Eu preciso olhar para a capa do livro quando vou escrever sobre ele, quando o livro é físico chego até a toca-lo, talvez nesse momento o estivesse abraçando de tanto que ele me tocou.

Shonda Rhimes vai nos guiar pelo ano em que resolveu dizer sim à tudo, a todos os futuros acontecimentos de sua vida, tornando-se dessa forma uma mulher melhor principalmente consigo mesma, depois que aprendeu a dizer sim (e alguns nãos) ela conseguiu sair do casulo onde nós, os tímidos e introvertidos, nos guardamos dos devaneios da vida. E com Shonda Rhimes eu aprendi a dizer sim.

Sou suspeita para falar sobre esse livro pois ele se tornou uma leitura de cabeceira, eu faço questão de ter a edição física futuramente para que possa reler e fazer anotações nas bordas, porque pelo menos no meu momento, ele se encaixou com tamanha perfeição que é até engraçado que eu tenha resolvido lê-lo assim, do nada. O que realmente aconteceu. Nem passou pela minha cabeça a existência desse livro muito menos a vontade de ler um "A Arte de Pedir 2.0", mas é mais, é até errado querer coloca-los lado a lado de certa forma. Se Amanda Palmer conseguiu me acordar para as artes e ver que o que fazia ali era incrível sim, Shonda me acordou para mim mesma. Eu consegui me ver na maioria das passagens, o que é bem triste, mas libertador, por já ter soltado várias amarras e já ter algumas se soltando nesse caminho. É uma leitura deliciosa e engraçada na medida certa, uma mistura de auto-biografia com nada de auto-ajuda e muita Beyoncé. Muito. E muitas palavras repetidas.

O que para mim não foi um problema de modo algum, serviram com ênfase e combina com a narrativa de Shonda, parece que ela conversa com você. O livro todo tem um cheiro de #girlpower, Shonda fala diretamente com nós, mulheres, várias vezes, e coisas como "A Pose do Poder" ou ter/ser "duroneza" ficarão comigo para sempre. É até difícil escolher qual citação deixar por aqui.

Só ame esse livro como eu amei (ou ache que ele é um grande clichê) - vai depender muito do momento que você está passando. Mas definitivamente essa frase fala pelo meu momento:

"Está na hora de parar de ficar de pé nos fundos das salas. Encostada nas paredes. Vivendo em minha cabeça. Desejando que tivesse algo a dizer. Se tem algo que aprendi com todos os empurrões de Sísifo que Chris me dá e todo esses "sim" é que, se eu não colocar a cabeça para fora do casco e mostras às pessoas que sou, tudo o que pensarão que sou é meu casco."

2 Comentários

  1. Oi Ludimila!

    Li sobre esse livro no blog da Lominha (sernaiotto), e fiquei muuuuito interessada! Agora com seu post com certeza vou ler ele. Tenho passado por um longo processo de sair do casulo e toda ajuda é bem vinda. Não é muito fácil, mas depois dos primeiros passos a gente vai caminhando, de pouquinho em pouquinho. Tive ajuda de alguns amigos também, e isso é bem legal. Eu era mesmo essa pessoa tímida e introvertida que ficava lá no cantinho, mas tenho saído dessa situação. Ainda sou introvertida, ainda fico no cantinho (eu simplesmente gosto do cantinho!), mas falo beeem mais e me mostro mais. Ainda tenho muito caminho pela frente, mas os primeiros passos já dei (comentar aqui no seu blog esse pequeno depoimento já é parte disso).

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    1. Acho que chega uma hora em que a gente não quer necessariamente sair do cantinho, mas de lá mesmo quer ganhar voz e ser vista. Eu marquei tanta mas tanta coisa durante a leitura que o máximo ter lido em ebook (tornou isso mais fácil), já quero a edição fisica para ficar lendo e relendo as passagens e descobrir outras.

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