"Por isso, tanto quanto possas, repreende-te a ti mesmo, faze um exame de consciência; assume primeiro o papel do acusador, depois o de juiz e, por último, o de intercessor." - Aprendendo a Viver, Sêneca

A autocrítica é uma faca de dois gumes que usamos errado a vida inteira.

Quando se diz respeito ao trabalho, sempre, ou quase sempre, nos julgamos para o bem, estamos sempre certos, afinal, "estamos fazendo nosso melhor". Somos o intercessor. Já na vida pessoal, mal magoamos alguém, ou somos magoados, nossa autocrítica toma a voz do acusador. 

Em nenhum momento paramos para ser o juiz.

Minha autocrítica me impede de finalizar um texto importante para a faculdade, me impede de dar opinião quando acho pertinente, me impede até de falar em voz alta o que penso, dizendo que ninguém se importa. Minha autocrítica faz com que me sinta culpada por coisas que não tive a menor influência. Ela faz parecer que de algum modo, tudo está errado, eu estou errada. 

É importante se criticar menos e acreditar que se fez um bom trabalho, independente de ser ou não sobre o trabalho. 

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