Que merda, eu tô me sentindo tosca de novo, eu tenho que colocar na minha cabeça que a gente não tem nada NADA, foda-se o que você faz, com quem faz, quem você beija, quer beijar ou quer te beijar, quem te encosta, pra quem você sorri, que merda! Eu tô me sentindo aquela louca que te persegue e eu não sou essa pessoa problemática não, mas toda vez é a mesma coisa, os mesmos sentimentos, a raiva, o ciúme, a sensação de exclusão, a cara de cu. Eu não tô brigando/discutindo com você, é comigo, o problema é meu, sou eu. Eu não queria agir dessa forma, me sinto infantil, inferior, idiota, dependente, adolescente, ridícula. É por isso que todo mundo me ignora, finge que eu não existo, porque expus esse lado que deveria ter ficado escondido, deve ficar escondido.

Que merda. 

E eu não vou mandar essa mensagem, ou talvez eu mande, só sei que eu preciso desabafar e não pode ser com você, pois é sobre você. Então eu finjo que nada aconteceu, deixo de falar as coisas e vou guardando até que elas se explodam de novo. Eu sou idiota. Eu só mando mensagem porque com mensagens tenho respostas, odeio falar sozinha, e é isso que tô fazendo agora, falando sozinha, porque você provavelmente nunca vai saber. Talvez colocar em público, sem nomes, no blog, seja uma forma de você talvez me entender, mas eu nem sei mais se você me lê. 

Então volto a falar com as paredes até o dia em que vou explodir mais uma vez, ou até o dia em que vou te esquecer de vez – desse jeito. Do jeito que era, mas ao mesmo tempo nunca vai ser. Nos dois mudamos, muito! Só cada um sabe como mudou, e nada vai voltar, é isso que eu preciso entender. Mas ainda incomoda, ainda é chato, ainda me sinto a chata, a ex, a inconveniente. Então eu acabo sendo grossa com você sem querer, acabo sendo grossa com você porque estou brava comigo, não deixo ninguém se aproximar porque começo a me odiar.

Quantas bocas você já beijou e quantas eu deixei de beijar? Quantas pessoas já passaram pela sua vida enquanto por aqui eu não deixei ninguém entrar? Não posso procurar outros amigos para substituírem você, nem outra família para substituir a sua, mas preciso viver. Vocês sempre estarão lá, sempre, eu amo vocês todos, mas não posso mais amar você.


Depois do post sobre roubar na caligrafia da Cacá, deu vontade de escrever bonitinho e responder o meme escrito!

1 – Qual o seu nome? 
Ludimila

2- URL do seu blog.
luferreira.com.br

3 – Escreva “A rápida raposa marrom pula sobre o cão preguiçoso.”

4 – Citação favorita.
"Hogwarts will always be there to welcome you home." - JK Rowling

5 – Música favorita (no momento).

6 – Cantor/ Banda favorita (no momento)
Tópaz

7 – Diga o que quiser.
o que quiser (UASHUSHA)

8 – Indique 3 ou 5 blogs.
'bora fazer, gente!


"A senhora poderia me informar o CEP?"
"CPF?"
"Não, senhora, o CEP da rua"
"Mas por que você quer meu CPF?"

"O motivo da ligação é para fazer uma atualização cadastral"
*atualiza*
"O senhor ficou com alguma dúvida sobre esse atendimento?"
"Mas é sobre o que?"

"Boa tarde, eu gostaria de falar com fulano"
"Ele não se encontra"
"O motivo do contato é sobre a XXX, você pode atender por ele?"
"Pode ser"
"Informo que essa ligação gerou um protocolo..., você sabe me informar o endereço correto?"
"Ah não é só com ele"

"Boa tarde, eu gostaria de falar com fulana."
"Ela morreu" 
*desliga na cara do atendente*
*atendente retorna*
"Boa tarde, gostaria de falar com fulana"
"Ela não se encontra"
"Mas ela não tinha morrido?"
*silêncio constrangedor*

"Você poderia me informar o e-mail?"
"fulano@.com"
"Senhor, @ o que?"
".com"
"@ gmail, hotmail...?"
". com"


Vamos ignorar o fato de que ontem não teve post? Vamos sim. Eu estava doente ontem e preferi descansar do que me matar de escrever, já que fui trabalhar mesmo morrendo de gripe. A dor passou, a gripe nem tanto. 

+ os blogs que eu conheci até agora: Camis 🌻 Vois des fleurs 🌻 E agora, Isadora? 🌻 Em versos 

+ os textos: 🌻 A Ana Luíza escreveu sobre a menina mais bonita da faculdade e eu parei para procurar ao meu redor alguém que pudesse levar esse título, ainda sem sucesso; 🌻 A Ana escreveu sobre as coisas que não conseguimos desapegar e me identifiquei com quase todas; 🌻 A Muryel perguntou "se você fosse uma flor, qual seria?" e eu disse que seria um girassol, mas agora eu acho que me inspiro nos girassóis, porém não seria um deles; 🌻 A Natália escreveu sobre não discutir com idiotas, apenas posso dizer que concordo.

Por hoje é só!



Quando um ciclo se fecha parece que as coisas voltam aos eixos.

São quatro dias estranhos, talvez os quatro dias mais sombrios do mês. 

O primeiro é cheio de ansiedade, temor, você espera, espera, espera, e parece que nunca vem. Nada dá resultado. Nada acontece. É um estado de espera, de nada, que vai te deixando mais e mais ansiosa com tudo ao seu redor. Qualquer palavrinha é motivo para surtar. Você completa frases e situações por fim descobrir que estava na sua cabeça. Você quem se guardar, se esconder, tudo de deixa nervosa, e você fica nervosa por estar nervosa, é um ciclo sem fim. Tudo dói. 

No segundo dia vem a raiva, o rancor, o ódio. Tudo é mais intenso no dia dois. Se coisas boas acontecerem, elas serão intensas, se coisas ruins acontecerem, também serão, e as consequências são mais intensas ainda. Sua vontade é que a cada esquina tenha um saco de pancadas para que você possa descontar toda a sua raiva. Às vezes raiva do mundo, raiva de si mesma.

No terceiro dia vem o remorso de todo aquele ódio que você colocou pra fora. As coisas começam a esfriar, sua cabeça começa a esfriar, você percebe as coisas mais claramente, perdoa os outras, se perdoa, esquece o passado, segue em frente. 

No quarto dia as coisas voltaram ao normal, acabou. Você já pode respirar aliviada. 

No quinto você reflete sobre isso.


Cês pensaram que não ia ter post hoje né? [*movimento da sanfoninha intensifies*]

Acontece que meus planos pra hoje era fazer um 6 em 6 dos blogs que eu adoro, separei os blogs, não tirei as fotos, e quem liga pra planos no fim do dia? Fazer as coisas no improviso e às vezes do completo nada é muito mais divertido (desde que você continue vivo no dia seguinte). Então, eu já descrente e tentando tirar as fotos, vi menino Loki no fundo do quintal e fui lá fotografar (bem na sua linda cara). 

Todas as minhas referências andam girando em torno de drag queens, Pabllo Vittar e Anitta. Fiquem com as fotos e até amanhã!



Parece que estou "reformando" meu quarto há 84 anos. Dia 13 de abril de 2015 eu fiz o primeiro post sobre mudanças que eu queria fazer no meu quarto e desde então muita coisa mudou, muitas ideias mudaram e eu finalmente cheguei a uma conclusão de pelo menos dois cantos aqui no quarto:


Eu tenho essa estante-mesa que comprei e enfiei bem no meio do quarto mesmo com todo mundo falando que não ia dar certo, não deu, enjoei, mudei ela pro lado da porta e chumbei a parte mesa no canto da parede, a mesinha virou minha penteadeira (que jesus cristo tá uma bagunça) com alguns CDs como forma de decoração, e até então penteadeira será até que se faça necessário o contrário. No momento não ando precisando de mesa para escrever, fico direto na cama mesmo e sem arrependimentos, flui bem daqui e isso é o que importa. E nem pra faculdade ando usando caderno, a maioria das coisas fica no computador, então pra que mais uma mesa não é mesmo? 

Enfim, a estante funciona como estante + acessórios (que talvez fiquem lá talvez não) e quero inserir um nicho acima onde ficarão as pelúcias (assim os livros não pegam poeira diretamente), a parte do meio do nicho só terão coisas de Harry Potter, chegando no topo da estante, ali permanecem CDs e DVDs, abaixo meu altar/coisas de bruxaria e nos dois últimos livros e mais livros. Então incluímos um nicho e uma prateleira abaixo da estante para servir de sapateira! Caberão aproximadamente nove pares de sapato, que não é o número de sapatos que tenho e nem pretendo ter, mas a ideia é que ali fiquem os sapatos mais usados no dia-a-dia, o sapato do dia e o chinelo.


Pulando para a lateral do quarto, quando a casa foi construída fizeram um vão para enfiar o guarda-roupa, porém (entretanto, todavia) eu não preciso de um guarda-roupa de seis portas, seis gavetas e três nichos! Um guarda-roupa de um metro e dez é suficiente e dessa maneira minha cama cabe bem do lado dele, assim abrindo mais espaço no meu quarto. 

Acima da cama dois nichos quadrados: um com a luminária de árvore pois sou clichê (e gente, ela não é enorme que nem a que vende na Imaginarium, e nem é cara, porém é linda do mesmo jeito, paguei R$30,00 na Lojas Americanas e funciona com pilhas AA - nada de fios!), livros em andamento e meu notebook. A ideia é que o nicho funcione como um criado mudo, já que não terá espaço na lateral por motivos de guarda-roupa. E por fim um outro nicho retangular que nem aqueles lá de cima para colocar, adivinhem, mais livros.

Meu sonho de princesa é completar esses dois lados do quarto até o fim do ano. E ignorem essa arte abstrata, eu ainda não conheci o conceito de régua - e não fotografar o quarto foi proposital (tem um pouco a ver com preguiça também), hahaha! 

Quais seus planos para breve?



Menina bonita do batom vermelho, levanta a cabeça, sorri. Sorriso aberto.

Dia de auto-estima lá embaixo, se perguntar se deveria sair de casa, se questionar todos os motivos de estar tão pra baixo. Cadê o batom? Perdido no fundo da bolsa, um rosinha, meia boca, cor de boca. E boca lá tem cor? Passa assim mesmo, com o ônibus em movimento, finge que ele é mais alegre do que esse cinza que aparenta ser. 

Sorri por fora pra ninguém perguntar o que houve, já que nem você sabe se responder. Não houve nada, houve a vida. Tem dias que é assim mesmo, a vida acontece, e a gente tenta acontecer junto - só ficando quietinha no canto. 

Diálogos curtos. Respiração profunda. Passos lentos. Silêncio.

Ele chega pra salvar o dia. O batom vermelho, cor de sangue, cor de rosa, cor da alma. Expressa tudo o que não foi dito, tudo o que não pode ser dito, pros outros, para si. Primeiro tímido, depois exuberante, o batom vermelho tem vida própria, tem personalidade própria e fala por si só, ele grita. 

Liberdade. 

Poder.

Confiança.

Vida. 

Ele é mais que alegre. Ele é empolgante, despreocupado, quase embriagado. O batom vermelho é tudo que os outros batons não conseguem ser: ele mesmo.



Desde a minha tatuagem lá em março comecei a seguir tatuadores no Instagram e salvar fotos de tatuagens que provavelmente nunca vou fazer. Eu amo traços delicados e minimalistas, e principalmente desenhos que contam histórias.


Os três - se não me engano são duas moças - tem traços bem semelhantes, sendo a luiza.blackbird a única com o traço mais aquarelado.


E aqui duas tatuagens: o girassol cuja a ideia esta madurando na minha cabeça, e eu já tenho 99% de certeza que vou fazê-la; e se eu fosse tatuar algo junto com a minha mãe, seria essa borboleta.

E você, tem tatuagens ou vontade de quem sabe um dia fazer?



Eu conheci a Wicca mais ou menos em 2014 e desde então eu adoro comemorar a passagem das estações e as fases da Lua. Faz com que eu me sinta mais conectada com a natureza, comigo mesma, exercita minha espiritualidade e simplesmente me faz bem. Aquela coisa de paz de espírito. Acabei ficando um tempo afastada da bruxaria, não sigo a Wicca por ela mesma, mas esse ano voltei e foi a melhor coisa que eu fiz, e ontem lembrei da minha mãe perguntando se eu não estava acendendo velas na antiga estante, bom eu não estava, só que ontem acendi uma e esqueci de tirá-la lá de cima e sabe o que ganhei? Uma linda queimadura na minha estante branca. Já diziam os antigos: nada de brincar com fogo.

Eu mesma não tenho uma conexão com o fogo, apesar de ser o elemento que rege meu signo. Sempre gostei do vento, dos Silfos, em 2014 foram eles que me mantiveram de pé nos momentos em que tudo o que eu queria fazer era fugir. Eu simplesmente ficava parada contra eles e deixava que eles me acalmassem a mente e o coração. Já as Salamandras me assustam, não conseguimos controla-las, elas tem seu próprio controle, que é fora de controle.

Minha única vontade de ir para a praia é me conectar com as Ondinas, sentar a beira da areia e deixar as ondas me banharem, lavarem meus pés. Eu já estive em água doce, mas não acho que seja a mesma coisa, no mar elas parecem mais fortes. E a terra, os Duendes, bom, ainda não tive a chance de realmente me conectar com eles, mas as árvores tem seu quê de especial, quando a tocamos elas conversam conosco.

Outra coisa que descobri esse ano foi o tarot e quanto eu gosto de jogar. Comecei o tarot para orientação espiritual pessoal, mas tive que parar, porém logo voltarei as cartas. E é estranho estar falando disso tão abertamente no blog, não é como se eu tivesse vergonha, ou medo, só é diferente. Não fosse o acidente talvez eu nem estivesse aqui comentando sobre isso. Acho que o que pode ser tirado desse texto é que não importa em que força maior você acredita, se ela lhe trás paz, isso é o que importa.



01. apoiar as migas;
02. exercitar a criatividade;
03. exercitar a escrita;
04. tirar frutos da insônia;
05. virar assinante de uma marca de café;
06. conhecer pessoinhas novas;
07. tentar coisas novas;
08. ser organizado;
09. ou não ser organizado;
10. uma desculpa para viver novas experiências para ter mais pautas;
11. e perceber que novas experiências são legais;
12. fazer resenhas de livros que você leu e por preguiça não fez as resenhas antes;
13. escrever textões;
14. nem sempre escrever textões, e tudo bem;
15. continuar antigos projetos;
16. colocar novos projetos em andamento;
17. finalizar projetos;
18. fazer um balanço dos seus projetos até o momento;
19. responder uma tag que te indicaram e você esqueceu;
20. criar uma tag;
21. indicar as outras blogueiras para responder a tag (você não é o único sem pauta);
22. everything will be alright, if we just keep dancing like we're 22;
23. refletir sobre 23 coisas que você aprendeu em 23 anos;
24. pensar em 24 coisas para fazer antes dos 24;
25. não fazer listas de aniversário;
26. compartilhar uma playlist que te faz feliz;
27. pensar em mais cinco motivos;
28. lançar um layout novo;
29. voltar a blogar com o layout novo;
30. voltar a blogar com o layout velho mesmo;
31. se divertir!


Em julho eu:

.entrei para o lado cor-de-rosa da força;
.fiz uma limpeza de pele profunda e minha pele nunca esteve tão macia;
.só não fiz outra tatuagem por falta de tempo;
.tive vida social duas vezes (seriam três se a preguiça deixasse);
.completei 23 invernos;


.apliquei o método kondo nas minhas coisas e foi ótimo; 
.comecei a nona temporada de grey's anatomy;
.li dois livros;
.o blog agora tem um domínio personalizado; 
.surtei no trabalho;
.refleti sobre a faculdade;
.mudei o nome e o layout do blog.

🌻

Eu amo essa coisa de "ano novo pessoal" e pra mim esse novo ano significa estar ao sol. Por onde ando vejo um girassol, o girassol é uma das flores do meu signo e esse ano eu quero brilhar no sentido mais literal da palavra. 

Links

amizade com ex {vídeo}


Medo do escuro. Do que tem no escuro. Sons de motocicletas, armas de fogo. Passos rápidos e medrosos. Um dia feliz. Uma noite infeliz. 11/01/2017. Onze de janeiro de 2017. Hoje eu sinto medo de andar sozinha na rua. Em qualquer horário do dia. Eu sinto medo de descer do ônibus e alguém me seguir. Medo de ser enfiada em um carro e ser levada sei lá pra onde. Medo de invadirem minha casa quando eu estiver dormindo sozinha. Eu tenho medo de ficar sozinha. Eu tenho medo. Eu tenho medo. O cobertor não é suficiente para afastar esses monstros. Não são como os monstros da infância. São piores. São seres humanos. E eu tenho medo. De homens, de mulheres, de pessoas de moto, de carro, bicicleta, até a pé. Bêbados, sóbrios. Motoristas de táxi e Uber. Às vezes eu tenho medo até do meu próprio pai. E meu coração dispara, tropeça quase para, eu poderia fazer essa piada, mas ele realmente dispara quando tenho que enfrentar sozinha uma rua escura ou uma casa vazia. Mesmo cansada permaneço alerta sem saber quando vão chegar. As pessoas em quem mais confio ou meus monstros. Ouço sons vindo de todos os lados, quando é só o vento eu respiro aliviada. Sei que no vento posso confiar. Mas tem um limite de proteção que minha confiança na lua pode me dar. Ela está lá e eu aqui. Tudo que posso fazer é levantar a cabeça e ser banhada pela luz, confiando que tudo ficará bem e que são apenas sons. E posso dormir em paz.

não me pertence

Você já ficou cansado, mas tão cansado, mas tão cansado a ponto de não conseguir respirar. Esgotado, podado, sugado. Totalmente largado, sozinho, sem força alguma, mas mesmo assim se obrigou a levantar e continuar lutando mesmo com lágrimas nos olhos, mesmo com todos a sua volta te julgando. Você não tem vergonha de mostrar seus sentimentos, não mais, não quando eles são quase tudo o que você ainda consegue tocar. Você não vê onde se segurar, tudo parece fugir das suas mãos, então sua escolha é se agarrar aos sentimentos mesmo que lhe digam para ser "cabeça". Você se sente um flor morta. Quase todas as suas pétalas já caíram. Você está feio aos olhos de todos, mas o mais triste é estar feio a seus próprios olhos. Você luta para acreditar em si mesmo e fica repetindo que é possível. Vai dar certo, você acredita nisso, você luta por isso, mas seus braços estão cansados, suas pernas fraquejam, sua voz já não sai no mesmo tom, então num último sopro de vida você se arrasta como se sua vida dependesse disso, e talvez dependa. Você já não sente fome, quando sente, é fome demais. Você está cansado, mas já não consegue dormir. Quando dorme, não dorme bem. Não quer acordar. Quando acorda, não quer sair da cama. É obrigado a viver. Quando vive quer estar morto. E no fim, depois de tanta luta, tanto sangue e tando suor percebe que não precisava de tanto esforço, Era inverno. As coisas morrem. Mas voltam a surgir na outra estação. 

Não aguento maaaaAAAAAis
Como pessoinha genuinamente contraditória, me questiono se escolhi a graduação errada. Não por ser Artes, por ser Licenciatura. Tenho até vergonha de chegar aqui dizendo isso, mas fato é, depois de três textos inspirados sobre docência e outros comentários soltos por aí, me vejo pesquisando sobre Bacharelados. Deveria terminar a Licenciatura e emendar para ter mais possibilidades no mercado? Largar e buscar outra alternativa? Me equivoquei ao achar que gostaria de ensinar? O estágio obrigatório está longe, mas já me assusta. Tenho aulas sobre gestão escolar e não era isso que eu esperava. Minhas matérias favoritas estão só no último semestre. Não comecei achando que ia dar aula, tudo bem não querer dar aula de novo. Mas me sinto perdendo tempo já que tudo isso não será aplicado daqui dois ou três anos. Qual a alternativa? Começar do zero mais uma vez? Será que vou me arrepender? De continuar ou sair? São tantas questões e uma só opção. E se eu for mesmo para o Bacharelado o emprego definitivamente ficará em segundo plano. Não tem EaD, não tem matutino, não tem salário. Claro que eu poderia tentar estudar à noite, mas não depende só de mim, e convenhamos, eu amo estudar de manhã. 

HELP!


ph Giulia Bertelli 

Vestido preto até o joelho, meia-calça cheia de bolinhas e jaqueta colegial. Sentada na calçada observava a vida noturna da cidade e se perguntava por que resolveu sair de casa. Tinha flashbacks do que acontecera nas últimas horas e a sensação é de que já estava ali a dias. O universo parecia dizer "vá para casa!" desde o começo, mas é claro que ela não ouvia. Era impossível se sentir mais deslocada do resto dos amigos. Se perguntava o que Elizabeth Bennet faria em seu lugar, era seu jeito de lidar com as coisas. Jane Austen era sua escapatória quando se metia em uma situação absurda demais. “São só histórias”, e isso ajudava a esquecer que estava, talvez, no lugar errado, na hora errada, com as pessoas erradas. 

Por debaixo da meia-calça sua primeira e única tatuagem aparecia – uma raposa, geometricamente desenhada, envolta em galhos secos, e quatro meses depois ela ainda se questionava o porquê da estrela e da lua junto ao seu, pelo o que ela havia pesquisado, animal totem. Era sua raposa da sorte, ela dizia. O que ninguém sabia é que a tatuagem tinha sido feita em uma noite não muito agradável e em um estúdio não muito higienizado, e ela não estava nem um pouco sóbria. Três coisas que vão persegui-la pelo resto da vida enquanto poder ver o desenho em sua perna direita. 

Os flashbacks iam e voltavam conforme ela respirava com dificuldade. Música alta, ela estava molhada. Suor? Chuva? Alguém derramara bebida? Todos derramaram bebida nela? Estava fraca e já não conseguia enxergar meio palmo à sua frente. Seus amigos sumiram. Seu estômago revirava – um pouco de medo, um pouco de fome, um pouco de ter bebido de estômago vazio. Colocou a mão no bolso da jaqueta, o celular e o dinheiro estavam ali. Apertou várias vezes o botão de início, sem resposta. Sem bateria. Suas chances de ir para casa diminuíam. Casa. Não poderia ir para casa. Só de pensar em casa sentiu uma ânsia de vômito que não achou ser capaz de sentir. Não poderia ir para casa, não desse jeito, não de jeito nenhum. Lembrou-se o motivo de ter aceitado sair assim, tão repentinamente – afastar-se de casa. 

Mas ir para onde então? Não tinha opção além de voltar para o pub. Mas voltar para lá é assinar de vez sua sentença de morte. Trovões. Um raio precedendo a chuva. Tirou os óculos, olhou para o céu. Lua cheia. Sentiu sua perna tremer, mas dessa vez, não era de medo, era de força. Respirou fundo, plantou os dois pés firmes no chão já cheio de lama e se levantou. Virou-se, olhou para a porta do bar e caminhou lentamente até o guichê. Lá dentro ouviu um tiro. 


"Você tem que conhecer gente nova mimimimimi"
Toda vez que inventam que preciso-me-envolver-para-superar tenho um início de um ranço. Eu não preciso superar pois não há o que ser superado, eu não quero me envolver pois estou muito bem comigo mesma, obrigada. Meu momento atual esta perfeito em todas as áreas da vida. Eu não preciso de um relacionamento, trocar de emprego, comprar coisas à esmo. Eu estou usando todos os meus recursos em prol de uma única causa: eu mesma. Pintei o cabelo, cuidei da pele, comprei coisas que precisava sem ficar pensando que poderia usar o dinheiro para outra coisa, pois eu realmente precisava daquelas coisas. Estou fazendo uma limpeza física e espiritual ao meu redor. Então não preciso de ninguém agora, além de eu mesma.

As pessoas veem um problema muito grande em ser amigo do ex, o que acontece é que diferente da maioria, nós não somos ex-namorados, somos amigos desde o começo e decidimos continuar assim, então por mais que a torcida seja grande para nos afastarmos, eu não vou afastar uma pessoa tão importante assim da minha vida. Nossas escolhas cabem a nós e como disse Tati quebra barraco: se gostou bate palma, se não gostou, paciência. Nós não somos mais maduros ou elevados espiritualmente por conseguir conviver um com o outro sem ódio, nós apenas somos nós mesmos. Somos sinceros. Temos uma relação na base da honestidade. Então não tem ninguém se machucando, ninguém precisando superar. 

Eu não querer conhecer gente nova não quer dizer que estou criando esperanças, ou esperando que um dia voltemos, eu só quero me curtir, brincar de empreendedorismo e ver no que dá, cuidar de mim sem que alguém precise dizer que tenho que me cuidar, ficar jogada na cama de pijama o dia todo na Netflix assistindo Grey's Anatomy. Eu não quero ficar com ninguém, namorar ninguém, lidar com ninguém. Eu estou bem comigo, e é isso que importa.

Afinal de contas, amor próprio é tudo.

"Posso ouvir um 'amém'?" - AMÉM RUPAUL

...mas toda vez é uma desculpa diferente. Quero escrever, mas não quero só escrever. Quero escrever, mas só depois do layout perfeito. Quero escrever, mas quanto tiver a imagem perfeita para ilustrar o post. Quero escrever, mas será que é pertinente falar sobre isso? Quero escrever por ser o melhor mês do ano, o 6 em 6 já passou, e não consegui escrever. Quero escrever, mas quero fotografar. Quero escrever, mas vou fazer mil outras coisas. Quero escrever que entrei pro lado rosa da força, mas não tenho uma selfie para mostrar. Quero escrever pelo menos uma vez por semana, mas a primeira semana do mês já passou. Quero escrever como se fosse BEDA, assim realmente escrevo, mas parece que quando não é BEDA esqueço como escrever. Quero escrever, mas toda vez que abro qualquer aba a mais, meu notebook para de funcionar. Qualquer esforço é grande demais pra ele. Quero escrever, mas não passo do título. Quero escrever um livro, mas sem um olhar tão crítico. Quero só escrever. 


Esse mês eu não escrevi e foi proposital, queria e tinha que focar nas aulas da faculdade. Mas não me desliguei da internet e mais uma vez percebo que me desligar do blog nunca é a melhor opção, quando eu fazia algo era pra cá que eu queria trazer imediatamente, e é isso que vou fazer em julho, vivi, gravei, guardei.

Comprinhas

O inverno que estava chegando, já chegou e depois de muito tempo nessa indústria vital, realmente ficou frio em Ubercity. Sempre quis uma dessas jaquetas metade moletom e metade jeans, c&a realizou um sonho, e esse casaquinho branco que parece um monte de miojo foi na marisa. Não recomendado para frios imensos. E essa estrela foi no Parque do Sabiá no último domingo quando fui fotografar a Giovana.

Virei modelo

De maquiagem, isso mesmo. Uma ex-colega de trabalho virou maquiadora e fui modelo. Uma imagem vale mais que mil palavras.

Livros lidos

Depois de muito tempo sem ler direito terminei três livros esse mês, um deles em inglês: As Valkírias do Paulo Coelho, Eleanor & Park da Rainbow Rowell que intercalei a leitura em inglês e português, e O Sol e Peixe da Virgínia Woolf. Isso se deu por filas de banco e falta de internet em casa. No momento, terminando Orgulho e Preconceito da Jane Austen. E perdão pelo vacilo, mas não consigo ser a blogueirinha das resenhas.

They see me rollin, they hatin

Sábado à noite é dia de que? Isso mesmo, cair de patins. Não sei andar de patins, meu coração não aguenta tanta adrenalina, porém, amei cair andar de patins. Isso foi no começo do mês, o mesmo dia em que eu iria num show, porém bateu aquela crise existencial e andar de patins foi mais legal que ir no show. 

Fotografei

Saí pra fotografar duas vezes claramente usando roupa de gato. Em breve em um site perto de você (se meu notebook ajudar).

Netflix and chill

Sétima temporada de Grey's Anatomy e contando. Comecei RuPaul's Drag Race e terminei o dia pesquisando por perucas. Assisti Ramona e Beezus e é um filme super fofo sobre família e amor de irmãs, O Idiota do Meu Irmão, o filme perfeito pra passar o tempo, e só assisti porque tinha a Zooey Deschanel, e por fim Grandes Olhos que deixou as portas abertas para a Patrulha da Fraude me atacar, que filme ótimo, me arrependi de não ter ido ao cinema no lançamento. 

🍃

Olhando agora parece que junho foi enorme e ao mesmo tempo passou super rápido. Que venha julho!


- Leva sua câmera?
- Nossa, mas tá caro.
- São só umas fotinhas.
- Eu tenho um primo que tem câmera, ele faz pra mim.
- Qualquer um pode ser fotógrafo.
- É só apertar um botão.
- Eu mesmo tiro com o celular então.
- Ah, desculpa, mudei a data e não te avisei.
- É só um passatempo, né?
- Vai passar fome.
- Foto não dá dinheiro.
- Mas você trabalha com o que além de tirar essas fotos?
- O mercado já tá saturado.
- Seu primo já se formou e você o dia inteiro nesse computador.
- Curso pra quê? É só apontar e apertar.
- Gastando dinheiro com isso? Não vai ter retorno.
- Vamos fazer um ensaio sim, vou ver e te falo.
- Mas fulano faz assim.
- Essa pose tá na moda.
- Não precisa editar pra ficar mais caro, edito depois.
- Oi, que bom que você veio, aqui minha câmera pra você tirar umas fotos da festa.


Notei que mês pós BEDA é sempre uma decepção em número de textos, parece que sempre me dá aquele bloqueio. Tanto é, tenho dois textos nos rascunhos que não consegui completar. Além disso, não sei o que houve, mas esse mês apesar de ter saído bastante, me senti pairando sobre ele. Ando até me questionando se fazer faculdade EaD foi a melhor escolha, mas então percebo que é só mais uma crise existencial, e sigo em frente, afinal, amo o que estou fazendo e apesar de não saber se os planos serão os mesmos daqui três anos, ainda assim são ensinamentos que não me arrependo de estar absorvendo.

Desenhe seu próprio mapa


Uma das coisas que tenho dito para mim mesma nos últimos tempos é, não importa para onde tentem te levar, não importa se para os outros esse caminho não é o mais viável, permita-se desenhar seu próprio mapa para chegar no seu destino. Por mais que lá no futuro acabe que as coisas não saiam exatamente como o planejado, pelo menos a jornada você  foi capaz de dominar.

Se necessário, saia dos trilhos


E apesar do mapa, não se apegue à ele. Permita-se sair dos trilhos de vez em quando, fazer um caminho diferente. Pode ser uma curva mais longa que vai lhe trazer resultados melhores que os esperados lá na frente.

Apesar do cansaço, da vontade de desistir, sei que não posso porque tenho prioridades que dependem que eu continue onde estou, por hora pelo menos. Eu não gosto de admitir quando estou esgotada. "Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades", meu grande poder é ser a tal da referência, e minha grande responsabilidade é me manter sendo. Mas não quero ser o homem-aranha. Passo o bastão para quem estiver mais disposto a mantê-lo a mostra, eu já não consigo mais.

Não bati praticamente nenhuma meta que propus para maio, e termino o mês com uma bela gripe. Até a próxima.

Links

Bruna Morgan - Namore alguém que ame a sua arte
Coffee & Flowers - Mulheres na fotografia


Oi pra você! Dia 07/05 eu fui em um festival de rock lá em Araguari/MG, aqui do lado. Foi uma experiência única poder curtir som de qualidade de frente a cachoeira, e tirando a primeira banda, amei tudo. Mas Papisa ganhou um lugar especial no meu coração.

.viajar é sempre bom
.cachoeira ao por-do-sol é linda
.lavei a alma
.fiquei derrotada depois de 5 horas de festival
.curti pra valer a última banda em despedida daquele dia maravilhoso



Esse é o tipo de experiência que vale a pena viver de vez em quando. Tirei a virgindade de festival, cachoeira e show tudo ao mesmo tempo!

loka do dia 👚


Até a próxima! 🎸