Brás Cubas já morreu e decide escrever um livro sobre sua vida, até chegar em sua morte. Como ele mesmo diz, ele não é "um autor defunto, e sim um defunto autor".

É um livro bom para quem gosta de ouvir histórias sobre vidas alheias, pois nada mais é que isso. Eu não tinha interesse de saber sobre Brás Cubas, nunca tive, nada nunca me deixou curiosa para saber tudo o que ele viveu, então para mim, foi chato. E posso dizer que ele não viveu nada mais que uma vida normal.

Por esses motivos listados acima foi um livro que me deu sono, coisa que nunca acontece, e fiquei entediada a maior parte do tempo, eu só queria que ele terminasse logo. No fim acabei avaliando com quatro estrelas porque apesar da história ser chata, a forma como ela foi narrada foi bem bacana e a conversa com o leitor me conquistou, foram as únicas partes que me mantiveram acordada.

Pra quem nunca tentou Machado de Assis, ele não é tão difícil assim, dá pra ler sem grande sofrimento, mas só leia se o gênero te agrada. Pra quem é obrigado a ler, é aquele ditado: "vâmo fazer o que?", não é mesmo.

Porém não posso ser totalmente injusta e dizer que odiei, teve um capítulo em específico que eu amei, chamado "O bibliômano", que é sobre num futuro, um colecionador de livros se esbarrar numa edição única dessas Memórias.

"Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."

Agora um breve comentário... Certo trecho diz: "Vendera tudo, quase tudo; um homem, que a amara outrora, e lhe morreu nos braços, deixara-lhe aquela loja de ourivesaria, mas, para que a desgraça fosse completa, era agora pouco buscada a loja - talvez pela singularidade de a dirigir uma mulher."

"Memórias Póstumas de Brás Cubas" foi escrito em 1880. Eu não pude deixar de pausar a leitura para comentar que machismo escancarado dos clientes da tal loja. Nesse mesmo trecho ele diz como antes a loja era bem visitada e então uma mulher toma o lugar do dono e as coisas simplesmente mudam. Hoje em dia muitos empreendimentos são dirigidos por mulheres, mas até hoje, desde 1880 e muito antes, essas mesmas mulheres continuam ouvindo que não são capazes de gerar um negócio.

Minha vontade é colocar todos os trechos marcados, mas vou ficando por aqui.

4 Comentários

  1. _nervosa_ HAHAHAHA
    oie! na escola eu achava o machado um saco por motivos de tudo que obrigava a ler achava chato mesmo. daí fui ler depois de velha e uau! a mão e a luva, dom casmurro, o alienista, memorial de aires etc. gosto muito de todos! espero que possa rolar uma chance com outro livros dele, vai que você gosta! hahaha _tentando muito fazer gostar muito do machado_
    :*** muá!

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    1. quero dar uma chance para Dom Casmurro ainda hahaha, vou tentar de novo

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  2. Eu sinto muito isso quando leio clássicos, de não gostar e tals, mas as obras valem muito mais pelo que passaram na época do que pela história em si. Não tenho muita certeza, mas pelo que eu me lembro a respeito desse livro, é que ele foi um sucesso na época por escancarar todas as verdades não ditas pelas pessoas, os podres delas (o "autor" tava morto, e depois de morto, pode-se falar tudo).

    Eu li esse quando era mais nova, por conta própria, e gostei. Gosto do Dom Casmurro também, apesar de faz tempo que não releio ele. Não me lembro de muitos detalhes, teria que reler de novo pra dar uma opinião. Do Brás, um trecho que eu me lembro muito é quando ele fala que a função das botas apertadas é dar o prazer de as descalçar, algo assim haha

    Bjs!
    31 de Março

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    1. Quero dar outra chance pro Machadão, mas mais pra frente hahaha

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