Fato é, nem sempre a vida ajuda a gente e ajeita o final de semana do jeito que estamos acostumados. Vez ou outra ela muda os planos e a gente tem que se adaptar, adiantar ou adiar um dia, passar um sábado sem dividir a pizza, o cobertor ou cama. Mas tudo bem, as coisas nem sempre acontecem como a gente quer que aconteçam e sempre tem aquele dia em que a gente dá um jeito se esbarrar, nem que por alguns minutos ou algumas horas onde me esforçarei para dar a paz que você tanto precisa. 

Hoje escrevo sobre más notícias. 

Passei a criar memórias ao invés de expectativas e divido minha saudade com suas partes que você me deu, mas sempre há aquele fio de esperança de que na sexta de manhã ou à tarde vou ouvir um "estou dispensado" e já posso criar mil planos para te amar nos próximos dois dias, mas nem sempre o universo, esse nosso velho amigo, conspira a nosso favor, a maré vira contra a lua e a gente perde a direção, mas nada que um domingo bem cedinho não compense, mesmo que pouco, mesmo que pela metade a saudade que só cresce dentro desse coração. 

Saudade, saudade, saudade. A nossa palavra chave.

Saudade que em cinco dias, e às vezes seis, às vezes quatro -- eu sempre torço pelo quatro -- dura uma eternidade, para um, dois ou três dias que passam tão rápido que nem se vê. Mas são intensos como se a gente não tivesse se visto há alguns dias. Saudade que não conseguimos matar aos poucos pelas várias quadras de distância e então quando entramos no mesmo núcleo ela foge pela janela e deixa só o amor reinar. 

Te espero como sempre na mesma sala azul, com o mesmo sorriso de sempre e os olhos a brilhar, seja para te dar colo ou o que mais você precisar.

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