Hoje a saudade bateu. Bateu não, espancou. Sétimo dia. Todos os dias é como se você estivesse de serviço, quase 100% incomunicável. Veio sexta-feira e um sábado que me desacostumei, um domingo entediado. Se fosse um dia normal estaríamos assistindo o jogo do dia. Hoje o jogo é do seu time. Estaria quase na hora de voltar para casa. Mas já estou em casa, desde ontem. Todos os dias torço por um dia calmo mas que passe rápido para você, para que esses 30 dias passem voando. Acredite, estou até riscando o calendário. 

Tentei me distrair de todas as formas, mas chega um hora que a gente simplesmente para de negar o sentimento, é o perfume, suas camisas, sua blusa de frio, a camiseta que você me deu pra usar de pijama. O coelho que me deu na Páscoa, o ursinho que me deu quando eu estava morrendo de cólica na sua casa. Tudo me leva a você. Se está bem. Ouço todos os áudios com carinho esperando o dia em que poderei te ouvir ao vivo outra vez. 

Sete já foram. 

Vai passar rápido. 
Está passando. 

Não repito isso só pra ti, digo para eu mesma também, para que eu tenha algo em que acreditar, a que me agarrar. São apenas 30 dias, mas parecem ser uma eternidade. Como você disse. Oito dias. Vamos contar só o final de semana. Falta apenas seis!

Te aguardo de braços e coração aberto para te receber com todo o colo e cafuné do mundo.

Sinta mesmo que de longe o abraço que lhe envio.

Nem sei quando será capaz de ler estas palavras, provavelmente, só quando voltar para casa, mas estarei aqui, te esperando.

Se cuida.

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