Oi, amor. Não, ainda não me acostumei a te chamar assim - e nunca te chamei assim pessoalmente. Você sabe o que digo quando quero te chamar, mas hoje "amor" soa perfeito no contexto e no meio desse texto espero te fazer sorrir de novo como algumas horas atrás. 

Hoje esfriou e se pudesse me transformaria em casaco para poder te abraçar. Hoje é quarta-feira e apesar de desejar ser sexta, tento não me afobar. Hoje, amor, acordei pensando em você. Acordo assim todos os dias, a diferença é que hoje deu vontade de escrever. Te escrever. 

Esse é o primeiro volume da nossa saga que em breve finaliza seu terceiro capítulo e cada nova página é uma nova descoberta, uma nova aventura, um novo "nós", cheios de manias e amores. O prefácio me dá nostalgia, vivo o agora sem fazer planos para amanhã, porém de forma inconsciente mentalizo sempre aonde planejamos chegar e lá deixo meu foco, só que da forma como você me ensinou, devagar. 

E devagar vou deixando o dia passar, desejando que você esteja bem, desejando que logo chegue a hora de você descansar. E mesmo levando tudo nessa vagareza, desejo que para você o dia passe rápido e logo chegue amanhã para que possa voltar ao próprio ninho e sonhar despreocupado. Essa é uma daquelas semanas onde minha única vontade é que ela passe voando para que possa chegar o dia em que poderei novamente te dar paz e eu mesma procurar seus braços para me esconder do mundo, nem que seja por algumas horas. 


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