Às vezes quando desejamos alguma coisa, o universo dá um jeito de nos dar exatamente o que temos em mente. 

E tudo bem que nesse caso o universo tem nome e endereço, e dicas foram dadas, mas a surpresa foi melhor que eu imaginava. 

Lá estava você, naquele início de noite, jogado na nossa cama (soou tão bem dizer "nossa"), dormindo, só esperando que eu aparecesse por lá como quem não quer nada, com o pretexto de ajudar sua mãe a arrumar uma coisinha ou outra no quarto recém inaugurado. E eu acreditando piamente que ainda faltavam sete dias. São à essas pequenas coisas que sou grata por tê-lo e compartilhar minha vida contigo. Não foi numa segunda-feira nublada e sim num domingo ensolarado, véspera de tempestade. Até cogitei levar seu presente, mas ele ficou para trás, e lá estava você.

E lá estava eu. E lá estávamos nós. 

Trinta dias que se tornaram quarenta, que se tornaram trinta e cinco - que no fim eram vinte e sete. Achei que passaria mais uma semana rabiscando o calendário. A página de agosto sofreu em minhas mãos. E como sou feliz pois acabou e ainda ganhei dezoito dias para chamar de nossos, pois não importa se é final de semana, feriado ou dia 19 - todos os dias são nossos. 

E não, textos programados nem sempre dão certo. E que bom que eles não dão certo.


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