do que ele sempre dura, mas é inevitável, nosso tchau temporário tem que acontecer e acontece, todo domingo, a partir das seis horas da tarde. 

É fim de domingo e acho que ao vir, seu cheiro fez questão de me acompanhar.

Domingo de manhã é quando eu acordo com os passarinhos para te cantar a mais linda canção de amor. E é onde eu prefiro focar. Minha ideia era te receber sorrindo, mas a surpresa maior veio de você, dois dias atrás. Compartilho a alegria com as nossas borboletas. Domingo de manhã é dia de sentar na cama e te ver dormindo, sonhando com mil e uma aventuras das quais talvez você não consiga se lembrar, ou acordar com você na sala pois foi sua vez de se aventurar nos meus sonhos.

Mas é fim de domingo e a gente só pensa em sexta que vem, acompanhados da notícia de que a gente vai emendar mais um final de semana para chamar de nosso.

Eu sou uma pessoa que gosta de fazer aniversário. Não pela festa ou qualquer coisa do tipo, simplesmente sempre gostei. Confesso que conforme os anos vão passando, as crises vão aumentando, mas quando julho chega é sempre igual -- é o meu mês e ninguém pode dizer o contrário. Basta arrancar a folha do calendário e dar com o dia primeiro do sete que já fico extremamente animada para os próximos 25 dias pois se em junho eu entro no casulo, em julho o casulo começa a se abrir e logo terei novamente asas para voar. É o ciclo da vida. 

Mas esse ano, não é só mais um ano. 2016 é o ano em que completarei 22 anos. E estou estranhamente animada. Meu único plano esse ano é jogar as pernas pro alto e cantar 22 como  o grande clichê que eu sou, mas mesmo assim, a animação para o dia 26 de julho só cresce a ponto de rabiscar no calendário e contar os dias como a criança que não deixei de ser.

Eis todas as coisas maravilhosas que eu fiz, aprendi ou me aconteceram de julho do ano passado até hoje:

Fiz 21 anos, viajei (em família), depois de dar mil voltas decidi não fazer faculdade ainda e focar na fotografia, GANHEI O MAGIA DO CINEMA DE ANIVERSÁRIO \o/, quando as coisas estão predestinadas a dar errado, elas vão dar errado e é quase impossível mijar de vestido, meia-calça e salto alto, MEU PRIMEIRO ENSAIO \o/, cinco anos de DL1, fui assistir Pixels pra comemorar meu aniversário, perdi a hora porque fiquei até mais tarde no trabalho, acabei assistindo Sobrenatural SENDO QUE ODEIO FILMES DE TERROR, comecei a falar de fotografia, mudei o layout do blog (de novo, esfregue na minha cara), a vida me levando a procurar uma dança (ouço meu subconsciente gritando ballet lá no fundo) pra sair desse sedentarismo, ou talvez alguma arte marcial - a arte de querer chutar certos engraçadinhos, porém ficou no campo das ideias, viajei sozinha (uma hora e pouco de viagem, é uma viagem, bjs) (mesmo sendo a trabalho), MEU PRIMEIRO EVENTO \o/, o primeiro freela a gente nunca esquece, How I Met Your Mother entrou na minha vida, assim como a Netflix, li um livro inteiro em inglês (The Little Prince), comprei fronteiras do universo <3<3<3<3, descobri que eu gosto de maquiagem, comecei a me arriscar, comecei a ver as coisas de uma nova perspectiva, voltei a estudar magia, o pilates aconteceu por um dia, completei minha coleção de Sailor Moon, terminei How I Met Your Mother <3, comprei um Kindle, comprei um flash externo, abri minha page no Facebook, ganhei Dezesseis Luas no amigo secreto da empresa, entrei na bad, saí da bad, comprei um iPod e me arrependi, me apaixonei por Legião Urbana, troquei de óculos, cortei o cabelo, entrei de férias, entrei no Tinder, pintei o cabelo de vermelho, agora sou da Corvinal, experimentei cerveja, criei meu site, tive um encontro, voltei de férias, tive outro encontro, nesse meio tempo me apaixonei de verdade pela primeira vez, ficamos ilhados, agora tenho um namorado, várias coisas no mesmo dia que parecem ser em dias diferentes na minha mente, ganhei uma plaquinha, bem-vinda a família, Romeu, um mês de namoro, mudei de cargo - nada mudou, dois meses de namoro, inventei um portfólio físico, voltei pro Flickr, pintei minha franja de azul verde (era pra ser azul), fiz uma luminária, voltei a fotografar, voltei pra bad e saí dela no mesmo dia, mais um ensaio, por fim junho chegou, entrei no casulo, ganhei um tênis (tão lindo tudo em torno do presente que merece menção), chegamos a três meses de namoro, desapeguei de alguns livros e várias roupas, comprei uma mesa e recebi uma das propostas mais maravilhosas da minha vida até hoje, e claro que a resposta foi sim!

Muita coisa ainda vai acontecer até que a resposta para "quantos anos você tem?" seja oficialmente "22", mas até lá sou muito grata a esse último ano, acho que nunca fiz e vivi tanta coisa coisa como nesses vinte e poucos. Novamente, muito mais para viver e aprender.

Alguém disse bolo?

Fato é, nem sempre a vida ajuda a gente e ajeita o final de semana do jeito que estamos acostumados. Vez ou outra ela muda os planos e a gente tem que se adaptar, adiantar ou adiar um dia, passar um sábado sem dividir a pizza, o cobertor ou cama. Mas tudo bem, as coisas nem sempre acontecem como a gente quer que aconteçam e sempre tem aquele dia em que a gente dá um jeito se esbarrar, nem que por alguns minutos ou algumas horas onde me esforçarei para dar a paz que você tanto precisa. 

Hoje escrevo sobre más notícias. 

Passei a criar memórias ao invés de expectativas e divido minha saudade com suas partes que você me deu, mas sempre há aquele fio de esperança de que na sexta de manhã ou à tarde vou ouvir um "estou dispensado" e já posso criar mil planos para te amar nos próximos dois dias, mas nem sempre o universo, esse nosso velho amigo, conspira a nosso favor, a maré vira contra a lua e a gente perde a direção, mas nada que um domingo bem cedinho não compense, mesmo que pouco, mesmo que pela metade a saudade que só cresce dentro desse coração. 

Saudade, saudade, saudade. A nossa palavra chave.

Saudade que em cinco dias, e às vezes seis, às vezes quatro -- eu sempre torço pelo quatro -- dura uma eternidade, para um, dois ou três dias que passam tão rápido que nem se vê. Mas são intensos como se a gente não tivesse se visto há alguns dias. Saudade que não conseguimos matar aos poucos pelas várias quadras de distância e então quando entramos no mesmo núcleo ela foge pela janela e deixa só o amor reinar. 

Te espero como sempre na mesma sala azul, com o mesmo sorriso de sempre e os olhos a brilhar, seja para te dar colo ou o que mais você precisar.

Toda vez que sentir medo ou angústia, segure firme minha mão. Toda vez que quiser fugir, me coloque no bolso e me leve contigo. Não prometo muito, só te deixar mais leve e aumentar esse onze onde estamos. Sempre que quiser se esconder, se enfie debaixo do nosso cobertor de sempre, e cedo ou tarde aparecerei por lá também, normalmente, cedo, fazendo com que você grite socorro baixinho, só pra gente. Toda vez que sentir qualquer coisa que seja me abrace, e te abraçarei de volta com toda a força do mundo, e caso você não venha, tenha certeza que irei até você, com o abraço de sempre, com os braços de sempre, em torno do seu peito de frente para as suas costas, e ali me encaixo e me deixo até que você consiga se virar e se entregar ao nosso beijo. Se seu chão balançar demais, se sua mente estiver prestes a explodir, não pense duas vezes antes de procurar minhas asas para ali debaixo entrar em paz e dormir. Faça na madrugada dos nossos sonhos nos tornarmos um só, seja lá qual for o lado da cama, qual cama, quarto, ou cobertor. E tenha certeza que toda vez que adormecer antes de mim vou te cuidar e mimar até a manhã seguinte te cobrindo de carinho e amor. Vem cá, ou deixa eu ir até aí.