Um mês que iniciou com colapsos e a morte oficial do meu notebook, seguiu com a minha primeira semana de aula em Licenciatura em Artes Visuais, uma breve exploração sobre o universo educacional, curiosidade para desbravar livros de Pedagogia e um tema de trabalho que me deixou empolgada e confusa sobre o como fazer. Completamos nosso sétimo mês-versário, e usei saia longa no trabalho - mais de uma vez. E terminei o mês sentindo cólica.

Outubro.

Ainda não sou a melhor pessoa do mundo na hora de tomar decisões, ainda falo mais que a boca e assusto as pessoas com a minha cara de poucos amigos, mas é a minha cara, não posso fazer nada. Choveu uma quantidade razoável de vezes e já não lembro se tomei chuva esse mês ou em setembro. Faltam dois meses para o Natal, sinto uma necessidade de colocar a câmera no pescoço mais uma vez, usei vestidos mais de uma vez, li até bastante e minha lista de leitura só aumenta.

O que ainda dá para fazer em 2016? Da minha lista de não-metas eu queria dormir antes da meia-noite, consegui (a maior parte), praticar Yoga ou Pilates, foi um dia para cada e nunca mais, deixei o cabelo crescer até setembro quando precisei cortar de novo, e ele segue crescendo mais uma vez, fiz exame de vista, troquei a armação do óculos, nunca mais procurei saber sobre glaucoma, fica para 2017, "dar uma sacudida" é apelido para o que fiz no meu guarda-roupa, e eu não me alimento mal. Nunca mais cheguei perto do meu livro, não viajei, terminei por hora a "reforma" do meu quarto, faltam apenas mais alguns detalhes. Nada de aulas de francês, quando finalmente calcei o oxford, ele descascou. 

O que ainda dá para fazer em 2016? Não sei? Não tem nada que eu sinta que ficou pendente até aqui. Life was never worse, but never better... sabe? Tá bom assim, eu sinto que realizei tanto até aqui, e não é como se eu quisesse me acomodar ou como se estivesse na sala de espera da vida mais uma vez, ainda quero fotografar pelo menos mais uma vez esse ano, isso é certeza, de resto, que venha, estarei de braços abertos.


Minhas primeiras impressões sobre fazer faculdade "de verdade" (no segundo dia de curso).
Help, I need somebody, help...

Depois de todo esse tempo eu finalmente decidi começar de vez Artes Visuais. E passei bastante tempo sem estudar de verdade então voltar a rotina de aluno, e ainda por cima EAD está sendo divertido e cansativo ao mesmo tempo. Absorvi tanta informação ontem que só queria dormir o restante da tarde e meu cérebro fazia um looping entre Platão, o trabalho e o namorado (e de vez em quando comida e o calor que fazia).

Digo fazer faculdade de verdade porque não conto aquele mês em Psicologia como se eu tivesse passado pela experiência de fazer algo, isso aqui estou fazendo porque realmente escolhi fazer (mas virar a noite deitada em cima de xerox agregou um tiquinho). Apesar do susto de ver que o próximo artigo que tenho que ler tem 10.199 palavras, estudar é a melhor coisa do mundo. 
São dois dias para três anos adiante e mal posso esperar pelo que pode vir!


Temos sete meses e nesses sete escrevi em todos eles. Nos sete cresci setenta vezes, e posso encontrar setecentos motivos para querer mais sete mil dias com você. De sete em sete vou aprendendo a caminhar lado a lado, com quem no dia vinte e sete aceitou trocar umas palavras comigo. 

De sete em sete dias tenho vontade de escrever, de sete em sete palavras vou juntando as frases inspiradas por você, de sete em sete minutos arranjo um assunto novo para discutir, um carinho de sete segundos para fazer, um cochilo de sete minutos sonhando com você, uma noite que dura sete horas de sono profundo com memórias leves.

Sete com sete são quatorze, com mais sete a quantidade de tempo que quero continuar escrevendo sobre como você me faz sentir.


Tem aquela chuva pra molhar e te deixar resfriado, tem aquela de molhar bobo que esqueceu o guarda-chuva, tem aquela que parece um banho, e tem a chuva que lava a alma.

Eu pedi pra chover e reclamei da chuva, no dia que aceitei molhar, parou de chover; tem dessas.

E tem aquela chuva quem vem avisada e marota, dizendo, se prepara que vai chover e você sai agasalhado. Mas tem aquela que só ameaça, faz você sair esperando nevasca e vai embora assim que você coloca o pé para fora de casa.

Eu  tenho uma conexão com a chuva, sempre acho que ela está querendo me dizer alguma coisa; acorda, levanta a cabeça, tô aqui para lavar todas as suas preocupações. Ela conversa comigo às vezes e sempre vem na hora certa.

Dias de verão, noites de inverno, tempos de chuva, tempestade. Mas daquele tipo que vem para derrubar as velhas folhas  e depois regar as novas flores. Era fim de verão quando a gente se conheceu e se apaixonou. E se entregou. Então veio o inverno para congelar todo sentimento ruim e fazer com que eles se quebrassem para sempre e ficassem só os aprendizados e as coisas boas. Na primavera nós florescemos juntos e daqui a pouco já volta a ser verão e teremos atravessado as quatro estações juntos.

Os dias são mais coloridos até quando tudo parece cinza. É só lembrar do seu sorriso, do seu toque, de você. Entre tênis vermelhos e novos olhos, Marvel e DC, cães e gatos, flores e folhas marrons, pássaros e suas músicas pessoais, sempre naquele mesmo sofá, às vezes em outro, nós dominamos o mundo. No meio das nossas bagunças organizadas, criamos nosso universo onde, claro, nada é perfeito, mas é perfeito do jeito que é.

Foi numa transição de estações que nos declaramos pela primeira, já era Outono, todo o medo já havia morrido. Em junho foi dia dos namorados. Em setembro cresci mais um pouquinho apesar de tudo que trouxe. Nos resta agora esperar o Verão chegar para iluminar mais forte ainda essa nossa luz - e torcer para que se for para derreter, que seja de amor. 

Na última semana descobri a maravilha que é usar vestidos, tanto é que se deixasse eu ficava o dia todo com o dito cujo (fiquei) e se pudesse ia trabalhar com ele também (não pode). Eu tinha uma aversão a peças abertas entre as pernas e peças que mostram a pele em geral, sempre me senti exposta com elas, mas graças a falta de tempo para trocar a roupa que já estava fechada e bem posta no corpo (diferente de hoje) encarei o mundo lá fora de cabeça erguida e saia balançando até o ponto - e até andei de ônibus. Vestidos são confortáveis, além de lindos, finalmente uni o útil ao agradável, só preciso de força agora para tirar a saia longa do guarda-roupa de novo.

Aliás, andar um bela caminhada de saia foi libertador também. "Dá vontade de sair girando", dá mesmo. 

Aleatoriedades
Lendo ou tentando ler "Enigmas da primavera" do João Almino e nem sempre ler um capítulo na livraria dá certo, fica a dica. É legal, mas não é tudo isso. Assistindo ainda, claro, Gilmore Girls. Me sinto nesse momento em algumas questões a Rory. Preciso parar de reclamar inclusive. S7XE4.
Alexis Bledel está pra minha vida assim como Ellen Page. Parece que tudo o que assisto elas estão no meio. E em uma passado não tão distante eu já cheguei a confundi-las.
Não me pergunte como. Até a próxima!

                Tudo bem, talvez nem todos. Mas os livros, o jornalismo, Rory fala tanto comigo. Pode ser que eu não vá para a área, é quase improvável, mas sou tão apaixonada por conhecer aquele mundo, tenho uma gana tão grande daqueles papéis, daquelas histórias, daquelas imagens. Redação é uma paixão antiga e é incrível como depois de quase um mês sem escrever, escrevo às escondidas do computador do trabalho. E nem sei como poderei levar isto para casa. Está tão bem editado aqui. Mas quando chego em casa estou cansada pois me sinto sugada do dia todo. Estou cansada de todos eles, e eles nem sabem o que estou fazendo, ainda bem.

                Parágrafos são legais. Gosto de escrever no Word devido aos parágrafos. E porque as edições são lindas. Sou de humanas, sou das letras, amo textos justificados, mas estou adorando esse texto visualmente bagunçado. Até hoje tenho duvidas de como usar os “porquês”. O Word colocou acento nesse. E tem algumas palavras que me deixam confusa, como “acento” e “assento”; um é de sentar. Escrever é tão bom. E pensar que fiquei tanto tempo sem. Escrever e ler são coisas maravilhosas. Somos todos Rory Gilmore, todos nós que mantemos diários e escrevemos sobre nossas vidas.

Desde os primeiros dias do ano as coisas pareciam bem encaminhadas, eu ia fazendo uma coisa de cada vez, eu ia vivendo, calma como um rio, as coisas iam fluindo. Mas aí chegou setembro. Já na primeira semana de setembro tive um ataque de nervos, e achei que ele havia passado, mas ele voltou, e então quando tudo parecia ajeitado, eu desabei pra valer no primeiro dia do mês. Quis fugir, me esconder, só queria dormir pra ver se esquecia tudo, mas eu não podia fazer nada disso, eu tinha responsabilidades com as quais lidar e queria mais que tudo voltar a sorrir e voltar a ficar leve. Desabafei, desabafei pra caramba, chorei tudo o que tinha para chorar em dois dias inteiros, cheguei em casa destruída, e aos poucos parece que o fogo foi diminuindo e só ficou a poeira suja do incêndio.
Era assim que estava me sentindo. Depois de tanto choro soluçado, dor no peito, nas costas e nos olhos, uma noite que conseguiu me alegrar de verdade e uma boa noite de sono depois de muito tempo, acordei, posso falar sinceramente dessa vez, acordei bem, e acordei para vida, finalmente. Às vezes essa história de ser "adulto" é assustadora, mas já chegou, tá aqui, e preciso encarar e lidar como gente grande. Não é de hoje que estou tentando parar de sofrer por antecipação, tenho certeza que não será agora que vou parar - de vez, mas quero parar, preciso parar, isso faz mal, muito mal. A dor que estava sentindo dentro de mim foi assustadora, mas não quero mais ter medo da dor. 

O que não te mata, te deixa mais forte.

Não vou deixar meu cérebro ansioso estragar a maravilhosidade que tem sido esse ano de 2016. Dois mil e dezesseis seja, sabe? Tá sendo. E eu mesma não vou deixar que eu estrague isso.
Que dia é hoje? Hoje é o dia em que parei, respirei, olhei em volta e dei uma espiada lá atrás. Chega de sofrer pelo leite que nem ferveu ainda, menina. Sai dessa. E respira.


Setembro foi um mês esquisito. O mês das crises. Depois de tantos textos regados pela bad, você deve ter notado. Coisas acabando, começando, recomeçando. Espero do fundo do meu coração que meu notebook não tenha morrido. Setembro.

Ainda não sei o que dizer sobre setembro. De modo geral, não consigo dizer que foi um bom mês. De todos os meses do ano até agora, setembro leva o título de pior, foi pior que janeiro, e espero que as coisas melhorem em outubro. Na verdade, sinto que as coisas já estão melhorando enquanto escrevo esse texto. Ao mesmo tempo em que me sinto estática, me sinto em movimento. Fechei um ciclo e estou iniciando outro. E isso sempre dá medo.

Links do mês
a summer de hoje é o tom de amanha
verdades de uma pessoa introspectiva
os momentos de silêncio
a teoria do impossível
nunca reclamar, só agradecer
look do dia, identidade e afins
Lendo & Assistindo

Esse mês eu terminei de ler "A Arte de Pedir", da Amanda Palmer e só foi um quatro estrelas devido ao final livro. Começou a ficar enrolado e repetitivo. Mas não posso tirar o mérito de que ela me fez me enxergar como artista pela primeira vez em dois anos. Depois eu li "Histórias Extraordinárias", de Edgar Allan Poe e gostei bastante da experiência. Normalmente eu fujo de histórias nesse estilo, mas consegui lidar bem com Poe, nem posso dizer que senti medo, na maior parte foi mais um incômodo. Para fechar o mês eu (finalmente) li "Sejamos todos feministas", da Chimamanda Ngozi Adichie. Apesar de ter adiado essa leitura, ela foi ótima mesmo assim. Foi bom finalmente tocar nesse assunto de verdade. Não nego que às vezes eu fechava os olhos para verdade e ignorava a "palavra com F", mas chega uma hora que ela meio que grita, sabe? Recomendo bastante a leitura. E terminei o sexto volume de Sailor Moon!

Gilmore Girls

"Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar" sai em novembro e eu já estou quase na metade da sexta temporada. Meu desejo é que Lorelai e Rory voltem logo a se falar e que o casamento de Luke e Lorelai realmente exista. Mas algo me diz que o segundo dificilmente acontecerá.
Que em outubro as coisas melhorem e o mês não seja essa turbulência que foi setembro. Daqui três meses daremos adeus à 2016 e posso dizer como estou feliz por estar vivendo este ano. Mais força e foco. Tá tudo bem.