Em fevereiro eu me senti o tempo todo em uma montanha russa que foi mais para baixo que para cima. Definitivamente existem mil coisas em mim e ao meu redor que quero mudar, mas às vezes, na maioria das vezes (odeio admitir), me sinto imponente, como se eu não fosse essa pessoa capaz de fazer qualquer coisa. Eu me esqueço disso, que sou capaz de voar se eu quiser, e fico me prendendo cada dia mais, cada vez mais à correntes imaginárias que eu mesma criei. Fico tento picos de energia e quando a luz acaba eu desabo. Parece até que já escrevi sobre isso antes. Minha vontade é de estar escrevendo sobre coisas felizes, mas por agora tudo o que tenho é esse estado fantasma, onde eu pairo sobre as coisas. A única coisa que tenho certeza que sei é que sou muito mais sincera quando escrevo. É mais fácil.

Porém quero deixar tudo isso para trás agora em março. Não apenas quero, eu vou. Querer é muito pouco. Pode parecer um texto confuso e inconclusivo, mas é um texto real. Eu não vou mais sofrer, eu não vou mais chorar, eu não vou mais fugir. Até então a única coisa que sempre fiz foi fugir. E esse tá sendo o resumo do mês mais estranho da história. É que tudo estava indo bem nesse curto mês que é fevereiro, mas daí me veio uma maré de bad, e essa maré de bad me engoliu, não foi uma semana, não foi durante uma grande parte do mês, foi hoje, no último dia, quando eu pensava que estava tudo bem, mas não tava, e aí fiquei ali parada no meio do quarto com a cabeça girando e me perguntando por que porque porquê por quê. Daí eu levantei, parei de perguntar pqpqpqpqp e fui viver. Maré de bad, às vezes bate, algumas vezes vem em forma de onda, em outras, tsunami. Sorte minha que sei nadar (cachorrinho).

Falando em cachorrinho, eu quero ter um cachorrinho e só não falo que vou ter um cachorrinho por motivos de mãe não quer um cachorrinho.

E eu nem quero que nada seja perfeito, eu só quero existir e viver da melhor forma possível.


1) Spotify premium é amor, mas quando acabar o mês grátis certeza que volto a usar os dados móveis sem pensar duas vezes.
2) La La Land - Cantando Estações ganhou o Oscar no meu coração.
3) Ouçam a trilha sonora de  La La Land - Cantando Estações (tem no Spotify).
4) Dancem ao som da trilha sonora de  La La Land - Cantando Estações.
5) Amor próprio é tudo.
6) Cedo ou tarde o seu quarto de infância não vai ser mais que isso - seu quarto de infância.

Até a próxima...


1. O que me deram: Mia me deu "Admirável mundo novo", do Aldous Huxley.

2. Já li este livro? Ainda não, porém está na minha lista há décadas (inclusive lerei "A Revolução dos Bichos" ainda esse ano).

3. Nunca li: Clarisse Lispector, tá na listinha.

4. Não sinto vontade de ler: "Forrest Gump".

5. Ninguém que eu conheça leu, mas eu amei: "O projeto Rosie", Graeme Simsion. Conta a história de Don que está em busca da esposa perfeita.

6. Último livro que eu li: "Cândido ou o otimismo", Voltaire

7. Tenho preguiça: Do Tolstói, mas tenho vontade de ler, inclusive comecei "Anna Kariênina", porém não foi pra frente.


8. O livro da sua vida: Tenho que ser clichê e dizer a série toda de "Harry Potter", da J.K. Rowling.

9. Leria novamente: A trilogia "Fronteiras do Universo", do Philip Pullman.

10. Indico: Todo mundo devia ler "Pollyanna", da Eleanor H. Porter pelo menos uma ver na vida, e reler pelo menos uma vez por ano.

11. Tenho vergonha, mas já li: Eu não tenho vergonha de ter tentado, mas já li "50 tons de cinza" - mas só o primeiro da trilogia.

12. Livro que me prendeu em casa: Não exatamente me prendeu em casa porque na época eu estava desempregada, ou seja, eu já não saía de casa, mas foi "A Mediadora", da Meg Cabot. Altas madrugadas lendo a série.

13. Li e não gostei: "A Noite dos Mortos-Vivos", nem tenho mais esse livro do tanto que odiei.

14. Li tudo e adorei, mas não leria novamente: John Green. Perdeu a magia.

Comente com "as férias são poucas pra pilha de livros que tenho pra ler" que eu te dou um livrinho :)

Amanhã fazem três anos que sento a bunda na frente do computador para escrever por aqui e o blog vai andando conforme eu vou andando. 

Quando o blog começou tinha um monte de livros e filmes e nada de diário. Durante o primeiro ano de blog resolvi me aventurar pelas terras do YouTube e tem muita vergonha alheia pra sentir, mas tem uns dois vídeos até legais. E gravar vídeos é muito legal :) Nesse mesmo ano teve mais diário que livros e qualquer coisa que possa ser considerada uma resenha. Já no segundo ano de blog choveu texto sobre amor e várias reflexões em geral, e também um pouquinho de fotografia, e termino o ano falando de duas coisas que achei que nunca conseguiria escrever juntas - livros e moda. 

Para esse terceiro ano eu não sei o que vai acontecer, só sei que será um pouco de tudo que já escrevi por aqui, mas de forma totalmente diferente, pois afinal, estou diferente e o blog é um reflexo de quem eu sou. 

Feliz três anos!

De tempos em tempos eu paro de me reconhecer em mim mesma e sinto a necessidade de mudar - principalmente o cabelo. Principalmente para não dizer sempre.  É sempre. Falou de crise, falou de cabelo. Seja cor, corte, e toda vez que faço algo novo no cabelo sinto algo novo acontecer na minha vida, talvez não de imediato, mas sempre acontece. Foi numa dessas que nesse mesmo batlocal, quase nesse mesmo bat horário, que pintei meu cabelo de vermelho ano passado. Eu precisava de algo novo. Agora não é diferente, mas nada de vermelho por aqui, a mudanca da vez foi um corte, a cor eu deixo para daqui uns tempos, tenho outras prioridades.

Mudar de cabelo é quase mudar de vida.

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Toda vez que tiro autorretratos (me bateu uma dúvida de como se escreve, preferia antes) me sinto invadida. Selfies são oks, auto retratos me deixam com a sensação de que estão lendo a fundo minha alma, é estranho. Esse é o motivo de nunca ter fotos minhas por aqui, no máximo no "quem sou eu", e é bem por isso que tentei tirar novas fotos, aquela ali deve ser de um ano atrás e já não me sinto essa pessoa representada.

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Então que eu estava falando de um assunto e fui pesquisar como se escrevia autorretrato e fiquei por lá, e perdi a linha de raciocínio. Era pra essa postagem ser sobre meu novo corte de cabelo!!!! mas não sei ser blogueirinha de moda e beleza!!!!! mas fica aqui registrado que mesmo sem ibagens eu amei!!!!!!! Seguem imagens dessa semana maravilhosa (só que não):


Antes de ontem foi lançada a coleção de inverno da Antix e essa é a primeira vez que acompanho e me apaixono em um lançamento. Comecei a acompanhar de verdade a marca quando lançaram a coleção de inverno do ano passado, a "Contos do Campo" e apesar de ter gostado de algumas estampas não foi nada muito "uau", creio que o tema porquinhos, galinhas e patos não fazem meu tipo, e até achei que seria o tipo de pessoa que não compraria vestidos de bichinhos até então - como diria Faustão: erôoooou! Quando saiu a coleção de verão, Atletix/Alados, contabilizei até então três super desejos, e realizei um, novamente, nada que me chamasse muita atenção além das borboletas e dos pássaros.

E então chegou "A Casa na Árvore".

Eu tenho um penhasco pelas roupas de inverno da Antix e nessa coleção dois itens que são marca registrada conseguiram me conquistar: as estampas que mais se parecem quadros e os bichinhos, dessa vez com um golpe bem baixo na temática "chuva".
Vai Chover II foi meu escolhido e mal vejo a hora dele chegar em casa - e espero que ele não chame chuva tipo certos sapatos meus. Vagueando pelas terras do Facebook acabei me esbarrando com a outra versão dele e desejando que fosse um macaquinho... Além dele tive outros dois amores e uma paixão:


Infelizmente não da para ver muito bem, mas aqui tem um lookbook gigante das primeiras peças. Enfim, esse só foi um post que achei necessário fazer só para deixar registrado meu amor por essas coisas lindas aí em cima. 

Até a próxima, e vamos multiplicar o amor  

Comecei a leitura desse livro já com medo de que fosse uma leitura complexa demais ou extremamente difícil, daí eu descobri que é só mais um livro.

Nosso personagem principal, Cândido, mora em Westfália e ali cria amores por Cunegundes, filha do barão, porém como o coitado não vem de boa família, o romance não pode ir adiante e ele é expulso do castelo, começando assim suas desventuras pelo mundo.

Depois que parei de olhar para ele com olhar de seriedade, que parei de coloca-lo no pedestal dos clássicos, ele se tornou um dos livros mais divertidos que eu já li. Eu já terminei a leitura com vontade de reler só para lê-lo com os olhos de leitor mesmo, e não com o olhar acadêmico que dizia "meu deus vou ter que ler Voltaire". E definitivamente o que finalmente aprendi é que livros clássicos nada mais são que livros.

Porque ler os clássicos?

"Os clássicos são os livros que, quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lidos de fato mais se revelam novos, inesperados inéditos."
(Por que ler os clássicos - Ítalo Calvino)

Conhecer essas histórias clássicas faz com que acabemos com o preconceito de que são leituras elitizadas e que só os "maiores de espírito" por assim dizer conseguem entender a profundidade de uma leitura desse "nível". Que na verdade, não existe. Qualquer um pode ler qualquer coisa que lhe interesse, independente de ser ou não um clássico. Foi só com a leitura de "Cândido ou o otimismo" que eu consegui pegar Machado de Assis e ler como se fosse mais um autor, o que ele não deixa de ser, pode-se dizer que Voltaire abriu as portas para os livros clássicos na minha estante.

"O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade."

"Desde que o primeiro livro se abriu para mim (e se fechou sobre mim), o cotidiano tornou-se um fardo a suportar. Era aquém demais."

Esse livro me deu uma ressaca literária do bem - aquela que te deixa sem palavras e com vontade de ficar olhando para o teto absorvendo tudo o que você leu nos últimos dias, ou horas. Eliane Brum escreve de forma poética e nos conta desde o princípio de sua relação com as palavras, e como as palavras a salvaram. O livro todo é triste e tem um ar melancólico, te deixa com um aperto no peito e com vontade de deixa-lo pela metade, mas só de pensar na possibilidade você se apega mais ao papel (ou ao Kindle) e não consegue solta-lo até que ele lhe corte pedaço por pedaço. Esse é um livro intenso. "Meus Desacontecimentos" cutuca e faz refletir, e depois vai embora deixando um vazio no peito e no estômago.

De certo modo, todos nós temos nossos desacontecimentos.

Ele é bom do jeito mais estranho que um bom pode ser, afinal como achar que uma coisa que te machucou pode ser boa? Ele simplesmente é. Principalmente para que as palavras significaram a vida inteira muito mais que simples palavras. Eu já sentia que a escrita de Eliane Brum não era alegre desde que li o começo de "Uma/Duas" e por mais doloroso que possa ser, tenho vontade de ler esse outro livro graças à "Meus Desacontecimentos".

Eu preciso olhar para a capa do livro quando vou escrever sobre ele, quando o livro é físico chego até a toca-lo, talvez nesse momento o estivesse abraçando de tanto que ele me tocou.

Shonda Rhimes vai nos guiar pelo ano em que resolveu dizer sim à tudo, a todos os futuros acontecimentos de sua vida, tornando-se dessa forma uma mulher melhor principalmente consigo mesma, depois que aprendeu a dizer sim (e alguns nãos) ela conseguiu sair do casulo onde nós, os tímidos e introvertidos, nos guardamos dos devaneios da vida. E com Shonda Rhimes eu aprendi a dizer sim.

Sou suspeita para falar sobre esse livro pois ele se tornou uma leitura de cabeceira, eu faço questão de ter a edição física futuramente para que possa reler e fazer anotações nas bordas, porque pelo menos no meu momento, ele se encaixou com tamanha perfeição que é até engraçado que eu tenha resolvido lê-lo assim, do nada. O que realmente aconteceu. Nem passou pela minha cabeça a existência desse livro muito menos a vontade de ler um "A Arte de Pedir 2.0", mas é mais, é até errado querer coloca-los lado a lado de certa forma. Se Amanda Palmer conseguiu me acordar para as artes e ver que o que fazia ali era incrível sim, Shonda me acordou para mim mesma. Eu consegui me ver na maioria das passagens, o que é bem triste, mas libertador, por já ter soltado várias amarras e já ter algumas se soltando nesse caminho. É uma leitura deliciosa e engraçada na medida certa, uma mistura de auto-biografia com nada de auto-ajuda e muita Beyoncé. Muito. E muitas palavras repetidas.

O que para mim não foi um problema de modo algum, serviram com ênfase e combina com a narrativa de Shonda, parece que ela conversa com você. O livro todo tem um cheiro de #girlpower, Shonda fala diretamente com nós, mulheres, várias vezes, e coisas como "A Pose do Poder" ou ter/ser "duroneza" ficarão comigo para sempre. É até difícil escolher qual citação deixar por aqui.

Só ame esse livro como eu amei (ou ache que ele é um grande clichê) - vai depender muito do momento que você está passando. Mas definitivamente essa frase fala pelo meu momento:

"Está na hora de parar de ficar de pé nos fundos das salas. Encostada nas paredes. Vivendo em minha cabeça. Desejando que tivesse algo a dizer. Se tem algo que aprendi com todos os empurrões de Sísifo que Chris me dá e todo esses "sim" é que, se eu não colocar a cabeça para fora do casco e mostras às pessoas que sou, tudo o que pensarão que sou é meu casco."

Ando saindo até bastante para fotografar por esses tempos e esses foram os últimos dois ensaios que fiz :D Para ver é só clicar nos nomes para ser redirecionado para o site!





:)

Notei que meu estilo vem mudando de uns tempos pra cá, parei de usar preto e branco na maioria das fotos e estou amando cores vivas e vibrantes, exalando felicidade. Acredito que meus ensaios levam muito dessa essência da alegria de se estar fazendo o que se gosta e receber em troca um sorriso. Tenho muito a melhorar ainda na questão de técnica mas me perdoo por ter deixado escapar algumas coisas bem bobas nesse último (e me dou um desconto porque estava doente!). Até a próxima!

Um ano depois do reinado do Grande Rei Pedro, Edmundo, Susana e Lúcia, equivalente há anos e anos em Nárnia, os protagonistas são chamados em desespero pelo atual príncipe e futuro rei, Caspian, cujo o tio está tentando matá-lo pois o mesmo não precisa mais do garoto para assumir o trono, então nossos quatro personagens já conhecidos voltam a Nárnia para ajudá-lo. Nárnia já não é mais a mesma da Idade do Ouro, ela foi tomada pelos telmarinos (parentes do príncipe) e os mais velhos já não creem mais na antiga Nárnia, e fazem de tudo para as crianças também não acreditarem nas fantásticas histórias de animais falantes e seres da floresta, e muito menos em Aslam. Exceto o príncipe dessa história que vai atrás dos antigos narnianos tentar mudar o curso da história.

A história continua envolvente como nos livros anteriores, apesar de mais rápida. Lewis deixa um gancho falando que ainda não acabaram as crônicas e você fica com vontade de saber qual será a trama da próxima. A partir daqui começamos a dar adeus a Nárnia, assim como Pedro e Susana, estamos ficando velhos demais. Como foi dito lá no segundo livro: "Mas não tentem seguir o mesmo caminho duas vezes. Na verdade, vocês nem devem fazer coisa alguma para voltar a Nárnia. Nárnia acontece. Quando menos esperarem, pode acontecer." - pelo menos para nós, leitores, Nárnia continuará acontecendo toda vez que abrirmos os livros.

O livro não foi ruim de forma alguma, só senti que faltou alguma coisa, ou que as coisas, como já foi dito, aconteceram rápido demais. Enquanto as outras leituras pareceram ter demorado mais, parece que li "Príncipe Caspian" num piscar de olhos.

Sou suspeita agora para indicar a leitura (e a série toda) pois depois desse livro me apeguei emocionalmente a história, mas fica a dica pra quem quer voltar a ser criança e quer ler uma história fantástica - em todos os sentidos.

"Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformassem por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente nunca soubesse distinguir uns dos outros?"