Posso ouvir um amém? É a última postagem do BEDA!
Salvei esse gif no primeiro dia confiante de que conseguiria escrever 31 dias seguidos. Falhei uma vez, teve post que só teve foto, mas eu consegui, nós conseguimos! Não fiz resumos semanais, não acompanhei como queria ter acompanhado, não consegui ler muito menos comentar todo mundo e é o que tenho para setembro. E hoje é o dia em deixo aqui todos os links, BEDA ou não, que salvei durante agosto.

Aprendi muito sobre mim mesma e escrever esse mês. É possível escrever sobre qualquer coisa e preciso realmente praticar essa "qualquer coisa". Às vezes passo por alguma coisa e tenho vontade de contar essa história, mas nem sempre encontro as palavras certas ou o tom certo, e parece chato. Eu escrevo o que gosto de ler. Parece que fico na minha zona de conforto falando assim, mas o que gosto de ler é o que teoricamente eu domino, então é mais fácil escrever. E duas pessoas podem ter passado pela mesma coisa, elas vão contar de um jeito diferente, pois somos únicos. Eu amo escrever, disso eu sempre soube. 

Links, links, links
Eu sei, pouco para um BEDA com tanta gente participando, mas como disse lá em cima, quero visitar todos agora! Em linhas gerais, amei o desafio e me diverti muito. Tirei pauta até de onde achava que nunca conseguiria, adiante, só continuar escrevendo sem parar pois é isso que gosto de fazer, contar histórias. Até a próxima!

Agosto foi um bom mês.
Comecei o mês indo para um projeto completamente diferente de tudo que vivi nos 3 anos de empresa. Era de uma operação ativa, cheia de coisas para fazer, a equipe era ótima, era literalmente uma equipe. E então caí em um projeto parado, onde nada acontece, onde é cada um por si. Sou Lorelai no gif acima. Então que hoje é dia 30 e acredito que nada acontecerá até amanhã, e a pauta programada para amanhã é o Blog day, então, resumo do mês.

Tem exatamente um mês que estou assistindo Gilmore Girls e estou na quarta temporada, participei de um BEDA incrível, fiz o ensaio do Miguel, recebi uma surpresa linda dia 14, cinco meses e contando. Sinto bons ventos chegando. Ano passado agosto foi pesado, esse ano, apesar de longo, foi até leve.
Eu sinto uma necessidade de fazer coisas. As seis horas que passo fazendo nada no trabalho despertaram meu lado desenhista que estava adormecido e é uma pena não poder levar um pen-drive para salvar os desenhos. Eu voltei a ler. Eu sinto uma necessidade criar, o que quer que seja. Eu não sei o que vai acontecer nas próximas horas, muito menos no próximo mês, mas não quero ficar parada olhando pela janela vendo a vida acontecer. Toda "virada de ano", meu ano, me trás esse sentimento de movimento e parece que começo a fazer tudo que fiquei postergando, mas seja lá o que vou começar, dessa vez não quero deixar pela metade. Não quero mais ser "fotógrafa nas horas vagas", apesar daquela descrição ser uma piada.
Tiro todo o peso dos meus ombros para que eu volte a voar. Dúvidas, crises, colapsos sempre existirão, mas vou adiante, continuo caminhando, fazendo, errando e aprendendo. 

Depois de 28 dias diretos de BEDA, me recuso a pular o dia 29. Mas eu não tenho nada! 

Hoje foi uma segunda-feira, começou bem, percorreu estranha, terminou ok. Eu dormi no trabalho, eu li por lá também, custou a dar 21:00, me sinto aflita no meio da bagunça do meu quarto, está calor e eu não sei lidar, olho para o meu mural e só consigo sorrir. Tem dois sentimentos presos dentro de mim. Dois não, alguns. Amor, plenitude, leveza, ao mesmo tempo aflição, nervoso, ansiedade. Infelizmente os segundos às vezes se sobrepõe. Mas então volto a ficar bem. 

Tenho alguns desejos para setembro. Saúde. Boas notícias. Que esse sentimento bom que acompanha 2016, acompanhe setembro. Em setembro temos a primavera. Que tudo o que foi plantado até hoje floresça e traga bons frutos. 

A sensação que tenho até esse momento no ano é que 2016 me fez de certa forma adulta, de coração adolescente e alma de criança. Cresci mas não fiquei ranzinza, sabe?

Se não fosse um post atrasado no BEDA, não seria eu.

me acorde quando setembro começar

Começo esse texto dia 26 de agosto me perguntando há quantos anos estou nele. Comentei a mesma coisa no resumo de agosto de ano passado, e esse nem é o resumo de agosto. Ano passado disse que julho passou voando, esse ano julho também demorou séculos.

Peguei um resfriado chato, estou incrivelmente entediada, mas ganhei hamburgues de graça. Ando me sentindo desleixada de uns tempos pra cá e acabei de lembrar que ainda tenho filme na Chica, mas não sei quantas poses. Não consigo gostar do Jess nem enxerga-lo como uma versão do Dean.

Nos ensinam no trabalho como se fossemos idiotas que não conseguem aprender - amigo, não importa que eu seja cliente pro banco vermelho escuro (adoro inclusive), mas ainda prefiro trabalhar para o banco vermelho vibrante. Depois de quase um mês eu comecei a aceitar esse novo trabalho, mas as pessoas não sabem ensinar, e me incomoda muito ter tantos homens lá considerando que minha equipe antiga era composta 99% por mulheres. Nós somos tão inteligentes e espertas quanto vocês e agradeceríamos se não nos tratasse como crianças.

Na verdade já venho ficando incomodada com a falta de mulheres tem um bom tempo. Na semana em que fiquei sem destino, uma colega e eu resolvemos tomar um café diferente já que a gente não tinha mais o que fazer, mas daqueles que tomamos quase nunca por motivos $$$$$, vocês entenderam, e algumas pessoas da empresa surgiram por lá, e me veio em mente o seguinte comentário com ela "já reparou que nesses cargos acima quase nunca tem mulheres, a maioria são homens?". Foi só um pensamento de "por que são tantos?".

Me descobri vaidosa do ano passado pra cá e estou chateada por ter parado do nada, estava me fazendo bem me cuidar, espero voltar ao ritmo. Hoje coloquei um laço no cabelo só pra falar que fiz alguma coisa. Sinto saudade de usar maquiagem! Quem diria que me tornaria essa pessoa.

É fácil ser feliz com você. É fácil te amar. Basta um olhar mais demorado, um sorriso de canto, um toque de carinho. Já disse, parecemos ter saído de um filme. Enquanto você me abraçava e eu olhava para o teto, desejava que houvesse alguém gravando a aquela cena para poder assistir depois, repetidas vezes. Nossa história parece um filme, você ainda parece um sonho, parece saído de um sonho. O sonho que eu não sabia que tinha. E da mesma forma que te amo fácil tento lidar com a saudade de forma fácil, mas nem sempre é possível. Ela grita, me deixa com vontade de escrever e fazer as mais belas declarações, você toma conta da minha mente, eu só consigo pensar na gente. Não amo sentir saudade mas a saudade faz com que as borboletas retornem ao lembrar de seu sorriso. Amo ter borboletas por você. Tudo é fácil quando estamos juntos pois fazemos tudo em equipe, o apoio é mútuo, o abraço aquece, o beijo se completa e deles saem sorrisos. Amo sorrir lembrando de nós, pensando em você. 

Enquanto escrevo parte desse texto estou literalmente olhando para você. Será que você se recorda do momento? Quinta-feira, você assistia TV e jogava ao mesmo tempo, às vezes sorria. Concentrado. Acho que nem notou. Como dizia Tiago Iorc, amei te ver. Sua barba voltando - é incrível como ela cresce rápido, seus olhos brilhando,  seu cabelo crescendo, você parece em paz. Meus olhos dançam em direção aos seus e descem rumo a sua boca, daqui a pouco é hora de dizer adeus, mas eu volto, sempre volto. Por mim dormiria contigo todos os dias. Tudo o que você faz eu falo que é bom, mas porque realmente é. Seu toque é bom, seu carinho me dá paz, seu abraço completa o meu, seu beijo se encaixa facilmente no meu. Amei te ver, amo te ter.

Amo estar com você.



Então eu fotografei um bebê. 

Eu fiquei bastante tempo em negação porque bebês são... bom, bebês. Não me achava apta, sabe? E claro, morro de medo de fazer algo, a mãe não gostar e não sei lidar com bebês, entro em pânico quando tenho que segurar algum, enfim. Bebês. Mas aí tem o Miguel. Fotografei o Miguel, consegui várias imagens lindinhas dele e fiquei tão feliz com o resultado que quero fotografar todos os bebês que vejo pela frente, e eis o que aprendi fotografando o Miguel.

Bebês têm seu próprio tempo. Numa hora estarão sorrindo para a câmera, na outra distraídos com a mosca que passou, e logo em seguida podem estar chorando pedindo leite ou cansados de sono. Passei por tudo isso e aproveitei cada momento. Com eles não temos segunda chance, ou você tira a foto ou você perde ela para sempre, tenha certeza que o foco está exatamente onde você quer na hora exata ou já era. Também passei por isso e perdi a pose "calanguinho". E você nunca sabe exatamente o que o bebê do dia vai te dar.

Dessa vez não tive medo da hora da edição, exatamente um ano atrás eu fazia meu primeiro trabalho e posso dizer que o nervosismo sempre vai existir, mas ele me faz melhor, e acho que o mais importante foi ver como em um ano minha confiança em mim mesma aumentou 100%. Eu confio em mim. Colocando em paralelo o ensaio dos noivos ano passado e o ensaio do Miguel desse mês (e no meio disso o ensaio do Clark de junho) é bom ver como eu evolui, ano passado eu sentia medo, me agarrei ao óbvio, era mais do mesmo, não tinha voz. Com o Clark eu pude brincar e quando vejo as fotos daquele dia vejo quão Clark e quão eu elas são - as fotos, dependendo da finalidade, têm de falar muito do fotografado mas também ter a cara do fotógrafo.

E então teve o Miguel. Cada ensaio tem sua atmosfera própria e a atmosfera dele foi essa leveza, tons claros, luminosidade, eu a viciada em preto e branco de 70 fotos deixei umas três sem cor. É isso que é arte, demostrar sentimento.

E que venham mais aprendizados.


Ao mesmo tempo que escrevo esse texto estou editando fotos de um trabalho de sábado (13) e quando der 12:00 tenho que começar a me arrumar para o meu trabalho "de verdade" das 14:30 às 21:00. Me sinto meio Super-homem, ou a primeira referência que veio a mente, meio Hannah Montana. Alguém lembra daquele comercial "Miley na escola de dia, Hannah à noite no show"? Se eu não me engano era de uma boneca.

Mas então, enquanto editava senti falta de ouvir música, e notei que edito com mais facilidade acompanhada de uma playlist. Não tem músicas específicas, só a vibe  do momento mesmo, e fui de Hannah Montana (sim!) a OneReplubic:

Owl City - Fireflies
Train - Hey, Soul Sister
Jason Mraz - I'm Yours
Fun - We Are Young
Gotye - Somebody That I Used To Know
Passenger - Let Her Go
Christina Perri - A Thousand Years
Celine Dion - My Heart Will Go On
Mika - We Are Golden
Mika - Lollipop
Coldplay - Paradise
OneRepublic - Counting Stars

Como os recursos estão baixos e o tempo escasso (estou apanhando o 8tracks e estamos em BEDA), não vai ter a playlist em si, mas fica a lista pra quem estiver interessado. Até amanhã e prometo com uma coisa melhorzinha.


Ou: mais um texto sobre Gilmore Girls (pode haver spoilers).

Terceira temporada, episódio 16. Paris não foi chamada para Harvard. Enquanto via esse episódio fui transportada para a minha primeira tentativa, falha, de entrar na UFU. Talvez eu já tenha comentado essa experiência por aqui, não me lembro, mas memórias foram revisitadas e preciso escrever. Isso foi em 2011/2012. Eu não queria desapontar meus pais, eu queria que minha família parasse de me pressionar, eu simplesmente não queria ficar parada, mas diferente de Rory ou Paris, eu nem sabia o que eu queria fazer naquela época. Eu sabia que eu gostava de escrever, eu sabia que fazia parte das artes, mas não conseguia enxergar nada daquilo como profissão, eu não sabia que era possível, tudo o que eu ouvia era que eu iria passar fome com uma coisa que não dá dinheiro. Eu nem pensava na fotografia naquela época. E fiz o bendito ENEM. Parte de mim sabia, lá no fundo, que eu não ia passar. Curiosamente eu descobri que "só" fiz três provas: 2011, 2012 e 2014 - que mais parecem cinquenta nas minhas lembranças. Lembro exatamente de quando fui olhar o resultado da prova de 2011, sentada de frente para aquele computador branco que ainda era de caixa, prestes a encarar as notas do meu, até então, futuro. Todo mundo ia fazer, todo mundo já tinha um rumo traçado, eu não queria ficar para trás. Mas eu não era todo mundo. E eu não passei.
Passei a maior parte de 2012 sofrendo, me inscrevi de novo, não, eu ainda não sabia o que eu ia fazer, eu não parei nem um segundo para analisar quem eu era de verdade, o que eu queria para o meu futuro, eu só queria um diploma e dizer adeus. Com uma diferença de média de 20,06 pontos de 2011 para 2012, novamente eu não passei, e eu nem me lembro quais opções eu escolhi. Foi só depois da segunda decepção (sim, um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar), muito choro, depois de não me achar boa o suficiente para atravessar uma federal que "joguei tudo para alto" e que ninguém tinha nada a ver com a minha vida, eu ia fazer a faculdade que eu quisesse onde eu quisesse. E foi assim que fiquei um mês numa particular pagando uma parcela ridiculamente alta mas tendo ótimas aulas, e então percebi o que sempre soube: a gente só sabe quando tenta. Eu tentei, eu adorava o curso, a rotina, mesmo corrida e fedendo a formol, mas percebi a tempo que aquela não era minha vocação, a profissão onde queria passar o resto ou uma parte da minha vida, e contrariando a tudo e a todos, eu mesma fui lá (me sentindo super adulta) e nem tranquei o curso, cancelei direto minha matrícula. Não me arrependi. 

E foi com uma média melhorzinha que em 2014 quase entrei em Letras na UFU. Quase. Eu estava na lista de espera, meu nome estava lá, eu fui chamada com um zilhão de e-mails, eu fui atrás da documentação, a pessoa que escaneou tudo não mandou para o meu e-mail, eu precisava para o dia seguinte, quando vi era tarde demais. Perdi a primeira chance real que tive de pisar como aluna na UFU, talvez eu tivesse gostado de Letras, talvez hoje eu já estivesse no meio do curso, mas então veio 2015 e me trouxe coisa melhor que ficar choramingo ou xingando mentalmente a incompetência das pessoas. Sabe-se lá o que eu teria encontrado dentro do curso de Letras, mas 2015 me trouxe a graduação no curso de fotografia, uma prática imensa com minha escrita, mudança de projeto na empresa, minha primeira cliente, eu estava me virando, eu estava fazendo mil coisas. De algum modo não era para eu entrar na UFU, não naquele dia, não naquele ano. Mentiria se dissesse que não fiquei feliz, claro que fiquei feliz! Mas são tantas possibilidades que prefiro não pensar no "e se" e ser feliz com o que tenho dois anos depois. 

Fato curioso: o meu primeiro resultado no ENEM eu olhei ouvindo Livin' On A Prayer, é até engraçado pensar nisso hoje por causa da letra da música. 

Se isso conforta alguém, o que tiro dessa experiência é que não é preciso ter pressa para alcançar o futuro, ele vem eventualmente, e nem sempre como a gente imagina.

Vai dar tudo certo, Paris.


Chegou em Uberlândia a tal da frente fria. Mentiria se dissesse que faz frio todos os dias, o dia todo, nada disso. Faz frio em dias aleatórios e eu nunca sei quando estará frio o suficiente para tirar a jaqueta de couro do armário, fazer sobreposições ou usar botas. Hoje estava. E mesmo usando meu lindo moletom recém comprado que esquenta sim em temperaturas menos severas, passei frio.

Amo o frio, mas não sei viver nele.

Estando de tênis, senti frio no pé. Poderia ter colocado meu coturno. Estava de moletom, mas o bendito tem furinhos, entrou um ventinho desnecessário nos meus ombros. Estava de calça jeans, mas por causa do tênis senti frio nas canelas. E o mais importante: não existem tampões de rosto e meu cabelo não gosta da touca que eu não estava carregando. Luvas sem dedos são úteis ou só legais?

Imagens reais do meu rosto no inverno:

Amanhã (que será hoje, quando esse texto sair) provavelmente não estará tão frio e sairei equipada para enfrentar uma possível nevasca (eu sei que não neva em Minas Gerais), e então será o dia em que errarei por ter roupa demais e não de menos. Como lidar? E é por saber que sempre estarei com a roupa errada que meu lado racional se recusa a procurar a bota montaria que ando tanto sonhando em ter. 


Eu posso ter escrito sobre isso. Ou não. Minha memória não tem sido das melhores nos últimos tempos. Mas eu tenho várias manias.

Organizar a louça por categoria antes de lavar, pratos à direita, copos à esquerda, talheres no canto. Tudo dentro da pia sem nenhum lixo para acompanhar a festa. Mandar mensagem de bom dia para quem eu amo e para quem me importo que realmente tenha um ótimo dia - e que tenha tido uma ótima noite de sono. 

Tenho a mania de carregar pelo menos um livro comigo e me arrependo quando não tenho nenhum e me dá vontade de ler alguma coisa. E descobri uma nova mania que é a de escolher um livro no momento em que entro na livraria. Esse acabou sendo um jeito muito mais saudável de comprar livros e ao mesmo tempo economizar, escolho exatamente o que quero ler sem correr o risco de perder a vontade de ler o próximo - pois não tem próximo.

Uma mania pode ser chamada de costume? Eu tenho a mania ou o costume de arrumar o cabelo para o lado esquerdo? Eu faço isso há oito anos! Eu tenho mania de pesquisar sobre tudo. Mania é sinônimo de esquisitice. Mas pra mim mania pode ser uma coisa boa. Na verdade as manias são coisas boas. São parte de quem somos no nosso íntimo. E eu provavelmente tenho manias que eu nem sei que tenho, que as pessoas observam e guardam para elas como uma marca de quem eu sou, da minha personalidade.

Por outro lado dizem que costume é coisa boa. Mantenho minha posição. Costume e mania são a mesma coisa.


Hoje é dia de meme pois por hora acabaram as pautas #sinceridades. Mas confesso que achei que metade desse BEDA seria composto por memes por motivos óbvios, mas estou indo até muito bem, passei de duas semanas! 

Vi esse meme no grupo lindo que está ajudando todo mundo nesse BEDA, o "Se organizar, todo mundo bloga", e quem quiser fazer fique à vontade:

Alice: um livro que te fez cair em um mundo completamente diferente
Tentei fugir do óbvio e escolher um livro que se passe completamente fora da nossa realidade, mas só me vem "Harry Potter e a Pedra Filosofal" à mente. [edit] Lembrei que eu li "O Hobbit"! Nada de pessoas normais na Terra Média.

Chapeleiro Maluco: um livro com um protagonista louco
O protagonista de "Dias perfeitos" não é bem louco, mas pode se encaixar nessa categoria.

Coelho Branco: um livro que atrasou suas leituras
É um ótimo livro porém longo demais da conta, acho que foram quase dois anos lendo "Os Três Mosqueteiros".

Gato risonho: um livro que te fez rir muito
Se eu tivesse lido "O guia do mochileiro das galáxias" inteiro, eu responderia ele pois li só a primeira página e já não parava de rir, porém como não li, vou com "Como ter uma vida normal sendo louca".

Lagarta azul: um livro que fez você refletir
Quando penso nessa pergunta só consigo lembrar de "O diário de Anne Frank". Refleti sobre a vida, sobre viver, sobre sobreviver encarceirado de alguma forma conseguir viver com esperança, sobre como quase nada mudar de 1940 até hoje, sobre tudo.

Tweedledee e Tweedledum: dois livros que são parecidos
Tento evitar livros que parecem muito parecidos entre si, e também tentei evitar repetir o mesmo autor para essa questão, mas a essência do John Green é sempre a mesma em seus livros. Não é uma crítica, ainda gosto bastante de seus livros, mas há várias semelhanças nos enredos de "Cidades de Papel" e "O teorema Katherine" com toda a questão de road-trip, buscar alguma coisa, e o personagem principal ser quase sempre um menino.

Rainha de Copas: um livro cujo autor adora matar personagens
Diria J.K. Rowling na Batalha de Hogwarts em "Harry Potter e as Relíquias da Morte", mas também não posso negar o pouco que li de Martin em "A Guerra dos Tronos", o primeiro livro d'As Crônicas de Gelo e Fogo. Parando para analisar, não leio muitos livros com morte.
Por hoje é só!

Quando a cabeça dói, de tanto pensar, ou tanto escutar, ou tanto existir. Quando a ideia vem. Quando tem aquela inspiração única no dia, quando pega o embalo, escreve um dois três textos de uma vez. Quando está com fome e não consegue pensar em mais nada que não comida, quando está cansado do ambiente e das pessoas e quer fugir do mundo - quando está apaixonado. Um escritor precisa escrever o tempo todo pois essa é sua forma de expressão. Não é falando, é escrevendo. Um escritor precisa escrever quando lhe fazem uma pergunta e ele precisa divagar coisas que ninguém está disposto a ouvir, às vezes nem ele. 

Um escritor precisa escrever quando precisa.

Um escritor precisa escrever quando sente que deixou um texto pela metade naquela tarde de quarta-feira. Um escritor precisa escrever até quando está sem inspiração, é quando a falta dela vira tema de uma crônica que ficará perdida no meio de seus cafés. Um escritor precisa escrever quando ele é escritor, mas diferente dos outros prefere chá à bebida dos apressados. Alguns escritores têm pressa, já outros são a calmaria em texto. Um escritor precisa escrever quando se esbarra com uma folha em branco, acha que ela merece ser preenchida com uma aventura qualquer. Precisa escrever quando sente saudade, e também no reencontro. Sobre o primeiro e o último dos primeiros beijos. Sobre a cor daquela flor na 5ª esquina do seu bairro. E ele escreve tudo de forma detalhada, sem pressa, às vezes até poética.

Um escritor precisa escrever quando se sente escritor, já amanhece no meio das palavras, troca o leite morno pela sopa de letrinhas. Um escritor precisa escrever quando precisa.



Cinco meses iluminados pela lua. Crescente. 

Acho que algum dia não escreverei sobre nosso aniversário, mas até lá, sigo. Hoje, nada daquela conversa de sempre, "parece que foi ontem", "passou rápido", "parecem anos" - para hoje, quero apenas nosso presente. E confesso, esse é mais um dos textos programados (porém de coração). Ainda é quarta-feira e a eu do futuro, amanhã nesse mesmo horário já deve estar nos seus braços, e você só vai ler isso na sexta-feira quando estarei nessa mesma cama de onde escrevo me preparando para acordar antes das 06:00 no sábado, mas feliz pela possibilidade de te ver mais uma vez. Não consigo chamar o que temos de rotina, a gente se encaixa quando dá e às vezes até de surpresa no dia do outro, e já disse a um tempo atrás que é umas das minhas partes favoritas: a espontaneidade.

Antes de você eu não sabia o que era viver sem ter pelo menos o resto da semana preparado, tudo do mesmo jeito tudo igual, obrigada por mexer no meu relógio. Não saber o que aguarda o dia seguinte é bem mais divertido e colorido que fazer o mesmo caminho todos os dias. Nesses cinco meses + um você foi capaz de abrir minhas asas e mais que isso, me fazer voar. Aquela história de "fazer as coisas ao invés de só querer faze-las" que fiquei pregando a mim mesma durante 2015 foi se perdendo com o tempo, até você aparecer e me lembrar que sou capaz de fazer qualquer coisa que eu queira, é só ir. Desde as coisas mais simples às mais complexas. Contigo descobri que o amor pode sim ser realmente lindo. 


Comecei a assistir Gilmore Girls dia 30 de julho. Em duas semanas e meia alcancei o terceiro episódio da terceira temporada. E ainda tenho muito o que aprender com as "garotas Gilmore".

Essa é a primeira vez que assisto a série e creio que se tivesse assistido antes lá pelos meus 17 anos eu estaria bem Rory, porém assistindo agora, aos 22, me sinto um misto de mãe e filha. Ambições parecidas com as de Lorelai, paixão pelos livros novamente despertada pela Rory - só não carrego cinco livros comigo por não ter coluna suficiente para isso (obrigada por existir, Kindle).

Em uma conversa entre Luke e Lorerai, mais uma vez o universo me manda sinais luminosos que tá tudo bem, eu estou no caminho certo, é só continuar em frente. Já passou da hora de ficar me questionando se fiz (e estou fazendo) as escolhas certas.

"Você esta mais pronta do que nunca."
"Luke, não subestime a total falta de confiança que tenho em meu talento."
"Você é a confiança em pessoa, chega a ser arrogante."
"Obrigada."
"Estou falando no bom sentido. Você é boa no que faz."
"Sou boa para fazer o necessário. Quando tive que arrumar emprego, consegui. Quando tive que arrumar uma casa, consegui. Quando quis colocar Rory em Chilton, consegui. Mas não preciso deixar a Independence Inn. Não preciso abrir um negocio meu. Não preciso arriscar assim e pôr tudo o que tenho a perder."
"Então não faça isso."
"[...] não poderia ficar onde estou mesmo se quisesse."
"Você esta com medo, como todo mundo quando quer dar uma grande virada. (...) Tem que mergulhar de cabeça, morrer de medo e aguentar até ficar divertido."

Você só mergulha.

"Quero fazer isso."
"Devia fazer."

É aquilo, o óbvio sendo mais uma vez jogado ali na minha frente.
É incrível como parece que as séries que resolvo assistir sempre se relacionam de alguma forma com a minha vida, naquele exato momento que estou vivendo, ou de alguma forma servem como aviso ou dica do que está por vir. Aconteceu com How I Met Your Mother e está acontecendo com Gilmore Girls, e tudo bem pode ser porque são séries sobre a vida? Pode, mas não da para negar como é bom se identificar com os personagens que vão nos acompanhar por algumas semanas, meses ou anos.


Quando falo do teu cheiro não falo de um só aroma falo do conjunto de todos os cheiros que formam você, falo da mistura do teu perfume com o seu shampoo e um toque do seu desodorante diário. 

Quando falo de ti falo de boca cheia – cheia de amor, cheia de sorrisos. Antes mesmo de eu falar as pessoas já sabem o que vem por aí, histórias de um certo rapaz de olhos tímidos e  sorriso largo que cativou meu coração. 

Quando falo de ti falo com brilho nos olhos, explodo alegria, contagio quem está a minha volta. Quando falo de ti, falo para ti tudo que tenho vontade e quando tenho, não faço medidas nem poupo palavras, despejo meus sentimentos certa de que você os recebe da mesma forma que envio – de coração aberto. 

Quando falo de ti, falo de mim, falo de nós. Quando falo de ti de vez em quando falo no plural, de forma única. 

Quando penso em ti me pego sorrindo sozinha, e logo penso em mim – e depois, novamente, no nós. Quando penso em ti penso nos nossos sonhos e que não medirei esforços para realiza-los contigo. Quando penso em ti penso na única coisa que você respondeu quando te perguntei sobre “sonhos”, e foi a resposta mais doce e sincera do mundo. Quando penso em ti penso que o universo uniu nossos caminhos, que aquelas duas linhas paralelas se esbarraram no infinito e criaram um infinito só delas. 

Quando penso em ti penso que hoje é terça-feira e esse mesmo universo me levou até você, num dia que nenhum dos dois estava esperando.

Às vezes quando desejamos alguma coisa, o universo dá um jeito de nos dar exatamente o que temos em mente. 

E tudo bem que nesse caso o universo tem nome e endereço, e dicas foram dadas, mas a surpresa foi melhor que eu imaginava. 

Lá estava você, naquele início de noite, jogado na nossa cama (soou tão bem dizer "nossa"), dormindo, só esperando que eu aparecesse por lá como quem não quer nada, com o pretexto de ajudar sua mãe a arrumar uma coisinha ou outra no quarto recém inaugurado. E eu acreditando piamente que ainda faltavam sete dias. São à essas pequenas coisas que sou grata por tê-lo e compartilhar minha vida contigo. Não foi numa segunda-feira nublada e sim num domingo ensolarado, véspera de tempestade. Até cogitei levar seu presente, mas ele ficou para trás, e lá estava você.

E lá estava eu. E lá estávamos nós. 

Trinta dias que se tornaram quarenta, que se tornaram trinta e cinco - que no fim eram vinte e sete. Achei que passaria mais uma semana rabiscando o calendário. A página de agosto sofreu em minhas mãos. E como sou feliz pois acabou e ainda ganhei dezoito dias para chamar de nossos, pois não importa se é final de semana, feriado ou dia 19 - todos os dias são nossos. 

E não, textos programados nem sempre dão certo. E que bom que eles não dão certo.


Faltam sete dias. Parte de mim queria que você fizesse uma surpresa daquelas que só você consegue. Aparecesse do nada, lá no terminal ou na sua própria casa como se nada estivesse acontecendo. Queria que eu chegasse lá e você estivesse jogando vídeo game e fosse só mais um dia comum em nossas vidas - mas ainda faltam sete dias.

Uma semana.

Cento e sessenta e oito horas.

Uma manhã inteira assistindo Gilmore Girls e uma tarde inteira no trabalho.

Dois ônibus.

Uma pequena caminhada até sua casa.

E só aí poderei dizer que você chegou, numa segunda-feira de agosto, espero que meio nublada pois anda fazendo calor demais pro fim do inverno.

Mas ainda faltam sete dias.

Não me lembro dos meus primeiros passos, nem do meu primeiro choro, nem da primeira vez em que eu caí e me machuquei. Não me lembro qual foi a primeira vez que entrei em contato com os livros, mas alguma coisa me faz pensar que a primeira história com a qual tive contato foi Peter Pan. Não  me lembro qual o primeiro filme que assisti no cinema, ou na vida em geral, minha infância toda é um mistério. Não me lembro qual a primeira música que ouvi no rádio. O primeiro programa que assisti na TV. Não me lembro do primeiro dia na escola, só me lembro que não queria estudar na escola aqui da rua. 

Eu me lembro da primeira vez que criei um blog para chamar de meu. Foi em 2010. Ele ainda existe e completa seu sexto ano de vida. Parte de mim queria tira-lo do privado, a outra parte prefere que ele continue sendo o diário que sempre foi. Ele fez parte da minha adolescência e muita coisa que escrevi quando eu tinha 16 anos não faz mais sentido. Prefiro assim, só meu.

Eu me lembro da primeira vez que notei que não me identificava com nenhuma religião - e escrevi sobre. Eu tinha 16 anos. E também me lembro da primeira vez que fui pesquisar sobre todas as outras que eu não conhecia. E me lembro de quando me esbarrei com a Wicca e como ela foi importante por certo período. Eu devia ter uns 19 anos.

Eu me lembro da primeira vez que passei por um momento muito muito ruim. Parece que 2011 foi ontem. Mas cinco anos se passaram desde então. Eu me lembro da primeira vez que alguém que se dizia amiga me decepcionou. E me lembro da primeira vez que voltei a sorrir de verdade depois de uma maré tão ruim.

Eu não me lembro do primeiro dia de 2014, mas lembro que em 2014 as coisas começaram a acontecer, foi quando eu comecei a viver de verdade. Eu me lembro da primeira vez que me declarei, e não foi bonito. Eu me lembro da primeira vez em que minha mãe disse: "por que você não escreve um livro?", eu tinha 16 anos. Eu me lembro do meu primeiro BEDA. Eu me lembro que 2014 foi um bom ano e 2015 foi um ano melhor ainda - e que 2016 está sendo o melhor de todos.

Eu me lembro da primeira vez que saí como "gente grande" para me divertir e foi o que realmente aconteceu. Eu tinha 18 anos. Eu me lembro da primeira vez que usei meu cabelo natural e percebi que aquela ali era eu de verdade. E me lembro da primeira vez que usei batom, vermelho. Eu me lembro da primeira vez que subi num palco e ali me senti em casa.

Eu me lembro da primeira vez que tentei escrever um livro que está em andamento até hoje.

Primeiro trabalho de verdade, primeiro pagamento pela minha arte, primeira vez que notei que eu era das artes. Primeira apresentação no teatro, primeiro desenho no ensino fundamental, primeira câmera. Primeiro vez que peguei um livro na biblioteca da escola, primeira redação que foi lida em voz alta. Primeira vez que alguém me deu um apoio tão genuíno que eu não poderia estar mais feliz em ser eu mesma.

E eu me lembro de todas as primeiras vezes que 2016 me trouxe. Primeiro encontro, primeiro beijo, primeiro bem-vindo-vinda à família, primeiro texto dedicado e assinado, primeiro contato com músicas que talvez eu nunca fosse conhecer, primeiro namorado, primeiro "mêsversário", a primeira e única vez que tive a chance de cantar 22 e realmente ter 22, primeiro BEDA de-verdade.

A vida é feita de primeiras vezes. Às vezes boas, às vezes nem tão boas assim.

A arte de entrar na livraria, pegar um livro aleatório e começar a lê-lo ali mesmo. Ler um ou dois capítulos e decidir que você quer terminar aquela história, e não será ali, em pé. Será sentado em alguma poltrona do shopping, no caminho para casa ou vice-versa. Um livro que te conquista no primeiro parágrafo e faz com que você o leve para casa. Para todos os lugares.

Tinha me esquecido como é bom ir em livrarias e comprar pessoalmente uma cópia. Começar a ler imediatamente. A Amazon estrega rápido, mas não entrega no momento, não é a mesma coisa. Não é o mesmo que estar entediado, entrar numa livraria e deixar um livro te escolher. Um Kindle não é como virar as folhas de papel. Falta alguma coisa. Com um livro-livro as páginas me levam para outro planeta - e eu amo o Kindle! mas os livros-livros tem o poder de que eu esqueça tudo que está ao meu redor. Estou aborta na história completamente, me sinto lá dentro, alheia as pessoas chatas, ao mundo chato, a vida chata.

Ler é a melhor coisa do mundo.

Da série: "a arte da ficção"...

Ele observava o mundo a sua volta com seus cabelos médios e negros. Sua aparência era jovem apesar de seus quase 300 anos. As luzes piscavam. Geórgia ouvia o som da cidade desejando estar em outro lugar. Ela não era uma pessoa urbana. Odiava tumulto. cidade grande era cidade cinza. Tentava se concentrar mas o poder esvaia de suas mãos. "Quero fugir pro mais longe daqui" - disse. Fugir sem olhar pra trás Fugir rápido Com força Sem pensar Sem cessar... Mas não posso.

O vento batia em seus cabelos. Ela se sentia só. Ele a observava de longe, ela nem se dava conta. Quando tentava de concentrar se perdia em poder e o mundo a sua volta desaparecia. Mas ele estava lá e olhava fixamente para ela com seus olhos castanhos e profundos.

Naquela noite os corvos se concentraram em massa na praça. Geórgia se mexia descontroladamente durante o sono e resmungava algumas palavras. Acordou mais de uma vez. Toda noite já havia algum tempo, o sonho se repetia. Ela estava em uma sala ampla e vazia, o que fazia o lugar parecer mais amplo ainda. Ela olhava em volta e tudo o que via era uma janela a sua frente e uma porta a suas costas. Todas as vezes ela andava até a janela, se debruçava no parapeito e olhava abaixo: estava em um castelo. O vento entrava gélido pela veneziana e Geórgia tremia. Reparou pela primeira vez que usava um vestido longo, creme, com belos bordados até o chão. "O que estava acontecendo?", ela se perguntou. Então as paredes começaram a se mover e fechar. Geórgia correu para a porta mas estava trancada. Em desespero pensou em pular a janela mas era muito alta. Agachou-se tapando os ouvidos e mais uma vez acordou suando. De quem eram aqueles olhos? Quem era aquele homem? Pedia auxílio a Lua mas a sensação era que estava sozinha.

De longe o homem a estudava. Era Jona. Voltara finalmente e queria vingança. Sua aparência parara no tempo. Aprendeu a invadir sonhos e observava Geórgia.


Eu compro bastante na Sephora e com isso ganho alguns brindes dependendo do valor da compra, e a maioria desses brindes são maquiagens em miniatura. Ignorem a paleta da Vult. Não faz nem um ano que comecei a usar "maquiagem de verdade" e esse é um mundo empolgante depois que a gente conhece. Tudo bem, tem gente que realmente não gosta e tudo bem, eu achava que não gostava até experimentar - foi tipo comer quiabo. Quando eu era criança dizia que eu odiava quiabo, hoje em dia como numa boa. 

Eu assisti a primeira temporada de Gilmore Girls em dois dias! De manhã eu acordo e vou direto para a sala ligar na Netflix e fico assistindo a manhã toda até a hora de ir para o trabalho. Estou terminando de ler "Clarissa" do Erico Veríssimo e até agora é um 5 estrelas. Enjoei completamente de "A Arte de Pedir" - sim ainda não terminei. Esse ano até agora eu li um total de sete livros. Ficar preenchendo a planilha da Nicas me lembra o calendário editorial de dezembro de 2014. Mas eu sei que no fundo tá sendo legal só no BEDA porque não gosto de planejar as coisas para o blog, as coisas vêm, eu faço as coisas e pronto. Me sinto pressionada quando sigo um calendário, não é como se isso fosse trabalho. Eu escrevo porque escrever é divertido e me faz bem, despejo tudo que quero/preciso despejar. Me dá paz. Então nada de calendários.

Mais uma coisa: eu parei de fazer resenhas dos livros que eu li e comentários sobre os filmes que eu vi. Não me pergunte o motivo, eu não sei. Perdi aquele pique de dois anos atrás. Quero simplesmente ler e dizer se foi boa ou não a experiência. E quero muito dar uma esvaziada na minha coleção, deixar por aqui só o que realmente eu sei que vou folhear vez ou outra, ou uma vez por ano, tipo Pollyanna, ou o que quero passar para as futuras gerações. Se a Ludimila de dois/três anos atrás me visse hoje não sei se ela ficaria assustada, contente ou os dois. Mas acho que talvez ela sentisse orgulho de quem ela se tornou. Pelo menos eu sinto.

Desisti de ler "Deuses Americanos", mas ainda quero tentar Neil Gaiman, talvez nos quadrinhos, talvez em "O oceano no fim do caminho", em alguma coisa que não tenha Deuses ou um cara chamado Quarta-feira. Já comentei como eu amo as edições da Cosac Naify? Esse foi provavelmente o diarinho mais aleatório de todos os tempos. E você achando que eu ia falar de maquiagem. Sim, resolvi usar o outro banner do BEDA hoje pois os dois são lindinhos e merecem (pena que eu acho que o Facebook tirou a qualidade desse aqui, damn you Mark!). Até amanhã :)

Sábado saí atrás de uma muda, mas acabei voltando com uma suculenta. Eu não sou a pessoa mais dedo verde do mundo, porém me deu vontade de fazer um jardinzinho simples no fundo do quintal com algumas flores, poréeeeeeem, voltei com uma suculenta. Em parte porque tive medo de nem conseguir um brotinho e ficar frustrada, por outro lado porque ela me conquistou instantaneamente. Espero ser uma boa mãe e não mata-la no primeiro mês. Eis a suculenta.







Por hoje é só! 🌵

Tentando entender o que “irrita” mais: o domingo já ser entediante ou passar quase o domingo todo sem internet. Eu tenho internet no celular, mas não é a mesma coisa que usar no computador, já cansei de rolar a timeline do facebook, fazem séculos que não entro no twitter, organizei meu guarda-roupa mais vezes que posso contar, li um pouco, escrevi, até assisti alguns episódios de Gilmore Girls, mas continuo entediada e sem internet. É até estranho digitar no Word. E não tenho apoio para as costas. E outra, está calor, muito. E ainda estamos no inverno. O suor começa a me irritar, eu fico inquieta, não consigo concentrar – em ler, escrever ou o que quer que seja.

Gilmore Girls me conquistou instantaneamente depois do episódio cinco. Peguei um resfriado. Queria não existir na segunda-feira. Ignorei que era domingo. Das 15 horas que fiquei com o notebook ligado, a internet funcionou mais ou menos por 2 horas. Não sei cadê minha chave. Me questiono se deveria já usar uma das calças coloridas que comprei. Ainda não me sinto um deles - os novos colegas. Mudar de projeto por lá é tipo mudar de escola. Gente nova, professores novos. Acho que estou velha demais para ficar mudando de escola todo ano. É como se eu me mudasse de cidade e tivesse que encarar tudo de novo.

Domingo à noite - depois das 21:00 é a hora das declarações, a saudade bate mais forte, memórias, flashbacks, planos, vestir uma das blusas dele, fechar os olhos e nos imaginar juntos, conversando baixinho, olhando pro teto - que agora eu me pergunto se também é verde. 

Quando assisto uma série por muito tempo eu tendo a pegar "manias" dos personagens, ou agir como eles fisicamente e às vezes psicologicamente, assisti 18 episódios da primeira temporada e já sou praticamente uma Gilmore. 

A melhor parte de ficar sozinha é ter a TV toda para mim e usar no notebook no sofá, é bem mais confortável que na cama apesar do pescoço começar a doer de olhar para baixo; antes o pescoço que as costas? Bom seria não doer lugar nenhum, mas sigo levando. Preciso seriamente de uma cadeira de computador, mas não tenho onde coloca-la a menos que eu suma com meu baú que está com 90% dos meus livros dentro. 

Espero que meu moletom chegue logo e me vista bem. 

Olá, meu nome é Ludimila e eu trabalho nessa empresa como operadora de telemarketing há 3 anos e 3 meses. Nesses 3 anos e 3 meses é a terceira vez que sou transferida para meu quarto projeto. Nesses 3 anos e 3 meses acabei com dois projetos. É tipo call-center. Em todo esse tempo nessa indústria vital eu já deveria ter me acostumado com essa desculpa de que “estamos fechando pois isso é um call-center e as coisas num call-center mudam da noite pro dia” – infelizmente, para eles, todo mundo ali era velho de casa e ninguém nasceu ontem, todo mundo só fingiu que acreditou. E mais uma vez sou obrigada a mudar toda uma rotina. Não minto, fiquei infeliz no dia da notícia, achamos piamente que ficaríamos nos nossos horários de sempre (que foi mal aí ex-supervisor, não tinha nada de temporário) (como é que uma coisa que acontece há mais de um ano pode ser temporária?).

“Vocês têm que ter flexibilidade”;  “Já está na hora de você fazer um processo seletivo, sair da PA, você tem potencial, é proativa” – pequenos elogios como esse não mudam o fato de que 1) eu nunca quis “subir” na empresa; 2) eu cheguei onde eu queria chegar e me tiraram de lá poucos meses depois. Eu já estava no cargo que eu almejava, eu estava me dando bem, eu estava aprendendo, eu estava feliz, e então da noite para o dia me colocam em um receptivo disfarçado de ativo sem desafio algum. Atendimento. Eu tinha “saído da PA”, mesmo que eu continuasse nela, de vez em quando ligando para algum cliente, tratando o que quer que fosse. A PA é um lugar confortável para sentar, eu tirei aquele fone da minha cabeça depois de dois anos, eu passei por dois cargos, eu finalmente estava em um lugar desafiador que eu conseguia tirar de letra, e então fui podada. Porque é tipo call-center. Nem todo mundo quer ser gerente. Tem gente que só quer ter paz de espírito no fim do dia. E isso eu tinha. Agora sou obrigada a voltar literalmente para a PA, com o headphone na cabeça durante 6 horas do meu dia, ouvindo reclamação de cliente, ouvindo cliente ser sem educação, ou às vezes nem atendendo ligações pois nessas 6 horas caem, deixa eu ver, uns cinco clientes?

Eu achei que nunca diria isso, nunca mesmo, mas eu achei que nunca sentiria falta de preencher uma planilha.



Descobrir quem é você quando se trata de fotografar não é tarefa fácil. Fazendo um trabalho do meu curso descobri o que eu já sabia: fotografia publicitária é da hora, mas não é minha. Descobri saindo pra rua que gosto de olhar a rua e estar na rua, mas não gosto de fotografar a rua – e não foi por falta de tentativa. E outra, jamais serviria para o fotojornalismo, não tenho estômago. Descobri que apesar de não saber lidar com gente, eu gosto de fotografar gente. Ironias da vida. Mas não gente de revista, gente famosa, modelos, gente que tá sempre ali, na frente da lente, gosto de fotografar gente como a gente. Gente como eu que não sabe lidar com gente, nem com a lente apontada direto pra mim. Gente como minha mãe, meu irmão, meu namorado. Gente como eu já fotografei, que só querem que eu transforme seus momentos em memórias que durarão uma eternidade. Gente tímida, gente mais solta, gente te todos os tipos. E eu demorei a perceber isso. Teve uma vez que até invoquei de fotografar comida, mas prefiro come-las. Passei uma vida falando que odiava gente sendo que na verdade eu não as compreendia. Cada pessoa tem sua história e dentro dela suas facetas, e era dessas histórias que meu coração falava o tempo todo. “Conte histórias a eles. É só contar-lhes as histórias.”. Eu quero contar a história de cada pessoa retratada pelas minhas lentes de forma doce e suave. Cada detalhe. Quero transmitir apenas a verdade que meu protagonista deseja compartilhar. Quero transformar sonhos em realidade. Quero fazer parte, de alguma forma, desses sonhos. Não nasci para ser a Cinderela e sim sua fada madrinha e a câmera é minha varinha de condão – só que não precisamos voltar pra casa antes da meia noite. 



Te amar é tipo ler um livro. 

É bom. 

É desbravar as páginas, uma por uma. 

É cheirar as delícias do desconhecido com os olhos fechados, se maravilhar com cada letra, acento ou ponto adicionado. 

Descobrir para que serve o ponto-vírgula; 
devanear. 

É tocar com carinho a capa sem saber o que aguarda no miolo. Ver que nem sempre a lombada é firme, mas que ela aguenta o que quer que for. 

Te amar é companhia de cabeceira, travesseiro, aquela conversa gostosa antes de dormir, ou antes de acordar de verdade - apesar que você sempre acorda primeiro quando eu ainda estou brincando de acordar, e logo que sai da cama eu pego no sono de novo. 

Te amar é lembrar que de vez em quando gosto de poesia. 

É querer que nosso amor fosse um livro de bolso para te carregar comigo na bolsa e fugir pra lá sempre que preciso. 

Te amar é como me perder em uma livraria, 
cheia de histórias e 
todo o tempo do mundo para conta-las.

Eu não sou uma pessoa de manhãs, meu horário normal no trabalho começa às 13:00, mas já tem um bom tempo que não tenho mais um horário fixo e estou indo de manhã, nesse período passei por vários motoristas e cobradores diferentes em diferentes horários e de longe meus favoritos foram os do ônibus das 08:10. Todos os dias, religiosamente, eles dão bom dia para quem entra no coletivo, e essa é uma das coisas mais legais do dia. Ou pelo menos da parte do dia que passo dentro do ônibus. Enquanto esse motorista e a moça cobradora são a animação em pessoa, o motorista do ônibus seguinte consegue ser o rei dos ranzinzas, está sempre com a cara fechada e se fosse entra falando "bom dia" ele te ignora friamente. Às vezes da vontade de falar bom dia, ok? Eu admiro aquelas pessoas que parecem estar sempre de bom humor e dão bom dia para todos os desconhecidos no caminho, eu não consigo ser essa pessoa. Mas se a pessoa me der um bom dia eu vou retribuir com pelo menos um sorriso. 

Aliás, bom dia.

Eu sou emotiva. Muito. Mais do que gostaria. 

Qualquer estresse a mais, qualquer pressão em cima de mim é motivo de desespero - e eu simplesmente não sei lidar. Tanto com coisa boa e principalmente com coisa ruim. Me dá um peso no peito, vai me dando uma falta de ar, fadiga, vontade de me esconder do mundo, de fugir para um lugar sem tumulto, me esconder debaixo das cobertas, qualquer coisa! E as lágrimas simplesmente vêm. E quando elas começam não consigo parar, me sinto uma torneira estourada que fica jorrando água. E eu odeio chorar. Tanto pelo rosto inchado quanto pelo nariz escorrendo, e também pelas dores mentais que acompanham um choro, dói fundo, lá dentro. E odeio ainda mais chorar em público quando as pessoas cismam de perguntar o que houve, não é culpa delas, mas aí me desabo mais ainda a chorar e ferrou, não vou parar tão cedo. 

Às vezes eu choro por um motivo X que acho bocó e depois continuo chorando de raiva por ter chorado por uma coisa bocó.

E existem as coisas que fazem essas crises passarem - pois tudo é no plural. Um sorriso querido, um abraço apertado, um beijo na testa, chocolate, o por do sol, boas notícias. Um dia pode ir de inverno a primavera em segundos, é só a gente deixar.



Nunca me considerei uma pessoa com estilo. Na minha cabeça adolescente não ter estilo era o meu estilo, pois apesar de estar bem parecida com o resto, eu não era parecida com minhas amigas da época - nem queria ser. All Star Converse, preto, camisetas e jeans alimentaram meu guarda-roupa por anos e anos até que eu parasse para pensar nas coisas que eu gostava e queria/podia transmitir através das roupas. Eu sempre quis ser invisível. E funcionou enquanto eu quis que funcionasse. Porém chegou um ponto em que eu não estava mais feliz dentro daqueles panos, não me reconhecia mais, queria tirar o uniforme, e foi com a ajuda de algumas pessoas reais e da internet que eu cheguei aonde estou hoje e continuo aos poucos construindo a pessoa que verdadeiramente sou externamente. 
Eu descobri o que queria quando vi minha blusa de poás pela primeira vez, quando ela nem era minha ainda. Eu queria usar uma blusa de poás com alça de crochê e um laço amarrado na frente. Aquela era eu, era a pessoa que eu me descobria ser. Aqui preciso abrir um parêntese e dizer que sempre me vesti como "menino", jamais dei bola para a minha imagem até então. Havia chegado em um ponto que não estava mais me encontrando naquelas roupas maiores que eu, sem corte. E então quando olhei para a blusa de poás me apaixonei instantaneamente. 

"Você deve se atrair por peças de roupa, e não apenas achá-las bonitas." 
- Mari Santarem (Viiixxxen)

Eu acho as roupas da Zooey Deschanel bonitas, mas não usaria todas elas, sabe? Esse tipo de coisa. Mas o monstrinho da insegurança ainda falava no meu ouvido e ele dizia "o que as pessoas vão achar?"; "tem um laço na frente"; "têm bolinhas"; "parece roupa de grávida"; mas foi só eu vesti-la pela primeira vez que ele se calou quase completamente. Se você está se perguntando que blusa é essa, é essa aqui.

Quando a gente se encontra na gente é maravilhoso! Veio a blusa e então veio outra, minha primeira sapatilha, outras blusas, bolsas. Comecei a prestar atenção nos detalhes, uma renda, um bordado, um carinho a mais. Passei a me sentir bem nas minhas roupas e já não me sentia uma cópia do restante da humanidade. Não era forçado, simplesmente era eu. Troquei quantidade por qualidade. No meio dessa mutação constante encontrei um lugar onde sou feliz plenamente comigo e com a minha imagem.
Sabe aquela história de zona de conforto? Eu estava em uma, saí e entrei em outra - isso não quer dizer que parei por aqui, o tempo todo, mesmo inconscientemente, mudamos nem que seja um pouquinho nossa forma de pensar e com o tempo isso vai influenciando na nossa forma de agir, ser e até vestir. As roupas para mim deixaram de ser um pedaço de pano, agora elas são divertidas, são parte de quem eu sou. E confesso, esse próprio post demorou mais que quero admitir para sair, e já estava praticamente pronto! Eu me sentia insegura para falar sobre isso, para falar sobre esse lado tão importante de mim. Eu amo coisas fofas! Por que era tão difícil de admitir? Essa é uma pergunta que eu talvez nunca consiga responder.


 Se organizar, todo mundo bloga

Duas semanas se passaram, décimo quinto dia, mais um dia riscado no calendário. Queria que faltassem quinze dias para você voltar, mas faltam 22. Na verdade, queria que não faltasse dia nenhum, que você voltasse agora, mas infelizmente não é possível. Pelo menos posso acordar de olho em você, para nossas fotos, sentir seu perfume sempre que preciso, fecho os olhos, é como se você estivesse aqui. Ao fazer o café nossas memórias me visitam. Sinto falta dos seus braços ao redor me mim, do seu abraço, do seu carinho.

Queria estar naquele filme Click, por mais que o personagem do Adam Sandler não termine muito bem - em um clique você estaria aqui ou em qualquer lugar que queira estar. Mas hoje ainda é domingo. Estou doida para arrancar a página de julho do calendário, agosto faz parecer que estou mais perto de você. Mas os dias passam devagar. Espero que o céu esteja tão azul quanto está aqui. Com o mesmo vento gostoso de agosto. E que esse vendaval te traga de volta.

Com você quero dividir a manta nos dias frios, o chuveiro nos dias quentes e a cama todos os dias. Trás contigo todos os seus problemas que eu tento fazer eles parecerem menores. Divido contigo meus sorrisos e prometo diminuir as lágrimas. Só não divido meu amor pois esse não pode ser dividido, só multiplicado. E com você somei, multipliquei, ao infinito e além.

Dois pontos que se esbarraram nas beiradas do universo. Dois átomos que se tornaram apenas um. Dois pontos de luz que se fundiram. Você fez um feixe de cor se transformar em uma verdadeira aurora boreal. Abrimos passagem para um mundo só nosso.

Eu era vermelho. Você era azul. Hoje estamos praticamente violeta. E contigo quero colorir o mundo.

 Se organizar, todo mundo bloga

não ia ter post de introdução, na verdade eu nem ia contar que eu ia fazer BEDA, ia simplesmente começar a postar todos os dias e pra quem lesse seria "ué, ela não tá postando demais?", como se você não soubesse que é agosto e que normalmente tem BEDA - apenas tentava enganar a mim mesma, mas já que coloquei a pontinha dos dedos, tô aqui pulando de vez no mar das postagens infinitas com um total de 2 (dois) posts programados.

seja o que os deuses todos quiserem.

sobre bedar:

o post da Cacá plantou a semente do mal na minha mente, mas me empolguei com a ideia depois de entrar no grupo "Se organizar, todo mundo bloga" (o grupo é fechado mas é só pedir solicitação etc) e vi aquele tanto de gente empolgada com a ideia, segui o fluxo e uma vontade antiga - ou era agora ou só 2017.

como já dizia a bruxa do pica-pau: